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APAIXONANTE ESTA PAIXÃO

Não me vou estender sobre o assunto mas sempre me fez muita confusão a forma como grande maioria das pessoas que lida com cavalos, de perto, mesmo no seu dia a dia por gosto ou profissão, se relaciona com estes animais únicos. Ou melhor dizendo, a forma como não se relaciona. Tenho visto cavalos bem tratados do ponto de vista de alimentação, higiéne, cuidados veterinários, etc. mas raramente vejo um cavalo ser tratado como alguém que, além de ser inteligente, é um ser extra-ordinariamente sensivel. Sensivel à forma como nos aproximamos, como o consideramos, como nos sentimos - em relação a ele e em relação a nós mesmos. A maior parte das pessoas que vejo montarem, e muito melhor do que eu, montam dominando o cavalo. Claro que tem de haver controlo, ou será extremamente perigoso, mas sempre achei que os cavalos têm de ser conquistados, não dominados.
Os cavalos, como muitos outros animais, são telepátas: reagem ao medo mas também à alegria, reagem à agressividade mas também à fragilidade, reagem à autoridade mas muito melhor ao carinho.

Para o cavalo nós somos uns bichos que se querem pôr em cima deles, obriga-los a fazer o que nós queremos independentemente de como eles se sentem ou do que lhes apetece. Assustador, não?

Comecei por dizer que não me iria estender sobre o assunto e assim farei mas tenho de dizer que quem não fala e mima e tenta sentir como se sente o (seu) cavalo, não sabe o que perde. Nunca o conhecerá nem nunca terá o enorme prazer da verdadeira companhia daquele animal soberbo que está montando.

Se eu não soubesse isto, se apenas descofiasse, teria tirado todas as dúvidas neste mundo absolutamente mágico a que tive o privilégio de ter acesso durante um pouco mais de duas horas de maravilhamento

(Até dia 26/10 em Algés) www.cavalia.pt/





1 comentário:

Emiele disse...

Excelente o link!
O vídeo de lá também é fabulosos.
(eu cá nunca montei cavalo nenhum! vejo-os ao longe... mas também nunca montei nenhuma gazela, nem nenhuma gaivota e posso admirar a beleza e elegância e sobretudo a expressão de liberdade; é isso que me encanta, e por isso acho tão belo aquelas imagens de cavalos à solta)