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ASSALTAM-ME DÚVIDAS


1-  Alguém acredita que Putin está interessado num acordo de paz?

2- O que quer Trump dizer no seu post publicado na noite anterior à reunião de líders na Casa Branca com "Lembrem-se de como começou" ?

3- Por que considera Trump que Zelensky "pode acabar a guerra com a Rússia quase imediatamente" se o país invasor recusa retirar-se dos territórios ilegalmente ocupados?

4- Uma vez que os países da NATO, enquanto tal, são colocados fora de causa na defesa e segurança da Ucrânia, o que é uma prestação de garantias de segurança "tipo" artigo 5°? 

5- Se Trump está empenhado na segurança da Europa, na dos seus aliados, e se está empenhado concretamente na segurança e soberania da Ucrânia, por que coloca à partida, antes de quaisquer conversações, que a adesão da Ucrânia à NATO é um não absoluto e está fora de discussão?
5.1- Não seria a adesão da Ucrânia à NATO a forma mais eficaz e rápida de garantir a segurança da Ucrânia?
5.2- É sabido que Putin, o agressor, não quer, mas Zelensky, o agredido, quer; os aliados também aceitam, só Trump se opõe, porquê?

6- Porque é que 4 dias após se ter reunido pessoalmente com Putin, Trump decide retirar as Autorizações de Segurança (security clearances) a 37 autoridades de segurança, em funções ou não, alguns pertencentes à comunidade de Inteligência, que trabalharam na investigação da comprovada interferência da Rússia nas presidenciais de 2016?

7- Após a assinatura do Memorando de Budapeste ficou estabelecido que a Ucrânia, a Bielorrússia e o Cazaquistão,  ao entregarem as suas armas nucleares à Rússia receberam o compromisso e as garantias de reconhecimento da soberania nacional e que não seriam ameaçados pelos signatários, Rússia, UK e EUA, os quais ficaram proibidos de usar qualquer força militar ou coerção económica;
Alguém tem conhecimento de quando e/ou como foi revogado o estabelecido pelo Memorando?

8- Trump afirmou ontem na FoxNews que está absolutamente fora de causa o envolvimento do exército americano na guerra da Ucrânia; por que promete ele a participação nas forças de Garantia de Segurança da Ucrânia?
8.1- Considera que vender armas a aliados que as doam à Ucrânia é uma garantia de segurança?
8.2- Vai ao menos voltar a fornecer Inteligência e informação geo-estratégica?

9- Por que afirma Trump que um acordo de paz está muito próximo e, por isso, não há necessidade de um cessar-fogo quando, até ao seu encontro com Putin, o considerava fundamental?



10- Uma vez que Trump reconhece que "é possível que Putin não queira um acordo" por que não institui as sanções e as "sérias consequências" com que o ameaçou como forma de pressão?

11- Será absurda a hipótese de Trump não instituir sanções primárias, nem secundárias, contra a Rússia por estar à espera de ver Zelensky recusar o "acordo e paz" proposto por Putin?  Por que haveria de pôr sanções à Rússia se é a Ucrânia que se recusa a aceitar a paz?




12- Trump afirma que a Ucrânia vai receber uma grande quantidade de terras (a lot of land); quais são? 
12.1- E a Crimeia, território ocupado em 2014, porque é, à partida considerado um assunto indiscutível? 
Lei dos EUA nº 115-44, Ponto 3, Secção 257: 
"Esta é a política dos EUA: jamais reconhecer a anexação ilegal da Crimeia pela Federação Russa ou a separação de qualquer parte do território ucraniano por meio do uso da força militar."
Presidente Donald Trump
2 de Agosto de 2017  
Não sei se ocorrerá alguma dúvida a alguém, isto parece-me absolutamente claro. 


13- «Após a conclusão das reuniões (foi a meio) telefonei ao Presidente Putin e iniciei os preparativos para uma reunião, em local a determinar, entre o Presidente Putin e o Presidente Zelensky»;  por que é que quando Trump disse que iria telefonar a Putin todos os 6 líders europeus presentes decidiram que seria melhor ficarem para jantar?




No dia 11, há uma semana, 4 dias antes do nauseante encontro no Alasca, terminei post desse dia assim:

"E quando o encontro terminar, o presidente dos EUA dirá que correu muito bem, que Putin quer mesmo um acordo de paz e está nas mãos da Ucrânia terminar esta chacina. Nas mãos da Ucrânia, não forçosamente de Zelensky..." 

14 - ...Se Zelensky se opuser ao acordo (um "se" muito pequenino)  será que Trump irá levantar a questão da legitimidade democrática de Zelensky enquanto presidente? Então lá porque se está em guerra - com as populações e edifícios cívis a serem constantemente bombardeados - não se pode fazer eleições? - Vídeo abaixo, 18 Agosto 2025



15- Será que Putin quer mesmo encontrar-se com Zelensky?
15.1- E, no caso dúbio do encontro acontecer, quantas semanas levará a ser preparado? Talvez lá mais para o Inverno, quando chover a potes na Ucrânia?



Na verdade, tenho mais dúvidas, muitas mais, algumas convicções e umas quantas certezas; Por hoje ficam estas que se enquadram na "conjuntura" actual

E uma última pergunta, directa a Trump:

Se é tão fácil acabar com esta guerra, era até para ter sido resolvida no primeiro dia da segunda administração Trump, por que raio ainda não acabou?

AS EXIGÊNCIAS DE PUTIN E UM QUEIJO DA SERRA


Exigências de Putin para o "fim da guerra" 

1. A Ucrânia deve retirar todas as tropas de Donetsk e Luhansk em troca do congelamento das linhas de frente em Kherson e Zaporizhzhya. 

2. A Rússia devolveria apenas pequenas áreas que tomou no norte de Sumy e no nordeste de Kharkiv. 

3. Reconhecimento formal da soberania russa sobre a Crimeia — incerto se apenas pelos EUA ou por todos os Estados ocidentais e também pela Ucrânia. 

4. Levantamento parcial das sanções contra a Rússia. 

5. Proibição do ingresso da Ucrânia na NATO, com vagas promessas de "garantias de segurança". 

6. Status oficial da língua russa na Ucrânia e livre funcionamento da Igreja Ortodoxa Russa.


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Existirá um secreto ponto 7 exigindo uma casinha numa ilha mediterrânica, com petróleo no jardim, uma mina de diamantes nas traseiras e um queijo da serra todos os dias para o lanche. Nada que não se consiga com boa vontade, obviamente o homo sapiens está mortinho por acabar a guerra

ACORDOS HÁ MUITOS...

O personagem deve ter pensado que um pacato domingo seria um bom dia para me vir inflamar o neurónio; vai daí e diz-me: «... mas agora o Trump até está a atacar o Putin, até está a ajudar a Ucrânia»

Haja Deus! Resolvo que não vou deixar a inflamação do neurónio alastrar-se-me à língua, respondo laconicamente «Tens razão, vamos ver o Putin a assinar um Acordo de Paz justo e a cumpri-lo, borradinho de medo do Trump», e fico a pensar que raio alimentará esta credulidade. Inocência, o acalentamento de um desejo ilusório ou mera incapacidade?

Por aqui arrisco que o plano de Putin será,
por um lado, avançar pelo centro, atacando Kyiv, criando destabilização e morte numa área de população mais densa que pretende enfraquecer ainda mais aterrorizando-a numa tentativa indirecta de pressionar o governo ucraniano, 
por outro, manter uma segunda frente atacando o sul, a costa do mar Negro, ocupar Odessa

Se Odessa for ocupada, tomará as rotas de navegação, o embarque e desembarque de armamento, a exportação de bens (entre os quais os cereais), o controlo do Mar Negro. Um cenário catastrófico para a Ucrânia


Trump deu à Rússia mais 50 dias antes do início da aplicação das sanções, que não conseguiu continuar a evitar, mas isso não significa, de forma alguma, que Putin pare os ataques.
Estes 50 dias são um período chave de campanha de guerra que vai decorrer até finais de Outubro, meados de Novembro, dependendo da entrada do tempo chuvoso, e a Ucrânia vai precisar de muito mais do que algumas baterias de mísseis Patriot

A Europa está a enviar mísseis que demoram um par de semanas a ser colocados mas a questão é saber que mísseis e quantos. Os Patriots não são úteis contra drones. São utilizados contra outros mísseis, fornecidos pela Coreia do Norte, alguns pelo Irão, contra aviões ou navios, mísseis balísticos e mísseis de médio alcance. Os presentes ataques nocturnos quotidianos com 400, 500 drones  são impossíveis de combater com os exurbitantes Patriots, ou quaisquer outros mísseis.

A Ucrânia tem uma rede de ligação por telemóvel que identifica, sobretudo pelo som mas não só, os drones que se aproximam; equipas com baterias de metralhadoras em camiões que são alertadas e têm tido um êxito lendário no seu abate. Isto tem  funcionado com drones que voam a baixas altitudes a 100/140 kms/h. mas os drones estão a tornar-se mais sofisticados, são pintados de preto tornando-os mais difíceis de ver e atingir em tempo útil durante a noite, voam a maior altitude para que as metralhadoras não os consigam alcançar. Costumavam ter ogivas altamente explosivas mas agora muitos deles têm ogivas térmicas, muito mais destrutivas, sugam o ar do interior dos edifícios e queimam pessoas até à morte. São praticamente impossíveis de bloquear e possuem um certo grau de IA para orientação. Estes drones estão a sobrevoar Kiev, contornam a cidade e regressam pelo lado oposto provocando desperdício de munições aéreas e recolocação das defesas.  Realizam ataques ilegais a edifícios residenciais, escolas, hospitais e supermercados.... 90% dos ataques russos são contra alvos civis. Crimes de guerra não denunciados por Trump, que mandou votar contra a resolução da ONU que condenou a Rússia. Se a Ucrânia atacasse alvos civis assim, repetida e indiscriminadamente, cairia o Carmo, a Trindade, o Mosteiro da Batalha, o Convento de Cristo e o Bom Jesus de Braga

Trata-se de uma corrida tecnológica e não apenas de armamento, é necessário, essencial, avançar com armas de energia dirigida, armas de maior calibre capazes de atingir altitudes mais elevadas,  metralhadoras de calibre 50 para além dos mísseis Patriot - que Trump resolveu dar uma mão cheia contra a venda de onerosas quantidades de armamento especializado a 18 países, maioritariamente da NATO, e estes que os doem à Ucrânia por sua conta. 

“Vamos fornecer armas à NATO em grande quantidade, estamos determinados a assumir uma maior responsabilidade pela dissuasão e defesa da Europa”, disse Trump.

Não, não vai fornecer, no sentido que pretendeu dar à sua declaração, vai vender a quem os fornecerá

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, que tem trabalhado com os países europeus para coordenar a compra de armas americanas,(entre as quais misseis Patriot e Tomahawk) disse que a Alemanha, a Finlândia, o Canadá, a Noruega, a Suécia, o Reino Unido e a Dinamarca estariam entre os compradores para fornecer à Ucrânia, e observou que “a rapidez é essencial aqui”.

A Ucrânia tem em funcionamento pelo menos seis sistemas Patriot, fornecidos pelos EUA, Alemanha, Países Baixos e Roménia.

Durante a Conferência Anual de Recuperação da Ucrânia (Roma,10 e 11 de Julho de 2025),  Zelensky disse que Kyiv solicitou um total de 10 sistemas Patriot a Washington.

"Com o Presidente Trump, temos um diálogo positivo sobre os sistemas Patriot. O meu pedido é de 10 sistemas Patriot e o número correspondente de mísseis relevantes para estes sistemas", disse Zelensky.

Zelensky acrescentou que a Alemanha está efectivamente disposta a pagar por dois sistemas, a Noruega pagaria por um sistema, e há «uma resposta clara do fabricante e de diferentes capacidades dos EUA de que outros parceiros europeus irão aderir ao esquema de financiamento dos sistemas Patriot americanos».

A 14 de Julho Trump revelou que a Ucrânia iria receber um total de 17 sistemas mas esqueceu-se de revelar quem pagará por eles 



O UIVO FERIDO DO "ANIMAL FEROZ"

 

Onde reina a Impunidade não impera a Justiça
Onde não impera a Justiça não existe Civilização


 Lisboa 28 de Setembro 2018

Inquérito da Operação Marquês - acusação de 28 arguidos  
(19 indivíduos -entre os quais José Sócrates - e nove empresas)
Quase 200 crimes económico-financeiros

Tribunal Central de Instrução Criminal 
Sorteio do juiz de instrução do processo "Operação Marquês"

Juízes do TCIC - 2 - Carlos Alexandre e Ivo Rosa
Número de tentativas do sorteio informático - 4

Nos primeiros minutos o programa bloqueou, o computador não respondeu. 
Quando respondeu, deixou de fora do processo o juiz Carlos Alexandre

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Ivo Rosa, O Complacente,  considerou as acusações contra José, O Aldrabão, Intrujão, Mentiroso, Trapaceiro, Vigarista, Embusteiro, Patife, Tratante, Impostor, Chico-esperto e Ladrão como sendo "fantasiosas e especulativas"
O José foi acusado, no âmbito da Operação Marquês, de 31 crimes; Ivo desconsiderou 25
Das restantes 6 acusações -  corrupção, branqueamento de capitais e falsificação - restam 3, as outras 3 prescreveram...
E o gajo ainda se queixa de estar a ser vítima de «manigância judicial» num processo «ridículo, bruto e violento, absolutamente escandaloso»
Não deixa de ser verdade, uma verdade distorcida e revirada mas verdade: As "manigâncias judiciais" acumularam-se umas sobre as outras numa pilha instável, lembrando uma Torre de Pisa erigida sobre um pântano de favores e interesses, agregada numa argamassa de corrupção, espertezas e procrastinação. 
Sim,, é "absolutamente escandaloso" que acusações do foro criminal contra um ex-primeiro-ministro, e relativas a crimes  cometidos  no exercício de funções como primeiro-ministro, possam prescrever e/ou sejam deixados prescrever.  
Sim, é "ridículo, bruto e violento": o povo português levou anos a pagar para se refazer do desfalque do José, saiu-nos violentamente dos bolsos e, quando refeita a recuperação económica e financeira sobre uma alteração de estratégias administrativas e de um confesso "brutal aumento de impostos", uma grande parte dos portugueses, não a maior parte mas a suficiente para inviabilizar uma maioria governativa, votou com a carteira e não com a cabeça. Cavaco, que sempre foi complexado e invejoso  - o filho do honrado Sr. Teodoro Silva nunca se conseguiu refazer de ter ido à escola descalço apesar da vida privilegiada que construiu, talvez tenha sentido os "pés frios" quando do seu doutoramento na universidade de York, os ingleses podem ser mordazmente gélidos em meios distintos  -  e vingou-se de Passos Coelho pela maioria anteriormente obtida, pelo apoio e entusiasmo que suscitou, pela recuperação económica conseguida e concedeu o governo à "Geringonça". Pela primeira vez em Portugal não foi nomeado primeiro-ministro o líder do partido vencedor. Goste-se ou não os factos são estes, e o resto é história
O José queixa-se? O José tem tido uma sorte diabólica, melhor dizendo, faustosa... Tal como Fausto, aqueles que vendem a alma ao diabo acabam vendo-a reclamada. Veremos se chegou o momento da reclamação.

Curiosamente, e tanto quanto uma leitura na diagonal me dá a entender, o comentadíssimo parecer de Pinto de Albuquerque,  o ex-juiz  no Tribunal Europeu, não dedica uma linha às acusações constantes no processo Operação Marquês agora em julgado. Dedica-se a tentar demonstrar o carácter  injusto do processo que terá pecado pela violação da presunção de inocência, da protecção da vida privada e familiar. Critica ainda a lentidão do processo, mas não refere a prescrição de metade das acusações que resistiram à fogueira de Ivo Rosa. E sobre a proveniência dos milhões de euros do José? Ah, isso não vem ao caso da presunção de inocência, nem da prisão, nem dos motivos explícitos de "uma campanha mediática agressiva", nem mesmo fundamentos jurídicos para a rejeição de dezenas de recursos judiciais interpostos por José. Ou seja,  José,  O Aldrabão, Intrujão, Mentiroso, Trapaceiro, Vigarista, Embusteiro, Patife, Tratante, Impostor, Chico-esperto e Ladrão continua a exercer magistralmente a sua arte de tapar o Sol com uma peneira. Estes pareceres de luxo são armas de vitimização, contra a "cabala negra", mas nenhum deles toca no âmago da questão: o José corrupto, ladrão, falsário, que deixou o seu país de tanga, rota, em menos de 6 anos como primeiro-ministro. E disso há provas e provas e provas, irrefutáveis.


 Tomada de posse do  primeiro-ministro José Sócrates - 20 Fev. 2005

 “Rigor, desde logo, na despesa, porque essa é a forma última de garantir a       sustentabilidade de longo prazo das contas públicas. (…) Rigor, também, no   cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento. (…) Múltiplos instrumentos   poderão ser usados, mas o rigoroso controlo da despesa e o combate à         fraude e à evasão fiscal serão, sem dúvida as traves-mestras da nossa   ação“. (...) “Mas também a transparência. A transparência e a sustentabilidade   das contas públicas são essenciais para a credibilidade externa e interna da   governação. Finalmente, a verdade. Pagar impostos é obrigação de cidadania;   mas conhecer a verdade sobre as contas do Estado é um direito dos cidadãos. O   país conhecerá a verdade sobre a situação orçamental”

Reeleito sem maioria em 2009,
seguiu-se o pedido de auxílio externo em 2011, a demissão do governo e a convocação de eleições antecipadas.
Ridículo, bruto, violento, absolutamente escandaloso

E SE...

CONTEXTO

O pacote de 887 páginas, apelidado “Big, Beautiful Bill” prorroga os cortes fiscais que Trump promulgou em 2017 , aprova centenas de milhares de milhões de dólares em novas despesas militares e na execução dos planos de deportação em massa de Trump. Paga parcialmente tudo isto com cortes acentuados no Medicaid, nos benefícios de ajuda alimentar, no financiamento de energia limpa, no corte total dos programas de assistência e ajuda internacional, a estimativa é de US $ 930 mil milhões em reduções de despesas só no âmbito do Medicaid, violando a promessa de Trump de não cortar o programa.


Em termos globais a “Big, Beautiful Bill ” aumenta a dívida nacional em 3,3 biliões de dólares ao longo de uma década. O Gabinete de Orçamento do Congresso conclui que as perdas de receita de 4,5 biliões de dólares ultrapassam largamente os cortes nas despesas de US $ 1,2 biliões  e aumenta o limite da dívida em US $ 5 biliões .

A “Big, Beautiful Bill ”, apropriadamente apelidada “Big Bill for Billionaires”, dará, aos que usufruem de maiores rendimentos, cortes fiscais significativamente maiores em comparação com a legislação anterior (Lei de Cortes de Impostos e Empregos de 2017 - TCJA). Por exemplo, aqueles que ganham mais de US $ 500.000 verão um corte de impostos médio de US $ 58.000 no primeiro ano, de acordo com o Comitê de Orçamento da Câmara do Congresso

As projecções indicam que o topo de 5% dos americanos mais ricos pouparão mais de 1,5 biliões de dólares com estes planos, enquanto os 40% dos agregados familiares mais pobres irão enfrentar custos acrescidos de mais de 750 dólares por ano, de acordo com o Yale Budget Lab


Parabéns América, num histórico 4th of July os EUA renascem como EOA - a União está desfeita, os Oligarcas compraram o seu reino
(Com quem terá Trump aprendido a satisfazer oligarcas colocando-os na sua dependência?) 


ESTRATÉGIA

Há muitas pontas por onde começar a desenredar as estratégias de Trump face às suas políticas anti-populares, face ao comportamento suicida do partido republicano.

A cada dia que passa aumentam as probabilidades de uma vitória indiscutível dos Democratas em Novembro de 2026

Trump nunca admitirá tal derrota, os Republicanos preparam-se para tudo menos para abdicar do poder

Poder-se-à ter em mente os acontecimentos inesquecíveis, inimagináveis, do 6 de Janeiro de 2020... Uma perda de tempo, está feito, teve falhas e ensinamentos. No segundo dia da segunda presidência  Trump libertou da prisão o fundador dos Oath Keepers e  o chefe dos Proud Boys. Usando os poderes presidenciais mais alargados, Trump ressuscitou estas organizações moribundas, perdoou a maior parte dos indiciados pelo ataque ao Capitólio e deixou disponível uma "milícia pessoal". com uma dívida de lealdade e reconhecimento. "Stand back and stand by", como havia mandado o recado durante o primeiro debate de campanha com Biden. 
Mas não chega.

Ainda não há 1 mês fez um ensaio: enviou Guarda Nacional Federal e Marines para a Califórnia a fim de "ajudar a restaurar a ordem civil" e apoiar os agentes ICE na sua acção de aprisionamento de imigrantes. Legalmente contestado, pouco o importou, o teste não era legal, era um teste de obediência militar e à admissão do Supremo Tribunal. Passou em ambos. 

A Guarda Nacional pediu que 200 dos soldados fossem autorizados a regressar ao seu trabalho de combate a incêndios - essencialmente, que os soldados fossem dispensados de actuar como soldados de Trump.  A administração satisfez parcialmente esse pedido. Lê-se num Comunicado de Imprensa:

Por recomendação do general Gregory M. Guillot, comandante do Comando Norte dos EUA, e aprovado pelo secretário de Defesa, a Força-Tarefa 51 liberará aproximadamente 150 membros da Guarda Nacional da Califórnia da missão de Protecção Federal.

O Comunicado  acrescenta que ainda permaneceriam tropas suficientes para «conduzir nossa Missão de Protecção Federal na Califórnia», o que significou um grande contingente de tropas da Guarda Nacional e fuzileiros navais  ocupando Los Angeles sob a direcção do governo Trump, um total de cerca de 4,100 soldados da Guarda Nacional e 700 fuzileiros navais dos EUA em serviço activo foram enviados para a cidade.

Teste feito avance-se com a ampliação e reforço 

O orçamento da ICE era de cerca de US $  8 mil milhões por ano, de acordo com o site Web da agência; Aprovado na “Big, Beautiful Bill” encontra-se US $ 30 mil milhões para o orçamento de base da ICE até 30 de Setembro de 2029,  mais  US $ 45 mil milhões especificamente para os centros de detenção, perfazendo um total de  US $ 75 mil milhões  para além do orçamento base anual do ICE nos próximos anos.

Porém... Os US $ 30 mil milhões para o orçamento de base da ICE até 30 de Setembro de 2029 estão disponibilizados desde já. 

A Câmara do Congresso especificou a partição orçamental para a utilização dos outros cerca de US $ 27,28 mil milhões que atribuiu à ICE,  montantes atribuídos para o ano orçamental de 2025 - e que permanecerão disponíveis até 30 de Setembro de 2029. A acrescentar  aos US $ 45 mil milhões  anteriormente mencionados para um total de US $72,28 mil milhões,  e não  incluídos aqui,  foi atribuído aos departamentos de Justiça e de Segurança Interna, respectivamente, mais $1,45 mil milhões para "outros esforços" .

 "Outros esforços" ? Ao longo dos últimos meses tornou-se evidente a presença e acção de "milícias" que se fazem passar por agentes - ICE, Polícia, Rangers - que aprisionam, fazem rusgas e inspecções, perseguições e intimidações sem qualquer mandato ou identificação. Quando enfrentados com a exigência de mandato ou identificação retiram-se rapidamente. Os vídeos destes confrontos sucedem-se em progressão geométrica pelas redes sociais.

Espantoso? Não exactamente. O país da "Lei e Ordem" está a saque. 

Não é preciso ter acesso a compras na Dark Web, a Amazon.com, para não ir mais longe, disponibiliza por patacos toda a parafernália necessária para que qualquer meliante se transforme num agente empossado e armas é coisa que não falta nos EUA, há mais armas do que pessoas. 


NÃO NOS FIQUEMOS POR AQUI, US $ 113 mil milhões de financiamento obrigatório para as forças armadas, o que, segundo o Pentágono, faz com que o seu orçamento se aproxime pela primeira vez de um bilião de dólares. No seu orçamento, há muito adiado e publicado na semana passada, o Departamento da Defesa solicitou um montante separado de US $848 mil milhões para o financiamento de base.  À medida que a administração se aproxima do ano fiscal de 2026, terá já disponíveis os US $150 mil milhões  em despesas adicionais com a defesa. Este ano o Departamento da Defesa decidiu elaborar o seu pedido de orçamento para o exercício de 2026 com base numa abordagem “um orçamento, duas propostas de lei”, transferindo muitas das suas prioridades - incluindo melhorias na qualidade de vida, assistência a veteranos, construção naval e defesa antimíssil - para a proposta de lei única. A lei de reconciliação prevê US $ 1000 milhões para operações militares  e o funcionamento e construção de infra-estruturas em “áreas de defesa nacional”, e US $5000 milhões previstos pelo Pentágono para o financiamento da fronteira, incluindo a detenção temporária de imigrantes nas instalações do Departamento de Defesa

Com a detenção de imigrantes em queda livre, e a detenção de cidadãos americanos "criminosos" sobre a secretária da Sala Oval, será legitimo perguntar a quem se destinam os centros de detenção que têm vindo a ser inaugurados

VOLTANDO UNS PARÁGRAFOS ATRÁS:

A cada dia que passa aumentam as probabilidades de uma vitória indiscutível dos Democratas em Novembro de 2026
Trump nunca admitirá tal derrota, os Republicanos preparam-se para tudo menos para abdicar do poder

Preparada a resposta a uma vitória dos democratas, melhor do que a contestar e declarar este, aquele e os outros todos como criminosos defraudadores do Estado, é evitar essa trabalheira 

E SE...

Como esquivar-se, constitucionalmente, à realização de eleições nos EUA?

 Artigo II-Poder Executivo > 

Secção 2-Poderes > Cláusula 1-Militar, Administrativo e de Clemência > 

ArtII.S2.C1.1 Comandante em Chefe > ArtII.S2.C1.1.14 Lei Marcial em Geral

Artigo II, Secção 2, Cláusula 1:

O Presidente é o Comandante em Chefe do Exército e da Marinha dos Estados Unidos e das Milícias dos vários Estados, quando convocado para o serviço efectivo dos Estados Unidos; pode requerer o parecer, por escrito, do principal funcionário de cada um dos Departamentos executivos, sobre qualquer assunto relacionado com os deveres dos respectivos cargos, e tem o poder de conceder remissões e perdões por ofensas contra os Estados Unidos, excepto em casos de Impeachment.

 O comandante militar responsável durante a lei marcial tem ampla autoridade para fazer e aplicar leis, que podem incluir a detenção de civis, a censura da imprensa e o controlo da circulação.

A lei marcial pode ser temporária, durando apenas o tempo da emergência, ou pode ser indefinida.

Durante a lei marcial, as liberdades civis básicas, como a liberdade de expressão, de reunião e de circulação, podem ser restringidas ou suspensas.

Ao longo da história americana, os governos federal e estadual declararam a lei marcial mais de 60 vezes. A Constituição dos Estados Unidos não define a lei marcial e é omissa quanto a quem a pode impor. No entanto, a interpretação moderna permite que o presidente e as autoridades estatais declarem “graus de lei marcial em circunstâncias específicas”.

Alguns académicos acreditam que o presidente tem o poder executivo para declarar a lei marcial. Outros acreditam que o presidente precisa de autorização do Congresso para impor a lei marcial numa área civil. Por conseguinte, o Congresso pode ser o único ramo governamental que pode legalmente declarar a lei marcial e o presidente só pode agir de acordo com a sua acção. Mas sendo a Constituição omissa, o presidente inimputável enquanto na prática de actos oficiais e o Supremo maioritariamente conivente... Pois. 

A lei marcial não provém de nenhuma autoridade direta, “decorre da natureza das coisas, sendo a lei da necessidade suprema...”. Por outras palavras, decorre do direito, poder e/ou dever do governo de “manter a ordem pública” e de manter a paz.

Em tempo de guerra, a “autoridade política suprema” permite a utilização válida e constitucional da lei marcial.

«A lei marcial é a imposição temporária de um regime militar sobre uma população civil,  em tempos de guerra, rebelião ou catástrofe natural. Implica a suspensão dos processos legais civis normais e a assunção da autoridade governamental pelos militares. Pode incluir a imposição de recolher obrigatório, restrições à circulação e a suspensão das liberdades civis.»

E AINDA,

O Presidente pode invocar a Lei da Insurreição, um pormenor na lei americana que permite ao presidente mobilizar as forças armadas em solo americano, uma “exceção à proibição da Lei Posse Comitatus de mobilizar as forças armadas para fins de aplicação da lei”.

«Sempre que houver uma insurreição em qualquer Estado contra o seu governo, o Presidente pode, a pedido da sua legislatura ou do seu governador, se a legislatura não puder ser convocada, convocar para o serviço federal a milícia dos outros Estados, no número solicitado por esse Estado, e utilizar as forças armadas que considerar necessárias para suprimir a insurreição»

Quando dos protestos ocorridos na Califórnia contra a acção ICE na perseguição de imigrantes, o governador não solicitou qualquer ajuda, pelo contrário, opôs-se publica e juridicamente; O Supremo deixou passar a acção ilegal e admitiu a presença das tropas federais "por enquanto". 

Rachel Scott, da ABC News, perguntou a Trump se ele acreditava que estava a ocorrer uma “insurreição” em L.A.

“Não, não”, disse ele. “Mas há pessoas violentas e não as vamos deixar escapar”.

Protestos, revoltas, desobediência civil e até, por que não, uma guerra. É bom ter presente que no Verão de 2019, antes das eleições de Novembro, Trump chegou a ponderar um ataque militar ao Irão. Presentemente a coisa está até muito bem encaminhada. E os canadeanos estão preocupados com a súbita concordância dos EUA em fabricar magotes de drones ucranianos de tecnologia avançada 


A BUÇALIDADE LETAL


CIENTISTAS RECEBERAM ORDENS PARA NÃO PUBLICAR SEM A APROVAÇÃO DO GOVERNO TRUMP

Médicos e cientistas estão a receber ordens para parar de publicar em edições médicas ou falar em público sem primeiro  "terem autorização" da administração Trump.

Esta decisão veio a público hoje, dia 11/06, dois dias após o Secretário da Saúde, Robert Kennedy Jr., ter removido todos os 17 membros do painel de especialistas que faz recomendações a adoptar ao CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) sobre política de vacinas. Os especialistas serão substituídos por "novos membros altamente credenciados" - outra coisa não seria de esperar da creditadissima adm. Trump - actualmente em análise. Dois dias depois 8 já estão nomeados

O ACIP tem sido composto por especialistas em vacinas e doenças infecciosas de centros médicos acadêmicos e outros profissionais de saúde pública que avaliam os dados sobre vacinas e doenças infecciosas em reuniões, até agora, públicas. Aguardemos as credenciais. Quanto aos debates serem públicos, se assim permanecerem  - uma vez que requer autorização prévia  da administração Trump - de uma coisa poderemos estar certos: não serão ouvidas vozes discordante, reinará a harmonia naquela reinação. 

Convém lembrar alguns dos passos, que a muitos terão passado mais ou menos desapercebidos, envolvendo decisões desta segunda administração Trump, e que têm consequências desastrosas para o futuro da saúde nos EUA e no mundo

Maio 25 - «Universidades de todo o país que têm programas de diversidade e inclusão e as que boicotam as empresas israelitas, estão a esforçar-se para cumprir a iniciativa anti-diversidade do presidente Donald Trump, num esforço para manter centenas de milhões de dólares em subsídios federais que financiam investigação médica essencial em áreas como o cancro e a saúde materna.

Desde Fevereiro, os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA cancelaram cerca de 780 bolsas de investigação que abordavam a equidade, as disparidades raciais, a saúde das minorias, as populações LGBTQIA+ e Covid-19. As bolsas canceladas abrangeram todo o país: aproximadamente 40% destinavam-se a organizações de Estados onde Trump ganhou em Novembro

Entre elas, cortes em pesquisas aparentemente alinhadas com os objectivos declarados da administração Trump e do Secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., como estudos sobre diagnósticos de autismo, melhorias em doenças crónicas e a intersecção da exposição ambiental com a saúde.

«As bolsas do HHS são atribuídas apenas aos candidatos mais qualificados - menos de 15% dos candidatos de topo - e não obedecem a requisitos ideológicos ou quotas discriminatórias», disse um porta-voz do HHS em resposta a perguntas sobre as bolsas canceladas.»

O corte em massa de bolsas do NIH gerou preocupação até mesmo entre os líderes republicanos, que defendem que os EUA podem perder a inovação médica e liderança mundial devido aos cortes de financiamento, despedimentos em massa e as reformulações politizadas de agências.

«Não devemos perder de vista o que está realmente em causa aqui. Se os ensaios clínicos forem interrompidos, a investigação for interrompida e os laboratórios forem encerrados, os tratamentos e as curas eficazes para doenças como o Alzheimer, a diabetes tipo 1, os cancros infantis e a distrofia muscular de Duchenne, entre outras, serão adiados ou nem sequer descobertos.»

Senadora Susan Collins, rep. Maine, durante audição sobre os fundos no Senado


Março 25 -  Em 2023, o NIH lançou uma iniciativa de 168 milhões de dólares em 10 universidades para melhorar os cuidados de saúde materna.

Em Março, a agência cancelou o financiamento a várias de entre estas 

A Universidade de Columbia, um dos 10 centros de saúde materna do projecto de grande escala do NIH, foi uma das primeiras instituições a sofrer com o congelamento de fundos e uma batalha pública com a administração Trump.

Os amplos cancelamentos  também atingiram a Faculdade de Medicina Morehouse, parte de uma universidade historicamente negra em Atlanta, Geórgia, um Estado com algumas das piores taxas de mortalidade materna do país.

Restavam 1,6 milhões de dólares da verba de 2,9 milhões  quando o NIH cortou o financiamento. A presidente da Faculdade de Medicina de Morehouse, Valerie Montgomery Rice, posicionou-se firmemente contra os esforços anti-DEI ( Diversidade, Equidade, Inclusão) dizendo à rádio local  que "a diversidade, a equidade e a inclusão, no que diz respeito à saúde, não são termos políticos".

31 Janeiro 25 - «Os Estados Unidos têm sido líderes globais na investigação científica e na inovação. Da vacina contra a poliomielite à descodificação do primeiro cromossoma humano e à primeira cirurgia de bypass, a investigação americana originou uma lista aparentemente interminável de avanços na área da saúde que são considerados garantidos.
Quando a administração Trump emitiu um memorando suspendendo todas as subvenções e empréstimos federais o mundo académico norte-americano parou. "Isto tem um impacto imediato na vida das pessoas", diz J. Austin, professor de psiquiatria e genética médica na Universidade da Colúmbia Britânica. "E é assustador."»

«O congelamento do financiamento exige que as agências enviem as análises dos seus programas financiados ao Gabinete de Gestão e Orçamento até 10 de Fevereiro e surge após ordens separadas emitidas na semana passada às agências de saúde dos EUA — incluindo os Institutos Nacionais de Saúde, que lideram a investigação médica do país — para pausar todas as comunicações até 1 de Fevereiro e interromper todas as viagens por tempo indeterminado.»

A ciência é, por natureza, colaborativa. Muitos consórcios e alianças dentro de campos científicos atravessam fronteiras e barreiras linguísticas. Alguns laboratórios podem conseguir financiamento adicional de fontes alternativas, como a União Europeia. É improvável que uma retirada contínua do financiamento do NIH possa ser compensada por apoios estrangeiros. Os milhões de dólares atribuídos aos laboratórios de alto desempenho são utilizados para financiar estudantes de pós-graduação, técnicos de laboratório e analistas investigadores. Se o investigador principal de uma equipa de investigação não conseguir obter uma bolsa através do processo descrito muitas vezes o laboratório é encerrado e os membros auxiliares da equipa perdem os seus empregos. Não demorará muito para que o impacto chegue à população em geral. Com a perda de financiamento para investigação, surgem os encerramentos de hospitais e universidades e os avanços na medicina também serão prejudicados.

As condições estudadas com o financiamento do NIH não são apenas doenças raras que afetam 1% ou 2% da população. São problemas como o cancro, a diabetes, o Alzheimer — problemas que afectam a sua avó, os seus amigos, os seus filhos e tantas pessoas que um dia perderão a sua saúde perfeita. É graças a este sistema de investigação e aos cientistas que nele trabalham que os médicos sabem como salvar alguém de um ataque cardíaco, regular a diabetes, baixar o colesterol e reduzir o risco de AVC. É assim que o mundo sabe que fumar não é uma boa ideia. "Todo este conhecimento é gerado por cientistas financiados pelo NIH, e se lhe colocar uma chave tão grande e abrangente, vai perturbar absolutamente tudo", diz o professor de genética. “Se as pessoas querem que os Estados Unidos se tornem uma nação de segunda classe, é exactamente isto que precisam de fazer. Se o objectivo é, de facto, tornar a América grande, esta não é a forma de o fazer”, afirma o professor de Genética. “Não é algo racional, ponderado e eficaz de se fazer. Só vai destruir.”»

6 de Fevereiro de 2025, o "The New York Times" noticiou que  «os ensaios clínicos apoiados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) foram abruptamente interrompidos após uma ordem executiva do Presidente Trump, congelando toda a ajuda externa. Esta ordem abrangente deixou milhares de participantes em ensaios clínicos isolados, muitos com medicamentos experimentais ou dispositivos médicos no corpo, sem acesso a cuidados de acompanhamento ou monitorização. A paralisação não só coloca em risco os doentes individuais, como também inviabiliza esforços de investigação críticos que poderiam ter levado a avanços nos tratamentos de doenças infeciosas, na saúde materno-infantil e no desenvolvimento de vacinas.»

Fevereiro 25 - The Guardian - «A ordem de paragem desmantelou décadas de esforços para desenvolver vacinas de última geração contra a malária, uma área na qual a USAID tem sido um importante apoiante financeiro e logístico. A malária ainda mata mais de 600.000 pessoas anualmente, afectando desproporcionalmente as crianças na África Sub-sariana. Os ensaios clínicos destinados a melhorar as vacinas e as taxas de protecção existentes foram agora atirados para o limbo, apagando anos de progresso.»

As consequências desta paralisação vão muito além da saúde pública. 

Os ensaios clínicos financiados pela USAID foram fundamentais no desenvolvimento inicial de muitos medicamentos e vacinas que, posteriormente, recebem investimento do sector privado. As empresas biofarmacêuticas estabelecem parcerias com a USAID para reduzir o risco de investimentos em tratamentos de mercados emergentes, particularmente para doenças como a malária, a tuberculose e o VIH/SIDA, que afectam principalmente os países de baixo rendimento. 

«Uma vítima significativa é o ensaio clínico CATALYST, que testava o cabotegravir, um medicamento injectável de ação prolongada para a prevenção do VIH, em cinco países. Sem injecções regulares, os participantes podem desenvolver estirpes de VIH resistentes aos medicamentos, comprometendo potencialmente a eficácia de um dos novos tratamentos preventivos mais promissores. O ensaio clínico foi uma iniciativa fundamental para expandir o alcance global dos medicamentos para a prevenção do VIH, e a sua suspensão representa riscos não só para os inscritos, mas também para o acesso futuro ao tratamento.»

Para além dos riscos imediatos para os participantes nos ensaios clínicos, o congelamento da ajuda externa interrompe os programas de saúde globais, a estabilidade económica e o progresso científico. Os serviços básicos de saúde, como vacinação, programas de saúde materno-infantil e prevenção de doenças infeciosas, estão a ser prejudicados. A interrupção repentina do financiamento coloca em risco tratamentos médicos essenciais levando ao aumento das taxas de mortalidade e a um aumento da carga sobre os sistemas de saúde já sobrecarregados. Os programas de prevenção da malária, as iniciativas de tratamento da tuberculose e as intervenções nutricionais infantis podem entrar em colapso, revertendo décadas de progressos no controlo de doenças e na saúde pública.

Poderia continuar até me doerem os dedos... O ponto está feito, não passa despercebido que ao dirigir-se a "cientistas", os únicos referidos de forma individualizada na "nova ordem proibitória" são os médicos... Por último deixo apenas um desabafo em oposição à falta de lucidez, à ignorância, à curteza de vistas vigente: 

Esta ruptura afecta a segurança sanitária global. A investigação sobre doenças infecciosas desempenha um papel crucial na preparação para pandemias e a interrupção dos estudos apoiados pela USAID enfraquece os sistemas de alerta precoce para ameaças emergentes à saúde. Sem investimento sustentado na saúde global, as novas doenças infeciosas podem permanecer sem detecção durante mais tempo aumentando o risco de surtos que se podem espalhar pelo mundo. A natureza interligada da medicina moderna significa que negligenciar os desafios globais da saúde representa, em última análise, riscos para a saúde pública em todo o mundo. Seria suposto a, aparentemente esquecida, epidemia de Covid ter sido um aviso, um alerta. Deparamo-nos com a maior e, provavelmente mais importante, comunidade científica do planeta a ser paralisada por um poder cego, corrupto, colossalmente estúpido e ignorante. Não pode ser ignorado.

TÁVA-SE-MÊM'A-VER...



Ahhhh se adivinhar os números do jackpot fosse assim tão fácil e intuitivo...
Às 11h da manhã Trump, que deve ter acordado mal disposto, publicou na sua rede social "Truth Social":

«A forma mais fácil de poupar dinheiro no nosso orçamento, milhares e milhares de milhões de dólares, é acabar com os subsídios e contratos governamentais de Elon»


Às 3h da tarde, depois de algumas tropelias vingativas, como  
afirmar que Trump e os republicanos do Congresso teriam perdido as eleições de 2024 sem o seu apoio,
chamar-lhe ingrato
 e
ter perguntado aos seus seguidores na sua plataforma  X se deveria criar um novo partido político,

Musk publicou o que considerou ser uma "grande bomba" no X, e que não será exactamente novidade: 



Não sei a que horas, "um utilizador" da plataforma de Musk escreveu : 

«Presidente vs. Elon. Quem ganha? Aposto no Elon. 
Trump devia ser destituído e JD Vance devia substituí-lo»

Esta é indubitavelmente a minha favorita;

Musk, "por acaso", deu com este post e publicou-o na sua página às 9h da noite acrescentando:" Yes "


Cerca de meia-hora antes o speaker do Congresso, Mike Johnson, falou e escreveu em defesa de Trump ( se o partido se fragmenta no Congresso ele não volta a ser eleito).
 JD Vance? Nada, niente, rien. Caladinho que nem uma ratazana de esgoto encurrala à luz do dia. (parece que ´hoje não, não pode ser nada, está com uma enxaqueca, enquanto espera por ver onde pára a bola)

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Desculpem-me a frivolidade mas não resisto a galhofar enquanto posso, sim, porque esta coisa vai dar muito mau resultado.







UM PAÍS SEM REI NEM ROQUE


Para que um Estado possa ser considerado Democrático tem de ser alicerçado por vários pilares nos quais tem de assentar o seu funcionamento, institucional, político e social; eleições livres é um ponto de partida mas não basta, não são, de forma alguma, "um ponto de chegada". Representatividade legislativa e executiva da vontade expressa, liberdade de expressão e de imprensa, são alguns desses pilares fundamentais. Um outro absolutamente essencial é ser um Estado de Direito, no qual o poder judicial seja inequivocamente independente. Sem isto não há evocação de resultados eleitorais que resista à perversão do Estado Democrático. Tudo cai num abismo autocrático, prepotente, dogmático

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28 DE MAIO - Três juízes federais do Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos invalidou a utilização da "Lei dos Poderes Económicos de Emergência Internacional", de 1977, para impor taxas de importação.

Trump, obviamente, recorreu.

29 DE MAIO - Um tribunal de recurso decidiu que o presidente Trump pode continuar a cobrar tarifas enquanto contesta a ordem judicial que as bloqueou. A reversão permite que Trump continue a utilizar a "Emergência Internacional" como ferramenta económica, e como política de destabilização dos mercados mundiais

(A bem de quem...?)

A União Europeia está a preparar os termos de um acordo comercial com início de discussão a 9 de Julho. Precisam saber os termos basilares de tal acordo... Pois que esperem, esperem todos, do Canadá à China, do México à India, aguentem-se e logo se vê.
Instabilidade financeira mundial?  Pois, são coisas que acontecem enquanto o mundo fica na dependência da assinatura de um homem que trata as falências por "tu".    

Isto resolvia-se se evocassem o espírito de Elvis, o Rei do Rock - Rei e "Roque" mudando a música - de outra forma não estou a ver saída, talvez se ele for para Marte com o outro....

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Esta remissão à insignificância da Letra da Lei é a nova dádiva ao mundo da segunda administração trump; durante a primeira administração, campanha incluída, foi a mentira descarada como discurso político e a desinformação propagandeada; colou-se às democracias ocidentais  como modus operandi viscoso e peganhento deixando nódoas com as quais hoje nos debatemos, mas havia ainda a tentativa de enquadrar a acção política, e executiva, numa moldura "legal". 
Uma perda de tempo e esforço, ao que parece... 
Agora faz-se "lei" com a ponta da caneta e a prática em campo desrespeitando  todo o tipo de leis vigentes, mesmo as constitucionais, desrespeitando a separação entre o poder executivo e o legislativo, todas as normas que regulamentam essa relação, desrespeitando a jurisprudência descaradamente como constará do Manual de Boas Práticas de qualquer ditador que se preze. 
Sem pretender fazer futurologia, esta será a nova prática que nos assombrará num futuro próximo.
Deixo um vídeo com um excerto da audição no Senado da Secretária do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, não por ser especialmente importante - no que toca ao resto do mundo - mas por ser um excelente exemplo desta nódoa autocrática e irresponsável, inconcebível num Estado de Direito, cristalinamente exposta pelo senador  Chris Murphy. Melhor é difícil.

Ó-LARILÓLÉ-CAMPANHA


Programa eleitoral. 

PS propõe IVA ZERO em bens alimentares essenciais e eletricidade com 6% 

(RTP- 5 Abril 25)


Agora pergunto eu, porque sinceramente não percebo: 
Se o PS considera esta medida justa e fazível, porque não o fizeram durante os seus 8 anos de governação? Mais. Durante a pandemia Covid, alguns bens alimentares essenciais tiveram o IVA a 0%, algum material de protecção teve IVA 0%; 
Por que voltou o governo PS a aumentar o IVA dos bens alimentares? (alguns  de uso corrente para 23%) Porque finda a pandemia a economia floresceu? Vá lá...

Legislativas: 

PS promete dar 500 euros em certificados de aforro a todas as crianças nascidas a partir do início de 2025

G'anda nóia, vamos ter uma geração de putos ricos daqui a 18 anos (se não caírem os juros que são semelhantes, ou menores, do que os de vários bancos mas ok, é um "cavalo dado") 



As propostas do PS para o próximo governo

Menos dias de trabalho e salário mínimo de 1.110 euros. (em 2029)

“Reduzir, de forma faseada, a semana de trabalho de 40 para 37,5 horas para todos os trabalhadores, em moldes e condições a discutir com os parceiros sociais e considerando a evolução da situação económica e a avaliação de impacto em diferentes sectores” (Agência Lusa - 5 Abril 25)

Portanto, meia-hora por dia, de forma faseada, se for possível



A VIDA É SEMPRE MELHOR A BORDO DE UM PROGRAMA ELEITORAL DO PS

Mas "de boas intensões está o inferno cheio", há uma vida a viver, e pagar, para além das campanhas eleitorais


e ainda por cima o gajo é feio, tem pinta de labrego com um fato e uma gravata (sim, eu sei, não é o único, o mesmo acontece com o outro mânfio daquele partideco de que não me lembro o nome.) É tudo, por hoje basta

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ACORDO DE EXTORSÃO


A menos de 48h do encontro entre as delegações ucraniana e norte-americana em Jedha (A. S.) "transpira" que  a assinatura do Acordo de Exploração de Minérios Raros já não é suficiente para assegurar garantias de segurança por parte dos EUA, agora também querem que a Ucrânia ceda territórios.

Ursula van der Leyen, hoje, assinalando os  primeiros 100 dias do seu segundo mandato como presidente da Comissão Europeia:

«Vamos fazer avançar o plano riEUR com toda a força. A ideia subjacente é que devemos libertar todo o potencial face a ameaças concretas. O que mudou nestes 100 dias foi o novo sentido de urgência, porque algo fundamental mudou, tudo se tornou transacional, pelo que o ritmo da mudança acelerou e a acção que é necessária, tem de ser ousada e determinada»

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Poucas horas antes de declarações à imprensa na Sala Oval Trump publicou no Truth Social: 

«Com base no facto de que a Rússia estar absolutamente a “esmagar” a Ucrânia no campo de batalha neste momento, estou a considerar fortemente sanções bancárias em grande escala, sanções e tarifas sobre a Rússia até que um cessar-fogo e um ACORDO FINAL DE PAZ sejam alcançados. À Rússia e à Ucrânia, dirijam-se à mesa de negociações agora mesmo, antes que seja tarde demais. Obrigado!!!»

Juntando ambas, a ameaça de sanções à Rússia e as declarações na WH, duas conclusões se podem retirar:

1 - Alguém, talvez Keith Kellogg, o enviado especial norte-americano para a Ucrânia que esteve em Kyiv a 19/20 Fev, convenceu Trump a pôr a a hipótese de sanções bancárias como meio de pressionar Putin a iniciar conversações (o que me oferece uma expressão vagamente enjoada porque os EUA não têm relações bancárias nem comerciais com a Rússia) 

2- Umas horitas passadas, e à rédea solta com os jornalistas, Trump esteve-se nas tintas para sanções e bombardeamentos, não se coibiu de (continuar a) defender a Rússia com a facilidade de quem tem esse vírus correndo-lhe no sangue

A transcrição de três respostas à imprensa na Sala Oval - dia 7 Mar. (último vídeo abaixo)

 Min21:47 -  Jornalista: “O Presidente Putin está a bombardear a Ucrânia. Ainda acredita nele quando vos diz que quer a paz?”

Presidente Trump: “Sabe, eu acredito nele. Acredito nele. Acho que estamos a lidar muito bem com a Rússia mas, neste momento, eles estão a bombardear infernalmente a Ucrânia. Francamente estou a achar mais difícil lidar com a Ucrânia, e eles não têm as cartas. Eles não têm as cartas. Como sabem vamos reunir-nos na Arábia Saudita algures no início da próxima semana e vamos e estamos a falar sobre a possibilidade de chegar a um acordo final.. 

Acho que, em termos de resolução final, pode ser mais fácil lidar com a Rússia, o que é surpreendente porque eles têm todas as cartas. É verdade. E estão a bombardear infernalmente o país neste momento. E eu fiz uma declaração, uma declaração muito forte. Não posso fazer isso. Não podem fazer isso. Estamos a tentar ajudá-los. Mas a Ucrânia tem de se atirar à bola e fazer o seu trabalho”. 

Jornalista: “O senhor Presidente acha que Vladimir Putin está a aproveitar a pausa dos Estados Unidos na ajuda militar e nos serviços secretos à Ucrânia?

Presidente Trump: “Na verdade, acho que ele está a fazer o que qualquer outra pessoa faria. Penso que ele quer parar e resolver o problema. Penso que está a bater-lhes com mais força do que tem batido. E acho que qualquer pessoa nessa posição estaria a fazer o mesmo agora. Ele quer acabar com isto. E acho que a Ucrânia quer acabar mas não vejo.... É uma loucura. Estão a sofrer um castigo tremendo. Não percebo bem. 

Jornalista: “Porque acha que nenhum outro país europeu está a oferecer um acordo de paz? Parece que ninguém se juntou à mesa para a paz, excepto vocês?

Presidente Trump: “É uma pergunta muito boa mas por vezes as perguntas não têm resposta. Eles estão numa posição muito invulgar. Não sabem como acabar com a guerra. Eu acho que sei, sim, como acabar com a guerra. Apesar da Rússia-Rússia-Rússia. Sempre tive uma boa relação com o Putin. E sabe que ele quer acabar com a guerra. Quer acabar com ela. E acho que ele vai ser mais generoso do que tem de ser, e isso é muito bom. Isso significa muitas coisas boas”. 

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Em Julho de 1987 Trump, 41 anos, voa para Moscovo (URSS) a convite do embaixador soviético nos EUA, Yuri Dubinin.

Ao regressar de Moscovo, o falido Trump recebe subitamente empréstimos de 16 bancos e, sem negociação, compra o Hotel Plaza por 407,5 milhões de dólares - um preço recorde para um hotel.

Actualmente, três antigos agentes do KGB - Alnur Mussayev, antigo oficial do KGB e ex-chefe dos serviços secretos do Cazaquistão, o ex-agente do KGB Yuri residente actual nos EUA,  o ex-agente do KGB Sergei Zhyrno residente em França - . afirmam que Trump foi recrutado pela Rússia. Alegam que o KGB utilizou a lisonja e as oportunidades de negócio para apelar às ambições de Trump, com o objectivo de o recrutar como um trunfo.

Após o seu regresso aos EUA, o então apolítico Trump começou a criticar fortemente a NATO, publicando um anúncio de página inteira no The Washington Post em 2 de Setembro de 1987, que continha uma carta aberta escrita por si proclamando que os EUA estavam a desperdiçar dinheiro a proteger aliados que “não podem dar-se ao luxo de se defender”.

Nenhum destes antigos agentes do KGB forneceu provas directas mas o facto de três agentes, falando em momentos diferentes e a partir de locais diferentes, contarem a mesma história sugere uma forte  probabilidade

Já em 2014, 2 anos antes da primeira candidatura de Trump à presidência, o seu casino de Atlantic City faliu. Trump tinha uma dívida de 4 mil milhões de dólares após a falência. Nenhum banco norte-americano lhe quis tocar. Então  começou a entrar dinheiro estrangeiro através da Bayrock. A Bayrock era gerida por dois investidores: Tevfik Arif, um ex-funcionário soviético nascido no Cazaquistão, que recorria a fontes inesgotáveis de dinheiro da antiga república soviética, e Felix Sater, um homem de negócios nascido na Rússia que se tinha declarado culpado, na década de 1990, de um enorme esquema de fraude com acções envolvendo a máfia russa. A Bayrock - Bayrock Group LLC, localizada no 24º andar da Trump Tower - associou-se a Trump em 2005 e injectou dinheiro na organização Trump sob o pretexto legal de licenciar o seu nome e a gestão de propriedades.

Frequentemente ignorado é o facto de a máfia russa ser parte integrante dos serviços secretos russos. A Rússia é um Estado mafioso. Não se trata de uma metáfora, Putin é o chefe da máfia.

Em 1984, David Bogatin - um mafioso russo, condenado e aliado próximo de Semion Mogilevich - o cérebro por detrás da máfia russa - encontrou-se com Trump na "Trump Tower" logo após a sua abertura. Nessa reunião, Bogatin comprou cinco condomínios a Trump. Esses condomínios foram mais tarde apreendidos pelo governo, que alegou terem sido utilizados para lavar dinheiro para a máfia russa. (NY Times, 30 de Abril de 1992). Há décadas que os agentes de Mogilevich utilizam o património imobiliário de Trump para branquear dinheiro, ou seja, operacionais da máfia russa fazem parte da fortuna Trump há muitos anos, muitos deles são proprietários de condomínios nas "Trump Towers" e noutras propriedades, executando as suas operações a partir da joia da coroa de Trump.

Nada disto é novidade e, independentemente das provas, o comportamento de Trump é revelador: Tomou o partido da Rússia, juntamente com a Coreia do Norte na ONU, abandona a Ucrânia "suspendendo" apoio militar e informação vital, admite abandonar a NATO e fustiga os aliados ocidentais com guerras comerciais; e é-lhe "tão mais fácil negociar com a Rússia e com Putin"

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Chefe propagandista do Kremlin, Alexey Zhuravlyov, Skabeyeva, na televisão estatal russa:
«Apoiamos tudo o que Trump está a fazer. Adoramos a forma como ele se está a comportar».(a partir do min:7:00


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Sala Oval 7 Março