COMPAIXÃO E INCLUSÃO
O PRESUPOSTO DE "TODOS, TODOS, TODOS"
Nunca, aqui no Real Gana, falei de religião, é tema que considero demasiado complexo e íntimo para "bloguices"; cada pessoa é um mundo, com as suas experiências, concepções de Deus, de Vida e Alma, de Morte e Espírito, de Caminho, de Humanidade, de Fim, de Além,... Cada pessoa é um mundo e cada mundo tem a sua história, evolução, a sua realidade, a sua essência única. A título de mero exemplo, não creio que o Papa Francisco e o Dalai Lama sejam pessoas essencialmente diferentes, ambos são seres de Luz com vidas dedicadas à alumiação da alma, no entanto um é teísta o outro não. Poderá haver temática mais íntima?
Nesta acepção, não é de religião que hoje falo mas dessa essência luminosa que raras pessoas transmitem em tudo o que empreendem, na forma como olham, na compaixão que emanam. Raras as pessoas... não é fácil.
Não é fácil sobrepor aos nossos julgamentos, às nossas convicções seculares, essa compaixão imensa e transformadora. Seguir ritos e mandamentos não é o mesmo que projectar Luz, não confere a sábia e nobre aceitação das sombras, as nossas e as alheias. Não é perfeição que nos é requerida...
Com quanta facilidade um estrito cumpridor de ritos e mandamentos manifesta a sua intransigência atirando a primeira pedra...
Vieram estas linhas no encalce de um curto vídeo que me encontrou hoje - 1 minuto de sinceridade e sabedoria - que, nestes dias que estamos passando, fiz questão de aqui deixar. Dispensa explicações e comentários.(É preciso clicar 2 vezes no play)
Deixo também uma pequena "notícia" que li hoje, com ligeiras alterações de forma, não de conteúdo - o original tem erros e terá sido escrito por um "jornalista" do jornal "A Bola" Não foi a ocorrência em si que me tocou mas a personagem que refere: Uma idosa freira, amiga do Papa Francisco e sua visitante assídua, há mais de meio-século que desenvolve um trabalho que, por certo, lhe exigirá uma fé desmedida na Luz e essa sábia e nobre aceitação das sombras alheias, sem pedras a arremessar
"Num dia em que o acesso à Basílica de S. Pedro, onde decorre o velório do Papa, estaria reservado apenas a cardeais, bispos e altos funcionários do Vaticano, a Guarda Suíça, responsável pela segurança, quebrou o protocolo abrindo uma excepção para entrar Geneviève Jeanningros, uma freira de origem francesa com 82 anos que, segundo é descrito em Itália, seria a melhor amiga do Papa Francisco.
Apesar do protocolo impôr que cada visitante esteja apenas alguns instantes diante da urna, foi-lhe permitido permanecer por largos minutos despedindo-se do amigo
A «enfant terrible» que vive numa caravana
A concessão feita pelos guardas justifica-se por Geneviève ser presença habitual no Vaticano, uma vez que às quartas-feiras era comum o Papa recebê-la.
A octogenária, que conheceu o Papa na Argentina, é uma mulher de causas e, há várias décadas, defensora das minorias. Vive numa caravana nos arredores de Roma, trabalha numa comunidade que apoia prostitutas e transsexuais, que muitas vezes a terão acompanhado nas visitas que fazia a Francisco.
Publicado por Alex. at quinta-feira, abril 24, 2025 0 comments
IN MEMORIAM - FRANCISCO
O Papa que partiu no advento da ressurreição
Publicado por Alex. at segunda-feira, abril 21, 2025 0 comments
GENEROSIDADE E CAMARADAGEM
O enviado especial de Trump ofereceu-se para "dar" quatro regiões ucranianas à Rússia
(Não, não estou a fazer "graças pesadas" nem é uma notícia falsa, é verdade, uma séria verdade)
Desrespeitando os mais básicos protocolos de segurança pessoal e de Estado, Steve Witkoff, enviado especial de Trump para a Rússia, convidou Kirill Dmitriev, enviado especial de Putin, para jantar na sua residência pessoal antes de uma reunião na Casa Branca.
Sem problemas, Trump está "na boa" com isso, quando do seu primeiro mandato convidou o ministro dos negócios estrangeiros russo e o embaixador russo em Washington para a sala oval, acompanhados de jornalistas russos da Tass (e só esses, os americanos que esperassem que aqueles senhores saíssem);
Trump tinha a certeza absoluta de que todos os jornalistas russos eram apenas jornalistas, nenhum deles era por certo um tipo treinado para tomar notas mentais de tudo o que via, de protocolos de segurança, quantidade de activos, passagens usadas por pessoal interno e mais não sei quantas coisas que não interessam nada aos russos. Da mesma forma que seria absolutamente descabido pensar que um enviado de Putin, com motorista e seguranças, seria capaz de plantar qualquer micro-aparelho de vigilância em casa do colaborador de Trump para assuntos da Rússia. Que disparate!
Também de referir que o enviado russo está sujeito a sanções americanas na sequência da invasão russa e seria suposto não pôr os pés em solo americano mas esse parece ser um pormenor irrelevante. Foi aquele que Putin mandou e isso é que interessa, não vale a pena levantar questões só para embirrar.
(Ignoro se o total desrespeito da Rússia pelo cessar-fogo parcial incondicional, proposto por Trump e assinado em Março, faz hoje 1 mês, terá sido abordado)
Steve ofereceu-se pessoalmente para "apoiar" o direito da Rússia a ocupar as regiões de Zaporizhzhia, Kherson, Donetsk e Luhansk.
Não sei por que não englobou a Crimeia no pacote... Será por o presidente dos Estados Unidos considerar que a Crimeia já pertence à Rússia não fazendo assim sentido que seja objecto de negociações? Não sei, digo eu...
Considera o bom camarada Steve que "esta é a maneira mais rápida de acabar com a guerra".
Então e depois?
Depois, mais exactamente 48h depois ‐ sexta-feira 10/04 - Steve foi a S. Petersburgo e foi recebido por Putin, himself.
Segundo ambos, tiveram uma agradável e produtiva conversa.
Para rematar com um nó dourado, o general Kellogg,enviado especial de Trump para a Ucrânia, disse, enquanto Steve Witkoff estava na Rússia:"Quase poderíamos fazer parecer o que aconteceu em Berlim depois da Segunda Guerra Mundial, quando havia uma zona russa, uma zona francesa, uma zona britânica, uma zona americana".Compreendo que, quando se trata de resolver problemas graves, letais e desestabilizadores do mundo, soluções radicais e generosas devem ser implementadas;
Se alguém por aí tiver o número de telefone do primeiro-ministro do Canadá, por favor envie-mo, quero sugerir-lhe que ofereça os EUA à União Europeia, ou à Dinamarca, se considerar preferível.
Publicado por Alex. at sábado, abril 12, 2025 0 comments
THE KRASNOV FILE
Demasiado extenso para publicar no RealGana
Demasiado importante para não publicar
Fica o link, EM PORTUGUÊS:
Ver no Threads
Publicado por Alex. at quarta-feira, abril 09, 2025 0 comments
Ó-LARILÓLÉ-CAMPANHA
Programa eleitoral.
PS propõe IVA ZERO em bens alimentares essenciais e eletricidade com 6%
(RTP- 5 Abril 25)
Legislativas:
PS promete dar 500 euros em certificados de aforro a todas as crianças nascidas a partir do início de 2025
G'anda nóia, vamos ter uma geração de putos ricos daqui a 18 anos (se não caírem os juros que são semelhantes, ou menores, do que os de vários bancos mas ok, é um "cavalo dado")
As propostas do PS para o próximo governo
Menos dias de trabalho e salário mínimo de 1.110 euros. (em 2029)
“Reduzir, de forma faseada, a semana de trabalho de 40 para 37,5 horas para todos os trabalhadores, em moldes e condições a discutir com os parceiros sociais e considerando a evolução da situação económica e a avaliação de impacto em diferentes sectores” (Agência Lusa - 5 Abril 25)
Portanto, meia-hora por dia, de forma faseada, se for possível
e ainda por cima o gajo é feio, tem pinta de labrego com um fato e uma gravata (sim, eu sei, não é o único, o mesmo acontece com o outro mânfio daquele partideco de que não me lembro o nome.) É tudo, por hoje basta
Publicado por Alex. at domingo, abril 06, 2025 0 comments
O MALIGNO E O LOUCO
NUMA SÓ MENTE
Dia 20 de Janeiro de 2025, ainda não há 3 meses, Donald Trump foi empossado como presidente dos EUA. Nesse mesmo dia Trump assinou uma ordem executiva declarando uma emergência nacional na fronteira sul e deu ao Departamento de Defesa e ao Departamento de Segurança Interna 90 dias para ser apresentado um relatório conjunto sobre se deve ou não invocar a Lei da Insurreição.
Na altura ninguém falou nisto - leia-se imprensa e comentadores políticos - mas qualquer perspectiva de invocação da Lei da Insurreição é assunto que tem de ser tomado muito a sério, quer por existirem razões para tal, se for o caso, quer pelas razões camufladas que suportem tal invocação.
Neste caso não pode ser mais óbvio que as razões subjacentes a tal intenção em nada se prendem com "uma emergência nacional na fronteira sul", não se trata de imigração, trata-se de poder.
Este prazo de 90 dias termina a 20 de Abril.
Não foi por mero acaso que há uma semana, a última de Março, Trump se lembrou de começar a falar na possibilidade de um - inconstitucional - 3º mandato
A Lei da Insurreição, de 1807, dá ao presidente autoridade para colocar as forças armadas dos EUA em solo americano para suprimir rebelião ou violência doméstica ou para fazer cumprir a lei em determinadas situações. O estatuto implementa a autoridade do Congresso ao abrigo da Constituição para "providenciar a convocação da Milícia para executar as Leis da União, suprimir Insurreições e repelir Invasões". Isto significa tropas nas cidades, significa desautorizar os governadores de cada Estado federado, significa a suspensão dos direitos de protesto e suspensão da dissidência democrática - sob o falso pretexto de restaurar a "ordem".
A Lei da Insurreição não é lei marcial. "Lei marcial" é a vigência de um poder militar que assume o papel do governo civil numa emergência; a Lei da Insurreição permite que os militares prestem assistência às autoridades civis mas não que tomem o seu lugar. De acordo com a lei actual, o presidente não tem autoridade para declarar a lei marcial.
Trump está a preparar um golpe de Estado interno, já fez os ensaios durante o seu primeiro mandato e tem-se mantido aplicado no estudo de como aumentar e prolongar o seu poder, que pretende absoluto, tendo uma equipe de legionários satânicos a trabalhar o projecto desde bem antes de voltar a ocupar a Casa Branca
Em Junho de 2020, após o assassinato de George Floyd, milhões de americanos levantaram-se em protesto. Trump não se debruçou por um momento sobre os motivos dos protestos que se acenderam por toda a América, com particular incidência em Washington, levando-o a refugiar-se no abrigo subterrâneo da Casa Branca. Furioso por a sua atitude ter vindo a público quis invocar a Lei da Insurreição. Perante a hesitação dos militares em fazê-lo, Trump enviou forças federais para retirar de forma injustificada os absolutamente ordeiros manifestantes da Praça Lafayette para que ele pudesse atravessar a rua para ir ser fotografado a empunhar uma Bíblia - invertida (ele há coisas...) - em frente a uma igreja na qual não entrou. Não conseguiu disfarçar as trombas iradas por os generais não terem ido suficientemente longe. O general Milley, então Chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos disse, mais tarde, que se arrependeu mil vezes de ter acompanhado Trump naquela photo op ridícula, numa desajustada e egocêntrica demonstração de força.Ao assumir este novo mandato Trump certificou-se de que as chefias militares não hesitarão em seguir o seu comando
Desde que regressou ao poder, Trump expurgou o Pentágono de militares independentes, de oficiais de carreira que não lhe garantissem um apoio incondicional, os que sabem que os seus juramentos são para com a Constituição, não para com o presidente. Os seus lugares são agora ocupados por "lealistas". Pete Hegseth, ex-apresentador de um programa de fim de semana da FoxNews, é agora Secretário da Defesa com aquele mundo que é o Pentágono a seu cargo. Tulsi Gabbard, uma veterana de guerra admiradora de Putin, dirige todos os serviços secretos; Quando a Rússia invadiu a Ucrânia, Gabbard defendeu a agressão russa: «Esta guerra e sofrimento poderiam ter sido facilmente evitados se Biden e Nato tivessem simplesmente reconhecido as legítimas preocupações de segurança da Rússia» (Twitter 2022). O vice-presidente J.D. Vance não faz segredo de que é a favor do uso da força militar contra americanos em solo americano. E estes são os que mais directamente estão relacionados com Defesa e Segurança interna, depois há a cáfila desmedida de almas negras e sedentas na mais próxima entourage de Trump.
A 19 de Março, estes três - Vance, Gabbard e Hegseth - encenaram uma sessão fotográfica na fronteira sul. Não foi uma visita de rotina, não foi um estudo de estratégia, foi uma encenação mediática
Porque é que o Vice-Presidente, a chefe dos serviços secretos militares e o Secretário da Defesa teriam de ir todos juntos à fronteira? Porquê fazer disso um espetáculo para divulgação nos noticiários e redes sociais?
Nada disto foi sobre a fronteira, é uma preparação, a criação de uma perspectiva trabalhada apresentando um "ponto de vista" focado no que se pretende divulgar lançando a base psicológica, emocional, para invocar a Lei da Insurreição. Estão a construir a narrativa: "Tínhamos de agir.", "Não tivemos escolha." "A crise é demasiado grande" e umas quantas outras falsas justificações que lhes ocorram e lhes pareçam convincentes. Foram lá para poderem lembrar que lá estiveram, que a situação é terrível, descontrolada, perigosíssima e requer acção imediata a "bem da nação"Lançado o medo, a "enorme crise" (lembro as "caravanas de criminosos" que estavam prestes a invadir os EUA em 2018...), criada a aceitação em parte significativa da população deixa-se "marinar". Lá para Junho, mês em que decorrerá a cimeira anual da NATO, Trump, o salvador, aparecerá com ar grave na televisão nacional e dirá que as cidades democratas estão a ser cercadas por "radicais" e "imigrantes ilegais". Assina a ordem de entrada em vigor da Lei da Insurreição. As tropas vão para as ruas de Atlanta, Chicago, Filadélfia. Os manifestantes são presos ao abrigo das "disposições de emergência”, jornalistas são detidos, contas em redes sociais desaparecem. Os imigrantes são levados para centros de detenção (a prisão de Guantanamo tem vindo a ser preparada para isso) A imprensa é mandada calar, o público é mandado calar. E tudo isto é legal.
Sim eu sei... É um exagero, que disparate... Ouvi isso várias vezes, de várias bocas sinceras quando, após Trump ter perdido as eleições em 2020, me atrevi a dizer que ele faria tudo para permanecer no poder, se conseguisse incitaria uma guerra cívil. O dia 6 de Janeiro de 2021, depois de vários ensaios em Estados federados democratas, esteve perto do golpe de Estado pretendido. Falsos eleitores colegiais tentaram levar falsos votos ao Capitólio, os vários discursos à turba que se dirigiu a Washington incitaram a tomada do poder pela violência; se em vez de Mike Pence o vice-presidente fosse JD Vance, Trump teria visto feita a sua vontade
Publicado por Alex. at quinta-feira, abril 03, 2025 0 comments
A PRIMEIRA PEDRA
Republicanos do Congresso e do Senado Senado estão a chamar à atenção a administração Trump, dizendo ser inaceitável, a constatação dos seus planos para retirar os EUA do Comando Supremo Aliado na Europa da NATO - o principal comando que supervisiona o apoio à Ucrânia - e o primeiro passo para abandonar os aliados da NATO.
Publicado por Alex. at quinta-feira, março 20, 2025 0 comments
DESEQUILIBRIO E DEPRAVAÇÃO
O Hamas é uma milícia terrorista, desumana e perversa nos seus meios, nos seus fins, no ataque aos cidadãos de Israel assim como no letal menosprezo pela população de Gaza. Ponto
O governo de Israel seria suposto ser composto por pessoas de bem, com noção de proporcionalidade e respeitador dos 15 pontos da actual Convenção de Genebra, com especial incisão na prevenção de "danos colaterais" - leia-se vidas humanas, assistência sanitária, meios de sobrevivência dignos, habitação, campos de refúgio seguros, livre passagem de alimentos e terapêuticos e mais dezenas de coisas que só evocará quem passa pelo inferno. O governo de Israel seria suposto ser composto por pessoas de bem mas tem provado repetidamente, exaustivamente, que não é, nem mesmo no respeito e salvaguarda dos seus cidadãos, concretamente os reféns de criminosos selvagens e as suas famílias.
Dos 251 reféns feitos pelo Hamas a 7 de Outubro de 23, o IDF conseguiu resgatar apenas oito, dos quais dois haviam conseguido fugir e foram retirados pelo exército; 59 reféns permanecem sob o Hamas, dos quais 35 se acredita estarem mortosTodas sondagens realizadas durante os últimos meses em Israel evidenciam os mesmos resultados, com variações mínimas:
- 18 25% consideram como primeira prioridade a erradicação do Hamas
- 60% suspeitam de razões políticas e interesses pessoais nas decisões de Netanyahu
A retoma dos bombardeamentos aéreos a Gaza na passada terça-feira - numa acção de uma violência desmedida que em poucas horas matou mais de 400 pessoas, muitas das quais crianças e contabilizados mais de 600 feridos hospitalizados - coincide com a implementação da 2ª fase acordo de cessar-fogo (fim definitivo da guerra e libertação dos últimos reféns mantidos na Faixa de Gaza)
Se não bastasse o verdadeiro holocausto que tem lugar em Gaza sob os olhos do mundo, acresce que essa situação e a do Líbano e a do Iémen com os houthis, pode escalar para uma guerra envolvendo Irão.
Publicado por Alex. at quinta-feira, março 20, 2025 0 comments
PUTIN FALA AO TELEFONE, A EUROPA LEVANTA-SE E MEXE-SE
O parlamento alemão votou um enorme aumento no orçamento para defesa e infraestrutura - uma mudança sísmica para o país que pode remodelar a defesa europeia. A lei isentará os gastos com defesa e segurança das rígidas regras de dívida da Alemanha e criará um fundo de infraestrutura de € 500 bilhões (US$ 547 bilhões; £ 420 bilhões).
Já na próxima quinta-feira irão reunir-se em Londres os comandantes militares - Reino Unido, França, Turquia, Canadá e Austrália - responsáveis pelo planeamento de apoio militar estrangeiro à segurança da Ucrânia e locais específicos de projecção da Força de Manutenção de Paz
Putin disse hoje a Trump que não os quer lá. Paciência, Zelensky também não quer russos na Ucrânia e há muita, mesmo muita gente boa que concorda em absoluto.
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O dinheiro que sai de cofres europeus destinado a Defesa deve entrar em cofres europeus.
Nos EUA há quem fale assim de Portugal (vídeo)
Publicado por Alex. at quarta-feira, março 19, 2025 0 comments
O DIRECTO E O ESQUIVO
Jake Tapper, é um dos meus jornalistas preferidos, quer dentro da CNN, onde está desde 2012 e onde já conquistou vários prémios Emmy, quer mesmo fora dela porque é extremamente incisivo nas suas perguntas relevantes, sem perder a calma, sem amachucar os punhos de renda.
A entrevista de que deixo uma transcrição parcial, mas do essencial, não a trago pelas novidades mas como uma exemplar demonstração de "Como fugir com o rabo à seringa"; por mais directas que sejam as perguntas de Tapper, o enviado especial de Trump à Rússia, Steve Witkoff, velho amigo pessoal de Trump, conseguiu sempre ser inconclusivo, debitar o que o patrão gosta de ouvir e deixar as perguntas sem resposta. Lembrou-me o Dr. Álvaro Cunhal, perguntassem-lhe fosse o que fosse respondia sempre o que lhe apetecia. Será uma escola?
Jake Tapper - "State of the Union" - CNN: Acho que toda a gente que consegue perceber a necessidade de diplomacia, e especialmente o Presidente Trump querendo reiniciar a relação com a Rússia mas o que diz aos milhões de americanos, e pessoas em todo o mundo, que estão preocupados por os Estados Unidos, neste momento, não parecerem compreender quem na verdade lançou esta guerra contra a Ucrânia e estão de facto a tentar comprometer-se até à vitória dos maus da fita, Putin e os russos, enquanto tramam os bons da fita, Zelensky e a Ucrânia. Acho que isso é um medo que muitos americanos têm.
Enviado especial dos EUA Steve Witkoff: Bem, veja, já ouvi esse tipo de conversa. Não concordo necessariamente com isso mas deixe-me dizer isto, vou fazer alguns comentários: o primeiro é que a guerra, independentemente de quem a começou, precisa de acabar porque a vida de demasiadas pessoas foi apagada em resultado dela e isso simplesmente não faz sentido para o Presidente. Ele quer ser o presidente que faz a paz, a paz através da força. E eu não o censuro, na verdade, concordo com ele, com a sua linha de pensamento, processo de pensamento em torno disto.Vladimir Solodiov, convidado da TV russa: «Trump aprecia ser confiável quando está a responder a perguntas sobre a conferência de imprensa. Penso que não é coincidência que muitas das narrativasque estão a ser largamente difundidas se materializaram após as suas conversas. As frases que ele está a dizer são tão profundas e tão corretas. Estão em total alinhamento com a forma como nós vemos as coisas.»
Jake Tapper : Como acabou de dizer, o presidente Trump tem estado a exercer uma grande pressão sobre o Presidente Zelensky e apresentou as concessões que a Ucrânia terá de fazer para acabar a guerra. Que concessões terá a Rússia de fazer?
Steve Witkoff: Bem, acho que em qualquer acordo de paz cada lado vai fazer concessões, quer se trate de concessões territoriais quer se trate de concessões económicas. Penso que há toda uma série de coisas que acontecem num acordo e verá concessões de ambos os lados. E isto é do Presidente, é o que ele faz melhor. ele junta as pessoas, fá-las compreender isso, o caminho para a paz são as concessões e a construção de consensos, e eu acho que verá um resultado muito bem sucedido.
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Não quero tirar conclusões precipitadas mas daqui de onde estou a olhar não consigo ver outro pedido, com jeitinho, de Trump a Putin que não seja "Faz-Me o favor de aprovar um acordo de paz qualquer que da assinatura do outro trato eu".
Publicado por Alex. at terça-feira, março 18, 2025 0 comments
UM FORA DE TODAS AS SÉRIES
Publicado por Alex. at domingo, março 16, 2025 0 comments
SÓ PARA CONTRARIAR
«Relatório do Comandante-Chefe Syrsky.
Defesa das posições em Donetsk e noutras partes da linha da frente.
Estou grato a todas as unidades ucranianas pela sua capacidade de resistência e eficácia na destruição do ocupante. A situação na direção de Pokrovske está estabilizada.
Por outro lado, no que respeita à região de Kursk. A operação das nossas forças em certas áreas da região de Kursk continua. As unidades estão a desempenhar as suas tarefas exactamente como exigido. Graças às forças ucranianas na região de Kursk, um número significativo de forças russas foi retirado de outras áreas. As nossas tropas continuam a conter os respectivos grupos da Rússia e da Coreia do Norte na região de Kursk.
As nossas tropas não estão cercadas.
Recebi um relatório do Comandante-em-Chefe Syrskyi.
Defesa das nossas posições na região de Donetsk e noutras zonas da linha da frente. Estou grato a todas as unidades ucranianas pela sua capacidade de resistência e eficácia na destruição do ocupante. A situação na direção de Pokrovsk foi estabilizada.
Uma nota à parte sobre a região de Kursk.
A operação das nossas forças nas áreas designadas da região de Kursk continua. As unidades estão a desempenhar as suas tarefas exactamente como exigido. Graças às forças ucranianas na região de Kursk, um número significativo de forças russas foi retirado de outras direcções. As nossas tropas continuam a conter os agrupamentos russos e norte-coreanos na região de Kursk. Não há cerco às nossas tropas.
Estamos também a observar movimentações ao longo da nossa fronteira oriental com a Ucrânia, onde o exército russo está a acumular forças. Isto indica uma intenção de atacar a nossa região de Sumy. Estamos cientes desse facto e vamos combatê-lo. Gostaria que todos os parceiros compreendessem exactamente o que Putin está a planear, o que está a preparar e o que vai ignorar.
A acumulação de forças russas indica que Moscovo tenciona continuar a ignorar a diplomacia. É evidente que a Rússia está a prolongar a guerra. Estamos prontos a fornecer aos nossos parceiros todas as informações reais sobre a situação na frente, na região de Kursk e ao longo da nossa fronteira.
Hoje também foram divulgados relatórios sobre o nosso programa de mísseis. Temos resultados concretos. O míssil longo Neptune foi testado e utilizado com êxito em combate. Um novo míssil ucraniano, de ataque preciso. O seu alcance é de mil quilómetros. Agradeço aos nossos criadores, fabricantes e pessoal militar ucranianos. Continuamos o nosso trabalho para garantir a segurança da Ucrânia.
Também hoje, o Ministro da Defesa da Ucrânia apresentou um relatório sobre os novos pacotes de apoio dos nossos parceiros. Estamos a assegurar o fornecimento de artilharia. Estou grato a todos os parceiros que estão a ajudar.»
16 Março 2025
Volodymyr Zelensky
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Já agora, e porque vem "a talho de foice", Trump quer eleições na Ucrânia, com guerra ou sem guerra, disso depende o estatuto de "Legitimo presidente" ou "Ditador" do incontestado Zelensky.
Putin quer eleições na Ucrânia. Ouvir Putin falar de "Eleições na Ucrânia para legitimar a democracia" parece o monólogo de uma comédia irónica
William Atkins, analista de política global, levantou a seguinte questão:«Embora normalmente aborde as teorias da conspiração com cepticismo, vale a pena notar que muitas vezes elas contêm elementos de verdade que as podem tornar convincentes. O desafio está em pesquisar diligentemente para descobrir essas verdades.Recentemente, tem-se especulado sobre a influência de Elon Musk nas eleições mundiais através de algoritmos ligados à Internet. É intrigante observar que 67 eleições em todo o mundo tiveram resultados que fazem lembrar os de Trump. Musk sugeriu que, se Trump não fosse reeleito, poderia enfrentar repercussões legais - levantando questões sobre as motivações subjacentes. Além disso, o discurso político na Grã-Bretanha parece fazer eco de temas associados a Trump.Estes desenvolvimentos merecem ser analisados e discutidos com atenção, uma vez que realçam as complexidades da nossa paisagem política moderna. Vamos continuar empenhados em explorar estas questões com uma mente aberta e um olhar crítico.»
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Publicado por Alex. at domingo, março 16, 2025 0 comments
QUEM FAZ XEQUE AO REI?
Desde aquele espetáculo degradante em que Trump e Vance fizeram tudo o que lhes veio à cabeça para humilhar Zelensky, Trump voltou a insistir nas redes sociais que « A Rússia está a bater em absoluto a Ucrânia no campo de batalha neste momento».
| Kirill Kudryavtsev/AFP via Getty Images |
Mas será assim?
Depende do canal que se vê, do jornal que se lê, do que se pretende com a informação, ou desinformação divulgada, das fontes de informação. A única forma é cingirmo-nos aos factos mas mesmo com esses precisamos ter em mente que vivemos na época dos "factos alternativos" - expressão realista nascida na Casa Branca de 2016
"A Rússia está a bater em absoluto a Ucrânia" não corresponde à realidade no terreno mas é exactamente o que Putin precisa que Trump pense. A implantação nas mentes ocidentais que uma vitória russa é inevitável eleva Putin a uma imagem invencível aos olhos do Ocidente e, consequentemente, vai instalando a ideia de que a ajuda à Ucrânia é inútil, onerosa, desgastante em termos de material militar, recursos e impostos prolongando uma guerra "sem sentido". Este é o grande ponto com que Putin conta para fazer vacilar estadistas e povos. Por crença, conveniência, ou ambas, tornou-se claro que Washington se juntou a Moscovo.
Uma dessas áreas é Pokrovsk, cidade que as forças russas têm tentado capturar sem sucesso desde Agosto passado. Mikhail Zvinchuk, um antigo porta-voz do Ministério da Defesa russo que agora dirige o Rybar - um canal pró-guerra da "Telegram" com mais de 1,3 milhões de subscritores - publicou há poucos dias um relatório da linha da frente que refere que as forças russas sofreram "dolorosos reveses" em Toretsk, uma cidade mineira de Donetsk. Moscovo tinha declarado Toretsk “libertada” no início de Fevereiro. Há relatos semelhantes sobre Chasiv Yar, outra cidade da linha da frente onde os russos têm estado atolados.
** Sobre a "WarTranslated" - que publica o post na imagem acima, entre muitos outros, diariamente. É um blogger estónio, Dmitri, residente em Londres, que publica na Bluesky, Telegram e Twitter/X notícias e vídeos traduzidos para inglês. Uma boa fonte de informação fora dos "grandes media" com informação privilegiada. A sua apresentação:
«Durante mais de dois anos, fizemos a cobertura da guerra contra a Ucrânia e de temas associados, traduzindo dezenas de milhares de vídeos e materiais utilizados e vistos por meios de comunicação social, jornalistas, criadores de conteúdos e indivíduos.»
Abaixo um vídeo publicado ao final do dia 12 Março mostra Putin chegando a Kursk longe da cara sorridente e despreocupada que apresenta no Kremlin para divulgação em meios de comunicação social
Putin put on camouflage and came to the Kursk region for the first time since the beginning of the Ukrainian operation in Kursk.
— WarTranslated (Dmitri) (@wartranslated.bsky.social) March 12, 2025 at 7:15 PM
[image or embed]
O exército russo encontra-se num impasse, é uma sombra do que foi. As suas unidades de elite desapareceram abatidas pela resistência ucraniana logo nas primeiras semanas da guerra. As reservas de tanques, veículos blindados e até de camiões são perigosamente baixas; os soldados russos na frente recorrem a burros e cavalos para transportar mantimentos.
Os pequenos ganhos que a Rússia obteve ao longo do último ano e meio implicaram uma perda de vidas "inexplicável". Dados actuais de fonte aberta confirmam que cerca de 96.000 soldados russos foram mortos em combate mas provavelmente o número real será de pelo menos 160.000. Acrescentando os feridos graves, as perdas irrecuperáveis da Rússia em combate elevam-se a cerca de 550 000 soldados, de acordo com um relatório recente do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos. Há vídeos feitos por drones que mostram soldados russos a coxear, com muletas ou a rastejar em direcção às posições ucranianas. A sua missão final: actuar como esponjas de balas que revelam os ninhos de fogo ucranianos.A realidade na frente em nada se assemelha com a narrativa do Kremlin de uma Rússia com recursos infinitos numa marcha imparável - narrativa divulgada por Trump e pelo movimento MAGA: "Putin tem todas as cartas"
Igor Girkin, um dos mais salientes nacionalistas russos pró-guerra, actualmente a cumprir uma pena de prisão pelas suas críticas a Putin - por não ter prosseguido a guerra de forma suficientemente implacável - escreveu recentemente, numa nota da prisão, que a guerra está perdida. Segundo ele, a Rússia não atingiu nenhum dos seus objectivos estratégicos e as forças ucranianas estão em pé de igualdade com o exército russo e o fracasso do país na guerra significa que todo o seu futuro é sombrio. «A crise sistémica em que o nosso país se encontra ainda não tem perspectivas de resolução e vai aprofundar-se»
Yuri Kotenok, um relevante blogger de guerra na linha da frente, escreveu no Telegram «Os ucranianos estão a tornar-se mais ousados a cada dia que passa, contra-atacando e até empurrando-nos para fora de várias posições que defendemos. Existe uma grave falta de tropas para operações de assalto no sul de Donetsk.»
Alguns dos mais fervorosos russos pro-guerra estão a debater-se com a constatação de que a guerra não é a grande luta histórica que imaginavam mas uma catástrofe. Modest Kolerov, um bloguista ultra-nacionalista e antigo especialista do Kremlin, lamentou num post largamente difundido: «A guerra provou, sem margem para dúvidas, que a ‘Nova Rússia’ não é mais do que (...) uma pálida sombra da Rússia histórica - seja o Império Russo ou a União Soviética».
Este sentimento apenas ecoava na oposição mas tem vindo a infiltrar-se no campo pró-guerra, aquele que concebe, ou concebia, a Ucrânia como "terra de ninguém" pertencente à Rússia de pleno direito
Se a Rússia tiver alguma hipótese de ganhar esta guerra, não será devido aos seus feitos militares no campo de batalha, será porque Putin convenceu Trump, Vance e os seus acólitos MAGA, de que a Rússia detém todas as cartas de um baralho inexistente.
Aos 3 anos passados sobre os 3 dias em que Moscovo ia tomar Kyiv, a aposta de Putin é conquistar o poder afastando Zelensky; irá exigir eleições - e de eleições sabe Putin, muito. Trump irá dizer que as eleições são essenciais;
e
porque os povos europeus consideraram que o seu nível de vida não pode ser posto em causa para se fazer face ao rearmamento da Europa - é o pior dos luxos que nos pode minar: acreditar que o nosso nível de vida é nosso por direito - fatalmente porá em causa todos os preciosos "luxos" que tomamos por certos
Fontes: "WarTranslated"; ForeignPolicy; Alexey Kovalev
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Publicado por Alex. at quinta-feira, março 13, 2025 0 comments
UMA CLIVAGEM EMERGENTE?
Esta manhã terá lugar em Paris uma cimeira de representantes militares de quase todos os 32 países que integram a NATO dispostos a contribuir para as garantias de segurança da Ucrânia; irão debater a criação das forças de segurança internacionais para a Ucrânia após qualquer trégua negociada com a Rússia ;
Os Estados Unidos não foram convidados a participar.
Mais dois membros não receberam convite: Croácia e Montenegro
Representantes de países da Ásia e da Oceânia também participarão nas conversações assim como os ministros da Defesa das cinco principais potências militares da Europa - França, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Polónia e o presidente francês, em estreita coordenação com o comando militar da NATO.
A paz na Ucrânia exigirá provavelmente o destacamento de soldados europeus, que não combaterão na linha da frente mas que ficarão estacionados na Ucrânia após a assinatura do eventual Acordo de Paz para garantir o seu cumprimento.
Os militares irão analisar e coordenar como as forças de segurança internacionais, propostas pela França e pelo Reino Unido, a serem destacadas após um eventual cessar-fogo. A composição das forças de segurança poderá incluir armamento pesado e reservas de armas estratégicas a ser rapidamente mobilizadas - em horas ou dias - para apoiar a defesa da Ucrânia em caso de violação do cessar-fogo pelas tropas russas.
A segunda parte da reunião envolverá debates mais precisos sobre a disponibilidade e as capacidades das estruturas militares participantes na iniciativa, ainda que a decisão final recaia sobre os chefes de Estado a nível político.
Publicado por Alex. at terça-feira, março 11, 2025 0 comments
ACORDO DE EXTORSÃO
A menos de 48h do encontro entre as delegações ucraniana e norte-americana em Jedha (A. S.) "transpira" que a assinatura do Acordo de Exploração de Minérios Raros já não é suficiente para assegurar garantias de segurança por parte dos EUA, agora também querem que a Ucrânia ceda territórios.
Ursula van der Leyen, hoje, assinalando os primeiros 100 dias do seu segundo mandato como presidente da Comissão Europeia:
«Vamos fazer avançar o plano riEUR com toda a força. A ideia subjacente é que devemos libertar todo o potencial face a ameaças concretas. O que mudou nestes 100 dias foi o novo sentido de urgência, porque algo fundamental mudou, tudo se tornou transacional, pelo que o ritmo da mudança acelerou e a acção que é necessária, tem de ser ousada e determinada»
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Poucas horas antes de declarações à imprensa na Sala Oval Trump publicou no Truth Social:
«Com base no facto de que a Rússia estar absolutamente a “esmagar” a Ucrânia no campo de batalha neste momento, estou a considerar fortemente sanções bancárias em grande escala, sanções e tarifas sobre a Rússia até que um cessar-fogo e um ACORDO FINAL DE PAZ sejam alcançados. À Rússia e à Ucrânia, dirijam-se à mesa de negociações agora mesmo, antes que seja tarde demais. Obrigado!!!»
Juntando ambas, a ameaça de sanções à Rússia e as declarações na WH, duas conclusões se podem retirar:
A transcrição de três respostas à imprensa na Sala Oval - dia 7 Mar. (último vídeo abaixo)1 - Alguém, talvez Keith Kellogg, o enviado especial norte-americano para a Ucrânia que esteve em Kyiv a 19/20 Fev, convenceu Trump a pôr a a hipótese de sanções bancárias como meio de pressionar Putin a iniciar conversações (o que me oferece uma expressão vagamente enjoada porque os EUA não têm relações bancárias nem comerciais com a Rússia)
2- Umas horitas passadas, e à rédea solta com os jornalistas, Trump esteve-se nas tintas para sanções e bombardeamentos, não se coibiu de (continuar a) defender a Rússia com a facilidade de quem tem esse vírus correndo-lhe no sangue
Min21:47 - Jornalista: “O Presidente Putin está a bombardear a Ucrânia. Ainda acredita nele quando vos diz que quer a paz?”
Presidente Trump: “Sabe, eu acredito nele. Acredito nele. Acho que estamos a lidar muito bem com a Rússia mas, neste momento, eles estão a bombardear infernalmente a Ucrânia. Francamente estou a achar mais difícil lidar com a Ucrânia, e eles não têm as cartas. Eles não têm as cartas. Como sabem vamos reunir-nos na Arábia Saudita algures no início da próxima semana e vamos e estamos a falar sobre a possibilidade de chegar a um acordo final..
Acho que, em termos de resolução final, pode ser mais fácil lidar com a Rússia, o que é surpreendente porque eles têm todas as cartas. É verdade. E estão a bombardear infernalmente o país neste momento. E eu fiz uma declaração, uma declaração muito forte. Não posso fazer isso. Não podem fazer isso. Estamos a tentar ajudá-los. Mas a Ucrânia tem de se atirar à bola e fazer o seu trabalho”.
Jornalista: “O senhor Presidente acha que Vladimir Putin está a aproveitar a pausa dos Estados Unidos na ajuda militar e nos serviços secretos à Ucrânia?
Presidente Trump: “Na verdade, acho que ele está a fazer o que qualquer outra pessoa faria. Penso que ele quer parar e resolver o problema. Penso que está a bater-lhes com mais força do que tem batido. E acho que qualquer pessoa nessa posição estaria a fazer o mesmo agora. Ele quer acabar com isto. E acho que a Ucrânia quer acabar mas não vejo.... É uma loucura. Estão a sofrer um castigo tremendo. Não percebo bem.
Jornalista: “Porque acha que nenhum outro país europeu está a oferecer um acordo de paz? Parece que ninguém se juntou à mesa para a paz, excepto vocês?
Presidente Trump: “É uma pergunta muito boa mas por vezes as perguntas não têm resposta. Eles estão numa posição muito invulgar. Não sabem como acabar com a guerra. Eu acho que sei, sim, como acabar com a guerra. Apesar da Rússia-Rússia-Rússia. Sempre tive uma boa relação com o Putin. E sabe que ele quer acabar com a guerra. Quer acabar com ela. E acho que ele vai ser mais generoso do que tem de ser, e isso é muito bom. Isso significa muitas coisas boas”.
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Em Julho de 1987 Trump, 41 anos, voa para Moscovo (URSS) a convite do embaixador soviético nos EUA, Yuri Dubinin.
Ao regressar de Moscovo, o falido Trump recebe subitamente empréstimos de 16 bancos e, sem negociação, compra o Hotel Plaza por 407,5 milhões de dólares - um preço recorde para um hotel.
Actualmente, três antigos agentes do KGB - Alnur Mussayev, antigo oficial do KGB e ex-chefe dos serviços secretos do Cazaquistão, o ex-agente do KGB Yuri residente actual nos EUA, o ex-agente do KGB Sergei Zhyrno residente em França - . afirmam que Trump foi recrutado pela Rússia. Alegam que o KGB utilizou a lisonja e as oportunidades de negócio para apelar às ambições de Trump, com o objectivo de o recrutar como um trunfo.
Após o seu regresso aos EUA, o então apolítico Trump começou a criticar fortemente a NATO, publicando um anúncio de página inteira no The Washington Post em 2 de Setembro de 1987, que continha uma carta aberta escrita por si proclamando que os EUA estavam a desperdiçar dinheiro a proteger aliados que “não podem dar-se ao luxo de se defender”.Nenhum destes antigos agentes do KGB forneceu provas directas mas o facto de três agentes, falando em momentos diferentes e a partir de locais diferentes, contarem a mesma história sugere uma forte probabilidade
Já em 2014, 2 anos antes da primeira candidatura de Trump à presidência, o seu casino de Atlantic City faliu. Trump tinha uma dívida de 4 mil milhões de dólares após a falência. Nenhum banco norte-americano lhe quis tocar. Então começou a entrar dinheiro estrangeiro através da Bayrock. A Bayrock era gerida por dois investidores: Tevfik Arif, um ex-funcionário soviético nascido no Cazaquistão, que recorria a fontes inesgotáveis de dinheiro da antiga república soviética, e Felix Sater, um homem de negócios nascido na Rússia que se tinha declarado culpado, na década de 1990, de um enorme esquema de fraude com acções envolvendo a máfia russa. A Bayrock - Bayrock Group LLC, localizada no 24º andar da Trump Tower - associou-se a Trump em 2005 e injectou dinheiro na organização Trump sob o pretexto legal de licenciar o seu nome e a gestão de propriedades.Frequentemente ignorado é o facto de a máfia russa ser parte integrante dos serviços secretos russos. A Rússia é um Estado mafioso. Não se trata de uma metáfora, Putin é o chefe da máfia.
Em 1984, David Bogatin - um mafioso russo, condenado e aliado próximo de Semion Mogilevich - o cérebro por detrás da máfia russa - encontrou-se com Trump na "Trump Tower" logo após a sua abertura. Nessa reunião, Bogatin comprou cinco condomínios a Trump. Esses condomínios foram mais tarde apreendidos pelo governo, que alegou terem sido utilizados para lavar dinheiro para a máfia russa. (NY Times, 30 de Abril de 1992). Há décadas que os agentes de Mogilevich utilizam o património imobiliário de Trump para branquear dinheiro, ou seja, operacionais da máfia russa fazem parte da fortuna Trump há muitos anos, muitos deles são proprietários de condomínios nas "Trump Towers" e noutras propriedades, executando as suas operações a partir da joia da coroa de Trump.
Nada disto é novidade e, independentemente das provas, o comportamento de Trump é revelador: Tomou o partido da Rússia, juntamente com a Coreia do Norte na ONU, abandona a Ucrânia "suspendendo" apoio militar e informação vital, admite abandonar a NATO e fustiga os aliados ocidentais com guerras comerciais; e é-lhe "tão mais fácil negociar com a Rússia e com Putin"
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Chefe propagandista do Kremlin, Alexey Zhuravlyov, Skabeyeva, na televisão estatal russa:
«Apoiamos tudo o que Trump está a fazer. Adoramos a forma como ele se está a comportar».(a partir do min:7:00
Publicado por Alex. at segunda-feira, março 10, 2025 0 comments







