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O QUE D.TRUMP (DIZ QUE) NÃO SABE

...E ATÉ EU SEI


D.Trump não sabe que houve, entre várias, uma transferência de meio milhão de dólares dos cofres da G.R.U.  (o maior Serviço de Inteligência Russo) para uma ligação aos talibã no Afeganistão.

D.Trump não sabe que um dos cabecilhas dessa ligação era  um traficante afegão que de repente ficou "muito bem na vida" e que se deslocava à Rússia como eu vou ao supermercado.
Agora desapareceu... Encontrando-se muito provavelmente a pagar os seus cafés em rublos

D.Trump não sabe que foi instituído um prémio de mil dólares por cada militar americano, ou da coligação, morto por um guerrilheiro talibã
Mil dólares no Afeganistão não são mil dólares nos EUA, nem sequer na Rússia, é o que se chama uma fortuna

Sumarizando: 
Estão a ser mortos militares americanos e aliados a troco do pagamento de um prémio russo

Eu sei isto e ninguém me faz briefings, mas D.Trump diz que não sabe...


D.Trump não sabe que Putin tinha posto mandado pôr a cabeça dos seus militares a prémio quando se encontrou com Putin em Helsínquia, à porta fechada e mandou confiscar as notas dos tradutores. Julho (2018); nem quando ocorreu um encontro à margem da reunião dos G20 (Junho 2019); nem durante inúmeros telefonemas entre os dois ao longo do seu (obediente) mandato.

D.Trump não sabia nada disto quando anunciou ao seu "National Security Council" que tinha decidido convidar uma delegação Talibã para ir a Camp David nas vésperas do 11 de Setembro de 2019
Na altura John Bolton, então seu conselheiro de segurança, não conseguiu conter-se:
«Mr. Trump could keep his campaign pledge to draw down forces without getting in bed with killers swathed in American blood.»

D.Trump não sabia nada disto quando mandou negociar, e assinar, o vergonhoso Acordo de Paz entre os EUA e os Talibã em Fevereiro de 2020 #1 - à margem de qualquer intervenção ou conhecimento prévio do conteúdo do Acordo por parte do presidente Ghani do Afeganistão, e sob o olhar satisfeito do Especial Representante do Presidente da Rússia no Afeganistão Zamir Kabulov
(link #1 ao post sobre este este Acordo)

D.Trump também não sabe que os guerrilheiros talibã utilizam armas russas, que lhes caem do céu.
O "patrocínio" pela Rússia aos Talibã teve início em 2016 «Porque era preciso ajuda-los no combate à ISIS»
O antigo comandante da NATO John Nicholson repetidamente avisou que a Rússia estava a armar os Talibã mas, para D.Trump, o que vem da NATO não se escreve, muito menos se lê.
Dizem as más línguas dos inglêses que em 2015  Putin se encontrou com o Emir Talibã Mullah Akhtar Mansour no Tajikistão


11 crianças morreram e outras 17 pessoas ficaram feridas, entre elas 5 soldados NATO  num ataque suicida contra um comboio das forças aliadas na província de Kandahar, a sul do Afeganistão

D.Trump não sabe que as 5 bases militares que os EUA deixam desocupadas no Afeganistão vão ser tomadas por tropas russas, como aliás aconteceu na Síria quando abandonou os seus aliados Curdos à sua desgraçada sorte

D.Trump diz que não sabe...
A maior parte dos congressistas e senadores de um Partido Republicano pervertido e irreconhecível age como se não soubesse, ou seja, não age, não lhes convém pessoalmente, salvo algumas dignas excepções

Uma quantidade - muito - significativa de dados foram recolhidos pelos serviços de Inteligência: Comunicações e dados bancários - inclusivamente avultadas transferências bancárias
Diversos guerrilheiros talibã foram presos e interrogados sobre o assunto. As informações obtidas encontram-se transcritas para informação a quem de direito.
Desde 2018 que o número de mercenários russos no Afeganistão tem vindo a aumentar (como aliás aconteceu, mais descaradamente, na Ucrânia e na Síria)

Mas nada disto o D.Trump sabe.
E por que é que não sabe?
Porque, segundo a White House, e o Presidente dos EUA himself os serviços de Inteligência  não o informaram, o seu Conselho de Segurança não o informou - ele agasta-se quando lhe falam mal da Rússia -  os briefings diários não incluíram qualquer informação sobre a acção russa contra os americanos e tropas aliadas estacionadas no Afeganistão.
E por que não o informaram? Ora... Porque nada disto é credível, porque não há provas convincentes porque, as usual , It's an Hoax!!! Um embuste, não passa de um embuste democrata

Consideradas as informações nos briefings, escritos e verbalmente comunicados, que "não existiram", considerada a discussão no Pentágono sobre uma resposta/retaliação, que "nunca se deu", considerado o inexplicável tempo passado sobre o encapotado ataque às forças americanas sem a menor reacção do Commander in Chief e perante as últimas amabilidades de D.Trump para com Putin:
as investidas contra a NATO, o anúncio da decisão da retirada de 9 000 activos americanos da Alemanha, e - a cereja no topo do bolo - a intenção de convidar a Rússia para a próxima reunião do G7 com vista à sua reintegração em G8, adiada do passado Junho para o próximo Setembro (a Rússia foi excluída do G8 em 2014 após a ocupação da Crimeia). O que fazer, tolerar em silêncio?

Tudo isto e o mais não relatado, e após o tratamento ilegal e conturbado da figura juridicamente protegida do "Denunciante" (Whistleblower), poucas ou nenhuma opção restava aos militares americanos senão a "fuga de informação" para um grande e credível orgão de comunicação social. Denunciar esta total irresponsabilidade, num domínio imprescindível à Segurança Nacional em nome da lealdade a Putin.

A notícia chegou ao New York Times, D.Trump tremeu de raiva e temor perante os "seus" generais, como ele gosta de dizer. Chama-lhes Seus mas não protege os que arriscam a vida em nome dos EUA. Não toma conhecimento nem aceita a informação que lhe é servida pelos responsáveis das Inteligências, obtidas por activos ainda mais odiados do que os militares de campo pois são eles que escutam, recrutam activos locais, reconhecem alvos e fornecem informação que permite o desmantelamento de redes terroristas e outras.
Quem lhe irá perdoar?

75 ANOS APÓS A VITÓRIA - NEVER AGAIN

E UMA PRENDA DO GCHQ

A última mensagem nazi interceptada pelos ingleses na II Guerra foi divulgada hoje, 8 de Maio, dia em que se cumprem 75 anos sobre a Vitória dos Aliados na Europa.

A 7 de Maio de 1945 um oficial nazi, o Tenente  Kunkel, enviou uma mensagem aos seus camaradas de armas antes de fechar de vez a rede de comunicações alemã e se render às forças britânicas
"British troops entered Cuxhaven at 14:00 on 6 May -- from now on all radio traffic will cease -- wishing you all the best. Lt Kunkel.  "Closing down for ever -- all the best -- goodbye."
 "As tropas britânicas entraram em Cuxhaven às 14:00 do dia 6 de maio - a partir de agora todo o tráfego de rádio cessará - desejando-lhe tudo de melhor. Tenente Kunkel",
 "Fechando para sempre - tudo de bom - adeus."



A mensagem, divulgada pelo GCHQ -  Government Communications HeadQuarters - uma das organizações de Inteligência e e Segurança  britânicas que teve um papel de primeira linha durante a II Gerra na descodificação das mensagens alemãs e que contou com o insubstituível  trabalho de Alan Turing que criou o computador que em 1940, nas instalações secretas de Bletchley Park (Buckinghamshire, a noroeste de Londres) e decifrou os códigos da "indecifrável" maquina codificadora alemã Enigma.



ALGUÉM QUE NOS ELEVE

Um amigo enviou-me o vídeo que abaixo publico.
Uma canção antiga magistralmente cantada e que fala do que todos nós precisamos 
- alguém que nos eleve -
(You raise me up to more than I can be)
sobretudo agora quando o peso que carregamos nos ombros nos faz sentir a "gravidade", 
em todos os seus amplos sentidos

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AVISO: ESTE NÃO É UM POST REACCIONÁRIO


1 de Maio, 2020
Portugal  

1.007 mortos, mais 18 do que ontem,
25.351 infectados confirmados

Dentro de dois dias começa a primeira de 3 fases de "desconfinamento".

Não faço comentários, não quero fazer comentários, daqui por pouco mais de duas semanas "logo se vê"

A amostra é notável, ainda em "confinamento"
Ficam fotos de Lisboa

AVISO:
ESTE NÃO É UM POST POLITICAMENTE MOTIVADO NEM "REACIONÁRIO"
É APENAS A REVOLTA DE QUEM LEVA UMA PANDEMIA MUITO A SÉRIO





Os autocarros vindos sabe-se lá de onde e para onde voltaram; não davam boleia a vírus, parece...















"Proibição de eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas"
in - "Regras Gerais" - Plano de Desconfinamento Conselho de Ministros, 30 de Abril 2020

DEPOIS DA FESTA, JÁ SEM POSE PARA A FOTO

A BEM DE QUÊ?
O QUE É QUE FOI GANHO HOJE COM ESTA "CELEBRAÇÃO"?
ACASO INTITULAR-SE-ÃO  COMO "O POVO"?
TENHAM DÓ DO POVO, ESTÃO A BRINCAR ÀS LUTAS SINDICAIS

Quando chegarem a casa pendurem arco-íris nas janelas e repitam três vezes:
"Vai Ficar Tudo Bem", pode ser que dê sorte
Covid-19: Crianças madeirenses fazem desenhos de esperança - Rádio ...

#FICAEMCASA 

NO UK A DIGNIDADE E SENSATEZ TÊM UM ROSTO


 'We'll meet again' - Queen recalls WWII song in bid to lift nation in lockdown

The Queen recorded the historic address - only the fifth of its kind - at Windsor Castle, where she has been social distancing.


Thank You Ma'am





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O LADO LUMINOSO DA VIDA

É verdade, tenho estado muito calada mas está tudo bem, temos vindo a passar "entre as gotas da chuva". 

Não consigo perceber porque as pessoas se queixam de tédio, eu continuo a não conseguir fazer tudo o que tenho para fazer, muito menos menos consigo o que gostaria de fazer, mesmo dentro das limitações que todos nos devemos impor.

O importante é podermos dizer "Até aqui tudo bem", o resto virá a seu tempo. Haja calma, juízo e imaginação. 
E haja gratidão... Haja um pensamento vindo do peito para aqueles que não podem dizer "Até aqui tudo bem", para esses haja a sabedoria da aceitação e haja conforto afectivo.

Um dia voltará o tempo dos abraços, dos melhores abraços

Até lá fiquem a salvo, cuidem de vós e dos outros, de todos os outros
... E não deixemos de olhar para o lado luminoso da vida, ele está por aí, espreitando por detrás das nuvens.


O 11º MANDAMENTO

NÃO NEGOCIARÁS COM TERRORISTAS



Durante os 10 anos que durou a guerra afegã/soviética uma enorme parcela da população afegã procurou refúgio no Irão e. principalmente, no Paquistão.

A al-Quaeda surgiu durante esta guerra formada pelos guerrilheiros mais radicais e extremistas de entre os mujahidins liderados por Bin Laden

Os "Talibã"  - literalmente "Estudantes" - eram crianças refugiadas no Paquistão (Peshawar) e no campo de refugiados na fronteira afegã-paquistanesa (Candaar) que frequentavam as escolas islâmicas (Madraçais).

A União Soviética retirou as suas tropas do Afeganistão entre Maio de 1988 e Fevereiro de 1989.

A inexistência de um governo efectivo, de um Estado de Direito, as lutas de domínio entre as diferentes facções (sunitas e xiitas) foi o meio-óptimo para o desenvolvimento do poder organizado e disciplinado por anos de escolástica islâmica dos Talibã.

 A partir do momento em que conseguiram estabelecer um território bem definido - o Emirado Islâmico do Afeganistão - ocuparam a região de Candaar e dois anos depois (1996) tomaram posse da capital Cabul.

Bin Laden e os seus guerrilheiros deixaram de ser presença do agrado dos Talibã, não havia lugar para dois líders no Afeganistão

Bin Laden partiu para Jalalabade, a cerca de 150kms de Cabul. Esta atitude valeu a Bin Laden e à al-Qaeda a protecção Talibã e uma certa legitimidade por parte de seu Ministério da Defesa o que lhe permitiu formar campos de treino da Al-Qaeda no Afeganistão e na fronteira com o Paquistão.
Por lá preparou, entre outros, os ataques do 11 de Setembro

Embora nunca tivessem conseguido o total domínio do Afeganistão, o Emirado Islâmico do Afeganistão dos Talibã  só veio  a ser destituído e a capital só foi libertada após a invasão dos EUA em 2001

E o resto é História...

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11 de Setembro de 2019



Durante a última semana de Abril de 2019 Trump reuniu com os seus principais conselheiros na Situation Room para anunciar que queria um Acordo de Paz que lhe permitisse retirar as tropas americanas do Afeganistão; Pompeo advogou a favor do chefe, claro;
Bolton, que assistia à reunião desde Varsóvia por video-conferência, não queria acreditar no que ouvia... Apesar das suas marcadas tendências bélicas, Bolton não é um recém-chegado às polítiquices estratégicas de Washington, nem do Pentágono em particular, tem plena consciência das consequências para o mundo ocidental - já nem falando do Médio Oriente - de uma retirada feita à pressa das forças americanas, sem garantias nem Instituíções fortemente implantadas.
Não é o fim de uma guerra, o que seria desejável, é a entrega de um povo impotente e de um território além das fronteiras afegãs ao poder terrorista institucionalizado.
É um crime.
Nas palavras de Bolton:
«Mr. Trump could keep his campaign pledge to draw down forces without getting in bed with killers swathed in American blood.»
Ou seja, é possível retirar tropas americanas deixando um contingente anti-terrorista sem assinar qualquer acordo com os Talibã.
Claro que é mas não tem o mesmo impacto nem dá cabeçalhos tão fixes nos jornais; nem nas páginas da história. E há alguma coisa mais importante do que o nome "Trump" na história?

E há ainda outra razão, de peso, de peso em ouro... Os Talibã, e a sua rapaziada da Jihad, vão comprar muito mais armas "da pesada" do que o governo afegão que não tem onde cair morto, literalmente. 
(Há que cuidar os negócios dos amigos que cuidam de nós)

A reunião terminou deixando no ar a mediática hipótese de convidar o presidente  Ashraf Ghani para ir a Washington assinar o tal Acordo de Paz. O facto de Ghani, presidente eleito, ser deixado totalmente fora das conversações com os Talibã seria, para Trump, um pormenor irrelevante, a verdade é que ficaria bem na fotografia.

Dias depois Trump teve uma ideia ainda mais sensacional que só comunicou aos seus mais escolhidos Conselheiros deixando na ignorância o "National Security Council" : Vou convidar os Talibã para virem cá, não a Washington, que já está muito visto, mas para Camp David!!! A jóia da "coroa" americana onde têm sido recebidos apenas presidentes, primeiros-ministros e reis. Sim Senhor! E mais, recebe-se a rapaziada 3 dias antes do 11 de Setembro!!! Se a guerra do Afganistão teve por causa primeira os ataques do "11 de Setembro",  e se por lá morreram cerca de 3 500 americanos, não contando as baixas das forças aliadas, é apenas mais um um pormenor irrelevante.

Mas os Talibã não foram a Camp David. Nem a Washington. Nem assinaram acordo algum.
Porquê?
A oposição nos meios políticos foi maior do que Trump esperava, muitos insuspeitos membros do Partido Republicano mostraram o seus descontentamento ou até indignação.
A 5 de Setembro, menos de uma semana antes da festa, os Talibã reivindicaram um ataque bombista no Afeganistão do qual resultaram 12 mortos entre os quais um americano. Desculpa vagamente careca... No espaço de uma semana esse foi o terceiro ataque bombista. (Aliás durante este mês de Fevereiro 2020 mais dois oficiais americanos foram mortos e as conversações de paz continuaram animadamente)
Que diga quem sabe, eu não sei, a verdade é que "consta" que os Talibã impuseram  condições rígidas aos americanos: a retirada de apoio ao governo afegão e um calendário de saída, a libertação dos prisioneiros Talibã... Pois.

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O líder Talibã Mullah Salam Zaeef
29 de Fevereiro de 2020
Doha - Qatar

Após sete dias de compromisso por parte dos Talibã de "Redução de Violência" no território afegão estão criadas as condições para a assinatura de um "Acordo de Paz" entre os EUA e os Talibã, é quanto basta. Não, o governo do Afeganistão não tem nada com isso, não estava lá nem foi informado do teor das conversações durante o processo. Quem por acaso lá estava era um ministro representante do governo do Paquistão...



O vergonhoso acordo foi assinado por Zalmay Khalilzad (US Special Representative for Afghanistan Reconciliation) e o homem de mão de Pompeo que liderou as conversações mantidas até hoje e o líder de conversações por parte dos Talibã Mullah Abdul Ghani Baradar.
Pompeo estava lá, como "testemunha" (sim, que o governo dos EUA não quer legitimar os Talibã, claro esteja) mas foi discursar


Se os Talibã "respeitarem os termos do acordo", que entrará em vigor a 10 de Março, os EUA reduzirão o seu contingente para 8 600 (dos cerca de 13 000 actual)  e fechará as suas 5 bases no prazo de 135 dias.
Todas as suas tropas, contingente anti-terrorista incluído, deixarão o Afeganistão dentro de 14 meses. Fica levantada a hipótese de permanecerem especialistas da Inteligência (o que é uma excelente ideia porque assim ficam todos identificados) e uma presença pontual de combate à ISIS e à al-Qaeda.

A presença aliada britânica que sofreu 454 baixas, tem actualmente de 1 100 militares, reduzirá apenas 200.

De direitos humanos, direitos das mulheres (à educação e ao trabalho p/ex.), minorias religiosas e do comummente designado como "Direitos, Liberdades e Garantias" nada ficou estabelecido ou é exigido

Os Talibã comprometem-se a cortar laços com a al-Qaeda e outros grupos de cariz terrorista internacional e a iniciar conversações com o governo afegão, que nunca reconheceu.

O governo afegão deve libertar 5000 prisioneiros Talibã (tendo os Talibã apresentado uma lista nominal) e 1000 prisioneiros afegãos serão libertados. Complicada esta questão uma vez que o governo afegão não é signatário deste, ou de qualquer outro, acordo e foi sempre ausente de todas as negociações
A delegação Talibã, tudo bons rapazes

Uma vez assinado o acordo os Talibã já declararam a sua "Vitória" sobre os EUA nas redes sociais e comunicaram às suas milícias que se trata de um pacto táctico que pode ser legitimamente quebrado por razões religiosas. 
Trump também já declarou... Diz ele que em breve se irá encontrar com os Talibã
Está tudo dito.


Num restaurante de Kabul durante a assinatura do acordo,
o entusiasmo dos afegãos ao serem entregues aos Talibã

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A OPORTUNA DISSEMINAÇÃO do virus DA MENTIRA

De repente aparece um conjunto de 3 imagens disseminado pela Net: nas redes sociais, nos vídeos do You Tube, nos sites "#DeBoasIntensõesEstáO InfernoCheio" que "acordam" a população do mundo para as "conspirações" que envolvem a Terra.

Conspirações sim, o mundo está cheio delas e esta é mais uma, um "Copy/Paste" mal esgalhado que só cola nos mais crédulos e se alimenta dos legítimos medos.




1- Trata-se de textos de livros diferentes; a 1ª foto de texto (repetida abaixo em tamanho maior) é do "The Eyes of Darkness"
a 2ª foto de texto  é retirada do" Predictions and Prophecies About the End of the World".

2- O 2º livro não fala de "Wuhan" em parte alguma; o primeiro não refere qualquer pneumonia, muito menos fala de 2020

3 - A Credulidade e o Medo são epidemias que atacam frequentemente os mesmos hospedeiros com consequências nefastas; É o triunfo da Era da Manipulação à Distância.

Nesta altura do "Campeonato da Disseminação da Mentira" seria suposto termo-nos tornado um pouco mais capazes de farejar estas e outras tretas num relance do olhar, no mínimo termos a curiosidade desperta para em duas penadas verificarmos a autenticidade do que nos é dado a engolir tão solicitamente. Mas não... Parece haver um gosto masoquista na deglutição destes venenos imediatamente partilhados como se fossem um manjar dos deuses.
E os deuses enlouqueceram, há muito.

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BETWEEN YOU AND ME

Have a peaceful christmas...
Come home safe

QUEM ENGANA PARA MANIPULAR É UM MANIPULADOR MENTIROSO. PONTO

Quem engana para manipular é um manipulador mentiroso. Ponto.
Quem engana para manipular é um manipulador mentiroso que não merece crédito, confiança ou atenção; merece ser denunciado e votado ao ostracismo. Venha de onde vier, pense o que pensar, acredite no que acreditar, sejam quais forem as razões que tenha ou julgue ter.
Quem tem razão que puxe por ela, com factos e veracidade.
Quem exerce manipulação para mostrar a razão de que está convicto, não mostra qualquer razão, mostra a sua falta de carácter; vira a verdade contra si próprio.

Eu. Não.Gosto.Mesmo.Nada.de Ser. Manipulada.
Seja.Por.Quem.For.

Há dois dias apareceu por aí, pelas redes sociais, "You Tube" e afins, um vídeo no qual se vê a ministra da cultura soltar a bandeira portuguesa de uma placa inaugural e deixando-a no chão para poder dar palmas. É , no mínimo vergonhoso. Não me alongo.

Uma imagem vale por mil palavras, não é? Não, não é.
Talvez já tenha sido, in illo tempore, é uma questão debatível mas actualmente não é, de maneira alguma.

Acontece que o tal vídeo foi "arranjado a gosto"; foi cortado em extensão e, pior, em enquadramento.
Este é o vídeo que circula inflamando a revolta; Retirado de um "Jornal da Noite" é aparentemente insuspeito.



Costumo ter um cuidado quase doentio na verificação da autenticidade daquilo que publico (ou assumo como factual). De há uns anos a esta parte verifico a primeira fonte (apesar de tudo há umas bastante mais fiáveis do que outras) e procuro mais duas fontes credíveis. Desta vez não o fiz "que diabo, ali escarrapachado no "Jornal da Noite"...

Acontece que o que foi "escarrapachado no Jornal da Noite" não foi este mini-vídeo de 9 segundos.
Queiram, por favor, atentar na sequência abaixo.



Não se trata, de forma alguma de defender este governo, impede-me a civilidade e os bons costumes de ser explicita relativamente aos pensamentos que florescem em mim a tal respeito, a questão é outra e enoja-me: há matéria factual mais do que suficiente para enterrar esta cáfila no esterco que produzem, não se justifica a invenção de tretas para proceder a ataques infundamentados.

É baixo, desnessessário, vitimizante e manipulativo. É mentira. Ponto final

AH SE EU FOSSE UM GÉNIO MUITO ESTÁVEL...


O "very stable genius", Donald para os amigos,  no seu discurso durante uma conferência em Pittsburgh na passada quarta-feira, 23 Out., perante uma assistência maioritariamente composta por americanos do Colorado e do Kansas, disse que ia construir um muro no Colorado;  mais precisamente:

"You know why we're going to win New Mexico? Because they want safety on their border. And they didn't have it"And we’re building a wall in Colorado. We’re building a beautiful wall, a big one that really works that you can’t get over, you can’t get under."We’re building a Wall in Colorado. We’re not building a Wall in Kansas but they get the benefit of the Wall we’re building on the Border”

Pronto, está bem, cada um sonha com os muros que quer mas há uma pequena dúvida que me assalta:
Ele vai ganha no Novo México porque os vai fazer sentir seguros... Mas o povo do Colorado anda a assombrar o pessoal do Novo México? Não estou a perceber. E o povo do Kansas, como se relaciona com o "muro da fronteira"? Também não estou a perceber.
É claro que eu não sou "a very stable genius", o problema deve residir aí...
Pronto, resumo-me à minha óbvia insignificância, nunca irei ser presidente dos USA


'MÔR, PARA ME CHOCARES TENS DE TE ESFORÇAR MAIS

Não sei quem é o Manuel Damas. só sei que é do Porto, que vive em Londres, que não é parvo e que tem sentido de humor - uma boa conjugação a destes últimos dois factores.
Enquanto uma boa parte das gentes reage com crítica ou mesmo desdém à manifesta imaturidade dos afiliados do "Livre" (seja lá o que for essa nova invenção) o tal Manuel Damas aproveita para um exercício de sátira bem esgalhado.
Quando a intenção é chocar há que fazer como se faz com as crianças e os adolescentes que pretendem firmar a sua diferença com encenações mal conseguidas: sorrir de soslaio e fazer aquele rápido e compreensivo olhar de " está bem mas deixa-te de merdas".
Não me demoro no assunto que não tem sumo para tanto, deixo as acuradas observações do Manuel.

Chegada à A.R da deputada do "Livre" e seu assessor

Não.

Não vou concordar com criticas que li em relação a esta foto.
Da chegada dos Deputados e Deputadas e outros e outras ao Parlamento para a cerimónia de tomada de posse.
Porque é uma Cerimónia de Estado, é preciso não esquecer.
E não nenhuma noitada em "discoteca" alternativa...por mais que os frequentadores sejam, muitas vezes, os mesmos...
Mas não concordo com as críticas.
Até porque convenhamos...
A pessoa (tentei arranjar um vocábulo que fosse "gender fluid") adoptou o "dress code"...para quem presta assessoria parlamentar.
Está "vestido"(neste caso é mesmo vestido) de preto, em tom sóbrio, escuro, de respeito.
Usa, como diziam as costureiras, a saia pudicamente "uma mão travessa" abaixo do joelho. Para que não se vislumbrem as impudícias.
O que denota pudor.
Usa meias de vidro baças (eventualmente para não se ver que não fez a depilação ou até que tem um daqueles pelos encravados, incomodativos, que ficam com uma crosta amarela de pus).
Traz a blusinha, branca como se impõe, com os botõesinhos fechados até cima para que não se possa vislumbrar o tronco desnudo e algum pelo encaracolado a escapar pelo decote.
E não ostenta joias. O que seria abusivo. Nem sequer um daqueles colares de pérolas, de plástico, das lojas dos indianos...até porque poderia ser considerado provocação a algumas origens...
Tenho, todavia, uma dúvida...qual a fragância? Será o másculo "Old Spice" ou o feminino "Tabu"?
E não fez o buço...mas ninguém sabe a noite agitada que terá tido...
Mais...faz-se, virginalmente, com pudícia, acompanhar pela Senhora lá de casa...como diria a Judite.
Apercebe-se, inclusive, que é pessoa (cá está de novo e cumprindo as regras da "modernice" o vocábulo "gender fluid") de parcos recursos pela saquinha de pano que traz a tiracolo. Eventualmente com a "merenda"...
Eu preferia uma carteira de pele preta, sóbria e sem pinduricalhos...mas reconheço que são caras. E não dão jeito para trazer os croquetes "fanados" da recepção e muito menos as garrafas...
Mas podia ter optado por uma sacola de ráfia (não sei se ainda se produz por causa desta moda de eliminar o plástico descartável) que sempre ficava mais em conta ou daquelas de rosetas de crochet, multicolor, mas...gostos são gostos.
Ainda que, com sinceridade, preferisse ver a pessoa envergar um trajo típico da Guiné...com saiote ou não. Apesar de ser caucasiano e nao afrodescendente...
Em fundo podiam ouvir-se os acordes do... "acuna, matata...acuna, matata".
Espero, até por uma questão de coerência, que use o mesmo traje se e quando, em comitiva de visita oficial...por exemplo a um País africano...daqueles que usam a tortura pública para determinadas atitudes não normativas...
Voltando ao registo sério...
Está tudo louco????
  Manuel Damas - 25 Out.2019

Só uma breve observação: Não, não está tudo louco, há é uma enorme falta de criatividade, originalidade autêntica, para se conseguir primar pela diferença. A diferença não se inventa por exercício de vontade - isso é apenas uma teatrada efémera - a diferença nasce e cresce com alguns.

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UM GENOCÍDIO PELO PREÇO DA TRAIÇÃO - QUEM FALA PELOS CURDOS?

 Mais um "jeito" que Trump se prepara para fazer a Putin.
Tão à socapa quanto possível - sem qualquer aviso a aliados estacionados na região nem tão pouco à aliada milícia curda -  Trump deu ordem para ser dado início ao projectado abandono, por parte das topas norte-americanas, do norte da Síria, junto à fronteira com com a Turquia. É o preâmbulo do genocídio dos curdos por parte dos turcos. Erdogan tem vindo a aguardar... Salivando com o freio nos dentes. 
Que se lixe a NATO, Putin já lhe deu a sua diabólica benção. E as armas.

A primeira de graves consequências é que um confronto do Ocidente com a Turquia, mesmo que apenas diplomático, será a sua suspensão da Nato; Putin dá a sua gargalhada e bate palmas.

A segunda e mais do que provável consequência será o êxodo de refugiados curdos para o norte do Iraque. Os curdos são cerca de 40 milhões, o maior grupo étnico carente de um Estado no Médio Oriente; Esta situação não será linear nem livre de conflitos, os curdos iraquianos talvez não aceitem de bom grado uma interferência nas suas, já per si frustradas, ambições nacionais.

Em terceiro lugar, o êxodo dos curdos deixará um vazio de ocupação territorial que não tardará a ser (re-) ocupado pelos fugitivos da ISIS, aqueles que se encontram em campos de detenção entregues à mílicia curda e aos muitos milhares de mulheres e crianças familiares dos guerrilheiros ISIS deixados para trás num limbo. 


Desta vez até o Gollan , líder do senado republicano com o nome de guerra Mitch McConnell, não pode permanecer (comme d'habitude) ao lado de Trump - arrastando consigo senadores e congressistas normalmente enfeudados ao dono da Casa Branca - e se pronunciou de forma suficientemente clara para deixar sub-entendido o veto de ambas as câmaras da Hill (pasme-se!)
“A precipitous withdrawal of U.S. forces from Syria would only benefit Russia, Iran, and the Assad regime,” McConnell said in a statement Monday. “And it would increase the risk that ISIS and other terrorist groups regroup.”
Several senators said Monday that Trump's move would abandon U.S.-allied Kurdish fighters ahead of a long-threatened Turkish offensive into northern Syria. 
"This betrayal of the Kurds will also severely harm our credibility as an ally the world over. President Trump should rethink this decision immediately." Sen. Patrick J. Toomey (R.)
 “So sad. So dangerous,” he said on Twitter. “President Trump may be tired of fighting radical Islam. They are NOT tired of fighting us.” Sen. Lindsey O. Graham -(R.)


Declaração conjunta do senador Utah Mitt Romney - (Republicano/ Utah) - e de Chris Murphy (Democrata/Connecticut)

The president’s decision to abandon our Kurdish allies in northern Syria in the face of an assault by Turkey is a betrayal that will have grave humanitarian and national security consequences,” said the senators, who are chairman and ranking member, respectively, of the Senate foreign relations subcommittee on near East, South Asia, Central Asia and Counter-terrorism.
After enlisting support from the Kurds to help destroy ISIS and assuring Kurdish protection from Turkey, the US has now opened the door to their destruction,” they said. “This severely undercuts America’s credibility as a reliable partner and creates a power vacuum in the region that benefits ISIS.”

Trump depressa se dispôs a esquecer, ou melhor dizendo, a ignorar,  quanto o mundo ocidental, e não só, deve aos curdos; foram eles a imparável linha da frente na reconquista do solo que servia de pátria ao califato do ISIS, na Síria e no Iraque.

Promessas? Compromissos? Há um ano Trump discursava de outra forma, obviamente com palavras vazias:
“We do get along great with the Kurds. We’re trying to help them a lot. Don’t forget, that’s their territory. We have to help them. … They fought with us. They died with us. They died. We lost tens of thousands of Kurds, died fighting ISIS. They died for us and with us. And for themselves. They died for themselves. They’re great people. And we have not forgotten. We don’t forget.”

Desde Dezembro de 2018 que Trump tenta "retirar do terreno as tropas americanas, doa a quem doer, sob as desculpas mais esfarrapadas:
Trump defended his decision and said that the United States was being played for a “sucker” by continuing to serve as “a policing operation” for people in Middle East countries “who don’t even like the USA.”
Quando deflagra no Iraque uma  insurreição aparentemente descontrolada onde os mais jovens estão a morrer como tordos Trump volta à carga...
Quem incita e manipula os jovens iraquianos em "guerra contra a corrupção institucional"? Não, não é Trump, não é a América...
Quem é?
Quem se dispõe a demonstrar um átomo de coragem na defesa e protecção dos curdos face à coragem que todos lhes devemos?

Não me restam dúvidas, a Besta anda pelo mundo

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A ler sobre o assunto:

THE U.S. IS NOW BETRAYING THE KURDS FOR THE EIGHTH TIME






MAGNA CARTA, MAGNUM POPULUS

A gente sabe que os "Brits", de modo geral e bastante disseminado, não gostam de estrangeirismos lá na terra deles; estrangeiros toleram ou não se importam sob as condições correctas, consoante os casos, mas lá essa coisa de "Normas europeias", sejam elas quais forem e mesmo que os favoreçam, aplicadas imperativamente lá no sagrado território é " é quite unpleasant; depois até podem adoptar algumas, como as aplicadas à segurança alimentar, p/ex., mas porque querem e são "deles". Isto e, não menos, a sagração do populismo-da-moda, foram os factores decisivos para, em números redondos, ser gerada a grave clivagem de 50%+1 brexetiers e 50% remainers. Esta clivagem tomou proporções desmesuradas e em 2019 não é mais uma "clivagem", é uma verdadeira falha tectónica sob uma pressão avassaladora. Saiu do controlo racional, do privilégio do superior interesse nacional e tornou-se uma luta clubista tendente à cegueira, gerida por emoções fortes e interesses de poder pessoal. É um desgosto ver a pátria da fleuma contorcer-se asfixiada em guerrilhas absurdas.

Primeira lição, a aprender e decorar: uma decisão que tenha como consequência aspectos tão profundamente mutantes de uma vivência nacional quanto os abrangidos pelo "Brexit" não devem ser sujeitos a referendo que não exija uma maioria qualificada, 50%+1 não funciona.
Segunda lição: o "a gente depois pensa como" também não funciona; a previsão minuciosa é fundamental.
No meu humilde entender, que não sou cidadã do UK, um segundo referendo impõe-se desde há muito e, ao contrário do que politiquices partidárias badalaram mediaticamente, Corbyns e Mays, nada nisso seria um desrespeito pela vontade popular expressa, bem pelo contrário. Bem, mas o que eu penso sobre a questão não tem a menor importância (o que me aborrece mas aceito confrangida)

Porém...
Aaaahhh, porém, se os estrangeirismos são tolerados, foram tolerados durante 65 anos, há algo que os Brits não toleram - não toleram mesmo: um ditador. Nem sequer um ditadorzeco.

A Constituição do Reino Unido é um conjunto de documentos, leis, tratados e convenções, não existe enquanto um documento escrito no qual assente toda a norma constitucional do reino. Mais. A mãe constitucional - a Magna Charta Libertatum- apelidada frequentemente como mãe de todas as Constituições, data de 1215 e surgiu como forma de limitação do poder absoluto do rei sujeitando-o à lei. Concretamente do rei João e à forma como tomou o poder após a morte de Ricardo-Coração-de-Leão.
Nada disto é irrelevante hoje. Quando uma Constituição assenta numa Lei-Mater com mais de 800 anos e em convenções (para além da lei e jurisprudência que é evolutiva), há uma absoluta necessidade, e exercício, de profundo respeito pela convenção, pela  boa-prática, pela dignidade e carácter; So very british! Contornar as convenções com espertezas e e jogos políticos de cintura é um suicídio, uma ode à vergonha.
Quase todos os cidadãos do Reino Unido sabem este capitulo da história: o que é a Magna Carta, como e porque surgiu. E Boris Johnson deveria saber que a coisa não correu nada bem ao Rei João, nem mesmo matando Artur, o sobrinho que lhe estava no caminho para o trono.

Para se fazer uma entrada de leão, um "Do or die", um "No ifs or buts", há que ser um leão... Ou um tigre, ou um elefante, ou qualquer outro bicho com poder real, indiscutível, alicerçado.
O poder sonhado por um menino loiro que frequentou Eton e que queria ser, segundo as suas palavras, "the king of the world" não chega.
O poder do primeiro-ministro de um Estado com  67 milhões de cidadãos nomeado por 92,153 membros do Partido Conservador é curto.
O poder de um líder que na véspera do referendo Brexit tinha dois artigos de opinião opostos, escritos para o  Daily Telegraph, para escolher qual havia de dar à estampa consoante o resultado do referendo, é trémulo
O poder de um homem que expulsa de um partido político membros eleitos para um parlamento porque se opõem a uma manobra política sua, é reles.
Um badameco que põe os seus sonhos de glória no pedestal tendo plena consciência (badameco mas não burro) de que está a fazer perigar a integridade do Reino Unido -  ao ignorar as brechas que se alargam relativamente à Escócia e à Irlanda - não merece ser sequer funcionário público do reino, muito menos seu primeiro-ministro.

Dear Bo-Jo, uma entrada de leão-impostor é, mais tarde ou mais cedo, seguida de uma saída de sendeiro-desembuçado. Terceira lição.



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I REST MY CASE

A conivência republicana enojaria os presidentes republicanos, talvez à excepção de Nixon; talvez... Porque nem Nixon se vendeu a uma potência estrangeira.
Se Reagan ressuscitasse voltaria a morrer em seguida, de desgosto
... E tenhamos presente que Mueller é um republicano, de outra cepa.

GOP Rep. Ken Buck:- “Could you charge the President with a crime after he left office?” Mueller: -“Yes.” Buck: -“You believe that...you could charge the President of the United States with obstruction of justice after he left office?” Mueller: -“Yes.”
cnn.it/2YdBoWD





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FLY ME TO THE MOON - II

Muito raramente faço uma re-publicação aqui no Real Gana, que me lembre, na integra, fiz uma, mais aquela ou outra repescagem de excertos quando vem a propósito de um tema ou de um acontecimento mas este vem mais a propósito do que nunca, do que mesmo a sua publicação original. Passaram dez anos. Dez anos? Pode lá ser! 
Falava eu do 40º aniversário da primeira alunagem, foi agora há meio século... e eu ainda caibo nos mesmos jeans. O meu filho já não sonha com ser astronauta mas tudo o resto não carece de actualidade. 
Mais, digo aí abaixo : 
«"O MUNDO É REDONDO" ganhou um significado novo, ainda simbólico mas mais real, simultaneamente pessoal e social - a Humanidade é una e habita toda no mesmo lugar.
Depois de fotografada a Terra "encolheu".»

Isto é hoje uma realidade quotidiana com um carácter urgente e que já nada tem de simbólico. Quem não entende isto nada entende do mundo.

Fica o tal post velho de uma década. O significado é o mesmo, o mundo é outro.
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Passou o dia 20 de Julho, passaram 40 anos sobre a primeira alunagem.
Por aqui, no Real Gana, não falei disso mas fiquei a roer-me;
Não falei, ou melhor dizendo, não escrevi uma linha sobre o assunto porque estava, mesmo, mesmo, de férias, tão desligada do mundo quanto as circunstâncias e a mente mo proporcionaram.
Também é verdade que andava a "trabalhar sem rede" - w.w.n. working without net - o que, como toda a gente sabe, é perigosíssimo - sobretudo quando há leões na pista - hum... private joke... (Lembras-te Victor? Coitada da Marlene, já o pai dela tinha morrido assim...) e foi dia de (outro) aniversário lá no nosso burgo.

Mas estou a divagar... Acho que as gotas não me andam a fazer efeito.


Dizia eu, fiquei a roer-me por não assinalar aqui o 40º aniversário da missão Apollo 11.

Dia 20 de Julho, há 40 anos, a minha Mãe arrancou-me da cama a meio da madrugada, sob uma tremenda excitação: "Vá acorda, anda ver os astronautas a chegarem à Lua" e, em vez de me levar para a varanda, dei comigo a estremunhar na sala, cheia de amigos dos meus pais e quase às escuras para se conseguir ver melhor aquelas imagens um tanto fantasmagóricas. Passados alguns minutos não tinha vestígios de sono, tinha os olhos bem abertos a beberem deliciados aquelas imagens espantosas que se passavam "lá em cima", num outro planeta e que, estranhamente, nada tinham de inacreditável - " Eu estou aqui e eles estão na Lua... vindos de aqui... Isso significa que qualquer outra pessoa pode lá estar, até eu... ou mais longe... obviamente É POSSÍVEL!"

Não sei se me ficou um trauma por me terem arrancado do sono, ainda hoje reajo muito mal, mas desde muito novinha que tenho um enorme fascínio pela generalisticamente chamada "Conquista do Espaço", expressão um bocadinho megalómana, parece-me, mas, dada a grandeza e grandiosidade do empreendimento, perdoa-se.

Quando andava no liceu era uma péssima aluna de Física; depois apareceu aquela fantástica "Cosmos" de Carl Sagan... Esse Professor fora de série que nasceu a saber explicar e despertar a sede de Conhecimento, o voo da imaginação, a interligação racional da parte com o todo - tornava tudo fácil e tangível, tinha uma capacidade quase mágica de demonstrar a interligação de todas as coisas: a Física, a Química, a Biologia, a Matemática, a Filosofia, a História com a Astrofísica, com a Terra, com o Espaço, com a Vida.
A minha "Viagem de Sonho"? À NASA, sem dúvida, um mês, com um cartão de livre trânsito. Melhor do que isso? Só se fosse a bordo do Space Shuttle, e olhem que eu enjoo...

A "Conquista do Espaço", mais concretamente, a ida à Lua, foi, na minha humilde opinião, a maior "pedrada no charco" da Idade Moderna, de longe. As inovações e criatividade que daí advieram, e se desenvolveram, não tiveram precedentes na história humana. Da tecnologia à investigação bioquímica abriram-se novos mundos: os materiais, os medicamentos (em especial a maior parte dos antibióticos com que hoje contamos), a informática, as tele-comunicações, todos os outros tipos de engenharia, etc., etc.
E não só... Não só de Ciência e tecnologia vive o Homem
Houve uma revolução do pensamento, na abordagem do "Futuro" - o "Futuro" passou a estar conceptualmente ligado à ideia de expansão espacial, como hoje está tão negativamente ligado à ideia de sobrevivência. Mas mesmo a nossa actual noção de que a sobrevivência é uma relação de causa/efeito na qual a parte e o todo têm papeis inter-dependentes, jogam um jogo no qual não há vencedores e vencidos, encontrará a jusante aquela imagem paradigmática, fotografada pela tripulação da Apollo 8, em que todos podemos ver, pela primeira vez, a Nossa Casa, mais pequena do que julgávamos. "O MUNDO É REDONDO" ganhou um significado novo, ainda simbólico mas mais real, simultaneamente pessoal e social - a Humanidade é una e habita toda no mesmo lugar.
Depois de fotografada a Terra "encolheu".
A World Wide Web é, sem dúvida, a maior promotora da noção de globalidade mundial e humana, da globalização em si, mas não foi esta que a plantou e fez germinar; A "Consciência Global" nasceu desta imagem.


De então para cá progredimos enormemente, nem tudo é mau no nosso planeta. Fomos mais longe, enviamos as nossas fotografias, a nossa música e outros detalhes da nossa cultura para os confins da galáxia sonhando com um eventual encontro com outra civilização da nossa família galáctica, comprovando assim a nosso engenho mas sobretudo a nossa capacidade de Sonhar, de Ter Esperança, de Acreditar. Fotografamos estrelas, planetas do sistema solar, nebulosas e maravilhamentos insuspeitos; estudamos "em campo" as características e possibilidades de Marte; construímos a Estação Espacial Europeia em órbita aonde nos deslocamos "de avião", a qual reparamos e criamos através de "passeios no Espaço"; colocamos satélites que nos munem de novíssimas possibilidades - nem todas boas... nem todas más, algumas óptimas.
Mais teríamos feito, ou pelo menos há mais tempo, não foram os "cortes orçamentais" que dedicaram fundos a outras causas indubitavelmente menos apelativas para a humanidade; Mesmo assim, e espero que seja um sinal do mudar dos tempos, projectamo-nos agora para uma nova odisseia lunar, e mais além, já para 2018 e recomeçamos a fazer brilhar os nossos sonhos, depois do Mercury, do Apollo, do Discovery e tantos outros, no vanguardista projecto Constellation.

Provavelmente eu já não irei à Lua ou a Marte... parece que lá também não se pode fumar (não sei porquê, não me venham com a treta de que polui a atmosfera). Não faz mal, eu fascino-me mesmo por cá.
O que acho giro é que o meu filho já me disse que vai para o Espaço; sempre quis ser astronauta, assim directo, sem passar por polícia, cowboy ou bombeiro. Enquanto for pequeno quer ser super-heroi e quando for grande vai ser astronauta e ponto final.
Ok... Espero que consiga, está provado que é possível.



http://pt.euronews.net/2009/07/09/da-terra-para-a-lua/

http://www.nasa.gov/externalflash/apollo40jpl/

http://www.nasa.gov/mission_pages/constellation/main/index.html


http://www.google.com/moon/

A VINGANÇA É COMO O GAZPACHO

A vingança é como o gazpacho, requer paciência na preparação e toma-se frio.

No passado fim de semana houve murros na mesa de reuniões  do Conselho de Segurança no Kremlin: a FSB - o Serviço de Segurança Federal Russo, sucessor do KGB - foi violado por hackers  e 7,5 terabytes de informação foram descarregados pelo o grupo de hackers "0v1ru$". É muito byte...

O equivalente a uma "evasão de intima privacidade" do FBI ou do MI5, com uma diferença substancial: a FSB, que reporta directamente a Putin, não se ocupa apenas de assuntos internos, domésticos, mas opera também no domínio internacional, como a CIA ou o MI6.

Posteriormente o "0v1ru$" passou toda a informação para a poderosa "Digital Revolution" e esta divulgou-a, na sua totalidade (???) ,  a algns órgãos de comunicação social - como a BBC -  e publicou no Twitter alguns fac simile comprovativos da operação

De acordo com a informação até agora divulgada os ficheiros visados encontravam-se nos "cofres virtuais" da "SyTech" - um vasto conjunto de operadores afectos à FSB que trabalham uma série de projectos de Internet, operativos on line e de investigação, como a identificação (quebra do anonimato) de utilizadores da Tor browsing.

Desde 2012 que, através do Instituto de Investigação Kvant sob a alçada do FSB, a Russia tem procurado comprometer as ligações dentro da estrutura do Tor - que é um software gratuito de código aberto que proporciona a comunicação anónima, segura para navegação na Internet e em actividades online, protegendo a privacidade e contornando a censura - a fim de prevenir comunicações fora da rede e interceptar essas comunicações, tendo tornado esta acção um objectivo prioritário; Outras acções compreendem a análise e criação de conteúdos das plataformas de "social media", apoio ao Estado russo no projecto da opção de separação da sua Internet da rede  internacional (censura, divulgação e controlo de publicação), identificação de alvos utilizadores de navegação anónima e identificação de empresas alvo.

A maior parte dos projectos da "SyTech" foram contratados pela Unidade Militar 71330, parte da 16a divisão da FSB, que lida com a inteligência e espionagem de sinais virtuais; este mesmo grupo, entre outras façanhas, foi acusado de enviar spyware e malware via e-mail para oficiais de inteligência ucranianos em 2015. Ou seja, nem só do domínio nacional vive a "SyTech" o que não será propriamente novidade para ninguém...

Esta apropriação e divulgação de ficheiros é provavelmente a maior brecha de dados na história dos serviços de inteligência russos.
De momento não são conhecidos segredos de Estado... publicados.

Como diria a minha avó, toma lá do teu xarope para ver se gostas.

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