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FREE TIBET


Sei que em diversas partes do planeta ocorrem, neste mesmíssimo momento, cenários de violência e sofrimento que talvez se possam classificar como sendo mais graves do que o que está a ocorrer no Tibete. Aceito, nem discuto. No entanto o que se está a passar no Tibete, com os monges e monjas, com um povo que foi ocupado, sem qualquer tentativa de justificação por parte da China (que traía um "acordo" assinado sob sérias e credíveis ameaças), e que tem vindo a resistir tão pacificamente quanto é humanamente possível fazê-lo, está a afectar-me ao ponto de me angustiar muito para além das imagens, das notícias (e falta delas), da constatação.


Sei que os monges são pessoas, são seres humanos como os outros, mas desde tenra idade são educados e treinados pela aplicação de várias técnicas, na estrita observância da tolerância, da compaixão, do pacifismo, da noção de carma e da sua relação causa/efeito.
Quando os monges "perdem a cabeça" que esperança resta ao mundo? É de ir ás lágrimas, é um sufoco.


Desde o início dos protestos que tenho buscado notícias, fotografias e vídeos "extra-noticiários" na net, com alguns resultados mas absolutamente aquém de satisfatórios, todos sabemos por quê.


Hoje cheguei ao ponto: não consigo, ou não quero, ficar quieta. Obviamente que tenho a noção de que as minhas míseras acções não alteram coisa alguma - se contribuírem para alterar, um bocadinho, o meu "estado de Alma" , e, quem sabe, o meu carma, já (me) ajuda. Também acredito que a consciência colectiva, tem o seu peso pesado no desenrolar dos acontecimentos, assim como não é passivo o acto de observar - não é romantismo, é física quântica.



O que encontrei de mais relevante?



  • Há uma "Playlist" no YouTube que é colocada pela Euronews onde se encontram os vídeos, e outras imagens, da rubrica "no comment" (no comment tv para as buscas) inteiramente dedicada aos acontecimentos no Tibete ou ligados à "Libertação do Tibete". Fica o Link:

  • http://www.youtube.com/view_play_list?p=A4FBC279F5F9FB26

  • Há uma Petição, para aprovação pela Assembleia da República, de uma moção que condena a violação dos Direitos Humanos e pela Liberdade Política e Religiosa no Tibete. Fica o Link:

  • http://www.petitiononline.com/Tibete08/petition.html

  • Há uma página da Casa do Tibete que tem como "fachada" uma lista de "sites" (de links) de interesse para obter informações e fazer pesquisa, inclusive duas ligações ao "Governo Tibetano no Exílio". Fica o Link:

  • http://www.inforquali.pt/casatibete/links.php






Por último, deixo abaixo um dos vídeos que mais me tocou.Encontrei-o no You Tube fazendo a busca por "Free Tibet"; há vários que merecem ser vistos, em especial os de depoimentos. Este foi feito em Setembro de 2006 e mostra a chegada à fronteira do Tibete, pelo alto dos Himalaias, do Lama Khamtrul Rinpoche. Duração: 3.03 min.




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Em 1950, o Partido Comunista chinês tomou conta da China. Tropas comunistas invadiram a cidade de Chamdo, localizada na fronteira oriental (leste) do Tibete. Em pouco tempo, as tropas chinesas tomaram a sede do governo local. No dia 11 de Novembro de 1950, o governo tibetano manifestou-se contra a agressão chinesa na Organização das Nações Unidas (ONU). Mas a Assembleia Geral da ONU adiou a discussão do problema.
Em 17 de Novembro de 1950, o 14º Dalai Lama assumiu a posição de Chefe de Estado do Tibete. O líder dos tibetanos tinha 16 anos de idade quando assumiu a liderança política e espiritual de seu país.


A 23 de Maio de 1951, uma delegação tibetana foi a Pequim para negociar a situação do Tibete. O governo chinês ameaçou invadir o Tibete de forma mais agressiva, caso a delegação tibetana se recusasse a assinar um acordo. O tratado estabelecia que o Tibete seria uma região autónoma da China sob o domínio tradicional do Dalai Lama. Na prática, o Tibete permanecia sob o controle da Comissão Comunista da China.
Em Setembro de 1951, o Tibete foi tomado pelas forças comunistas de Mao Zedong A ocupação chinesa do Tibete foi marcada pela destruição sistemática de mosteiros, pela opressão religiosa, pelo fim da liberdade política e pelo aprisionamento e assassinato de civis em massa. Ao governar o Tibete, as autoridades chinesas comunistas introduziram reformas agrárias e reduziram significantemente o poder das ordens dos mosteiros, apesar da forte oposição do povo tibetano.
Os tibetanos revoltaram-se frequentemente contra a presença de forças chinesas em seu país. A 10 de Março de 1959, organizaram uma grande revolta contra a China. Neste Levantamento Nacional Tibetano, ocorrido em Lhasa, a resistência nacional contra a China atingiu seu auge mas a reacção chinesa foi violenta: milhares de tibetanos foram mortos, aprisionados ou exilados.


Temendo pela sua sobrevivência, e pela do budismo tibetano, o Dalai Lama foi diversas vezes aconselhado a deixar o Tibete, acabando por sair de Lhasa a 17 de Março de 1959 fugindo para a Índia através dos Himalaias.



“Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo santo e líder Mahatma Gandhi”
S.S. o Dalai Lama

http://www.dalailama.com/

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