Dame Stella Rimington foi um marco histórico como pessoa e como profissional.
Foi a primeira mulher a chefiar o MI5 e também a primeira a chefiar uma agência de Inteligência no mundo, um meio tradicionalmente dirigido pela figura do "macho alfa"
Em 1965 encontrava-se na Índia acompanhando o marido num posto no Alto Comissariado Britânico em Nova Deli; aí ingressou no MI5 em regime de part-time. Quando regressou ao Reino Unido, em 1969, integrou-se no MI5 a tempo inteiro. Trabalhou nos três ramos dos Serviços de Segurança: Contra-terrorismo, Contra-espionagem e Contra-subversão dos quais foi, sucessivamente, directora.
Em 1992 tomou a chefia do MI5 a seu cargo tornando-se directora-geral. Foi responsável pela maior "visibilidade" da agência tornando os campos de actuação menos obscuros, mais compreensíveis contribuindo para a sua aceitação pública e entendimento do trabalho de Segurança realizado. Deixou os Serviços em 1996 profundamente remodelados na sua filosofia, comunicação e forma de se relacionar com as restantes agências similares e com a população britânica
«Somos, naturalmente, obrigados a manter a informação em segredo para sermos eficazes. Isto não quer dizer que devamos ser, necessariamente, uma organização totalmente secreta. O segredo não é imposto por si só. Não é um fim em si mesmo."
"É um assunto entusiasmante e levou à criação de muitos mitos — e de algumas especulações escabrosas — sobre o nosso trabalho. Devo admitir que foi com alguma hesitação que me propus esta noite lançar alguma luz, tenho um pressentimento de que a ficção pode acabar por ser mais divertida do que a realidade.» 1994, Dimbleby Lecture - BBC TV
Nas palavras de Sir Ken McCallun, actual head do MI5:
«A liderança de Stella proporcionou uma nova era de abertura e transparência relativamente ao trabalho que o MI5 desenvolve para manter a segurança no nosso país e o seu legado permanece até hoje. Como primeira mulher a assumir a chefia de uma agência de Inteligência no mundo, Dame Stella irrompeu barreiras de longa data e foi o percetível exemplo da importância da diversidade na liderança.»
Escreveu vários livros, uma colecção de ficção criando a personagem-espia Liz Carlyle, outros biográficos, como "Open Secret" (2002) e vários ensaios sobre diversas vertentes de acção dos Serviços de Segurança Internos.
Em 1994, enquanto Head do MI5, foi a oradora da Dimbleby Lecture de na BBC TV e fez várias outras palestras abertas, publicou uma brochura sobre os Serviços.
Após o fim da sua carreira profissional nunca deixou de fazer ouvir a sua voz sobre assuntos que considerou importante expressar a sua opinião. (exemplo)
"As fontes humanas são provavelmente uma das fontes mais importantes de inteligência."
Esta sua opinião foi a piece de resistence da intervenção ficcional de "M" num dos filmes de 007 (Skyfall) quando teve de defender a continuidade dos activos humanos como meio fundamental da actividade do MI6.
Abaixo deixo 2 vídeos: o ficcional e dois minutos retirados de de uma palestra pública de Stella; vale a pena comparar
Partiu esta madrugada aos 90 anos no seu último voo nocturno
No próximo mês de Outubro uma outra mulher, Blaise Metreweli, assumirá, pela primeira vez em 116 anos de existência, a chefia do MI6; um caminho desbravado há 33 anos por uma mulher de excepção
Comemorando à sua maneira o Victory Day, Mr. Ken Turner, um veterano britânico da II Guerra Mundial, com 98 anos, (WW2 Royal Engineer, Royal Tank Regiment), o único sobrevivente da sua derradeira missão na Normandia, manifestou efusivamente a sua opinião sobre Musk conduzindo um tanque Sherman PXS604, símbolo das forças aliadas, sobre um Tesla - doado para o efeito pelo seu desiludido proprietário - em protesto contra a forma como Musk usa a sua insuperada fortuna para subsidiar e promover a extrema-direita na Europa
«O meu nome é Ken Turner, tenho 98 anos e servi no Exército Britânico na Segunda Guerra Mundial, tal como este tanque Sherman. Tenho idade suficiente para ter visto o fascismo pela primeira vez; agora ele está a voltar. Elon Musk, o homem mais rico do mundo, está a usar o seu imenso poder para apoiar a extrema-direita na Europa, e o seu dinheiro vem dos carros da Tesla. Bem, tenho uma mensagem para o Sr. Musk: Já derrotámos o fascismo antes e vamos esmagá-lo novamente»
Posteriormente entrevistado pelo "Guardian" declarou «Quis fazer um alerta para as novas formas de autoritarismo disfarçado. Lutei pela liberdade e não por bilionários que brincam aos ditadores usando a tecnologia».
A menos de 48h do encontro entre as delegações ucraniana e norte-americana em Jedha (A. S.) "transpira" que a assinatura do Acordo de Exploração de Minérios Raros já não é suficiente para assegurar garantias de segurança por parte dos EUA, agora também querem que a Ucrânia ceda territórios.
Ursula van der Leyen, hoje, assinalando os primeiros 100 dias do seu segundo mandato como presidente da Comissão Europeia:
«Vamos fazer avançar o plano riEUR com toda a força. A ideia subjacente é que devemos libertar todo o potencial face a ameaças concretas. O que mudou nestes 100 dias foi o novo sentido de urgência, porque algo fundamental mudou, tudo se tornou transacional, pelo que o ritmo da mudança acelerou e a acção que é necessária, tem de ser ousada e determinada»
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Poucas horas antes de declarações à imprensa na Sala Oval Trump publicou no Truth Social:
«Com base no facto de que a Rússia estar absolutamente a “esmagar” a Ucrânia no campo de batalha neste momento, estou a considerar fortemente sanções bancárias em grande escala, sanções e tarifas sobre a Rússia até que um cessar-fogo e um ACORDO FINAL DE PAZ sejam alcançados. À Rússia e à Ucrânia, dirijam-se à mesa de negociações agora mesmo, antes que seja tarde demais. Obrigado!!!»
Juntando ambas, a ameaça de sanções à Rússia e as declarações na WH, duas conclusões se podem retirar:
1 - Alguém, talvez Keith Kellogg, o enviado especial norte-americano para a Ucrânia que esteve em Kyiv a 19/20 Fev, convenceu Trump a pôr a a hipótese de sanções bancárias como meio de pressionar Putin a iniciar conversações (o que me oferece uma expressão vagamente enjoada porque os EUA não têm relações bancárias nem comerciais com a Rússia)
2- Umas horitas passadas, e à rédea solta com os jornalistas, Trump esteve-se nas tintas para sanções e bombardeamentos, não se coibiu de (continuar a) defender a Rússia com a facilidade de quem tem esse vírus correndo-lhe no sangue
A transcrição de três respostas à imprensa na Sala Oval - dia 7 Mar. (último vídeo abaixo)
Min21:47 - Jornalista: “O Presidente Putin está a bombardear a Ucrânia. Ainda acredita nele quando vos diz que quer a paz?”
Presidente Trump: “Sabe, eu acredito nele. Acredito nele. Acho que estamos a lidar muito bem com a Rússia mas, neste momento, eles estão a bombardear infernalmente a Ucrânia. Francamente estou a achar mais difícil lidar com a Ucrânia, e eles não têm as cartas. Eles não têm as cartas. Como sabem vamos reunir-nos na Arábia Saudita algures no início da próxima semana e vamos e estamos a falar sobre a possibilidade de chegar a um acordo final..
Acho que, em termos de resolução final, pode ser mais fácil lidar com a Rússia, o que é surpreendente porque eles têm todas as cartas. É verdade. E estão a bombardear infernalmente o país neste momento. E eu fiz uma declaração, uma declaração muito forte. Não posso fazer isso. Não podem fazer isso. Estamos a tentar ajudá-los. Mas a Ucrânia tem de se atirar à bola e fazer o seu trabalho”.
Jornalista: “O senhor Presidente acha que Vladimir Putin está a aproveitar a pausa dos Estados Unidos na ajuda militar e nos serviços secretos à Ucrânia?
Presidente Trump: “Na verdade, acho que ele está a fazer o que qualquer outra pessoa faria. Penso que ele quer parar e resolver o problema. Penso que está a bater-lhes com mais força do que tem batido. E acho que qualquer pessoa nessa posição estaria a fazer o mesmo agora. Ele quer acabar com isto. E acho que a Ucrânia quer acabar mas não vejo.... É uma loucura. Estão a sofrer um castigo tremendo. Não percebo bem.
Jornalista: “Porque acha que nenhum outro país europeu está a oferecer um acordo de paz? Parece que ninguém se juntou à mesa para a paz, excepto vocês?
Presidente Trump: “É uma pergunta muito boa mas por vezes as perguntas não têm resposta. Eles estão numa posição muito invulgar. Não sabem como acabar com a guerra. Eu acho que sei, sim, como acabar com a guerra. Apesar da Rússia-Rússia-Rússia. Sempre tive uma boa relação com o Putin. E sabe que ele quer acabar com a guerra. Quer acabar com ela. E acho que ele vai ser mais generoso do que tem de ser, e isso é muito bom. Isso significa muitas coisas boas”.
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Em Julho de 1987 Trump, 41 anos, voa para Moscovo (URSS) a convite do embaixador soviético nos EUA, Yuri Dubinin.
Ao regressar de Moscovo, o falido Trump recebe subitamente empréstimos de 16 bancos e, sem negociação, compra o Hotel Plaza por 407,5 milhões de dólares - um preço recorde para um hotel.
Actualmente, três antigos agentes do KGB - Alnur Mussayev, antigo oficial do KGB e ex-chefe dos serviços secretos do Cazaquistão, o ex-agente do KGB Yuri residente actual nos EUA, o ex-agente do KGB Sergei Zhyrno residente em França - . afirmam que Trump foi recrutado pela Rússia. Alegam que o KGB utilizou a lisonja e as oportunidades de negócio para apelar às ambições de Trump, com o objectivo de o recrutar como um trunfo.
Nenhum destes antigos agentes do KGB forneceu provas directas mas o facto de três agentes, falando em momentos diferentes e a partir de locais diferentes, contarem a mesma história sugere uma forte probabilidade
Já em 2014, 2 anos antes da primeira candidatura de Trump à presidência, o seu casino de Atlantic City faliu. Trump tinha uma dívida de 4 mil milhões de dólares após a falência. Nenhum banco norte-americano lhe quis tocar. Então começou a entrar dinheiro estrangeiro através da Bayrock. A Bayrock era gerida por dois investidores: Tevfik Arif, um ex-funcionário soviético nascido no Cazaquistão, que recorria a fontes inesgotáveis de dinheiro da antiga república soviética, e Felix Sater, um homem de negócios nascido na Rússia que se tinha declarado culpado, na década de 1990, de um enorme esquema de fraude com acções envolvendo a máfia russa. A Bayrock - Bayrock Group LLC, localizada no 24º andar da Trump Tower - associou-se a Trump em 2005 e injectou dinheiro na organização Trump sob o pretexto legal de licenciar o seu nome e a gestão de propriedades.
Frequentemente ignorado é o facto de a máfia russa ser parte integrante dos serviços secretos russos. A Rússia é um Estado mafioso. Não se trata de uma metáfora, Putin é o chefe da máfia.
Em 1984, David Bogatin - um mafioso russo, condenado e aliado próximo de Semion Mogilevich - o cérebro por detrás da máfia russa - encontrou-se com Trump na "Trump Tower" logo após a sua abertura. Nessa reunião, Bogatin comprou cinco condomínios a Trump. Esses condomínios foram mais tarde apreendidos pelo governo, que alegou terem sido utilizados para lavar dinheiro para a máfia russa. (NY Times, 30 de Abril de 1992). Há décadas que os agentes de Mogilevich utilizam o património imobiliário de Trump para branquear dinheiro, ou seja, operacionais da máfia russa fazem parte da fortuna Trump há muitos anos, muitos deles são proprietários de condomínios nas "Trump Towers" e noutras propriedades, executando as suas operações a partir da joia da coroa de Trump.
Nada disto é novidade e, independentemente das provas, o comportamento de Trump é revelador: Tomou o partido da Rússia, juntamente com a Coreia do Norte na ONU, abandona a Ucrânia "suspendendo" apoio militar e informação vital, admite abandonar a NATO e fustiga os aliados ocidentais com guerras comerciais; e é-lhe "tão mais fácil negociar com a Rússia e com Putin"
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Chefe propagandista do Kremlin, Alexey Zhuravlyov, Skabeyeva, na televisão estatal russa: «Apoiamos tudo o que Trump está a fazer. Adoramos a forma como ele se está a comportar».(a partir do min:7:00
Não tenho a menor noção do grau de dificuldade que enfrenta um piloto de um avião caça para abater um míssil em vôo mas tenho a certeza que não será pêra doce. Também tenho a certeza de que não se deverá inferir que quem abate 1...abate 6... de seguida 😬
«Um piloto ucraniano realizou um feito inédito ao derrubar
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, quatro mísseis de cruzeiro foram abatidos com o armamento do avião, - os F-16 a operarem na Ucrânia estão equipados com quatro mísseis ar-ar de médio e curto alcance - enquanto um quinto foi destruído com o canhão rotativo de 20 mm numa manobra de alta precisão realizada sob condições adversas. Um sexto míssil próximo também foi atingido acidentalmente, elevando o total para seis misseis neutralizados durante um único voo.
De acordo com o Comando da Força Aérea, os pilotos ucranianos aprenderam a abater mísseis com canhões de aeronaves em simuladores mas nunca tentaram fazê-lo em combate real antes.
Após uma longa espera, a Ucrânia anunciou em Agosto de 2024 que tinha recebido o primeiro lote de F-16, na esperança de que fizessem a diferença na luta de Kiev contra a Rússia em comparação com as antigas aeronaves da era soviética que utilizava. Logo após a entrega dos F-16 houve um revés inicial depois de um piloto ucraniano ter sido morto, o que gerou preocupações sobre o período de treino dos pilotos. A utilização bem-sucedida do caça de quarta geração virá aumentar a moral das forças da Ucrânia.
Por cá parece-me que ninguém falou nisto, se falou foi muito baixinho
Portugal tem 28 caças F16 (Julho de 2024)
Que venham instrutores noruegueses a Portugal treinar pilotos e técnicos ucranianos para F16 não me molesta, eu até gosto dos noruegueses, o que me enfada é que a nossa Força Aérea não o faça
Será que a Força Aérea Portuguesa já chegou ao ponto de não conseguir ter instrutores para pilotos e técnicos de F-16? Noruegueses porquê? Não ficamos nada bem na fotografia.
«Ah, não, não é isso, é que...» Sim, está bem, foram os noruegueses que pediram muito para vir
Há uma semelhança entre Vladimir Putin e o Gato de Schrödinger: Enquanto que o pobre gato permanece num limbo entre vivo e morto até que uma alma caridosa o observe, Vladimir está e não está no funeral do morto consoante onde, ou como, é observado
Para o melhor e para o pior há um limbo entre semelhante e idêntico...
Uma coroação é um momento histórico e quando acontece após 70 anos desde a última, como é o invulgar caso do Reino Unido, é um acontecimento que poucos viveram.
Em 70 anos tudo mudou, o mundo é outro, mas uma coroação - especialmente no UK - transporta-nos para um mundo mágico como se nos colocasse dentro de um filme.
(Já sei que há quem não goste destes "filmes" mas esses têm todos os outros dias do mundo de que gostam sem esta "magia", não se incomodem com isto, passa num instante e há quem goste).
Há 70 anos a televisão transmitiu pela primeira vez a cerimónia da coroação; essas imagens a preto e branco vistas e revistas ao longo do tempo por milhões incontáveis deram-nos uma ideia da tradição, da pompa, dos ritos, do simbolismo. Assim sabemos mais ou menos com o que contamos mas a cor e a alta definição das transmissões actuais quase nos coloca lá, tantos pormenores de que nunca nos apercebemos de repente saltam-nos à vista, saibamos ou não o seu significado ritual e simbólico
Há 70 anos o convite para a coroação da rainha Isabel II era formal e sobriamente protocolar; a ocasião festiva inferia-se, não se manifestava, um pouco como as imagens a preto e branco filmadas exclusivamente pela BBC
O mundo mudou e nem tudo é mau, a magia tornou-se mais forte, mais próxima, as festividades do último Jubileu e o enorme pesar que se seguiu à morte da rainha Isabel são disso o maior e incontestável testemunho. A sobriedade de há 70 anos deixou de ter lugar quando o respeito pelas tradições o permite e a solenidade não se impõe; não é sequer preciso recuar 70 anos para encontrar uma época em que seria impensável ver a rainha a tomar chá com o desastrado urso Paddington
Carlos III tem vindo a demonstrar que pretende seguir essa linha de proximidade em várias situações e o seu convite para a cerimónia da coroação é disso um exemplo evidente; a festividade já não se infere, está explicita, nas cores, na imagem e na simbologia
Um convite para a coroação de um rei é um pedacinho de história e este, impresso em papel reciclado -escolha bem clara no significado, já antes expresso no Jubileu quando Isabel II "acendeu" desde Windsor a "Tree of Trees" em Londres - vale bem uma análise do simbolismo que encerra.
Uma coisa é certa, a monarquia britânica mudou, bem ou mal o tempo o dirá
O convite, obra criada por Andrew Jamieson, artista especializado em heráldica e iluminuras, pintada a aguarela e gouache, compõe-se de vários símbolos que, segundo o Buckgingham Palace, se interpretam assim:
A CARA VERDE
No centro do rodapé está o Homem Verde, uma figura antiga do folclore britânico, símbolo da Primavera e do renascimento, para celebrar o novo reinado. A forma do Homem Verde, coroada em folhagem, é formada por folhas de carvalho, hera, espinheiro e as 4 flores emblemáticas do Reino Unido
O PRADO DE FLORES SILVESTRES
A moldura apresenta um prado de flores silvestres britânicas:
Lírio do vale, a flor favorita da rainha Elizabeth, para a felicidade
Centáureas, para esperança e antecipação
Morangos silvestres (parte de uma sobremesa real favorita, morangos e natas)
Rosas caninas, para amor, prazer e beleza
Campaínhas, pela humildade, constância e gratidão
Um raminho de alecrim, para as recordações
E AS QUATRO FLORES NACIONAIS
O cardo, a flor da Escócia
O trevo, um símbolo da Irlanda do Norte
Narcisos amarelos, a flor do País de Gales
A Rosa Tudor, a flor da Inglaterra
Ao longo da moldura, aparecem cinco ANIMAIS CAMPESTRES:
Uma abelha - o labor pela comunidade
Uma borboleta - a transformação, renascimento
Uma joaninha - sorte, felicidade
Uma carriça - responsabilidade, acção
Um pisco-de-peito-ruivo (robin) . humildade, honestidade
OS ANIMAIS NACIONAIS
O Leão, símbolo da Inglaterra e
o Unicórnio, símbolo da Escócia,
ambos fazem parte do brasão de armas real
Aparece também um javali,
do brasão de armas da família de Camila
(ali no discreto canto inferior esquerdo, coisas de artista...)
Merecedora de nota é a representação de Bolotas ligadas pelo caule às Rosas Tudor;
as bolotas aparecem o brasão de Kate Middleton, princesa de Gales, mulher do prÍncipe herdeiro e mãe do(s) neto(s) do rei
No topo do convite, à esquerda o brasão dos Windsor ( de Carlos),
à direita o de Camila, após o seu casamento,
ao centro o C de Carlos e Camila;
na verdade são dois C's quase sobrepostos e unidos a meio onde posam dois passarinhos (gostos não se discutem)
Dia 6 de Maio, de hoje a um mês, muito mais haverá a explorar e interpretar
Desde muito nova que tenho uma paixão por publicidade, em particular pela comunicação de ideias e conceitos de forma não explicita, através de imagens, de mensagens simbólicas, intuíveis ou mesmo subliminares; atingir um alvo sem "apontar a arma" directamente, dando a volta por um caminho menos óbvio e mais criativo, mais imaginativo.
E dentro da publicidade "lato senso" deliciam-me as manigâncias do marketing político. Não me refiro, obviamente, a discursos, promessas, críticas e/ou demagogias mas sim a pequenos pormenores que, a maior parte das vezes, escapam à nossa consciência mas que ficam a germinar, cumprem o fim para que foram criados, sem ruído
Cá pela nossa terra faz-se muito boa publicidade (sim, e da outra também) comercial, já a política é uma verdadeira lástima, excepçãozinha aqui, excepçãozinha ali - uma excepçãozinha por campanha é uma sorte, por vezes uns, por vezes outros, normalmente uns mais do que outros - e a subtileza não é, de todo, o nosso forte. Há pormenores de imagem estúpida e continuamente descurados, por vezes pergunto-me se será de propósito ou por teimosia
Vem este relambório a propósito de uma gracinha que vi esta madrugada quando fui espreitar os resultados da "super-tuesday" das primárias do Partido Democrata lá dos States.
De facto, quando o tema são os pormenores, e não só, claro está, das campanhas e aparições públicas de candidatos, os americanos são exímios, chegam a ser exacerbadamente exímios, mas indubitavelmente eficazes.
Sobre o que me exaltou o sorriso e a admiração (admiração não no sentido de "surpresa" mas de "admirável", entenda-se) não vou tecer comentários, deixo à vossa inteira observação das duas imagens abaixo: a que surgiu nos ecrans e a que exemplifica subtilmente o "dois-em-um" pretendido.
Apenas uma pequena ressalva para aqueles menos habituados ou versados no linguajar inglês: não nos esqueçamos de que US significa United States tanto quanto US significa NÓS.
Aqueles que captarem entendem-me e os que não captarem que não se importem, a mensagem fica lá, a menos que não pesquem mesmo nadica de inglês.
Uma boa notícia: parece que Lula da Silva sabe escrever! Aguarde-se até fins de Outubro e poder-se-à ler o prefácio que elaborou para o livro de José, o Sócrates.
O livro de José, o propriamente dito, é uma adaptação da sua tese de mestrado defendida em Julho passado na Sorbonne(há coisas fantásticas, não há?) preparada entre croissants e o Bois de Boulogne durante o seu exílio estudantil (alguma vez havia de viver essa experiência...) em Paris.
Um mestrado é uma coisa boa, se não servir para mais nada servirá, pelo menos para legitimar uma licenciatura. Rapaz desenvencelhado este José!
A tese versa sobre a tortura nos regimes democráticos que, segundo ele «ganhou um novo peso nas discussões de filosofia moral dos países anglo-saxónicos após os atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.» Não sei se também se debruçará sobre a tortura em que deixou os portugueses quando foi para Paris.
Prefácio o livro já tem; vou escrever a José oferecendo-me para lhe escrever o epílogo. Ah que gosto eu teria em escrever o epílogo a José!
Ah, já me ia esquecendo e seria uma pena não ficar registado: esta obra prima de José - e digo "prima" por ser a primeira, em termos qualitativos acredito que o melhor ainda estará para vir, com este rapaz é sempre assim - tem o patrocínioda Fundação Mário Soares. Irresistível!
Não me lembro de alguma vez ter feito aqui publicidade a qualquer bem ou serviço, se o fiz devo ter tido uma boa razão.
Acabei de encontrar uma empresa de serviços que me entusiasmou pela ideia, a criatividade e inovação; os tempos estão para isto mesmo, quem tem unhas que toque guitarra.
Não conheço pessoalmente a empresa, não tenho nela qualquer interesse pessoal, para além da sua utilidade, nem conheço nenhum cliente ou prestador. Parece-me que pela ideia, preçário e utilidade merecem a divulgação - no vosso interesse dêem uma olhadela - têm um site muitíssimo bem feito e pleno de informação.
«Nicolás Maduro sugere que Chávez influenciou escolha do Papa»
«O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, sugeriu
hoje em tom jocoso uma subtil influência do falecido Presidente Hugo
Chávez na eleição do primeiro papa latino-americano.
"Sabemos que o nosso comandante está de pé e face a face com
Cristo", disse Maduro, despoletando uma coro de gargalhadas durante uma
iniciativa política, e apenas oito dias após a morte de Chávez, que se
manteve 14 anos no poder.
"Algo deve ter tido influência para que um papa sul-americano fosse
nomeado. Alguma nova mão aproximou-se de Cristo, e disse: Chegou o tempo
da América do Sul. Isso é o que penso", declarou o sucessor de Chávez,
que concorre pelo partido no poder às presidenciais de Abril.»
Pois é, está (é) Maduro mas ainda não caiu da árvore...
Sincronicidade, também referida por Jung como "coincidência significativa". In "Sincronicidade: um princípio de conexões acasuais" Jung, 1929
Em termos simples, sincronicidade é a experiência de ocorrerem dois (ou
mais) acontecimentos que coincidem de uma forma que seja significativa para a
pessoa (ou pessoas) que vivenciaram essa "coincidência significativa", essa simultâneadade, sendo que tal significado sugere um padrão subjacente.
“...um só e mesmo significado (transcendente)
pode manifestar-se simultaneamente na psique humana e na ordem
de um acontecimento externo e independente.” “...coincidência significativa de dois ou mais acontecimentos,
em que se trata de algo mais do que uma probabilidade de acasos.”
“O princípio da sincronicidade afirma
que os termos de uma coincidência significativa estão
inter-ligados pela simultaneidade e pelo significado”.
«No dia em que o papa Bento XVI
divulgou ao mundo a decisão de resignar, abateu-se uma tempestade sobre a
Basílica de São Pedro, em Roma. O fenómeno climático foi registado em
fotografias em que se vê um raio a atingir o cume do edifício sagrado.
As imagens foram captadas
pelo fotógrafo Alessandro Di Meo, um fotógrafo italiano da agência
ANSA. Em Portugal, as imagens foram disponibilizadas pela agência Lusa,
através da agência EPA.
A notícia de que Bento XVI iria deixar o
pontificado no final de fevereiro deixou a Igreja Católica «incrédula» e
levou o cardeal Angelo Sodano, actual número dois do Vaticano, a
afirmar que o anúncio foi como um «raio fulminante num céu sereno».
A previsão de (o próximo...) fim do mundo actualmente mais validada é a marcada para o solesticio de Inverno, a 21 de Dezembro deste ano, quando a Terra estiver alinhada com o Sol e com o centro da Via Láctea, a galáxia que integra o nosso sistema solar.
Há quem jure a pés juntos que a coisa vai dar para o torto, o nosso destino está escrito no preciso e complexo calendário Maia. o tzolkin, que data de, pelo menos, o Séc.VI A.C.
Os que pretendem uma "abordagem científica" baseiam as suas conjecturas no facto de existir no centro da Galáxia um buraco negro super-maciço e este alinhamento irá provocar uma mudança do
campo magnético da Terra com consequências fatídicas.
O que estes "cientistas" se esquecem de abordar na elaboração das suas conclusões é que este tipo de alinhamento não vai acontecer pela primeira vez na história da Terra e variações no campo magnético acontecem periodicamente.
Porque é que há tantas pessoas que gostam de construir filmes de terror fatais como destinos inalteráveis da humanidade? Que necessidade é esta de transmitir (e sentir?) esta implacável impotência perante o horror inevitável?
Não entendo.
Sem qualquer carga astrológica positiva ou negativa
- até que um qualquer bruxo chanfrado se lembre de difundir presságios - é um outro alinhamento, a meu ver bem mais gracioso, que irá ocorrer na noite de 3 para 4 de Dezembro próximo cerca de uma hora antes do nascer do Sol:
os planetas Mércurio, Vénus e Saturno alinhar-se-ão com as três grandes pirâmides
egípcias.
Este fenómeno natural ocorre a cada 2732 anos e, ao que parece, não anuncia o fim do mundo, nem o início da paz na Terra.
Por mim bem gostaria de estar no Egipto a ver de perto.
De vez em quando lá nos calha uma boa notícia e esta, além de boa, é também importante.
Nós, portugueses, fazemos uma certa "gala" em dizer mal daquilo que é nosso; há uns bons anos essa atitude era mesmo arraigada a uma certa certa "superioridade cultural" que encapotava um pensamento do tipo: "Eu conheço muito mais do que isto e o que eu conheço no estrangeiro é que é bom".
Não me está a dar nenhum ataque de bairrismo nacionalista - pois que há muito que fazer e aprender neste nosso pequeno país para que nos possamos comparar à nata da civilização ocidental em muitos e fundamentais aspectos - mas também é verdade que temos por cá muito do bom e do melhor no que toca a recursos materiais, geográficos e humanos; assim os saibamos aproveitar, explorar, desenvolver, rentabilizar e - fundamental - proteger.
A notícia que abaixo transcrevo, quase na integra, versa sobre as castas vinícolas; poderia referir-se a muitos outros produtos da nossa pequena terra - queijos, azeite, fruta, conservas, peixe, pão, gastronomia, etc., etc. Há algumas coisas em Portugal que fazem dele um grande país; temos de saber protege-las e trata-las, temos de saber merece-las, temos de aprender a não ser "pequeninos"
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«Vivemos no país com mais variedade de castas autóctones, são cerca de 250 e já estão a ser desenvolvidos estudos que podem vir a descobrir mais.
«Acredito que há várias dezenas que não estão ainda referenciadas, só nos últimos anos descobrimos mais cinco variedades de castas», afirma ao SOL Antero Martins, professor do Instituto Superior de Agronomia e coordenador da Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira (Porvid).
Existem quase três vezes mais variedades de castas do que em Itália e seis vezes mais do que em Espanha e em França. Esta constatação constitui uma vantagem competitiva para o sector vitivinícola e ajuda a desmistificar a crença de que as videiras foram trazidas do Oriente. Afinal, nasceram cá e não vieram com os mercadores fenícios, como se pensava até agora.
«As nossas castas, além de serem as mais numerosas da Europa, são quase todas exclusivas», garante o especialista. Há alguma sobreposição com Espanha, em especial, nas zonas fronteiriças, mas os trabalhos da Porvid provaram que não há vestígios das nossas castas no Oriente, nem sequer no caminho até à Península Ibérica.
Através de técnicas sofisticadas consegue-se olhar para o passado das castas e comprovar que existe uma maior parecença genética entre as autóctones e as silvestres de uma determinada região, em comparação com castas e plantas silvestres de regiões distintas.
Para Antero Martins a diversidade de castas só enriquece o mercado do vinho, considerado um dos produtos mais emblemáticos do país. No entanto, mais importante do que a variedade das castas são as diferenças dentro das próprias castas. Estas são «difíceis de ver a olho nu e estão em risco de acabar», alerta. Se nada for feito «em 2020, pode perder-se toda a diversidade genética (mutações naturais) de cada casta e, como consequência, a possibilidade de fazer diferentes vinhos».»
Hoje o Google acordou assim, homenageando os 110 anos dos "Amarelos" de Lisboa. Muito simpático...
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«A Carris inaugurou há 110 anos a rede de eléctricos de Lisboa, um transporte emblemático da capital que viu a sua importância decrescer ao longo do tempo, mas ainda serve 20 milhões de pessoas por ano.
Foi a 31 de Agosto de 1901 que o primeiro eléctrico de Lisboa começou a circular, na então chamada Linha Marginal Ocidental, que ligava o Cais do Sodré e Algés (concelho de Oeiras), o trajecto mais antigo que ainda é percorrido.
Hoje, esta mesma Linha 15, que liga a Praça da Figueira e Algés, é a mais emblemática da rede de eléctricos de Lisboa
Também emblemática é a Linha 28, considerada um ex-líbris da cidade, inaugurada em 1914 e que liga o Martim Moniz e Campo de Ourique, percurso habitual entre turistas que visitam a capital.
A expansão da rede continuou nos anos 1920 e em 1958 foi inaugurada a última extensão, entre o Alto de S. João e a Rua Madre de Deus através da Av. Afonso III.
Nesse mesmo ano, a rede de eléctricos totalizava uma extensão de 145 quilómetros, divididos por 39 carreiras.
Hoje em dia, a frota de rede de eléctricos da Carris é constituída por 65 carros eléctricos, três ascensores (com seis veículos) e o Elevador de Santa Justa (com duas cabines).» In "Sol"- 31/08/11
Um artigo inconsequente mas com graça; nunca tinha pensado nisto... «um número invariante com respeito a uma rotação semi-circular, também conhecido em em inglês como “upside number”.» Só por curiosidade... ou pouco mais ou menos
«Para a minha geração, este é um ano importante: é o ano de meio século de existência! A eles dedico a coluna de hoje.
A geração de 1961 é uma geração de transição. Demasiado novos para ser verdadeiramente “babyboomers”, demasiado velhos para ser incluídos nas siglas X, Y e semelhantes. Com frequência, sinto uma certa inveja das pessoas que nos precederam por uma década, os que realmente nasceram nos anos centrais da geração dos “baby boomers” – os que cresceram nos anos 60. Eles tiveram uma década de crescimento económico e um certo optimismo; nós tivemos “stagfl ation” e “realismo”. Eles cresceram com o Citröen 2CV e as camisas “tie-dye”, o Bob Dylan e o Eusébio. Nós apanhámos com o Toyota Corolla e as calças de boca de sino, os ABBA e o Nené. Eles eram idealistas, nós cínicos. Eles chegaram à lua, nós chegámos à bomba de gasolina com o depósito vazio. Eles dançavam ao som do “rock and roll”, nós ao som do “disco”. Poderia continuar, mas não vale a pena. Não tem comparação, e não há nada a fazer. A não ser que...
Geração de 1961, trago-vos boas notícias: o nosso ano de nascimento corresponde a um número raríssimo, um número invariante com respeito a uma rotação semi-circular, também conhecido em em inglês como “upside number”.Explico: se lerem o número 1961 de cima para baixo, o que aparece é exactamente o mesmo: 1961! Magia!
Agora a parte mais interessante: antes de 1961, é preciso recuar até 1881 para encontrar outro número “upside”; e o próximo não aparecerá até 6009! Assim, podemos dizer convictamente que somos os únicos vivos que nasceram num número “upside”. Isto é extraordinário. Que grande responsabilidade, Geração de 1961! Isto tem implicações importantíssimas, se bem que de repente não me lembre de nenhuma. Seja como for: Parabéns, Geração de 1961!» Luís Cabral Professor da Universidade de Nova Iorque e da IESE