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A MAQUINETA MARAVILHOSA

 Este é um tipo de post pouco habitual por estas paragens mas decidi escrevê-lo porque hoje pensei: "Se eu soubesse disto há mais tempo...)

Há uns poucos meses, durante este Inverno, entupiu-se o ralo de escoamento do terracinho. Complicado... Água com uns poucos centímetros de alagamento, o céu a dizer "espera aí um bocadinho que já vai chover outra vez" e dois cães, às vezes três, que não se inibem de cumprir as suas vontades.

Atirei-me à net e fui buscando desentupidores rápidos, rápidos era a chave da questão. Após dois ou três telefonemas lá arranjei um "profissional" que viria em pouco tempo começando por 30 euros de deslocação e depois logo se vê o orçamento. Expliquei que a coisa não me parecia complicada de resolver, apenas complicada se não fosse resolvida mas o "profissional", obviamente patrão, não se comoveu e insistiu que só vendo faria um orçamento. Pois é sabido que a necessidade faz a sujeição.

Já chuviscava outra vez e anunciava-se uma noite de chuva forte... Está bem, se em menos de uma hora está cá, venha de lá

Uma hora e pouco depois ligou-me um sujeito dizendo que tinha chegado; apareceu-me um peso-pesado com um saco de ginásio numa das mãos e uma maquineta leve na outra. Foi analisar o imbróglio, abriu a água da mangueira, fechou-a e disse com ar de cirurgião vascular: "Ora são duzentos-e-não-sei-quantos-euros" (muitos, na prática eram 300)

Kêêê?!?!, esganicei eu incrédula. Pois minha senhora, é o valor de tabela, dizia ele sem me olhar nos olhos. Tive um difícil momento de introspecção: 30 euros da deslocação + uma noite de chuva + um terraço a virar esgoto... Está bem, isso é um abuso mas eu preciso do serviço e o seu patrão conta com isso. Avance lá...

Fiquei ali especada a observar a cirurgia vascular. O peso-pesado adaptou uma borracha ao ralo, ligou a maquineta que tinha na mão, fez 4 ou 5 disparos de gatilho e em menos de três minutos resolveu o berbicacho. Eu estava atónita!
Peço desculpa mas eu quero corrigir-me, isso não é um abuso, é um roubo. O senhor não terá culpa mas o seu patrão é um mestre do assalto ao enrascado;  a mim ninguém me ensinou a sacar 300 euros em menos de três minutos. Pois... mas é o preço da tabela, dizia o peso-pesado quase a meter-se pelo cano abaixo.

Vou lá dentro buscar o dinheiro, passe-me uma factura se faz favor... Hhaaa, com factura tem de acrescentar o valor do iva... Ia-me dando uma coisa! Números redondos 370euros. Devo ter mudado drasticamente de cara porque o peso-pesado deu dois passos para trás

Já à saída da porta, aparentemente encolhido sob a carga da minha assertiva respinguice em que a palavra roubo fazia de pontuação,  o  peso-pesado pedia desculpa, dizia que não podia fazer nada, se a senhora ligasse directamente para mim... Para aquele telemóvel de onde lhe liguei quando cheguei... Percebe o que quero dizer?... Percebo, percebo mesmo muito bem.

 Mais um gajo honesto cheio de vontade de ajudar o próximo...

Mas esta história tem um final feliz.

Ao contrário da minha experiência anterior, que envolvia um profissional com uma guia metálica comprida que utilizava num processo mais desagradável e moroso, aquela maquineta e uma acurada observação motivaram-me a tornar-me técnica  de desentupimentos.
Ainda possuída pela fúria, mal pus o peso-pesado porta-fora, atirei-me ao computador e fui em busca do milagroso utensílio; no essencial trata-se de uma pistola de ar comprimido adaptada à função que tem. Achei e comprei. E guardei para um dia de obstrução

Hoje, quando fui mangueirar o terraço comecei a sentir as botas molhadas... Outra vez!!!
Muito pêlo de cão, muito pó amarelo do Sahara, terra das ventanias e até alpista das lavagens da gaiola dos periquitos.
Empunhei a maquineta, menos sofisticada, sem bateria, e vai disto. Ma-ra-vi-lha! Quatro disparos depois, em melhor tempo do que o "profissional" peso-pesado com ar de cirurgião vascular, a água corria ralo abaixo num gratificante glu-glu. Uma verdadeira sniper da canalização.  

Abençoados 10 euros !!! (sim 10 euros, com iva)

Aos meus amigos com dramas de entupimentos recomendo vivamente por duas razões:
- Primeiro porque é fácil e eficaz
- Segundo porque não lhes vá calhar um gatuno em hora de aflição

Ah se eu soubesse há mais tempo...

EH BIEN... ÇA ARRIVE


 Tenho dito, e basta

O resto virá a lume a seu tempo

O INSULTO

 Zelensky falou hoje ao parlamento português na sequência da sua incansável comunicação e denúncia ao mundo do holocausto que se vive no seu país 

Disse o espectável, o desgraçadamente espectável; o que mais poderia dizer? 

Como transmitir o inimaginável mesmo a quem testemunha, dia após dia, os horrores de uma chacina? Como falar de um inferno em que se está imerso e, pior, quando se tem a responsabilidade esmagadora de conduzir todo um povo na travessia desse inferno?

O PCP fez saber que não estaria presente na Assembleia que representa os portugueses porque, no seu cego, comandado e obliterado entender, Volodymyr Zelensky "personifica um poder xenófobo e belicista, rodeado e sustentado por forças de cariz fascista e neonazi, incluindo as de caráter paramilitar"

Nauseante. Repugnante. Sórdido. Miséria moral. Vácuo ético.

Como se não bastasse, sobrasse e entulhasse, hoje, após o dicsurso de Zelensky, veio a público escarrar que a referência de Zeliensky  ao 25 de Abril "é um insulto à Revolução dos Cravos"

Um insulto?

É um insulto sim.

É um insulto do PCP...

... a milhões de ucranianos aos quais fugiu o chão sob os pés, é um insulto àqueles que perante a sua impotência perdem filhos - crianças - pais, maridos e mulheres, irmãos, amigos, testemunham o seu sofrimento sem socorro, perdem casa, trabalho de uma vida inteira, subsistência; passam fome, frio, dores e agonia e um sem número de horrores que nem nos passam pela cabeça. 
É um insulto aos que foram mortos sem sequer estarem em combate, aos que são torturados, violados, sujeitos a condições de sobrevivência a que mal se pode chamar vida, aguardando uma provável morte abaixo do nível do chão e da luz sem palavras para confortar as suas crianças e os seus idosos
É um insulto aos que oferecem o peito e a vida para defender o seu chão, a sua forma de vida, a sua independência, a sua liberdade. 
É um insulto a um homem inteiro que não se vendeu pelo negro preço do poder como um degenerado bielorrusso, que faz frente a uma super-potência cleptocrática e se recusa a procurar o abrigo de uma segurança estrangeira. 
É um insulto ao povo russo que é mantido numa ignorância dos factos por meio de propaganda e desinformação acuradamente dirigida. 
É um insulto aos que pagaram com a vida a exposição da corrupção, aos que estão privados de liberdade e dignidade por insistirem em exercer uma liberdade de imprensa que lhes é sonegada. 
E é um insulto aos milhões de pessoas que pelo mundo recebem refugiados, alteram drasticamente as suas vidas para acudir, exercem a sua humanidade sem preço estendendo a mão  a quem se encontra em desespero

É um insulto ao Sofrimento, à Resistência, à Humanidade.

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Por muitas discussões políticas e ideológicas que possa ter, algumas momentaneamente acesas, considero-me um ser tolerante no que reporta a esses temas; converso com pessoas de todos os quadrantes políticos, da extrema-direita à extrema-esquerda. Nunca deixei de falar com alguém devido à sua filiação partidária ou ideologia.
Mas... 

Há facetas nas pessoas com as quais não sou tolerante nem pretendo ser. A realidade é clara, exposta, inegável, indiscutível

Dizia eu no post que aqui deixei dia 28 de Fevereiro último, 4 dias após o início da guerra na Ucrânia:
Quando digo - indiscutivelmente - digo-o de forma radical, recusando todas as tentativas de explicação ou justificação que opiniões contrárias tentem oferecer. O meu profundo respeito pela opinião alheia não chega para tanto.  Esta não é uma questão de opinião, nenhum crime de guerra praticado pela imposição de poder e da vontade egocêntrica o é.
Que alguém seja filiado, simpatizante ou votante no PCP é algo que não me afecta e, politicamente, pensarei deles mais ou menos o que eles pensam de mim. Adiante. 
No entanto...
Afecta-me, e muito, que alguém aceite estes insultos, este seguidismo cego e profanado, independentemente da sua opção partidária. Ou é idiota, incapaz de pensamento crítico, do mais básico raciocínio sustentado pela constatação dos factos, ou é partidário de um "ValeTudo" subjugado à vontade férrea e desumana em nome de seja-o-que-for por mais inadmissível que seja. 
Para esses, os idiotas e os outros que me recuso a adjectivar ficou, desde ontem, dia do " xenófobo e belicista, rodeado e sustentado por forças de cariz fascista e neonazi", o meu corte de relacionamento consumado. Não há conversa possível, não os respeito como Pessoas. 
Será para eles um alívio e para mim uma limpeza de alma, porque a tenho




CHEGÁMOS A ISTO

 QUE VERGONHA DO CARAÇAS!


LINK: O ex-prefeito de Lisboa que passou informações a Putin é o novo ministro das Finanças de Portugal (abc.es)

«As acusações de ter agido no estilo do Estado soviético seguiram-se no território português de norte a sul, embora a cadeia de consequências não tenha sido nada devido à máquina socialista para cobrir a cadeia de efeitos. Medina se protegeu em um breve: "Foi um erro que não deveria ter acontecido." A única explicação adicional que ele deu se concentrou em ter negado que ele escondeu uma suposta "cumplicidade" com o regime opaco de Putin.»

Medina teve outros deslizes, além de Israel, Tibete e Venezuela.

«Para completar, ele repetiu as mesmas "fofocas" com Israel, ao denunciar manifestantes palestinos na capital portuguesa. E ele teve o mesmo comportamento quando o chamado Grupo de Apoio ao Tibete foi às ruas, razão pela qual Medina deu informações sobre os protagonistas ao governo chinês, ao qual deu luz verde durante vários episódios comerciais.

Da mesma forma, Fernando Medina teve outro desses "deslizes" com a Venezuela porque informou os representantes de Maduro sobre atividades "anti-bolivarianas" na forma de comícios criados por opositores que denunciaram a repressão de Caracas. Como é possível que um governo democrático da União Europeia se envolva em um labirinto tão diplomático? Foi o sintoma de que a OTAN dificilmente pode confiar em Portugal ou é muito exagerado levantar uma questão deste calibre? As perguntas saltaram no nível da rua.»

Perdoai o paganismo da expressão mas estou-me nas tintas para toda e qualquer apreciação que possa ser feita sobre a revista espanhola ABC, o que me toca é que tudo isto... É verdade 

E...

Quando lemos, escrito pelos nossos vizinhos ibéricos que bem se roem por o comando ibérico da NATO ser em Portugal: 

«Como é possível que um governo democrático da União Europeia se envolva em um labirinto tão diplomático? Foi o sintoma de que a OTAN dificilmente pode confiar em Portugal ou é muito exagerado levantar uma questão deste calibre?» 

O que podemos fazer? Engolir em seco, suponho. É chato mas é verdade. Pior, É uma das faces de uma enorme verdade que levanta a dúvida sobre se seremos (leia-se Portugal) de confiança; feita em surdina mas feita. 

Em qualquer contexto seria uma vergonha que a questão surgisse, seria grave, seria preocupante mas no contexto actual é inadmissível que, num governo constituído após a (renovada) constatação do desrespeito pelos mais primários princípios políticos, bélicos e humanos por parte da Rússia como é que o actual governo se põe "a jeito" desta forma? (E de outras). Não é por ingenuidade por certo, essa é adjectivação que não lhe assenta

Já a Reuters (www.reuters.com) diz assim:

«The well-spoken economist had succeeded Costa as mayor of the capital city in April 2015, staying in office until last September, when he lost the municipal election.

The final year of his tenure was marred by what he described as a "bureaucratic error" that had led to the city hall sharing data of people staging protests outside several embassies, including Russia's, Cuba's and Israel's, with the targetted embassies.»

E a  Associated Press News? Ahh, um mimo!

LINK:Portugal’s new Socialist government gets off to bumpy start | AP News

«Fernando Medina, a former mayor of the capital, Lisbon, is the new finance minister. He has little experience in national public finances but is one of Costa’s close political allies and potentially a future party leader.

Medina lost his job in last year’s municipal elections after admitting that Lisbon City Council had shared the personal details of Lisbon-based dissidents and protesters with foreign embassies, including those of Russia and Israel.»

Não digo mais nada, só me ocorrem termos nada urbanos


DITOS QUE FICAM NA HISTÓRIA


"For God's sake, this man cannot remain in power"

Pres. Biden - 26/03/2022 - Varsóvia


Por fim alguém disse o que mais de meio mundo pensa
E não disse tudo...


OS DESIGNIOS DA BESTA


Para que fique registado.

Os momentos que, de alguma forma, marcam a história devem ser registados e guardados em memória; nem sempre é fácil identifica-los mas quando se revelam como uma renovação de marcos já bem conhecidos, o reconhecimento é quase intuitivo
De repente senti-me em 1937/39... A maior diferença é que a imagem não é a preto e branco

E tanto quanto as palavras atingiu-me o olhar: raiado, baço, tenebroso. Há anos que digo que este ser não tem alma, a besta desalmada, se a teve vendeu-a.
Para além da "limpeza", que é tudo menos "natural", que vem dizimando a heroica Ucrânia, a besta prepara uma "limpeza" doméstica: quer devorar todos o que se lhe opõem, todos os que pensam e veem de forma diferente. Que assim seja, aguardo espectante o processo auto-fágico

Em verdade a única esperança, algo ténue, de se evitar um "conflito alargado" (chamemos-lhe assim para desdramatizar) é acrescente probabilidade de um processo auto-fágico; o maior dos perigos, e também esse crescente, é encurralar a besta.
Este ser não tem a capacidade de se reconhecer derrotado; o "outro" deu um tiro na cabeça mas o outro não tinha armas atómicas nem a possibilidade de resolver uma situação limite com um "Se eu for ao fundo vão todos comigo"
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Excerto da comunicação do presidente da federação Russa ao seu governo,
transmitido em directo para todo o país a 16 de Março 2022

(A transcrição da totalidade do discurso em inglês AQUI)
«“Qualquer povo, e especialmente o povo russo, sempre será capaz de distinguir os verdadeiros patriotas da escória e dos traidores e cuspi-los como um mosquito que acidentalmente voou para as suas bocas”

“Estou convencido de que essa auto-limpeza natural e necessária da sociedade só fortalecerá nosso país, a nossa solidariedade, coesão e prontidão para enfrentar qualquer desafio.

“Se o Ocidente pensa que a Rússia vai recuar, não entende a Rússia”» 

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 A quem tenha tempo e interesse recomendo vivamente a atenta visualização de 34 minutos de conversa com o ex-chefe do MI6, Sir John Sawers, sobre a situação na Ucrânia gravada há duas semanas na "Oxford Union  Society". 

Uma analise e opinião de quem teve (e tem) uma janela privilegiada sobre o Kremlin


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UMA INEVITABILIDADE INCONVENIENTE

 A  notícia vinda da Rússia que me ofereceu um leve sorriso:

Putin mandou a Segurança Interna do FSB invadir o 5º Serviço FSB - responsável pela Inteligência estrangeira e a operar na Ucrânia (5 Service SOiMS) - e outras duas dezenas de serviços similares, porque terão fornecido ao Kremlin informações erradas sobre a aceitação de uma invasão russa a fim de "não contrariar" as convicções políticas, e egocêntricas, do presidente. 
(Logo, se os "libertadores" embateram numa cortina de ferro ucraniana,  mesmo nas regiões já ocupadas de Dombas e Crimeia a culpa é do 5º Serviço SOiMS, obviamente. )
Reposta a moralidade (ou mesmo a "muralidade")  no Serviço de Inteligência estrangeira, o seu chefe de serviços e o seu vice foram colocados em prisão domiciliária 

Terá sido boa ideia? 

A mim agrada-me bastante mas, certeiro ou de raspão, não sei se Putin não terá dado mais um tirito no pé; convém lembrar que o desmembramento do KGB, e o sequente nascimento do FSB (Federal Security Service), se deveu a uma tentativa de golpe de Estado, em Agosto de 1991, contra Mikhail Gorbachev por parte de várias unidades do KGB

Mas... em Agosto de 91 Gorbachev estava, em alguns aspectos de comprovada importância, na mó de cima e Putin está actualmente, em todos os aspectos de comprovável importância, na mó de baixo

É suposto Putin ter bem presente que não é boa ideia, nem mesmo para o czar de todas as Rússias, ter o FSB, ou mesmo o SVR (Russian Foreign Intelligence Service) por inimigo: em 1998 o presidente Yeltsin nomeou Putin, então um veterano do KGB, director do FSB; aliás foi ele o responsável pela integração das operações de Contra-Inteligência estrageira nos serviços do FSB

Diz quem sabe, concretamente oficiais das Inteligências operativas no estrangeiro (CIA, MI6 e outros bisbilhoteiros), que não serão os oligarcas descontentes nem os milhares que se manifestam corajosamente nas ruas que detêm o poder de depor Putin mas sim os Serviços Secretos: são imprescindíveis, andam imprescindivelmente armados e têm um imprescindível acesso
A questão é se querem... Com mais uns empurrõezitos talvez se motivem

Ora digam lá se não seria uma boa ideia...

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MOMENTO DE VERDADE - U.VON DER LEYEN

Porque é importante que fique registado, palavra por palavra, porque todas foram pesadas, medidas e carregadas de significado e importância; é um pouco longo para "leitura de blog" mas nenhuma palavra está a mais e todas são necessárias para fazer frente a uma situação que já passou a fase de "Perigo Eminente". 

Para ler, reter, pensar e COMPREENDER

1 March 2022 Brussels

Speech by President von der Leyen at the European Parliament Plenary on the Russian aggression against Ukraine

Madam President of the European Parliament,

Mr President of the Council,

High Representative,

Mr President of the Ukraine, dear Volodymyr,

Mr Speaker of the Ukrainian Parliament,

My Honourable Members,

War has returned to Europe. Almost thirty years after the Balkan Wars, and over half a century after Soviet troops marched into Prague and Budapest, civil defence sirens again went off in the heart of a European capital. Thousands of people fleeing from bombs, camped in underground stations – holding hands, crying silently, trying to cheer each other up. Cars lined up towards Ukrainian Western borders, and when many of them ran out of fuel, people picked up their children and their backpacks and marched for tens of kilometres towards our Union. They sought refuge inside our borders, because their country was not safe any longer. Because inside Ukraine, a gruesome death count has begun. Men, women, children are dying, once again, because a foreign leader, President Putin, decided that their country, Ukraine, has no right to exist. And we will never ever let that happen and never ever accept that.

Honourable Members,

This is a moment of truth for Europe. Let me quote the editorial of one Ukrainian newspaper, the Kyiv Independent, published just hours before the invasion began: ‘This is not just about Ukraine. It is a clash of two worlds, two polar sets of values.' They are so right. This is a clash between the rule of law and the rule of the gun; between democracies and autocracies; between a rules-based order and a world of naked aggression. How we respond today to what Russia is doing will determine the future of the international system. The destiny of Ukraine is at stake, but our own fate also lies in the balance. We must show the power that lies in our democracies; we must show the power of people that choose their independent paths, freely and democratically. This is our show of force.

Today, a Union of almost half a billion people has mobilised for Ukraine. The people of Europe are demonstrating in front of Russian embassies all across our Union. Many of them have opened their homes to Ukrainians – fleeing from Putin's bombs. And let me thank especially Poland, Romania, Slovakia and Hungary for welcoming these women, men and children. Europe will be there for them, not only in the first days, but also in the weeks and months to come. That must be our promise altogether. And this is why we are proposing to activate the temporary protection mechanism to provide them with a secure status and access to schools, medical care and work. They deserve it. We need to do that now. We know this is only the beginning. More Ukrainians will need our protection and solidarity. We are and we will be there for them.

Our Union is showing a unity of purpose that makes me proud. At the speed of light, the European Union has adopted three waves of heavy sanctions against Russia's financial system, its high-tech industries and its corrupt elite. This is the largest sanctions package in our Union's history. We do not take these measures lightly, but we feel we had to act. These sanctions will take a heavy toll on the Russian economy and on the Kremlin. We are disconnecting key Russian banks from the SWIFT network. We also banned the transactions of Russia's central bank, the single most important financial institution in Russia. This paralyses billions in foreign reserves, turning off the tap on Russia's and Putin's war. We have to end this financing of his war.

Second, we target important sectors of the Russian economy. We are making it impossible for Russia to upgrade its oil refineries; to repair and modernise its air fleet; and to access many important technologies it needs to build a prosperous future. We have closed our skies to Russian aircraft, including the private jets of oligarchs. And make no mistake: We will freeze their other assets as well – be it yachts or fancy cars or luxury properties. We will freeze that altogether.

Thirdly, in another unprecedented step, we are suspending the licences of the Kremlin's propaganda machine. The state-owned Russia Today and Sputnik, and all of their subsidiaries, will no longer be able to spread their lies to justify Putin's war and to divide our Union. These are unprecedented actions by the European Union and our partners in response to an unprecedented aggression by Russia.

Each one of these steps has been closely coordinated with our partners and allies, the United States, the United Kingdom, Canada and Norway, but also, for example, Japan, South Korea and Australia. All of these days, you see that more than 30 countries – representing well over half of the world's economy – have also announced sanctions and export controls on Russia. If Putin was seeking to divide the European Union, to weaken NATO, and to break the international community, he has achieved exactly the opposite. We are more united than ever and we will stand up in this war, that is for sure that we will overcome and we will prevail. We are united and we stay united.

Honourable Members,

I am well aware that these sanctions will come at a cost for our economy, too. I know this, and I want to speak honestly to the people of Europe. We have endured two years of pandemic. And we all wished that we could focus on our economic and social recovery. But I believe that the people of Europe understand very well that we must stand up against this cruel aggression. Yes, protecting our liberty comes at a price. But this is a defining moment. And this is the cost we are willing to pay. Because freedom is priceless, Honourable Members. This is our principle: Freedom is priceless.

Our investments today will make us more independent tomorrow. I am thinking, first and foremost, about our energy security. We simply cannot rely so much on a supplier that explicitly threatens us. This is why we reached out to other global suppliers. And they responded. Norway is stepping up. In January, we had a record supply of LNG gas. We are building new LNG terminals and working on interconnectors. But in the long run, it is our switch to renewables and hydrogen that will make us truly independent. We have to accelerate the green transition. Because every kilowatt-hour of electricity Europe generates from solar, wind, hydropower or biomass reduces our dependency on Russian gas and other energy sources. This is a strategic investment. And my Honourable Members, this is a strategic investment, because on top, less dependency on Russian gas and other fossil fuel sources also means less money for the Kremlin's war chest. This is also a truth.

We are resolute, Europe can rise up to the challenge. The same is true on defence. European security and defence has evolved more in the last six days than in the last two decades. Most Member States have promised deliveries of military equipment to Ukraine. Germany announced that it will meet the 2% goal of NATO as soon as possible. And our Union, for the first time ever, is using the European budget to purchase and deliver military equipment to a country that is under attack. EUR 500 million from the European Peace Facility, to support Ukraine's defence. As a first batch, we will now also match this by at least EUR 500 million from the EU budget to deal with the humanitarian consequences of this tragic war, both in the country and for the refugees.

Honourable Members,

This is a watershed moment for our Union. We cannot take our security and the protection of people for granted. We have to stand up for it. We have to invest in it. We have to carry our fair share of the responsibility.

This crisis is changing Europe. But Russia has also reached a crossroads. The actions of the Kremlin are severely damaging the long-term interests of Russia and its people. More and more Russians understand this as well. They are marching for peace and freedom. And how does the Kremlin respond to this? By arresting thousands of them. But ultimately, the longing for peace and freedom cannot be silenced. There is another Russia besides Putin's tanks. And we extend our hand of friendship to this other Russia. Be assured, they have our support.

Honourable Members,

In these days, independent Ukraine is facing its darkest hour. At the same time, the Ukrainian people are holding up the torch of freedom for all of us. They are showing immense courage. They are defending their lives. But they are also fighting for universal values and they are willing to die for them. President Zelenskyy and the Ukrainian people are a true inspiration. When we last spoke, he told me again about his people's dream to join our Union. Today, the European Union and Ukraine are already closer than ever before. There is still a long path ahead. We have to end this war. And we should talk about the next steps. But I am sure: Nobody in this hemicycle can doubt that a people that stands up so bravely for our European values belongs in our European family.

And therefore, Honourable Members, I say: Long live Europe. And long live a free and independent Ukraine.

My z vamy. Slava Ukraini.

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TRADUÇÂO

A guerra regressou à Europa. Quase trinta anos após as Guerras dos Balcãs, e mais de meio século após a marcha das tropas soviéticas para Praga e Budapeste, as sirenes de defesa civil explodiram novamente no coração de uma capital europeia. Milhares de pessoas fugiram das bombas, acampadas em estações subterrâneas - de mãos dadas, a chorar silenciosamente, a tentar animar-se mutuamente. Carros alinhados em direcção às fronteiras ocidentais ucranianas, e quando muitos deles ficaram sem combustível, as pessoas pegaram nos seus filhos e nas suas mochilas e marcharam durante dezenas de quilómetros em direcção à nossa União. Procuraram refúgio dentro das nossas fronteiras, porque o seu país já não estava seguro. Porque dentro da Ucrânia, começou uma horrível contagem de mortos. Homens, mulheres e crianças estão a morrer, mais uma vez, porque um líder estrangeiro, o Presidente Putin, decidiu que o seu país, a Ucrânia, não tem o direito de existir. E nós nunca deixaremos que isso aconteça e nunca aceitaremos isso.

Distintos Deputados,

Este é um momento de verdade para a Europa. Permitam-me citar o editorial de um jornal ucraniano, o Kyiv Independent, publicado poucas horas antes do início da invasão: "Isto não se trata apenas da Ucrânia. É um choque de dois mundos, dois conjuntos polares de valores". Eles têm toda a razão. Este é um choque entre o Estado de direito e o domínio da arma; entre democracias e autocracias; entre uma ordem baseada em regras e um mundo de agressão nua. A forma como respondermos hoje ao que a Rússia está a fazer irá determinar o futuro do sistema internacional. O destino da Ucrânia está em jogo, mas o nosso próprio destino também está no equilíbrio. Devemos mostrar o poder que está nas nossas democracias; devemos mostrar o poder das pessoas que escolhem os seus caminhos independentes, livre e democraticamente. Esta é a nossa demonstração de força.

Hoje, uma União de quase meio bilião de pessoas mobilizou-se para a Ucrânia. Os povos da Europa estão a manifestar-se em frente das embaixadas russas em toda a nossa União. Muitos deles abriram as suas casas aos ucranianos - fugindo das bombas de Putin. E deixem-me agradecer especialmente à Polónia, Roménia, Eslováquia e Hungria por acolherem estas mulheres, homens e crianças. A Europa estará lá para eles, não só nos primeiros dias, mas também nas semanas e meses vindouros. Essa deve ser a nossa promessa no seu conjunto. E é por isso que propomos activar o mecanismo de protecção temporária para lhes proporcionar um estatuto de segurança e acesso a escolas, cuidados médicos e trabalho. Eles merecem-no. Temos de o fazer agora. Sabemos que isto é apenas o começo. Mais ucranianos precisarão da nossa protecção e solidariedade. Nós estamos e estaremos lá para eles.

A nossa União está a mostrar uma unidade de propósitos que me deixa orgulhoso. À velocidade da luz, a União Europeia adoptou três vagas de pesadas sanções contra o sistema financeiro russo, as suas indústrias de alta tecnologia e a sua elite corrupta. Este é o maior pacote de sanções da história da nossa União. Não tomamos estas medidas de ânimo leve, mas sentimos que tínhamos de agir. Estas sanções terão um pesado custo para a economia russa e para o Kremlin. Estamos a desligar os principais bancos russos da rede SWIFT. Também proibimos as transacções do banco central da Rússia, a instituição financeira mais importante da Rússia. Isto paralisa milhares de milhões em reservas estrangeiras, fechando a torneira na guerra da Rússia e de Putin. Temos de pôr fim a este financiamento da sua guerra.

Em segundo lugar, temos como alvo sectores importantes da economia russa. Estamos a tornar impossível à Rússia modernizar as suas refinarias de petróleo; reparar e modernizar a sua frota aérea; e aceder a muitas tecnologias importantes de que necessita para construir um futuro próspero. Fechámos os nossos céus às aeronaves russas, incluindo os jactos privados dos oligarcas. E não se enganem: Congelaremos também os seus outros bens - sejam iates ou carros de luxo ou propriedades de luxo. Congelaremos isso por completo.

Em terceiro lugar, noutra etapa sem precedentes, suspendemos as licenças da máquina de propaganda do Kremlin. A Rússia estatal de hoje e a Sputnik, e todas as suas subsidiárias, já não poderão espalhar as suas mentiras para justificar a guerra de Putin e para dividir a nossa União. Estas são acções sem precedentes da União Europeia e dos nossos parceiros, em resposta a uma agressão sem precedentes por parte da Rússia.

Cada uma destas medidas foi estreitamente coordenada com os nossos parceiros e aliados, os Estados Unidos, o Reino Unido, o Canadá e a Noruega, mas também, por exemplo, o Japão, a Coreia do Sul e a Austrália. Todos estes dias, constata-se que mais de 30 países - representando bem mais de metade da economia mundial - anunciaram também sanções e controlos de exportação sobre a Rússia. Se Putin procurava dividir a União Europeia, enfraquecer a NATO, e quebrar a comunidade internacional, conseguiu exactamente o oposto. Estamos mais unidos do que nunca e vamos erguer-nos nesta guerra, ou seja, com certeza que vamos ultrapassar e prevalecer. Estamos unidos e mantemo-nos unidos.

Distintos Deputados,

Estou bem ciente de que estas sanções também terão um custo para a nossa economia. Sei isto, e quero falar honestamente ao povo da Europa. Suportámos dois anos de pandemia. E todos desejámos poder concentrar-nos na nossa recuperação económica e social. Mas creio que os povos da Europa compreendem muito bem que temos de nos erguer contra esta agressão cruel. Sim, a protecção da nossa liberdade tem um preço. Mas este é um momento decisivo. E este é o custo que estamos dispostos a pagar. Porque a liberdade não tem preço, Distintos Deputados. Este é o nosso princípio: A liberdade não tem preço.

Os nossos investimentos de hoje vão tornar-nos mais independentes amanhã. Estou a pensar, antes de mais, na nossa segurança energética. Não podemos simplesmente depender tanto de um fornecedor que nos ameace explicitamente. É por isso que contactamos outros fornecedores globais. E eles responderam. A Noruega está a intensificar-se. Em Janeiro, tivemos um fornecimento recorde de gás LNG. Estamos a construir novos terminais de GNL e a trabalhar em interconectores. Mas a longo prazo, é a nossa mudança para as energias renováveis e o hidrogénio que nos tornará verdadeiramente independentes. Temos de acelerar a transição verde. Porque cada quilowatt-hora de electricidade que a Europa produz a partir da energia solar, eólica, hídrica ou biomassa reduz a nossa dependência do gás russo e de outras fontes de energia. Este é um investimento estratégico. E os meus Distintos Membros, este é um investimento estratégico, porque por cima, uma menor dependência do gás russo e de outras fontes de combustível fóssil significa também menos dinheiro para a arca de guerra do Kremlin. Esta é também uma verdade.

Estamos decididos, a Europa pode estar à altura do desafio. O mesmo se aplica à defesa. A segurança e a defesa europeias evoluíram mais nos últimos seis dias do que nas últimas duas décadas. A maioria dos Estados-Membros prometeram entregas de equipamento militar à Ucrânia. A Alemanha anunciou que irá cumprir o objectivo de 2% da OTAN o mais rapidamente possível. E a nossa União, pela primeira vez, está a utilizar o orçamento europeu para comprar e entregar equipamento militar a um país que está a ser atacado. 500 milhões de euros do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, para apoiar a defesa da Ucrânia. Como primeiro lote, vamos agora igualar este montante em pelo menos 500 milhões de euros do orçamento da UE para lidar com as consequências humanitárias desta guerra trágica, tanto no país como para os refugiados.

Distintos Deputados,

Este é um momento de viragem para a nossa União. Não podemos tomar a nossa segurança e a protecção das pessoas como garantidas. Temos de nos erguer em defesa dela. Temos de investir nele. Temos de assumir a nossa justa quota-parte de responsabilidade.

Esta crise está a mudar a Europa. Mas a Rússia também chegou a uma encruzilhada. As acções do Kremlin estão a prejudicar gravemente os interesses a longo prazo da Rússia e do seu povo. Cada vez mais russos compreendem isto também. Estão a marchar pela paz e liberdade. E como é que o Kremlin reage a isto? Prendendo milhares deles. Mas, em última análise, o desejo de paz e de liberdade não pode ser silenciado. Há outra Rússia para além dos tanques de Putin. E estendemos a nossa mão de amizade a esta outra Rússia. Estejam certos de que eles têm o nosso apoio.

Distintos Deputados,

Nestes dias, a Ucrânia independente está a enfrentar a sua hora mais escura. Ao mesmo tempo, o povo ucraniano está a erguer a tocha da liberdade para todos nós. Estão a demonstrar uma coragem imensa. Eles estão a defender as suas vidas. Mas estão também a lutar por valores universais e estão dispostos a morrer por eles. O Presidente Zelenskyy e o povo ucraniano são uma verdadeira inspiração. Quando falámos pela última vez, ele contou-me novamente sobre o sonho do seu povo de se juntar à nossa União. Hoje, a União Europeia e a Ucrânia já estão mais próximas do que nunca. Há ainda um longo caminho pela frente. Temos de pôr fim a esta guerra. E devemos falar sobre os próximos passos. Mas tenho a certeza: ninguém neste hemiciclo pode duvidar que um povo que se ergue tão corajosamente pelos nossos valores europeus pertença à nossa família europeia.

E por isso, Senhores Deputados, digo eu: Viva a Europa. E viva uma Ucrânia livre e independente.

My z vamy. Slava Ukraini.





QUERIDOS PACIFÍSTAS,

 O pacifismo é bonito. Dizer bonito é pouco. O pacifismo é louvável, encerra uma pureza de intensão desejável no coração da humanidade. Pois... Mas os corações não são todos iguais, alguns só abrigam o amor ao poder, ao ego, à vontade própria e, para esses, a salvaguarda da humanidade é um estrago colateral

O pacifismo é um bem de luxo ao qual não nos podemos dar, o mundo não nos concede meios para isso, está provado ad nauseam

Infelizmente, ou talvez não, a compreensão, o reconhecimento deste facto por parte dos corações humanos, os verdadeiramente humanos, requer uma perda de inocência e uma maturidade de equilíbrio entre as boas intensões e a frieza de análise que nos permite fazer face ao perigo. Isto tem o seu lado doloroso: mais tarde ou mais cedo constatamos que o que rasga a cortina da inocência  concede nitidez e amplitude de visão, os destroços do sonho pacifista fertilizam a capacidade de apreensão da realidade.

Domingo 27 Fev. ,  o recém-chegado a chanceler Olaf Scholz fez um notável  e sensato discurso no parlamento alemão que reflectiu objectivamente a absoluta necessidade de adaptarmos os nossos mais louváveis ideais às fraccionais alterações que o mundo nos impõe. (Até a Suissa, campeã da "neutralidade" se chegou à frente!!!)

Por mais compreensível que seja que um país que desencadeou as mais letais e desumanas acções do séc. XX tenha por princípio o não fornecimento de armas no caso de conflitos externos, há situações em que os princípios são engolidos pela gritante injustiça, pelas indefensáveis e irracionais consequências. A invasão da Ucrânia e todo o plano expansionista que lhe é subjacente é, indiscutivelmente, o melhor dos exemplos de tal situação.

E... Quando digo - indiscutivelmente - digo-o de forma radical, recusando todas as tentativas de explicação ou justificação que opiniões contrárias tentem oferecer. O meu profundo respeito pela opinião alheia não chega para tanto.  Esta não é uma questão de opinião, nenhum crime de guerra praticado pela imposição de poder e da vontade egocêntrica o é.

Quer isto dizer que todas as guerras são injustificadas? Helás!!! Seria sublime poder dizer que sim, que são injustificadas, melhor, que são evitáveis... Seriam, talvez, se os homens fossem capazes de se sentar frente a frente procurando, de facto, pôr o bem da humanidade acima dos seus interesses e divergências mas séculos de vigência dos homens sobre a Terra demonstram incontestavelmente o contrário; e conjecturando,  o futuro não apresenta grandes probabilidades de modificação. Está-nos na massa do sangue, mais tarde ou mais cedo, alguém cede à tirania e a conversa não passa disso mesmo, conversa...

Queridos pacifistas, 

Vocês não são o mal da Terra, vocês são o sonho, as flores no cabelo, as pombas que oferecem ramos de oliveira e a ingenuidade não corrompida; E acreditam ser os defensores da Liberdade e da Dignidade Humana. Como disse no começo, é louvável. 

Mas... ( o terrível "mas")

Como se propõem lutar pela Liberdade e pela Dignidade? Como se propõem vencer tiranos e terroristas? Não há flores, nem poemas, nem canções capazes de transmutar o que se alimenta de ódio e perversão. Sem exércitos, espiões, pressões económicas e coragem para desempenhar um papel agressivo, não há Liberdade nem Dignidade que subsistam perante o Mal do mundo

Por vezes há que lutar contra a guerra e por vezes há que lutar na guerra; por vezes a mera hesitação pode ser fatal. 

E frequentemente a única forma de "lutar contra a guerra" é combatê-la


Perdoem-me mas é a mais dura Verdade.



"KEEP CALM AND F*** THEM ALL"

 

"KEEP CALM AND CARRY ON", frase frequente e erradamente atribuída a W. Churchill, foi impressa num cartaz por ordem do governo britânico em 1939 para ser distribuído no caso de a Alemanha vir a invadir a Grã-Bretanha: Como tal não aconteceu o cartaz acabou por cair no esquecimento e só veio a ser "descoberto" em 2000.

Veio a tornar-se viral a frase icónica da fleuma britânica na II Guerra

Vem isto a servir de introdução a uma situação trágica e selvagem que ocorreu ontem, dia 24, no Mar Negro na pequena ilha de Zmiinyi, com 48Kms, ao largo da costa ucraniana e que estava ocupada por 13 soldados ucranianos - aparentemente uma força ameaçadora para a Rússia...

A pequena ilha foi bombardeada e todos os 13 soldados pereceram. Porquê? Porque recusaram entregar-se, e responderam, verbalmente, em conformidade.


Deixo a transcrição e um vídeo com o áudio da rapidíssima troca de palavras ocorrida antes do bombardeamento.
Esta será provavelmente a frase icónica desta guerra absurda e violenta; por mim já a adoptei






Zelensky afirmou: Morreram heroicamente e vão ser condecorados postumamente com o título de "Herói da Ucrânia".»

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Não resisto a deixar também uma fotografia tirada ontem numa das manifestações anti-guerra que tiveram lugar na Rússia. Desconheço o fotografo o local e a pessoa fotografada mas a sua expressão e a situação tocaram-me profundamente, é emocionalmente devastadora. 
Sem mais...




GAMBITO DE ABERTURA

 Às 3horas da manhã GMT, 6h em Moscovo, Putin fez uma comunicação na TV anunciando uma Operação militar com vista à "desmilitarização" da Ucrânia.

Disse visar o território de Dombass, e só... 

E já agora, como em nota de rodapé, num tom de fazer gelar as veias: 

"Umas poucas e importantes palavras para aqueles que possam estar tentados a intervir, se o tentarem e criarem uma ameaça ao nosso país (Rússia) verão consequências como nunca experienciaram na vossa história"

Minutos depois começaram a ouvir-se explosões de mísseis cruzeiro; Mas não apenas em Dombas mas em, pelo menos em 6 ou 7 cidades ucranianas incluindo Kiev. 

O aeródromo militar a 32Km de Kiev está sob ataque

Tropas russas entraram em Odessa, pelo mar negro; Também o porto de Mariupol está sob ataque 

Tornou-se claro que se trata de uma invasão generalizada. 

Cerca de 1h30 depois o ministério da Defesa ucraniano reportava existirem já centenas de baixas


De notar que
  
Putin, ao fazer esta comunicação ao nascer do dia de hoje, se mostrava à mesma secretária, com a mesma disposição e o mesmo enquadramento, usando o mesmo fato e a mesma gravata que vimos na passada segunda-feira para terça, quando fez o seu longo discurso sobre a ilegitimidade da existência da Ucrânia como Estado independente. 

Por que é que isto importa?
 Porque levanta a hipótese, mais do que provável (apostaria nesse número as minhas fixas todas) de  a sua decisão ter sido programada, encenada e gravada na mesma de ocasião em que disse manter as opções diplomáticas abertas, em que reiterou que não iria fazer uma invasão; 
Espantosamente (ou talvez não) esta última manteve ainda hoje e, presumo, que continuará a manter por mais umas horas, ou até mais uns dias.

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Antes das 7hAM (Kiev) entram na Ucrânia tanques russos pela fronteira da Bielorrússia, a cerca de 1000 KM de Kiev (a 25km/h non-stop são 40 horas)

Às 7h AM, hora de Kiev, 5hAM GMT, é declarada a lei marcial na Ucrânia e ouvem-se as primeiras sirenes de aviso de raid aéreo em Kiev.

É o som que anuncia os horrores da guerra

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Da invasão da Checoslováquia por Hitler a 15 de Março de 1939 à invasão da Polónia a 1 de Setembro, decorreram exactamente 5 meses e meio.

À 23ª hora do dia 3 de Setembro teve início a II Guerra Mundial

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Não tenhamos dúvidas, o grande alvo não é a Ucrânia, essa é uma motivação emocional e vingativa de um ego soviético humilhado, o objectivo é a alteração da Ordem Mundial, a perversão do Estado de Direito Internacional, a autocracia sem limites nem Lei senão a imposta por ditadores impunes; 

A perfeita caracterização da omnipotência



PESADELOS

A 7 de Novembro de 2014 eu escrevia assim aqui no blog:

Estou um bocadinho preocupada... 

 Quando os russos invadiram a Crimeia comecei a ter uns sonhos estranhos. 
Depois tanques russos entraram na Ucrânia (ou passou a ser do domínio público que entravam) por um lado, enquanto eram enviados camiões de "ajuda humanitária" por outro, a frequência e estranheza destes sonhos começou a aumentar e não há meio de me passar. 
Desde que a NATO interceptou, no espaço de uma semana, mais de cem bombardeiros russos em territórios da sua responsabilidade militar a coisa agravou-se exponencialmente, comecei mesmo a considerar a séria hipótese de deixar de ver, antes de ir dormir, o noticiário internacional. 

Mas hoje tornou-se assustador, as imagens dos meus sonhos perseguem-me mesmo estando acordada, ao mais singelo fechar de olhos lá está ele, tão mudo e quedo quanto lívido, já não sei o que fazer...


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Sendo o embrião da catástrofe que vivemos hoje - vivemos, todos nós, os que já deram por isso e os que julgam que isso é lá com os russos e os ucranianos - na altura era capaz de abordar a questão com uma certa leveza de ânimo... Nesta altura não há "ânimo leve" onde consiga refugiar-me

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Há uns dias fugi dos noticiários para a Netflix e acabei embrenhada num filme que faz uma mistura entre uma ficção de espionagem com factos e personagens históricos, a saber "Munique- No limite da Guerra" (Munich - The Edge of War), estreado nos finais de 2021.

Ainda pelo primeiro quarto de hora do filme aparece o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain (impecavelmente representado por Jeremy Irons) a fazer uma comunicação pela BBC ao Reino Unido,  referindo-se à anexação de parte da Checoslováquia por Hitler em Setembro de 1938 
(porque "nos Sudetos (região noroeste) onde viviam cerca de 3 milhões de alemães - que estariam a ser alvo de maus tratos e privações -  e onde foi criada uma violenta situação de desacatos com a polícia")
"How horrible, fantastic, incredible it is that we should be digging trenches and trying on gas-masks here because of a quarrel in a far away country between people of whom we know nothing."

 "Quão horrível, fantástico, incrível é que devamos estar cavando trincheiras e experimentando máscaras de gás aqui por causa de uma briga num país distante entre pessoas das quais nada sabemos."

Estas palavras, ditas naquele momento que antecedeu um dos maiores horrores da história, caíram sobre mim com o estrondo de uma bomba; tive de carregar no botão da pausa... 

Céus, já vi este filme... (Não o da Netflix, o outro, o de personagens bem reais)  As conversações de Munique, os falsos acordos, a declaração de guerra exactamente 1 ano depois, a 3 de Setembro de 1939: 

"This morning, the British Ambassador in Berlin handed the German government a final Note stating that, unless we heard from them by eleven o'clock that they were prepared at once to withdraw their troops from Poland, a state of war would exist between us. I have to tell you now that no such undertaking has been received, and that consequently this country is at war with Germany."

E sei como se desenrola; sei quanto tempo de desgraça impôs e como acabou em 1945, não sei como será agora, em 2022... Nem como nem quando olharemos para trás, feito "passado"

Pior, não sei eu e não creio que alguém saiba, nem mesmo os Senhores do Mundo

Não tenho dúvidas de que a história se repete, tenho dúvidas sim de que alguma vez a humanidade aprenda e passe a colocar os loucos malignos em local apropriado, talvez numa estância de acolhimento em Marte

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A Senhora primeira-minnistra da Lituânia a chamar os bois pelos nomes:

https://twitter.com/IngridaSimonyte/status/1495859739128913924?ref_src=twsrc%5Etfw

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GOD SAVE THE QUEEN

 Seja qual for a apreciação política que se faça da monarquia, em particular da vigente no Reino Unido, dificilmente - direi mesmo que só por teimosia - não se reconhecerá na rainha Isabel II um carácter único, uma dignidade invulgar e uma devoção à responsabilidade que, de alguma forma lhe caiu sobre os ombros, inexcedível.

Há quem se enerve com "uma vida de privilégios"... Há muito quem tenha uma vida de privilégios mas, muito sinceramente, não me parece ser o caso da rainha Isabel II; que os tem é evidente e inegável mas o que transparece ao longo da sua vida, de toda a sua vida, é um absoluto compromisso e irrepreensível respeito pelo destino que lhe foi traçado quando o irmão do seu pai abdicou do trono.

Um pilar de força, constância, consciência nacional, independência política e respeito por todas as Instituições democráticas

Hoje, 6 de Fevereiro, dia da morte do rei George VI em 1952, marca os 70 anos de reinado de Isabel II.

Long Live the Queen

A BBC publica uma sequencia de 95 fotografias, uma por cada ano da sua vida;

deixo o LINK: Platinum Jubilee: Queen's life in pictures - BBC News

A MISÉRIA DES-HUMANA


 Ontem à noite vi uma das reportagens mais dolorosas dos últimos tempos; adormeci com ela a assombrar-me, acordei com ela a ensombrar-me. 

Há acontecimentos dramáticos por todo o mundo, alguns inevitáveis como terramotos, incêndios e outras catástrofes, outros que, evitáveis ou não, nos acompanharam sempre ao longo das nossas vidas e que se tornam parte da história do mundo como as guerras e revoluções; temos com estes uma relação de aceitação, mais tarde ou mais cedo, maior ou menor, mais indignada ou menos.  Mas esta reportagem não cabe em nenhuma destas classificações. É sobre o absurdo, o impensável, o desalmado. Não é só o reportado, que já seria excessivo, mas o testemunho do estado em que a humanidade se encontra. Humanidade?

Refiro-me ao trabalho que a veterana, (e heroica) repórter de guerra no Médio Oriente  Alex Crawford fez para a Sky News sobre o estado de miséria absoluta no Afeganistão

Famílias inteiras vendem rins para sobreviver e alimentar os filhos; e depois vendem os filhos para que não morram à fome

E um filho vale, em dinheiro, menos do que um rim...

Das tragédias que se passam nos hospitais, em particular nas alas pediátricas, não consigo falar, não há palavras que as descrevam. Crianças em sofrimento são mandadas para casa para morrer porque não há como nem com que as tratar. Desespero não é palavra que chegue, talvez inferno...

Aisha, com queimaduras nas mãos, pés e pernas irá
morrer porque não há medicamentos para a tratar

Nada mais tenho a dizer, o que mais posso dizer?

Há dias, na Síria, guerrilheiros ISIS tomaram conta de uma prisão a fim de libertarem os terroristas ali presos. Para garantirem um mais prolongado tempo de acção levaram com eles inúmeras crianças, crianças suas, para servirem de escudo humano. Sim é desumano e selvagem mas, com toda a carga que acarreta, não tem a menor semelhança com o que se passa no Afeganistão.

Que mundo é este? O nosso, aquele em que vivemos, a anos luz das nossas vidas

Hoje, 27 de Janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, um outro holocausto acontece sob os nossos olhos e, no entanto, está sendo ignorado por outras "urgências" que nos tocam mais de perto.

Peço-vos que vejam vídeo que aqui deixo; não se trata de atribuir culpas nem de fazer analises socio-políticas, trata-se de tomar consciência de uma realidade que se afigura "irreal"

Temos obrigação de ser testemunhas do nosso tempo


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LET'S PARTY!!!

O tipo que usa uma esfregona a fazer de peruca e que está a fazer de primeiro-ministro no Reino Unido foi ao parlamento pedir desculpa (outra vez, depois de já terem vindo a lume as festarolas do Natal 20/21) pelos festejos - sabe-se lá de quê - de Maio último na noite que antecedeu o funeral do Príncipe Filipe.


Os meios de comunicação, de todos os quadrantes políticos, não se cansaram de lembrar a inesquecível fotografia de Isabel II sentada sozinha na capela de Windsor durante o funeral do seu companheiro por 74 anos; 

Um deputado conservador do partido unionista escocês desfez-se em lágrimas ao falar da morte da sua sogra sozinha num hospital sem poder despedir-se da filha, dos netos, dele mesmo enquanto questionava o primeiro-ministro sobre as festas.  

E esta história repete-se milhares e milhares de vezes para milhares de famílias e amigos

Bozo pediu "desculpa" mas foi dizendo:  " I believed implicitly that this was a work event"

A work event... Fará do N10 a casa do regabofe?

Há gente que tem enorme dificuldade em fazer alguma coisa como deve de ser, até o mais simples pedido de desculpas. Estas condutas e atitudes têm razões, significados e consequências. E mais consequências têm quando não são retiradas as ilações decorrentes e não são postas em prática as acções imputáveis, rapidamente.

Da forma aleijadinha que consegue, o "Esfregonas" lá balbuciou os pedidos de desculpas mas esqueceu-se de incluir a prática corrente dos copázios semanais a cada sexta-feira entre as 4 e as 7 PM - as "wine-time Fridays" - entre uma média de 50 pessoas no N10, prática anterior à pandemia e que se manteve durante todos os períodos de confinamento e restrições, quando estava proibida a reunião de pessoas em espaços interiores que não co-habitassem e as reuniões em espaços exteriores estavam limitadas a um máximo de 6 pessoas ( "Tier 2" restrictions) Esta prática, quando posteriormente abordada pelos jornalistas, não foi negada, está sob investigação...

Entretanto o que faz o "Esfregonas"? Lança uma campanha de "Boas Práticas" em acto de verdadeira contrição? Assume os erros e revê comportamentos, seus e dos staffs governamentais? 
Nada disso, não vale a pena chorar sobre leite derramado. 
Lança a Operação "Save Big Dog"(sim, a sério... ) um plano para salvar o primeiro-ministro que, para além do inimaginável, se concentrará, digo eu, em duas frentes: A primeira será rezar para que os números diários de infecções Covid baixem visivelmente permitindo levantar o máximo de restrições adoptadas  tornando  o povo mais feliz e menos revoltado  dando lugar a conferências de imprensa sorridentes e positivas, prematuramente ou não essa parte não interessa nada agora; Simultaneamente ver quem se irá responsabilizar pelas lamentáveis (catastróficas diria eu) ocorrências num luminoso comunicado "Já investigamos tudo e a culpa foi da cambada de irresponsáveis que passaremos a enumerar"...
Hum... não sei se os staffs vão aceitar a solução de bom grado, isto de cada telefone ter uma câmara fotográfica é por vezes uma chatice...

Uma coisa há que reconhecer: o sentido de humor britânico não será melhor nem pior do que alguns outros mas é sem dúvida inigualável, assertivo e duramente sarcástico. Fica aí abaixo um vídeo filmado sexta-feira, 14, pela hora do almoço aos portões de Downing Street que é um feliz exemplo desta qualidade única

2022 - OXALÁ


Que 2022 se possa abrir em Luz para o mundo


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LAMENTO

 Este ano, pela primeira vez, o Natal não passou por aqui. Lamento. 

Lamento por várias razões algumas com um grau respeitável de seriedade; Eu levo poucas coisas a sério porque a vida me ensinou que, quando olhamos para trás poucas coisas tinham de facto a seriedade ou gravidade que lhes atribuímos em tempo da sua ocorrência

Outra coisa que a vida me ensinou é que o Natal é um estado de espírito. Para cristãos e para não cristãos, o estado de espírito natalício não é coisa que se invente à medida dos dias que vão decorrendo na época natalícia; pode-se fingir, pode-se enfeitar, pode-se socializar mas não se pode sentir por decisão ou invenção. Lamento mas este ano o espírito natalício não me encarnou, fechei-me ao fingimento por saturação: um Natal a fingir, é como o vejo. As luzinhas, as prendinhas, as festinhas... Sim, está bem, seja, não sou contra, a sua ausência seria verdadeiramente triste, mais triste. 

Mas o Natal não é um ritual, é um estado de espírito, um sentimento, uma comunhão comunitária.

Não a senti nem a vi, comunitariamente. Lamento, talvez a falta seja minha, talvez não...  
Senti-a em família porque o que nos une é um espírito presente sempre, diariamente, de solidariedade, de cumplicidade, mas essa é outra história. 

Agora, à beira da entrada de um novo ano tinha a esperança de ser assaltada de surpresa pela esperança da renovação, pela expectativa de algo novo que seja uma lufada de ar fresco... Duvido... O ar está pesado e quem não o percebe está respirando no mundo da Lua. Não, não estou a ser negativa, pessimista ou, menos ainda, derrotista - essa é a última coisa que serei -  mas de nada adianta enterrar a cabeça na areia ou fazer questão de olhar o mundo através de lentes cor-de-rosa; pode animar as hostes mas não altera um pontinho à realidade

"Ah eu quero é ser feliz" - sim, está bem é uma atitude saudável, eu também quero, mas não está fácil a menos que nos alheemos do estado e percurso da humanidade que tanto se vem esquecendo de ser Humana. Ou pior, talvez não seja só esquecimento, talvez seja uma evolução natural, talvez não passe disto apesar da persistência de umas tantas almas que incansavelmente lutam contra a corrente.


Os meus votos para 2022? 
Que as almas nobres, honradas, imbuídas de carácter e generosidade consigam ir conquistado o mundo, passo a passo, dia a dia.

Sei que não é pedir pouco mas é a única forma de voltar a descer sobre a Terra um espírito de Natal sem fingimento

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