.

.
.
.
.
.

UM ACONTECIMENTO

Quando andava no liceu era uma péssima aluna de Fisico-Quimíca, passável em Ciências. Aquilo era "chato".

Depois estreou a serie "Cosmos", de Carl Sagan, que dispensa apresentações.
Maravilhei-me! Maravilhei-me de vez, li o livro e depois desse inúmeros, cada vez mais específicos, especializados, complicados. De física e agarrados a esta de filosofia, de história, de biologia e por aí fora.
Sem desprimor para ninguém, porque tive sorte com alguns mestres que me preencheram horas da minha adolescência, Carl Sagan foi, de longe, o melhor Professor que tive, o que mais me abriu os horizontes, aquele que conseguiu transportar-me até ao maravilhamento, o que me fez entender que a humanidade é preciosa por ser inequivocamente irrepetível no espaço ou no tempo.


Hoje às 23h vou ver o "novo" Cosmos.
Estou um pouco assustada... será que conseguiram amolgar aquela obra-prima?
É que há coisas em que não se mexe, como um Jaguar XJ ou um DaVinci
Espero que seja apenas uma actualização científica com melhores e mais recentes imagens

Obrigada Prof. Carl Sagan, lá na galáxia onde estiver

«Estrelas, planetas, galáxias, evolução, ADN ou as moléculas orgânicas serão muitos os temas abordados por Neil deGrasse Tyson em ‘Cosmos: Odisseia no Espaço’. 
Estreia hoje, num evento global e em simultâneo em todos os canais FOX. Hoje iremos superar o impacto que Carl Sagan teve há 34 anos. 
Façam parte deste marco histórico, hoje, às 23h00.»
http://natgeotv.com/pt/cosmos


Actualização:  no dia seguinte...

Dizia eu aí acima que a humanidade é  inequivocamente irrepetível no espaço ou no tempo; o mesmo sucede com cada um dos seres humanos. O "Cosmos" sem Carl Sagan não é o "Cosmos".
E...
Quando o narrador é de excelência não são necessários desenhos animados para contar histórias. Talvez seja positivo se se pretender conquistar um público mais jovem, talvez... O que não me parece positivo é que se aposte nos desenhos animados para tornar a história de Giordano Bruno interessante para os mais novos - a menos que se parta do princípio de que não se conseguirá conquista-los de outra forma. Pouca fé na narração, penso eu.

Excepcionalmente ontem deixei o meu filho, de 11 anos, ficar acordado para ver a estreia da série, pensei que seria mais cativante do que ver, depois, a gravação.
Ele já havia visto o episódio especial de síntese da série realizado com o intuito de honrar a Terra como planeta único na sua ínfima pequenez na imensidão universal: «Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space» (a série completa tenho vindo, pacientemente, a guarda-la para mais tarde). Ontem, quando o episódio acabou e enquanto ele se deitava perguntei-lhe o que tinha achado. "É interessante mas prefiro o original, não há nada como um original".
Pois. Está tudo dito. Espero para ver mais...

Sem comentários: