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The D Day

O dia D, o princípio do fim da II Guerra, foi há 70 anos - 6 de Junho de 1944.
Cento e sessenta mil soldados aliados e sete mil embarcações constituíram a Operação Neptuno: os aliados invadiam cinco praias da Normandia, pelo mar e pelo céu.

Poucas horas depois cerca de 10 mil soldados aliados e quase 9 mil alemães haviam morrido.
Dois dias depois 2.500 civis franceses morreram durante os bombardeamentos da batalha da Normandia.

A 7 de Junho o porto artificial de  Arromanches, uma ideia miraculosa de Winston Churchil foi construído: fabricados em Inglaterra e rebocados por barcos ao longo de 175 km do Canal da Mancha, 115 blocos em betão, alguns com com seis mil toneladas, flutuavam sobre um "dique" formado por navios velhos da marinha mercante e constituíram a ponte de entrada de armamento, alimentos e medicamentos durante o restante tempo de guerra, o Mulberry Harbour, serviu para passar cerca de 18 mil toneladas de carga por dia.

Em menos de um mês, foram transferidos mais de 800 mil soldados, 148 mil
veículos militares e 570 mil toneladas de mantimentos através do canal da mancha, utilizando-se de aviões, navios o porto flutuante

Durante a madrugada de hoje, 70 anos depois, 20 minutos de fogo de artifício explodiu nas 5 praias da invasão da Normandia.

Tudo mudou? Não, nem tudo...

A Grã-Bretanha e os Estados Unidos continuam iguais a si próprios.
A Alemanha é presentemente um dos mais fortes aliados da Europa
A Rússia, nunca integrada no conceito europeu, desgastada e isolada pelos anos de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, é agora presidida por um ex-KGB - se é que é aplicável o sufixo ex quando referimos o KGB - que, provavelmente saudoso da sua URSS, tem sonhos expancionistas e isola a Mãe-Rússia.
Putin, o conquistador - Real Gana, 16Março14

E a França? Por vezes pergunto-me que devaneios político-culturais congelaram a evolução da mente colectiva dos franceses como se tivessem ficado cristalizados no Maio de 68.

Quando, em inequívoco uníssono, os países que integram o G8 sancionam a Rússia após a ocupação da Crimeia ucraniana,  passando assim a G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA - com a participação da União Europeia) , a França faz "uma manobra comercial paralela à sua concordância" e mantém a venda à Rússia de dois navios de guerra, não fazendo sequer menção de suspender a negociata. Não comento porque não me quero irritar. 

Após a ocupação da Crimeia, da manutenção de tropas russas em exercício junto à fronteira com a Ucrânia, da ocupação das cidades do sud-este ucraniano, da emissão de passaportes russos e apropriação dos bens imóveis daqueles que não os requereram, da ocupação de meios de comunicação social e poder local, da queima e substituíção de bandeiras e símbolos nacionais,  do roubo das listas de recenciamento eleitoral e dos boletins de voto a que tiveram acesso, em poucas palavras, à ocupação de território de um país independente, quantos de nós, europeus, não nos lembrámos das ocupações hitlerianas que vieram a culminar no início da II Guerra?

Haja calma, sabedoria, diplomacia... e força
Mas haja também bom senso e a consciência de que a época das ditaduras vê o seu fim, nem que seja à força.

3 comentários:

Unknown disse...

Minha querida amiga, só uma pequena correcção:
É operação Overlord e não Neptuno.
bj

Alex. disse...

Caríssimo desconhecido, que me chama sua querida amiga (e eu fico aos papeis sem saber quem me escreve),

apesar de o desembarque na Normandia ser frequentemente referido como "Operação Overlord", a operação foi, na realidade, chamada Operação Neptuno. O desembarque foi originalmente conhecido como Overlord, mas em Setembro de 1943 o nome de código foi alterado para Neptuno, e a partir desse momento, Overlord passou a ser usado para se referir a estratégia dos Aliados no Noroeste da Europa.

Alex. disse...

A Operação Overlord é a caracterização de toda invasão da Normandia; a Operação Bodyguard é uma operação falsa que tinha como objectivo a desviar a atenção do exército alemão. A Operação Neptune refere-se à missão que levou o exército aliado à costa da Normandia.