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Deutschland über alles? Os índios dizem que sim


Actualmente está "in" dizer mal dos alemães... Não comento, a caravana passa.

A selecção alemã ganhou o campeonato do mundo. Não é de estranhar, creio que, goste-se ou não deles,  será indiscutível a superioridade física e táctica daquela rapaziada em campo.

E fora do campo, como foi?
Eu não sabia desta, soube hoje e fiquei pasmada, desta vez pela positiva.

Há 6 meses os alemães chegaram a  Santa Cruz Cabrália, no sul da Bahia, onde vivem os índios da tribo Pataxó e...

- Compraram o terreno.
- Construíram um hotel.
- Construíram um centro de saúde.
Construíram um campo de futebol.
Construíram uma estrada para interligar as várias construções ao centro de treino.

- Não levaram funcionários alemães, contrataram pessoas da cidade.

- Doaram recursos financeiros destinados à aquisição de ambulâncias para a comunidade indígena Tapaxó 
- Durante os próximos 3 anos promoverão doações para a Escola da Vila de Santo André

- A equipa doou 100 mil euros para a aquisição de um meio de transporte das crianças para a futura escola
Doaram 10 mil euros para a aquisição de um carro que transporte pessoas que necessitem deslocar-se à cidade por razões de saúde

A selecção alemã chegou e:
- Quando não estavam a treinar, estavam socializando com as pessoas na cidade e na praia.
- Participaram nas festas com a população.
- Interagiram com os índios, ouviram-nos falar dos seus problemas
- Vestiram a camisa do clube de futebol local (Bahia).


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Quanto à vitória sobre a selecção brasileira:
- Durante o intervalo do jogo combinaram diminuir o ritmo para não humilhar a selecção anfitriã.
- Disseram que seus ídolos são os jogadores brasileiros do passado.
- Pediram desculpa após a goleada.
- Colocaram nas redes sociais mensagens de incentivo ao povo brasileiro e agradecem a hospitalidade.

Vão deixar tudo o que construíram à população da cidade.












Pronto, vamos lá dizer mal dos alemães.


2 comentários:

Laurus nobilis disse...

Embora futebol não seja propriamente o meu desporto favorito - acho que antes dele existem uns 10 de que gosto mais - desde que Portugal foi eliminado, que a Alemanha era a minha equipa favorita, sobretudo pelo "profissionalismo" com que se dedicaram à causa. Quanto à Argentina, só se fosse para dar aquele povo um pequeno prazer... Quando o país está pela segunda vez à beira da bancarrota, num espaço tão curto de tempo, não podemos deixar de ter alguma simpatia pela equipa... Para além disso, gosto de ouvir algum tango e dizem-me que, Buenos Aires, faz lembrar Lisboa!

Alex disse...

Olá Laurus nobilis.

Posso passar o ano inteiro sem ver futebol, abro uma ou outra excepção mas os grandes campeonatos têm o seu quê de entusiasmante e o entusiasmo é saudável, faz falta e escasseia.
O "profissionalismo" com que se dedicaram à causa é a marca alemã, aqueles tipos são assim, não brincam em serviço. Nota-se... no futebol e no resto.
Quanto à Argentina... Há uns anos estive na Argentina e creio que é o único país da A.S. onde seria capaz de viver com gosto. Buenos Aires não me lembrou Lisboa, em nada, mais lembraria Santiago do Chile - mais europeu e muito menos americanizado. Os Argentinos sabem muito bem viver, gozar a vida, o trabalho é uma coisa necessária, não um modus vivendi. E são educadíssimos, não toleram o ordinário. São tidos por arrogantes... talvez sejam, creio que têm apenas uma inata capacidade de pôr cada um no seu devido lugar. O tango... é pior do que picante indiano, se me faço entender... Há que ter cabeça fria e sangue quente.
Quanto à selecção, lamento mas não consigo ultrapassar as trombas do Messi, a cagança do Messi, a arrogancia do Messi, a falta de sensibilidade do Messi, a falta de educação do Messi e não digo mais nada porque se escrevo Messi outra vez começo a uivar.
Um abraço