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A VER NAVIOS...


Trump, na sua qualidade de presidente dos EUA, publicou este sábado nas páginas da White House nas redes sociais, mais uma das suas alucinações perniciosas e vingativas:

«Trabalhando com o fantástico governador da Louisiana, Jeff Landry vamos enviar um grande navio-hospital para a Gronelândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não estão a receber cuidados lá. Ele já está a caminho!!!»

 


 O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, disse "não, obrigado" num comunicado em resposta a Trump.

«A ideia do presidente Trump de enviar um navio-hospital americano para a Gronelândia foi anotada. Mas temos um sistema público de saúde onde o tratamento é gratuito para os cidadãos. Esta é uma escolha deliberada — e uma parte fundamental da nossa sociedade. Não é assim que funciona nos EUA, onde é preciso pagar para consultar um médico."

A Gronelândia está "aberta ao diálogo e à cooperação. Mas, por favor, falem connosco em vez de fazerem declarações aleatórias nas redes sociais. O diálogo e a cooperação exigem respeito pelo facto de as decisões sobre o nosso país serem tomadas aqui, em casa.»

O que se passou, de facto?

 A Defesa Dinamarquesa do Comando Conjunto do Ártico retirou um membro da tripulação de um submarino dos EUA que se encontrava ao largo da costa da Gronelândia e que necessitava de assistência médica imediata. 

Num comunicado oficial, o Comando Conjunto do Ártico dinamarquês detalhou a operação de resgate internacional sem revelar as razões que levaram à declaração de "emergência médica" ou sobre o quadro clínico do marinheiro, que foi transferido para as autoridades de saúde da Gronelândia num um hospital em Nuuk.

O camarada Trump não só não agradeceu a intervenção do Comando Dinamarquês como achou por bem aproveitar a ocasião para - falsamente, claro - denegrir a capacidade de assistência médica da Dinamarca à população da Gronelândia inventando uma situação inexistente

A CNN contactou a Casa Branca e o gabinete do governador Landry para obter detalhes, sem êxito.
O Pentágono encaminhou as perguntas para o Comando Norte dos EUA
O Comando Norte dos EUA encaminhou para a Marinha dos EUA
A Marinha não respondeu ao pedido de comentário nem de esclarecimento


Landry, nomeado por Trump em Dezembro para servir como enviado especial à Gronelândia, disse nas redes sociais que está "orgulhoso por trabalhar com Trump nesta questão tão importante".

Uma desgraça nunca vem só

Ao abrigo do seu "Conselho da Paz" bem podia enviar um navio-hospital para Gaza, mas não lhe ocorre...

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