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A COMUNICAÇÃO SOCIAL E O AQUÁRIO

OS FACTOS

- PSD perde 20 Câmaras , das quais 15 para o PS

- PS perde 15 Câmaras , das quais 12 para o PSD

- CDU perde 10 Câmaras das quais 9 para o PS

- Em Lisboa o PS perde 3 Vereadores (passa de 11 para 8) e perde a maioria absoluta conquistada em 2013

- Em Lisboa o PSD perde 1 Vereador ( tinha 3, fica com 2)

- Em Lisboa o CDS ganha 3 vereadores (tinha 1 passa para 4)

- Em Lisboa, PSD+ CDS ficam com 6 vereadores (tinham 4)

- Em Lisboa , na assembleia Municipal, o PS elege 22 deputados (tinha 25); perde 3, tantos quanto o PSD

- Em Lisboa o CDS passa de 2 para 9 deputados , na Assembleia Municipal, ficando PSD + CDS com 17 eleitos em vez de 14

- No Porto, o PS é derrotado por uma "coligação" que inclui o CDS e que tem maioria absoluta com votos "legislativos" do PSD


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Considerando FACTOS não se encontra, no grosso da COMUNICAÇÃO SOCIAL, o seu reflexo mas sim uma leitura de acordo com aquilo que se pretende estabelecer como realidade social.

A realidade social pouco tem de comum com o que foi martelado ao fecho das urnas: primeiros, segundos ou terceiros, as análises e parangonas são falaciosas.

Os factos, como é constatável, podem analisar-se de forma a servirem jogos palacianos que se estão desenvolvendo por detrás da cortina, mais despudoradamente do que alguma vez foi. Sinal dos tempos.

A comunicação social é parte integrante dessa cortina e presta-se a um papel servilista - talvez nem tendo presente aqueles que serve, talvez tendo a pretensão de servir outros mais de acordo com o que procura defender. 

Desenganem-se: não são esses que presentemente estão no comando dos bonecos falantes.

Aquilo a que assistimos presentemente em Portugal é a criação das condições óptimas de um meio no qual se possam desenvolver interesses e negociatas a coberto do poder instituído. Não é já um ambiente partidário, é mais grave, é um ambiente de comunhão de interesses, reservado e mafioso, no qual a lealdade, qualquer tipo de lealdade, não tem cabimento.



Sócrates estaria como peixe na água.
Passos Coelho, cheio de razão, deixa o aquário.

Nós, todos nós, à esquerda e à direita dentro do mesmo aquário, podemos ter a ilusão de nadar num mar no qual escolhemos a nossa direcção.

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