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Este é um "post" invulgarmente comprido mas, mesmo restringido em factos e, sobretudo, em muitas considerações, não deu para ser mais curto, por isso o dividi numa espécie de mini-capítulos.

É um desabafo pessoal e uma história ou vice-versa. Desta vez gostaria de ler alguns comentários, por certo compreenderão.






A VIDA A PRETO E BRANCO
A história de um dia de S. Valentim
Tenho ouvido inúmeras vezes, desde muito novinha, o comentário, ou mesmo a “acusação” : “ não és como as outras pessoas”, “não és uma pessoa normal”, “tens a cabeça arrumada de acordo com um esquema muito próprio”, “ jogas com um baralho muito teu”, etc. etc. etc. Há contextos em que entendo por quê, outros há, a maior parte – digo eu, nunca pensei no assunto o suficiente – em que não sei mesmo de onde vem a atribuição, tão recorrente, da diferença ou, nos casos mais simpáticos, da originalidade.
Em verdade, em verdade penso que sou razoavelmente normal, pelo menos no sentido da não-diferenciação da maioria das pessoas que me rodeiam; faço uma vida bastante comum e não me é particularmente difícil encontrar eco para os meus pensamentos ou preocupações, independentemente das diferenças naturais e saudáveis de opinião ou interesses, claro está. Reconheço que no que toca a Regras sou bastante arrevesada – penso que cada caso é um caso, as situações e contextos diferem constantemente e, sobretudo, há que considerar em primeiro lugar as Pessoas e as suas circunstâncias. Aceito o conceito de “regra geral” mas tenho sérias dificuldades em lidar com o “tem de ser assim porque é assim que é” ou com regras que se estabelecem para “facilitar a vida” e que acabam por se tornar espartilhos da vontade, do prazer, da imaginação e até da afectividade. O tédio é o castrador-mor da alegria, e de muitas outras emoções saudáveis, do raciocínio e da criatividade.
Vem esta pequena divagação a propósito de uma conversa urgente que a, suposta, ”educadora” de infância do meu filho, de 5 anos, teve comigo esta manhã
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Recuando um pouco:
No passado natal o meu filho Luís comentou com alguém, que me contou em inconfidência, que queria pedir ao Pai Natal uma prenda para me dar no dia dos namorados – a minha mãe é a minha namorada porque é a pessoa de quem mais gosto e que gosta mais de mim – explicou. A coisa enterneceu-me mas não voltei a pensar no assunto.
Há dias um amigo nosso deu 5 euros ao Luís para ele pôr no mealheiro. Passado um dia ou dois o Luís perguntou-me se 5 euros dava para comprar uma prenda bonita; respondi como bem entendi e não liguei a pergunta a outra coisa para além da curiosidade ou a tentativa de entender quanto valem 5 euros. Noutra ocasião saiu-lhe: “O Pai Natal acha que os meus sonhos não são importantes” (SIC) Então lembrei-me...
Já esta semana, quando começou o “bombardeamento” de publicidade tendo por alvo o “Dia dos Namorados”, o Luís perguntou-me se eu não gostava do “relógio dos namorados” ( campanha da Swatch) enquanto passava o anúncio na TV. Respondi-lhe que não sabia, ainda não o tinha visto bem. Acto contínuo foi buscar uma revista, folheou e mostrou-me a foto, com um grande coração encarnado. Olhei, sorri-lhe e disse que sim, que era muito giro. (E é). Nessa noite ouvi o Luís a “conversar “ com o homem-aranha dizendo que queria dar o relógio dos namorados à mãe mas que não sabia se tinha dinheiro que chegasse no mealheiro e que ia falar com um amigo nosso para lhe pedir que fosse com ele à loja. Fechei a porta da casa de banho e sentei-me na borda da banheira a pensar no desejo do meu filho. Lembrei-me de mim com a idade dele, de por vezes desejar oferecer uma prenda especial à minha mãe ou ao meu pai mas nunca conseguia ir além dos desenhos ou do costumeiro cinzeiro de barro pintado.

Ontem, quando íamos a caminho da escola o Luís disse-me que ia fazer dois cartões de S. Valentim: um para o melhor amigo e outro para a mãe. Fixe, disse eu. Pois... rematou ele com um suspiro.
Repensei e decidi-me.
Fui à ourivesaria cá do bairro, contei a história sumariamente, comprei o relógio e disse que o Luís iria busca-lo ao fim da tarde do dia seguinte. Depois fiquei a pensar como conseguir que o Luís fosse buscar a sua prenda “sem eu saber”. Após algumas congeminações... O“ Pai Natal” escreveu um bilhete ao Luís dizendo que não se tinha esquecido dos seus desejos e sonhos, que sabia o quanto ele queria dar uma prenda à mãe e que tinha pedido a um duende para tratar disso. Dizia também que era só pedir à mãe para passar pela “loja das jóias” ao pé de casa e mostrar o bilhete, a prenda estava lá e depois mandavam a conta para o Pólo Norte. Posto isto só me restava fazer chegar o bilhete ao Luís e arranjar quem lho lesse...
Quando fui busca-lo à escola voltei a contei a história, o mais abreviadamente possível, a uma das funcionárias que tomam conta das crianças no refeitório e após a saída das educadoras, mostrei-lhe o bilhete “do Pai Natal” e perguntei-lhe se não se importava de lho ler, colaborando na mentira. Ela, rindo, prontificou-se a colaborar.

Hoje, 14 Fev. de manhã...
Ah, hoje de manhã foi a derrocada! Quando me despedia do Luís junto ao portão do recreio da pré-primária apareceu uma empregada da limpeza a esbracejar, seguida de uma ajudante das educadoras – Ai Mãe-do-Luis não se vá embora que a Dona Cila, a denominada “educadora”, precisa falar-lhe com urgência, até já lhe ligou para o telemóvel. O que é que este fez agora, pensei... A dúvida foi rápida porque a Dona Cila veio ao meu encontro, vagamente sorrindo um daqueles sorrisos que se põem quando somos assaltados por uma tremenda cólica intestinal e acabámos de dar de caras com alguém de quem não seria oportuno fugir a sete pés, como o tipo a quem devemos um amável favor ou a chatíssima mãe do nosso melhor amigo. Depois de encontrar um gabinete vazio (ah pois, foi preciso um gabinete...) disparou com enorme decisão: - “ Fulana disse-me que lhe pediu para ler ao Luís um cartão do Pai Natal por causa de uma prenda do dia dos namorados. Não me leve a mal mas nós cá no colégio não festejamos o dia dos namorados”. Contive-me! Isto é, quase me contive, mas balbuciei com estupefacção: - “ Ah, eu também não...”, disse tão a sério quanto consegui. Ela pretendeu não dar pelo sarcasmo. Julguei que ia ouvir uma prece anti-consumista mas nem isso. O que ouvi a seguir é-me absolutamente inenarrável; ainda que tentasse não conseguiria repetir tanta parvoíce. Sei que a frase mais repetida foi um significativo, e revelador, “Não me leve a mal”. Tratava-se, obviamente de uma questão pessoal – de ”Educadora para com a idiota da mãe, que sou eu. Pois que as crianças fazem “cartões de S. Valentim para os amigos, isso sim mas namorados é para mais tarde, e as mães não são namoradas, e "no S. Valentim "desenvolvemos várias actividades plásticas dirijidas aos amigos" (e eu que me passo com "as actividades", "os eventos" e outras modernices afins). Respondi, que sabia, o Luís ia fazer um para o melhor amigo e outro para mim. Com algum custo e muita paciência, não lhe notando as tentativas para me manter caladinha, consegui explicar-lhe os antecedentes da história. –“Pois, dizia a “Educadora”, mas não envolva o Colégio nisso; com certeza terá alguém que possa ler o cartão... Além disso nem é lógico, por que é que o Pai Natal havia de mandar uma carta para aqui?” Esta matou-me! – “Lógico? Mas o Pai Natal, ou as fadas ou o Peter Pan têm alguma coisa de lógico? O maravilhoso e o mágico não são lógicos, não acha?” Pum! A Cila Pim, a Cila Pum. Vou escrever um manifesto anti-Cila, pensava eu para não lhe dizer mais nada nem ouvir um último “não me leve a mal” Eu? Não...
E acabou a conversa. Perguntou-me se eu queria levar o cartãozinho... Claro que sim, respondi sorrindo. Senti uma alegria pacífica ao aperceber-me de que aquela senhora e eu não vivemos no mesmo mundo, perdoem-me a imodéstia.
Do facto de se tratar de uma mentira, criada por mim e corroborada por uma funcionária da escola, óbice que eu teria aceite e que aliás antecipei, nem uma palavra, atrevo-me a dizer, nem um pensamento; se o Luís viesse a descobrir que o tínhamos enganado, a perda de confiança que daí poderia advir nunca passou por aquela santa cabeça.
O cartãozinho, para que conste, é exactamente assim:

O Cartão

Querido Luís Ricardo,
Tenho estado com atenção aos teus desejos e aos teus sonhos, sei que tens muita vontade de oferecer uma prenda à tua Mãe no dia dos namorados.
Por uma vez, pedi a um dos meus duendes para tratar desse assunto
Leva esta carta à loja de jóias que há na Graça, onde tu vives, e dizes que foi o Pai Natal que te disse para ires lá buscar a prenda da tua Mãe. Não te preocupes, é só pedires e entregam-te logo, sem problemas e sem te pedirem dinheiro, depois mandam-me a conta.
Só tens de dizer à tua Mãe que precisas passar na loja de jóias para veres uma coisa.
Porta-te bem, Beijinhos do
***********************Pai Natal
14 de Fevereiro de 2008

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Final Feliz.
A dona do café ao lado de casa, que conhece o Luís desde bebé, explicou-lhe que tinha aparecido um senhor baixinho de orelhas esquisitas, que até fazia lembrar um gnomo, e tinha deixado um bilhete para ele porque não estava ninguém em nossa casa. Leu-o e respondeu-lhe às perguntas com uma enorme paciência. Depois o Luís pediu-me para o levar à loja, e pediu-me também para não entrar. Foi lá sozinho, saiu de olhos arregalados e saco na mão. Fez mais umas partes engraçadíssimas até me anunciar, já em casa, que aquilo era a minha prenda. A felicidade dele ao verificar que dentro do pacote estava a prenda que ele queria mesmo dar-me, não uma outra qualquer, valeu tudo e o mais que fosse. Mais, uma coisa que ele gostou tanto, desta vez, com os seus “egoístas” 5 anos, não a queria para ele mas para a dar.
Também me disse: - "Mamã temos de comprar um flor à São do café porque ela ajudou-me"

Moral da História.

O consumismo é exacerbado nestas datas. O dinheiro não é tudo e um cartão bonito que nos deu trabalho a fazer é valioso


Não podermos, por uma vez, oferecer um sonho, aos 5 anos, porque não temos dinheiro não me parece particularmente positivo, como não me parece particularmente positivo começar a sonhar com “quando eu tiver dinheiro vou realizar os meus sonhos” ou, talvez pior, “não vale a pena sonhar, não vai acontecer”.

A Vida às vezes é cinzenta e a estreiteza de vistas torna-a a preto e branco. Pensem de mim o que quiserem, encaixem–me ou não em parâmetros de “normalidade” mas dentro de mim a Vida é a cores, tem sonhos, magia e, ainda, sobrevive a capacidade de me maravilhar. Doa a quem doer.
Quanto à Dona Cila, um raio que a parta: talvez acordasse com a descarga eléctrica, talvez ruissem os muros que lhe limitam a visão periférica.
Anexo
Não sei se devia fazer isto, sinto que vai agravar o meu carma, mas estou-me a sentir vingada, por um lado, e angelical, por outro.
Acabo de receber um comentário da minha amiga Sandra (falo dela aí abaixo, em Outubro, pelo dia dos anos dela) e, tratando-se de uma das pessoas que tem estatuto de Autora neste blog, permissão dela e minha, não resisto (nem quero, isto aqui chama-se Real Gana por alguma razão) a anexar o comentário dela como publicação. É perfido, cultural e, como sempre, de um sentido de humor que me toca até às cócegas.
Além do mais pode ser que ela volte a presentear-nos por cá.
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"Ora então Feliz Dia de S. Valentim, querida amiga!!!
Nenhum namorado te poderia ter oferecido um dia mais original, vês?

[A propósito, quem é que raio se chama CILA??? Ora um moderno e conceituado dicionário oferece importantes significados para o termo, dos quais aqui reproduzirei apenas a parte mais interessante para o caso em apreço:

"Cila-brasileira: planta da família das Narcíseas (Pancratium guyanensis);
Cila-vermelha: variedade da cila europeia (Urginea maritima), com raízes vermelhas e bolbo castanho-avermelhado, USADA PRINCIPALMENTE EM VENENO PARA RATOS; As escamas do bolbo dessa planta, bem como de outra espécie desse género (Urginea indica), do Oriente, (…), são usadas como EXPECTORANTE, (…) e DIURÉTICO."]

Como vês, os dicionários são ferramentas didácticas de incomensurável valor... E a explicação supra, oferecida pelo dito, ajuda-nos a compreender algumas coisas; senão, vejamos: esta rapariga, destituída de prefixo e castrada da penúltima vogal, daquela que, acredito, tenha sido a sua graça de baptismo, é também aquela que, nos seus dias mais emotivos, o máximo a que poderá aspirar (sim, porque “sonhos” já vimos que não serão o forte dela…) é vir a ser ingrediente de veneno para ratos(!!!!), e nos dias normais, ser usada como expectorante e diurético…Deste modo, conclui-se que daquela criatura não vem nada de bom: ou excreções (mais ou menos líquidas, expelidas por orifícios diferenciados), ou, em última instância, puro veneno…

Sabes que mais? A Pata Que a Pôs!!! Essa criatura mesquinha, infeliz, triste e pobre nunca poderá compreender o significado de um SONHO, MUITO MENOS DOS SONHOS DE UMA CRIANÇA! É castrada, não apenas no prefixo e na penúltima vogal do nome; tem a alma castrada e, para isso, não há remédio…

Que o teu filho sonhe durante muitos anos, que mantenhas a tua capacidade de lhe ires alimentando os sonhos, minha querida, e que as "Cilas" que a vida nos vai trazendo se mantenham sempre longe de ambos…E, claro, não te esqueças de comprar uma flor à ajudante "honoris causa" do duende!!!
Um grande beijinho,
Sandra"
- publicado por Sandra,
com um empurrãozinho à boca-de-cena

5 comentários:

Alex disse...

Pois é Alexandra. Há pessoas que não sabem sonhar, e isso já mau! Torna-se intolerável quando também não querem deixar os outros sonhar. Passa a execrável se o destinatário dessa "eventual proibição" é uma criança...!
Mas este mundo é assim. Continua a haver Pais e Mães que não permitem que a canção seja contrariada e que lutam para que "o sonho comande a vida"!!!
Ah, já quase me esquecia...
É também por isto que me prezo de ser teu Amigo e te continuo a admirar.
Bjs para os dois,
CARLOS RODA

Emiele disse...

Olá menina! Claro que com pedido para se comentar ainda era mais difícil não dizer nada. O pior é que aqui havia pano para mangas, para um comentário quase tão grande como o teu post...
A educadora.
Bem. Eu conheço muitas educadoras. Centenas? Talvez chegue aos milhares se contabilizar formações a aulas. E detesto generalizar porque como em toda e qualquer profissão há excelentes e péssimas. Tiveste azar, sem discussão, esse tipo é do pior. Das que tratam as mães dos seus alunos por «Oh mãe, sabe que..»; apetece logo dizer que não se é mãe delas e temos nome. A conversa foi profundamente desastrada é evidente, e perdeu uma excelente oportunidade de criar uma aliança entre ti e a escola que ajudasse o Luís Ricardo.
Por outro lado sou tão cota que não sabia que os meninos e as escolas substituiam os "namorados" por amigos. É que não vejo mal em que tivessem namorados-namorados. O meu primeiro acho que eu também tinha uns 5 anos (aliás depois tive um interregno de 'abstinência' de quase 15 anos..). É que um amigo tem um valor diferente.
Que os meninos e as meninas namorem as mães e os pais, não é segredo desde o tal senhor austríaco chamado Freud. Se agora com o S. Valentim lhes dão presentes, está na mesma linha, nada de extraordinário. Evidentemente que a entrada do Pai Natal mais o seu duende é um toque mais exótico, mas... afinal foi o L.R. que deu a deixa, não foi...?
Olha priminha, encolhe os ombros, educa o teu filho como preferires (o tal senhor austríaco também dizia que de qualquer modo fazíamos sempre mal, o que equivale a dizer que fazemos sempre bem) e deixa-o sonhar até o mais tarde possível que isso só lhe pode fazer bem.
(Quando descobrir que "mentiste" não se vai ralar nada! Todos acreditámos no Pai Natal o que quer dizer que todos os nossos pais nos mentiram, não é?...)

Anónimo disse...

Pois é, mas as Cilas desta Terra votam. E o voto delas vale mais do que o teu, porque são muitas mais. Digamos que quase todas. A distância que vai das Cilas para ti, para nós, é maior do que a que vai do Peter Pan para elas, por isso, minha querida Xana, apressa-te a não precisares das Cilas para o teu Luis crescer a acreditar nos teus bilhetes. A mediocridade das Cilas, manda. É o que manda. Ando a dizer isto há 33 anos e tu ainda vais no crime feito modernidade dessas Cilas reaccionárias?. Não podes isolar o Luis das Cilas, mas ensina-o a eliminá-las assim que que tu achares que é tempo dele deixar o Pai Natal. Mas tu, não as Cilas que lhe impingem coisas e ambientes que o torna parecido com elas. QUE HORROR. Se sou racista? Sou sim Senhora. Muito.
BBBBBBBBBJJJJJJJJJJJJJJJJJ
EU

sandra disse...

Ora então Feliz Dia de S. Valentim, querida amiga!!!
Nenhum namorado te poderia ter oferecido um dia mais original, vês?
[A propósito, quem é que raio se chama CILA??? Ora um moderno e conceituado dicionário oferece importantes significados para o termo, dos quais aqui reproduzirei apenas a parte mais interessante para o caso em apreço: "Cila-brasileira: planta da família das Narcíseas (Pancratium guyanensis); Cila-vermelha: variedade da cila europeia (Urginea maritima), com raízes vermelhas e bolbo castanho-avermelhado, USADA PRINCIPALMENTE EM VENENO PARA RATOS; As escamas do bolbo dessa planta, bem como de outra espécie desse género (Urginea indica), do Oriente, (…), são usadas como EXPECTORANTE, (…) e DIURÉTICO."]
Como vês, os dicionários são ferramentas didácticas de incomensurável valor...
E a explicação supra, oferecida pelo dito, ajuda-nos a compreender algumas coisas; senão, vejamos: esta rapariga, destituída de prefixo e castrada da penúltima vogal daquela que, acredito, tenha sido a sua graça de baptismo, é também aquela que, nos seus dias mais emotivos, o máximo a que poderá aspirar (sim, porque “sonhos” já vimos que não serão o forte dela…) é vir a ser ingrediente de veneno de ratos(!!!!), e nos dias normais, ser usada como expectorante e diurético…
Deste modo, conclui-se que daquela criatura não vem nada de bom: ou excreções (mais ou menos líquidas, expelidas por orifícios diferenciados), ou, em última instância, puro veneno…
Sabes que mais? A Pata Que a Pôs!!! Essa criatura mesquinha, infeliz, triste e pobre nunca poderá compreender o significado de um SONHO, MUITO MENOS DOS SONHOS DE UMA CRIANÇA!
É castrada, não apenas no prefixo e na penúltima vogal do nome; tem a alma castrada, e, para isso, não há remédio…
Que o teu filho sonhe durante muitos anos, que mantenhas a tua capacidade de lhe ires alimentando os sonhos, minha querida, e que as "Cilas" que a vida nos vai trazendo se mantenham sempre longe de ambos…
E, claro, não te esqueças de comprar uma flor à ajudante "honoris causa" do duende!!!
Um grande beijinho,
Sandra

Anónimo disse...

Adicionas estupidez com a inveja dos afectos e aí tens o personagem