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25 ANOS. LONG LIVES THE KING

24 de Novembro de 1991.
Era um domingo e fazia frio. Eu preguiçava no sofá. Preparei um tabuleiro com o almoço e fui ver o programa de Tops de vídeos musicais. Tinha acabado de entrar para a tabela o novo lançamento dos Queen: Innuendo.

O vídeo-clip de apresentação preencheu o écran -  I'm going slightly mad. Fiquei estarrecida. Creio que nem prestei grande atenção ao que ouvia, aquela imagem do  Freddie Mercury... Indescritível...

Innuendo... Insinuação... I'm going slightly mad... É óbvio que está doente, gravemente doente...

Pouco depois passava nos noticiários do mundo a declaração que Freddie fizera na véspera, 23 de Novembro, à porta da sua casa em Londres:
"Following the enormous conjecture in the press over the last two weeks, I wish to confirm that I have been tested HIV positive and have AIDS. I felt it correct to keep this information private to date to protect the privacy of those around me. However, the time has come now for my friends and fans around the world to know the truth and I hope that everyone will join with my doctors and all those worldwide in the fight against this terrible disease. My privacy has always been very special to me and I am famous for my lack of interviews. Please understand this policy will continue."
E nessa noite os noticiários tardios abriram com a inesperada notícia da sua morte.

No dia seguinte, cinzento e frio como se impunha, meti-me no carro para ir trabalhar e liguei o rádio. Cinzento e frio... À saída da Praça de Espanha para a Av. Gulbenkian começou a tocar o primeiro êxito dos Queen, em 1974. Revi-me no autocarro do liceu, antes ainda das 8 horas da manhã com o rádio bem alto para nos ajudar a acordar; durante semanas seguidas passava sempre Killer Queen.
Cheguei, estacionei, deixei-me ficar, acendi um cigarro. Ouvia agora uma das últimas, a canção de despedida... These are the days of our lives.

25 anos depois os Queen invadem ainda as rádios como nenhuns outros da velha guarda. O meu filho adolescente é fan, é capaz de identificar as canções deles aos primeiros acordes, bem mais do que Bowie, Spingsteen, Turner, Pink Floyd ou quaisquer outros.

São sempre os melhores que partem primeiro

We still love you

 We Are The Champions - (Live At Wembley 86)

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