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MANIF OR NOT MANIF, THAT'S THE QUESTION?

NOTÍCIA:

«Os organizadores do protesto “Geração à Rasca” agendaram uma nova manifestação, para 15 de Outubro,em Lisboa. Os organizadores dizem que a iniciativa visa manifestar a oposição às medidas de austeridade e que têm sido anunciadas pelo Governo. Em causa está, nomeadamente, o aumento do IVA no gás e na electricidade e o “programa ambicioso de cortes”, disse à Renascença João Labrincha, da organização da manifestação. Intitulada “15 de Outubro a Democracia sai à rua”, a acção prevista para a capital portuguesa pretende enquadrar-se na onda de manifestações que têm ocorrido por toda a Europa.» In página 1 - 23/08/11
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DIÁLOGO PRIVADO NO FACEBOOK:


Eduardo:
Apartidários, não sindicalistas e não violentos, apelam a nova manifestação da "Geração à Rasca" para 15 de Outubro. Estamos nessa????
(segue a notícia do "Económico" on line):
Uma das principais vozes do movimento 15M garante que Outono é estação de protesto. | Notícias sobre economia actualizadas ao minuto, informação de mercados, empresas e política, vídeos diários, opiniões de analistas e especialistas

Responde Alex (euzinha mesmo):

Estamos a brincar? :

«Os organizadores dizem que a iniciativa visa manifestar a oposição às medidas de austeridade que têm sido anunciadas pelo Governo.»

Como é que querem resolver a alhada financeira em que ficámos metidos sem medidas de austeridade a sério? Dói? Claro que dói mas temos de voltar a ter um país.
Enquanto o governo não se espalhar ao comprido - coisa pela qual alguns esperam ansiosamente e o país qu
e se lixe - comigo não contem.


Retoma Eduardo:

Percebo o que queres dizer e concordo na generalidade com o que dizes. Também tenho dúvidas sobre se devo participar. Mas e se a questão for colocada, como uma manif contra o estado deste Mundo/país, dominado/subjugado a uns quantos/poucos Senhores, que não deixam a esmagadora maioria respirar. E claro que apartidária e não violenta... Que fazer ????


Volta Alex:

Meu querido, ou trabalhamos e produzimos riqueza para pagar a dívida que o nosso país tem ou logo vês o que é a maioria ficar sem respirar, à séria.
O país está subjugado? Não permitissem a subjugação; eu não contribuí nem me calei. Agora pago, como toda a gente e tenho obrigação de o fazer. Manif? Ainda ninguém me pisou os calos; foram-me ao bolso, pois, mas não estes. Estes? Logo se vê... Não tenho pressa em arrasar com eles, não lhes queria estar na pele.



E diz Eduardo:

Percebo, mas preocupa-me, que mesmo para um fim à priori correcto - assumir e pagar dívidas, tanta gente tenha de sofrer tanto, neste país e em tantos outros. E será que há solução?? Não será que os dequilíbrios vêm de mais longe, como disse há dias o Presidente do ISEG, João Duque, numa entrevista, que a UE deveria exigir aos "outros", uma competição, com base em padrões semelhantes de produção. Impondo medidas compensatórias, em caso de evidente desnível, como é actualmente o caso. Pois e outro Senhor disse, que nos termos actuais a Europa irá empobrecer, tornando-se em campo de férias para os ricos asiáticos.?


E Alex diz:

Du-du... Cabeça nas nuvens é bom, desde que tenhamos os pés no chão." E claro que apartidária e não violenta"... Atenção à manipulação Du-du...
Apartidária... sim, mas contra-partidária absolutamente, aliás, sejamos honestos, como foi a 1ª manif. "Geração à rasca". E não violenta... Eu também não sou violenta, enquanto não me chateiam. Como slogan emparelhador das massas fica sempre bem.

O que está em causa não é nada disto, o que está em causa é uma política de destabilização social que persegue determinado fim (e, uma vez mais, sejamos honestos) como foi feito na manif anterior. Posto isto ou estás de acordo com a necessidade dessa destabilização e vais lá, ou pretendes estabilidade neste momento, e não vais. Simples, não?



Eduardo a terminar:

Não me julgues de esquerda, mas a verdade é que os trabalhadores por conta de outrem, estão a ser progressivamente asfixiados, um pouco por todo o mundo, mas mais evidentemente nos países ocidentais. Claro, trata-se da lei da oferta e da procura, aplicada aos recursos humanos... Ah, sim, mas eu sou um privilegiado. Bjs.


Alex a terminar:

Não te julgo de esquerda nem de direita, essa classificação perdeu de todo o sentido; as pessoas privilegiam a democracia ou algum tipo de autocracia.
Os trabalhadores estão asfixiados... Estão, como já estiveram antes. Se queres ver asfixia a sério passa pelos jardins asiáticos de onde "virão charters de ricos asiáticos fazer férias na pobre Europa". Convenhamos... Vá lá... Juizinho.


Não pretendo dizer que está tudo bem, sei que estamos a passar um mau bocado, temos de o passar e, tenho esperança, que tenhamos iniciado um caminho de recuperação.
Se for para ir para a rua berrar isto... ok, eu vou.



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2 comentários:

Laurus nobilis disse...

Nunca entrei numa coisa destas... Parece simpático, o rapaz, mas novinho...

Alex disse...

Olá Laurus nobilis!

O rapaz é muito simpático e jovem... de espírito. O meu primo Eduardo é um dos últimos românticos convictos ao cimo da Terra, e já não muda...
Uma mistura de ingenuidade q.b. com uma inocência à prova de bala; um coração de ouro que já poucos usam - o sonho dos manipuladores e demagogos.