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O QUE FAZ FALTA É ANIMAR A MALTA

1º - Faz-se uma greve que atinja essencialmente o estrato social que se deseja       
      destabilizar

«Milhares de pessoas foram surpreendidas, na manhã desta segunda-feira, pela greve parcial dos maquinistas da CP, que está a condicionar fortemente as ligações suburbanas da capital.

Expressões de desânimo, revolta e incompreensão são visíveis na estação de Sete Rios, esta segunda-feira de manhã. "Senhores passageiros o comboio foi suprimido", anuncia, continuamente, a operadora de serviço através do sistema sonoro de informação. De pouco vale o posterior "pedimos desculpa pelos incómodos causados".

Os passageiros dizem que não sabiam da greve e, quando são informados de que a mesma se vai prolongar durante toda a semana, a revolta sobe de tom. "Já paguei o meu passe e agora não tenho comboio, vou chegar atrasado e vou ter problemas no meu trabalho", desabafa ao JN Carlos Gomes, que aguarda há mais de uma hora por comboio para chegar a Póvoa de Santa Iria, onde trabalha. Este utente saiu de casa as 6.20 horas, devia estar no emprego as 8.00 horas, mas são 8.30 horas e no painel de informação lê que o próximo comboio chegará as 9.04 horas.
No entanto, à hora prevista, voltou a ouvir-se na estação: "Senhores passageiros o comboio foi suprimido". "Não está certo, não está certo", repete Carlos Gomes, desanimado. Esta é uma frase repetida, vezes sem conta por vários passageiros. As pessoas afectadas criticam duramente esta greve e dizem que, a prolongar-se mesmo durante toda a semana, "vai ser caótico".» Cont. JN 1Out. 12

2º - Agitam-se as massas provocando situações de caos e de confronto
       Os "piquetes de greve" dão muito nas vistas, devem ser utilizados agitadores          misturados com as massas populares.
«Várias pessoas na estação da CP no Cacém, concelho de Sintra, impediram durante cerca de uma hora a circulação de comboios.
Segundo testemunhas ouvidas pelo NGL, o incidente aconteceu perto das 9h30, quando algumas pessoas impediram o fecho da porta do comboio que se prepara para partir. O facto das portas não fecharem impedia que a composição saísse da estação.
Aos poucos vários populares juntaram-se ao “protesto” e entre gritos de indignação pela situação do país, os ânimos começaram aquecer entre os que defendiam que o comboio não devia partir e quem pretendia seguir viagem.
Ao local acabaram por chegar agentes da PSP que tiveram de entrar numa estação cheia de pessoas. Os agentes, com muitos empurrões, acabaram por retirar alguns populares da estação, enquanto outros eram empurrados para dentro do comboio.

Fonte oficial da CP afirmou, ao Jornal Económico, referindo a este incidente que, “há clientes que estão a puxar as sirenes de alarme” e por isso os comboios não podem andar”. A CP garantia que está a tentar resolver o problema, mas sempre que avança, “há mais alguém que acciona outra sirene”. “É uma brincadeira chata, às vezes acontece, mas num dia de greve e com o comboio cheio é pior”, concluiu.» in "Notícias Grande Lisboa", 1 Out.12

Desta situação tive o privilégio de uma "reportagem em directo": a minha empregada, que vive no Cacém, ligou-me pelas 10h, da estação, dizendo que não via meio de vir trabalhar; algumas pessoas ocupavam as zonas junto às portas do comboio não as deixando fechar e impedindo a entrada. O barulho era infernal, ouviam-se berros de "Estamos em luta, daqui ninguém sai» Um mimo democrático! «Populares impedem circulação de comboio»? Populares uma gaita!


3º - Na véspera da "insurreição popular" eleva-se a temperatura da insatisfação             social atingindo um maior número de pessoas da área onde ocorrerá a    
      manifestação
«Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa voltam a estar em greve na próxima quinta-feira, dia 4 de Outubro
Não sei porquê mas a verdade é que não se encontram pormenores desta greve, nem mesmo no site da "Metro de Lisboa". Será que o efeito-surpresa é mais giro?


4º - Se houver um feriado que possibilite um fim-de-semana prolongado 
       há que evitar que o povo se disperse indo ver a família ou a fazer
       "escapadinhas"; as camionetas de transporte para a manif encontram-se
       asseguradas, como sempre.

 «Os maquinistas estão a fazer greve desde as 00:00 de hoje (1 Out.) às primeiras duas horas do turno, situação que se manterá nos próximos quatro dias. A paralisação é um protesto contra a "espoliação dos salários", disse à Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Maquinistas (SMAQ).

No dia 5 de Outubro, em que se comemora a Implantação da República, a greve será total contra as alterações introduzidas pela revisão ao Código do Trabalho, que contemplam uma redução de 50% no valor pago por trabalho em dia feriado.» - in Jornal de Negócios, 1 Out.12
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 ENTRETANTO NAS REDES SOCIAIS (leia-se facebook), 
MEIO PRIVILEGIADO DE CONVOCATÓRIA 
(os trabalhadores curtem bué o facebook)


que se chama: 
INVASÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Encontrei isto, e muito mais...
COMO FAZER UM COQUETEL MOLOTOV :
 
Uma garrafa e um pano encha a garrafa com (.../... blá, blá, blá.../...) 
 na hora do uso basta acender o pano e arremessar a garrafa na direção da assembleia a republica...
  • José Carlos Vaz fantástico!!!! isto sim são ideias produtivas!

    Nelson Costa hhá ai um video qe explic como se faazem zarabatanas com alcançe atde 100 metros

    • Nelson Costa para alem disso ha que bloquear acessos , de forma a impedir que mais forças policiais cercem o povo.. Yesterday at 3:55pm · Like · 1
      Nelson Costa éhpa uns dardos de anestesia geral é que davam cá um jeitão...!Se alguem tiver umas coisinhas dessas que se usam nos hosptais é mais seguro !NAO SE PERDEM IRMAOS , e silenciosamente e estrategicamente bloqueando TODAs as ruas , o povo ocupa a AR


    João Fraga já agora, será que alguém consegue contactar camionistas dispostos a bloquear estradas e acessos a s. bento? não precisa de ser camionistas, mas juntar pessoal e meios (em princípio viaturas, mas pode-se tentar imaginar mais coisas) suficientes para bloquear os acessos para os carros da polícia não poderem passar, e a gente chegar lá primeiro que eles. tem de ser feito com alguma antecedência, para qd lá estivermos eles serem muito poucos e não conseguirem impedir a ocupação. é mais uma ideia.
Jacinto Bento - se nao ouvesse classes sociais nao havia policias

 Uma vez que já haviam passado várias horas desde que estas demonstrações de educação cívica haviam sido publicada, e como a página estava a demorar a "carregar" resolvi escrever o seguinte para ver como viria a resposta:

  • Alex Onde foram os outros posts e comentários que enchiam esta página e que até ensinavam a fazer cocktails Molotov?  2 hours ago ·  Like
  •  Martins Receita do Mestre da Culinaria: compra gasolina, mete numa garrafa ____________________________________________________________________ e cabumm la vai alho.  about an hour ago · Like

 Isto sim, é partilha cultural plena de generosidade !!!
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Quem tenha pensado aproveitar o feriado para descansar ou divertir-se colando-o ao fim-de-semana pois que não fique triste, dia 13 já há mais festa, continua o baile:

Manifestação - Contra as politicas de austeridade, devolvam-nos a Dignidade
Sábado13 de Outubro, 2012 at 4:00pm


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    Por mim estou esclarecida 
    Comentários não tenho, já disse o que tinha a dizer não há muitos dias quando comentei a manifestação "Que se lixe a Toika" (15 de Set.) e o que se passou depois em S. Bento.
    Enquanto não houver carga da polícia sobre as pessoas haverá uns tipos que não têm sossego; e há uma data de idiotas que estão mortinhos por lhes fazer o gosto ao dedo. É lamentável.

    Por muito que veja com apreensão este descambar de apelos à violência disfarçados de insurreição social não é isso que me preocupa.

    O que me preocupa a sério é ver as tentativas para deitar a perder todos os esforços e sacrifícios até aqui realizados, todas as pequenas conquistas que nos têm vindo a reposicionar nos Mercados, na Europa, na mira de provocar uma ruptura social e política que venha a permitir a ascensão da sombra política que tem vindo a orquestrar a "insatisfação popular".



    Deixo as avisadas palavras, curtas mas claríssimas, do analista económico Camilo Lourenço no "Negócios on line" de hoje, 1 Out.


    «O estranho caso de um país suicida»
     .../...

    «Se invertermos esse processo agora, a doença vai-se agravar. E, por isso, precisaremos de um segundo programa de ajustamento, muito mais duro que o actual. É bom não esquecer isso quando as manifestações viraram moda e quando o líder da CGTP diz coisas como "se o Governo não ouve o povo a bem, ouve a mal".

    Com os olhos do mundo postos em Portugal, as próximas três semanas são cruciais. Se aceitarmos que as medidas duríssimas do Orçamento de 2013 têm mesmo de ser aplicadas, daremos um importante passo em frente. Se o consenso social se quebrar, ficaremos iguais à Grécia, confirmando uma estranha tendência para o suicídio. No caso de isso acontecer, por favor não insultem os alemães...»

    I rest my case 


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    2 comentários:

    Laurus nobilis disse...

    Eis um bom manual de insurreição! Digno de qualquer revolucionário sério! O problema é que esta gentinha ainda não percebeu que, pura e simplesmente, não temos dinheiro! De caminho, também aproveito para referir que os "Passos" deste mundo, têm rapidamente de de ter aulas de como comunicar... Se assim não fôr, estes "revolucionários sérios" acabam mesmo na rua a partir tudo.

    Alex. disse...

    Obrigada Laurus nobilis, essa do "revolucionário sério" envaideceu-me. São muitos anos a virar frangos...
    Este nosso status quo lembra-me um rancho de filhos a berrar "quero mais" e uma desgraçada de uma mãe que não tem para lhes dar nem consegue trabalhar no meio de tanta berraria.
    E o PPP... pois é, aquele rapaz tem de saber refrear-se de um lado e pôr is pontos nos iii´s do outro, ou como diria qualquer bom filosofo de café, pensar no que diz e não dizer sem pensar.
    No fundo eu compreendo-o, o rapaz faz anos junto comigo... Nós os leões temos o coração na garganta e um piégas é um piégas, e quem não está bem mude-se. Pois mas há que explicar tudo como se estivéssemos no jardim de infância