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VIDA A SÉRIO, PESSOAS A SÉRIO

Fui passar o último fim de semana de Outubro até ao feriado de 1 de Novembro para o centro interior do país, ali mesmo ao pé de Pedrogão Grande.

Os fins de semana são sempre curtos e os que conseguimos prolongar mais curtos nos parecem: quando estava quase a tornar-se tangível a doce realidade que quase consegui reter soaram as trombetas do dia-a-dia e lá tive de me meter no carro para vir preguiçosamente direita a Lisboa.

As crianças fazem muitas vezes perguntas que envolvem o seu conceito - e nosso - de "Vida Real": se um qualquer actor é mesmo amigo de outro na "vida real" ou se um personagem como o Batman ou o Indiana Jones existiram mesmo na "vida real". Fico sempre um tanto perplexa perante perguntas que envolvem este conceito. No fundo, nós adultos, sabemos que há ali qualquer coisa que não corresponde ao conceito de realidade e, à medida que vamos amadurecendo, vamos deixando de utilizar a expressão.

O que tornou o meu fim de semana prolongado tão inesperadamente curto, foi o breve sabor a VIDA REAL que me proporcionou. Tal como quando estamos a dormir não tendo consciência de que o fazemos também só me apercebi da tangibilidade da Vida ali quando comecei a partir.
Por certo já aconteceu a todos; quando estamos muito cansados mal nos sentimos adormecer; horas depois somos acordados pelo despertador aos berros ficando completamente desorientados com a sensação de que dormimos apenas dez ou vinte minutos. Pois foi exactamente esta a sensação que tive ao cabo destes dias.

A realidade da vida não é o corre-corre do dia a dia, as tarefas que quotidianamente se repetem, as pessoas que encontramos porque "fazem parte do cenário", os caminhos entediantes que percorremos, as horas fixas para comer, dormir, tomar um café, amar, discutir, cozinhar, tomar banho e tantas, tantas outras coisas que demasiadas vezes são quase tudo. Sentir acaba por ter um significado imediato e, consequentemente, superficial.
Não há nada de errado nisto, sentir isto ou aquilo ao longo do dia é do que de mais humano existe mas acabamos por raramente nos sentir a nós, por dentro, bem a fundo, sem a interferência dos cenários e figurantes, sem ser em relação a isto ou aquilo, sem ser em relação a este ou àquele. Sentir a Vida.

Ocasionalmente lá temos oportunidade de viver a vida real; um bom fim de semana, umas férias diferentes, um dia especial...

Esses quatro dias foram assim.

O local e as pessoas que tive oportunidade de conhecer, com quem privei um bocadinho que me soube a pouco, não foram de forma alguma alheias a isso, muito pelo contrário, foram a sua essência. Ficaram no meu coração pela sua franqueza, generosidade incomum, disponibilidade. Que posso dizer? Seres humanos a sério, sem cenários nem cenas, sem complicações desnecessárias - simples e autênticos como a vida real.

Um pouco como um agradecimento, ou mais como um reconhecimento do privilégio de que tive a sorte de usufruir, e que deixei já com saudades para voltar, abaixo deixo um "mapa" para este tesouro, algumas das muitas imediações que estão ao alcance de uma saída tardia para almoçar e de um regresso a tempo de planear a noite.



Se vos consegui motivar a querer saber mais deixo-vos o link aos CASAIS DO TERMO para darem uma espreitadela
E se lá forem levem beijinhos meus a dois amigos que por lá fiz: a Senhora Dª Olinda e o Senhor Domingos Luís, não se irão arrepender.


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3 comentários:

pé-de-cereja disse...

Que maravilha!!!
Como eu sou inteiramente uma «mulher do campo» (talvez porque em criança ia muito mais para o campo do que para a praia) adoro o verde.
[este ano o Sporting anda a portar-se bem! o teu primo nem quer acreditar depois de tanto sofrimento...]
E pelas fotos vocês divertiram-se a valer. Que pena não ter podido ser a semana toda, não é?

Alex disse...

A semana toda... 15 dias... vá lá, 3 semanitas para endireitar os músculos das costas nas cavalgadas... Ir para lá montar uma indústria artesanal de compotas (ou outra coisa qualquer)e vir a lisboa ver os amigos...

Quanto ao Sporting... pois que é uma alegria mas sabes que até ao natal chegam os perús... Tan-ga-ni-zi...

João Carlos disse...

Parabéns pelo post.
Das imagens á música, tudo é tranquilo.
Beijos