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QUANDO A INCONSCIÊNCIA NÃO TEM LIMITES

Não comento, 
limito-me a traduzir e transcrever um artigo publicado dia 11 Nov. na CNN on line.

E pergunto-me... se, em vez de Obama, a Sala Oval fosse, neste momento, ocupada por Bush (qualquer um deles, sénior ou júnior), o que estaríamos vivendo no nosso mundo, em particular na Europa?

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Russian provocations on the rise: Is it a new Cold War?

updated 13:42 PM GMT, Tues Nov 11, 2014
By Richard Allen Greene and Inez Torre, CNN
  • A maior caça a um submarino em águas suecas desde o fim da Guerra Fria. 
  • Uma quase colisão entre um avião militar russo e uma aeronave de passageiros sueca transportando 132 pessoas. 
  • O sequestro de um funcionário da Estónia a partir do território deste membro da OTAN, apenas alguns dias após o presidente dos EUA, Barack Obama ter visitado a nação báltica. 

Qualquer um destes três incidentes poderia ter originado um confronto militar entre a Rússia e o Ocidente,  sugere um novo relatório - e todos eles ocorreram nos últimos nove meses. 
Os incidentes são descritos em "Dangerous brinkmanship ", uma análise que lista mais de 40 "estreitos encontros militares  entre a Rússia e o Ocidente", que ocorreram nos oito meses entre Março e Outubro deste ano. 
O relatório, da Rede de Liderança Europeia, classifica a pesquisa submarina,  a companhia aérea em grave risco de colisão e o rapto na Estónia, como "incidentes de alto risco." Categoriza ainda 11 outros eventos como "graves" e sugere que poderiam ter dado origem a uma grave escalada. 
A maioria envolve aviões russos ameaçando a NATO ou seus aliados. Incluem o que parece ter sido um ataque simulado na ilha dinamarquesa de Bornholm, assim como aeronaves russas que rasaram um navio de guerra da Marinha dos EUA, uma fragata canadiana, e vários outros incidentes entre aviões russos e suecos.

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"Os acontecimentos dramáticos são uma expressão da "política de Putin para reivindicar um lugar apropriado (da Rússia) no sistema internacional";
o presidente russo, quer forçar o Ocidente "a aceitar uma alteração fundamental da ordem internacional", disse o especialista russo Igor Sutyagin. 

"Putin está tentando intimidar o Ocidente por forma a conseguir um regresso a um relacionamento amigável com a Rússia", disse Sutyagin, um pesquisador sénior do Royal United Services Institute, o  "think tank" com sede em Londres que se foca em defesa e segurança.

 "Putin disse abertamente que a Rússia é um urso e um urso nunca pede permissão a ninguém para agir como quiser", disse Sutyagin. 

O Ministério da Defesa russo, a Força Aérea russa, e o porta-voz de Putin recusaram todos as várias solicitações da CNN para responderem ao relatório da Rede de Liderança Europeia. 

Autoridades russas minimizaram ou omitiram muitos dos incidentes individuais no momento em que estes foram relatados publicamente. 

Mas a própria OTAN disse, no final de Outubro, já tinha realizado três vezes mais interceptações de aviões russos no espaço aéreo europeu, em 2014, que em todo o ano de 2013. 

Segundo a OTAN, houve quatro interceptações de grupos de aeronaves russas apenas nos últimos dias de Outubro.

A Rede de Liderança Europeia relaciona o aumento da actividade da Rússia desde o conflito com a Ucrânia e da anexação da Criméia. 

Isto levou a NATO a "aumentar a sua presença militar ao longo de seu flanco oriental", incluindo mais policiamento aéreo, mais voos de reconhecimento, mais navios no Mar Báltico e no Mar Negro, mais exercícios militares na região, segundo o relatório - o que tem vindo a colocar os dois lados num maior contacto do que anteriormente."
Fonte:"Dangerous Brinkmanship," a European Leadership Network policy brief .

"O relatório especula que a Rússia está a testar e observar a OTAN e os seus sistemas de defesa nacional, e buscando propaganda de vitórias pelo uso da força, ou a ameaça do seu uso, contra os seus vizinhos. 
A resposta do Ocidente terá repercussões muito além da Rússia, advertiu Sutyagin. 

"Não é uma questão de 26 aviões de combate voando em algum lugar", disse ele. "Há muitas outras pessoas no mundo que gostariam imenso de seguir o exemplo de Putin. "Isso é uma chamada de alerta muito importante para a sociedade norte-americana, para as sociedades europeias: é necessário defender os nossos ideais, a nossa prosperidade, a nossa riqueza", disse. 

A análise "Dangerous Brinkmanship," (Provocação perigosa) é baseada em relatos da imprensa e declarações do Pentágono e da NATO. 
A CNN cobriu muitos dos incidentes citados no relatório, e é citada como fonte de pelo menos um deles."

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