A "neutralidade" é uma posição confortável para quem quer estar bem com Deus e com o diabo, para quem aposta as fichas em vários tabuleiros, por mais antagónicos que sejam.
Quanto mais se sabe mais doloroso é o silêncio, mais angustiante é lidar com o descrédito para com o "óbvio", mais difícil é aceitar posições políticas que abrem as portas a tudo o que é contrário à decência, à seriedade, aos valores fundamentais do Direito Internacional
Esta senhora, que muito sabe, muito cala e é ciclicamente acusada de compadrios que não sustenta, fartou-se do silêncio a que está obrigada pelas suas funções e anuncia o seu ponto final
Aguardemos...

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