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DAVOS 2026- EP. 1

 Na noite passada, a que antecedeu a sua partida para Davos - World Economic Forum Annual Meeting - Trump passou horas a publicar fantasias na sua rede social, como esta aqui ao lado --»

Espero que, quando enviar para lá as tropas, se lembre de lhes dar uns casaquitos 

Para além de fantasias também publicou mentiras (como não?), diferem das fantasias porque há gentinha que acredita, ele sabe disso e por isso o faz.

Nesta, aí abaixo, coloca líders mundiais face a uma situação que nunca ocorreu, como se tivessem permanecido mudos e quedos desde Agosto passado, quando ocorreu  a reunião  fotografada, na qual se discutiu a Ucrânia e não a anexação da Gronelândia e do Canadá
Este gajo é totalmente inconsciente, quer passar uma mensagem visual de que os líders europeus, e o secretário-geral da Nato, se subjugam perante ele... Não tem a menor noção do que é, do que representa, ser presidente dos Estados Unidos


Entretanto em Davos...

Mark Carney, Canadá - Estamos firmemente ao lado da Gronelândia e da Dinamarca e apoiamos integralmente o seu direito único de determinar o futuro da Gronelândia. O nosso compromisso com o artigo 5.º da NATO é inabalável. Por isso, estamos a trabalhar com os nossos aliados da NATO, incluindo o Grupo Nórdico-Báltico, para reforçar ainda mais a segurança dos flancos norte e oeste da Aliança, através de investimentos sem precedentes do Canadá em radares de longo alcance, submarinos, aeronaves e tropas terrestres. Botas no gelo. 
Permitam-me ser directo. Estamos no meio de uma ruptura, não de uma transição.
Nas últimas duas décadas, uma série de crises nas áreas das finanças, da saúde, da energia e da geopolítica expuseram os riscos da integração global extrema. Mas, mais recentemente, as grandes potências começaram a utilizar a integração económica como arma, as tarifas como alavanca, as infra-estruturas financeiras como coerção e as cadeias de abastecimento como vulnerabilidades a explorar.
Não se pode viver na ilusão do benefício mútuo através da integração quando a integração se torna a fonte de subordinação.
Os poderosos têm o seu poder, mas nós também temos alguma coisa. A capacidade de deixar de fingir, de nomear a realidade, de nos fortalecermos internamente e de agirmos em conjunto. Esse é o caminho do Canadá. Escolhemo-lo abertamente e com confiança, e é um caminho aberto a qualquer país disposto a trilhá-lo connosco. Muito obrigado.
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Emmanuel Macron França
-  .../... Vamos tentar abordar o principal desafio deste mundo em poucos minutos. É claro que estamos a chegar a um período de instabilidade e desequilíbrios, quer do ponto de vista de segurança e de defesa como do ponto de vista económico. Observe-se a situação em que nos encontramos. Refiro-me a uma mudança em direcção à autocracia em detrimento da democracia, mais violência, mais de 60 guerras em 2024, um recorde absoluto. Mesmo que compreenda que algumas delas foram resolvidas e que o conflito se tornou normalizado, híbrido, expandindo-se para novas exigências: espaço, digital, informação, ciberespaço, comércio e assim por diante. É também uma mudança para um mundo sem regras, onde o direito internacional é espezinhado e onde as únicas leis que parecem importar são as do mais forte, as ambições imperialistas estão a ressurgir. Obviamente, a guerra russa, a guerra de agressão russa contra a Ucrânia, que entrará no seu quarto ano no próximo mês, os conflitos que continuam no Médio Oriente e em toda a África. Isto representa também uma mudança para um mundo sem uma governação colectiva eficaz e onde o multilateralismo é enfraquecido por potências que o obstruem ou se afastam dele, e as regras são minadas.
Quando olhamos para a situação, é claramente um momento muito preocupante, porque estamos a destruir a estrutura em que podemos resolver a situação e os desafios comuns. A cooperação dá lugar a uma competição implacável. Competição dos Estados Unidos através de acordos comerciais que prejudicam os nossos interesses de exportação, exigem concessões máximas e visam abertamente enfraquecer e subordinar a Europa, combinando com uma acumulação interminável de novas tarifas que são fundamentalmente inaceitáveis, ainda mais quando são utilizadas como alavanca contra a soberania territorial. .../...
Obviamente, a França e a Europa estão ligadas à soberania e independência nacionais, às Nações Unidas e à sua participação. Não se trata de uma forma antiquada de viver o multilateralismo. Trata-se apenas de não esquecer totalmente o que aprendemos com a Segunda Guerra Mundial e manteremo-nos comprometidos com a cooperação. 
É também por causa destes princípios que decidimos participar no exercício conjunto na Gronelândia, sem ameaçar ninguém mas apoiando um aliado e outro país europeu, a Dinamarca, enfrentando esta ordem e esta nova situação. Este ano a França detém a presidência do G7
com a clara ambição de restaurar o G7 como um fórum para o diálogo franco entre as principais economias e para soluções coletivas e cooperativas. Guerras comerciais, escalada proteccionista e corridas à superprodução só gerarão perdedores. É por isso que a abordagem dos desequilíbrios económicos globais é a nossa principal prioridade.
Estaremos empenhados durante 2026 em tentar diariamente implementar esta agenda global para corrigir desequilíbrios globais através de mais cooperação e faremos o nosso melhor para termos uma Europa mais forte, muito mais forte, mais autónoma, assente em mais investimento e compromissos em matéria de Defesa e Segurança
Precisamos de mais estabilidade no mundo mas preferimos o respeito do que intimidadores (bullies), nós preferimos a ciência ao conspiracionismo e nós preferimos o Estado de direito à brutalidade.. Sejam bem-vindos à Europa. E são mais do que bem-vindos a França. 
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Primeiro-ministro Bélgica -  Até agora, dependemos dos Estados Unidos, pelo que optámos por ser
tolerantes. A mensagem que precisamos de enviar é: vocês estão cruzando aqui linhas vermelhas. Ou nos unimos ou nos dividimos. E se nos dividirmos, o fim de uma era de 80 anos de Atlantismo estará realmente a chegar ao fim. Como disse Greky, se o velho está a morrer e o novo ainda não nasceu, vive-se numa época dos monstros. E cabe-lhe a ele decidir se quer ser um monstro, sim ou não.
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A chanceler britânica, dirigindo-se directamente ao secretário de Comércio americano, estando ambos lado a lado no palco ( face as todas as afirmações o americano concordou fazendo gestos afirmativos com a cabeça)  - Os Estados Unidos precisam de aliados e não são auto-suficientes. Agora, têm algumas reservas de minerais críticos, mas não tudo o que necessitam. 90% dos vossos (americanos) minerais críticos no momento vêm da China. Vocês precisam de se livrar, de desvincular-se disso. Claro. Sim. Mas vocês não conseguirão fazê-lo sem a ajuda do Canadá, da Austrália e de outros
países. E, por isso, apesar de todas as vossas forças, precisamos também de pensar em como podemos
preservar algumas das coisas de que os EUA beneficiaram na aliança da NATO e na Aliança Ocidental.
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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (um pouco longo mas não quis cortar mais, cada palavra é escolhida, cada frase tem um propósito dirigido)
.../... Que os choques geopolíticos podem – e devem – servir de oportunidade para a Europa. Na minha opinião, a mudança sísmica que hoje vivemos é uma oportunidade, aliás, uma necessidade, para construir uma nova forma de independência europeia. Esta necessidade não é nova nem uma reação aos acontecimentos recentes. Tem sido um imperativo estrutural há muito mais tempo. Por isso, quando usei este termo – independência europeia – há cerca de um ano, fiquei surpreendida com as reacções cépticas. Mas, menos de um ano depois, já existe um consenso real sobre isso. A velocidade e a escala quase inimagináveis ​​da mudança que impulsionaram esta transformação – mas o imperativo subjacente continua a ser o mesmo. A boa notícia é: agimos de imediato. Seja na área da energia ou das matérias-primas, da defesa ou do setor digital, estamos a avançar rapidamente. Mas a verdade é que só conseguiremos aproveitar esta oportunidade se reconhecermos que esta mudança é permanente. É claro que a nostalgia faz parte da nossa história. Mas a nostalgia não trará de volta a antiga ordem. Portanto, o que quero dizer é: se esta mudança é permanente, a Europa também precisa de mudar permanentemente. É tempo de aproveitar esta oportunidade e construir uma nova Europa independente.  .../...

Esta necessidade de ambição é crucial quando se trata da segurança do nosso continente. Dentro de pouco mais de um mês, celebraremos o quarto aniversário da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Quatro anos depois, a Rússia não mostra qualquer sinal de recuo. Sem sinal de remorso. Sem sinal de busca pela paz. Pelo contrário. A Rússia está a intensificar os seus ataques. Matando civis todos os dias, enquanto falamos. Na semana passada, o bombardeamento das infra-estruturas energéticas da Ucrânia deixou milhões de pessoas a enfrentar a escuridão, o frio e a falta de água. Isto precisa acabar. Todos queremos a paz para a Ucrânia. Reconhecemos o papel do Presidente Trump na dinamização do processo de paz e trabalharemos em estreita colaboração com os Estados Unidos. Todos concordamos que a Ucrânia deve, portanto, estar numa posição de força para se sentar à mesa das negociações. É por isso que nós, europeus, decidimos conceder à Ucrânia um empréstimo de 90 mil milhões de euros para 2026 e 2027. Com este apoio, garantimos que a Ucrânia pode: reforçar a sua defesa no campo de batalha; reforçar as suas capacidades de defesa para um acordo de paz; e manter os serviços básicos em funcionamento. Acima de tudo, reafirma o compromisso inabalável da Europa com a segurança, a defesa e o futuro europeu da Ucrânia. Paralelamente, decidimos imobilizar permanentemente os activos russos e reservar-nos o direito de os utilizar. Isto deve servir como um forte lembrete para a Rússia. E uma mensagem para o mundo: a Europa estará sempre ao lado da Ucrânia. Até que haja uma paz justa e duradoura.

Falei muito hoje sobre a independência europeia. Sobre parcerias. Sobre a prosperidade. E segurança. Gostaria, por isso, de concluir com a Gronelândia. Uma questão que toca o cerne de todos estes três imperativos. No que diz respeito à segurança da região do Árctico, a Europa está totalmente empenhada. E partilhamos os objectivos dos Estados Unidos a este respeito. Por exemplo, a Finlândia, membro da UE e um dos mais recentes membros da NATO, está a vender os seus primeiros quebra-gelos aos EUA. Isto demonstra que temos capacidade aqui mesmo, no gelo, por assim dizer. Que os nossos membros setentrionais da NATO já possuem forças preparadas para o Ártico. E, acima de tudo, que a segurança do Árctico só pode ser alcançada em conjunto. É por isso que as tarifas adicionais propostas são um erro, especialmente entre os aliados de longa data. A UE e os EUA chegaram a um acordo comercial em Julho passado. E na política, como nos negócios, um acordo é um acordo. E quando os amigos apertam as mãos, isso deve significar alguma coisa.

Consideramos o povo dos Estados Unidos não só nosso aliado, mas nosso amigo. E mergulhar-nos numa perigosa espiral descendente só beneficiaria os próprios adversários que ambos estamos tão empenhados em manter fora do cenário estratégico. Por isso, a nossa resposta será firme, unida e proporcional. Mas, para além disso, precisamos de ser estratégicos em relação à forma como abordamos esta questão. É por isso que estamos a trabalhar num pacote para apoiar a segurança do Ártico. Primeiro princípio: solidariedade total com a Gronelândia e o Reino da Dinamarca. A soberania e a integridade do seu território são inegociáveis. Em segundo lugar, estamos a trabalhar num grande aumento de investimentos europeus na Gronelândia. Trabalharemos lado a lado com a Gronelândia e a Dinamarca para ver como podemos apoiar ainda mais a economia e as infraestruturas locais. Em terceiro lugar, trabalharemos com os EUA e todos os parceiros em prol da segurança do Ártico em geral. Isto é claramente do nosso interesse comum e iremos intensificar os nossos investimentos. Em particular, acredito que devemos utilizar o aumento das despesas de defesa para investir numa capacidade europeia de quebra-gelo e noutros equipamentos vitais para a segurança do Árctico. Em quarto lugar, e no mesmo espírito, precisamos de trabalhar com todos os nossos parceiros regionais para reforçar a nossa segurança comum. É por isso que analisaremos a forma de reforçar as nossas parcerias de segurança com parceiros como o Reino Unido, o Canadá, a Noruega, a Islândia e outros. Finalmente, considero que a Europa necessita de se adaptar à nova arquitectura de segurança e às novas realidades que actualmente enfrentamos. É por isso que a Europa está a preparar a sua própria estratégia de segurança, que planeamos publicar ainda este ano. Como parte disso, estamos também a melhorar a nossa estratégia para o Ártico. E no centro disto estará o princípio fundamental: cabe aos povos soberanos decidir o seu próprio futuro.

Quando comecei a preparar o discurso deste ano, a segurança no Alto Norte não era o tema principal. Mas, de muitas formas, relaciona-se com o ponto mais vasto com que comecei hoje: a Europa deve acelerar o seu esforço no sentido da independência – da segurança à economia, da defesa à democracia. Dialogar com os nossos amigos e parceiros, e também com os adversários, se necessário. A questão é que o mundo mudou para sempre. E precisamos de mudar com ele.

Obrigado. E viva a Europa!
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A última intervenção que escolhi para aqui deixar
pela gravidade do aviso que encerra,
toca a todos nós, habitantes do planeta Terra

Dia 9 de Agosto de 2022 - Biden assinou o “CHIPS and Science Act”.(Aqui)
A lei que dedica quase 53 mil milhões de dólares ao investimento, produção e desenvolvimento de pesquisa de semicondutores e 200 mil milhões de dólares averbados nos próximos 10 anos.
 
Passou a ser proibida a exportação para a China de material e equipamentos para o fabrico de chips de 14 nm, dificultando drasticamente a vida à principal fábrica de chips chinesa, a SMIC, assim como às fábricas em solo chinês da TSMC, o "monstro" dos semicondutores nascido e radicado em Taiwan"
Para 2025 foi programada uma total reviravolta do tipo de chips a invadirem o mercado: passarão a ser de 2nm, com uma potência avassaladora, produzidos pela TSMC e, tudo indica, pela Samsung, ambas actualmente a investir fortemente em solo norte-americano. O porta-voz dos Negócios Estrageiros a China considera a nova lei :
«Uma ameaça ao comércio e um ataque aos negócios chineses».
« Vai interromper o comércio internacional e distorcer as cadeias globais de fornecimento de semicondutores» «A China opõe-se firmemente»


Esta terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, em Davos, Dario Amodei, o CEO da Anthropic empresa líder em Inteligência Artificial, alertou contra a recente decisão da administração Trump de aprovar a venda de um poderoso chip da Nvidia à China, comparando-a à venda de tecnologia de armas nucleares à Coreia do Norte."Esta analogia deve deixar claro como vejo esta troca."
As empresas de IA, incluindo a Anthropic, estão numa corrida para desenvolver a IAG, que superará a inteligência humana mas também poderá trazer riscos que ameaçam a humanidade.
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E a NATO? 
Talvez o papel mais difícil desta novela caiba ao Secretário-Geral da NATO... Não vai falar em Davos, claro (mas Jens Stoltenberg falará...)  Há 6 dias foi interpelado no Parlamento Europeu - Global Europe Forum -  por uma deputada norueguesa proveniente da Gronelândia.

Deputada U.E. - Permita-me dirigir-me a si como a pessoa que está a cuidar de todos nós. E só quero que percebam, e tenho a certeza que já perceberam, porque isto está por todo o lado, que o povo da Gronelândia, com os seus 56.000 habitantes, está assustado, tenso, stressado, não apenas preocupado.
Também divulgou todas as verdades sobre o envolvimento da Dinamarca. Todos fazemos parte da NATO. Estamos todos a falar e já temos um acordo. É de 1951. Também sabe disso, entre o Reino da Dinamarca e os EUA. Permite aos EUA mobilizar todas as forças militares que quiserem. Tinham mais de mil. Agora têm menos de 200. Não há um único navio chinês ou russo em redor da Gronelândia. Que isto fique registado como um facto.
E, claro, também estão a decorrer conversas para tentar direccionar isto para um caminho em que nós, como aliados, e eu, o meu país e todo o povo da Gronelândia, acreditamos firmemente que somos aliados e que vocês estão lá para nos proteger. Mas, por favor, dê-nos uma indicação do que esta Aliança pode fazer se duas partes, dois países dentro da Aliança, não conseguirem chegar a um acordo.
Obrigada.

Mark Rutte, SG NATO - Agradeço. Muito obrigado por esta questão muito bem colocada. É preciso respeitar o facto de que, quando há discussões entre aliados, o meu papel é garantir que resolvemos os problemas. E quando se trata da protecção do extremo norte, é esse o meu papel. Nunca posso comentar sobre isso. Isso é impossível em público. O que estou a fazer, juntamente com os EUA, o Canadá e todos os nossos aliados na Europa, é garantir que não nos concentramos apenas na Gronelândia, pois esta é uma questão sobre o extremo norte. Esta é uma questão sobre o território do Ártico. Você... bem... não sejamos ingénuos. Mesmo que não existam tantos navios a navegar neste momento, sabemos que com a abertura de rotas marítimas no extremo norte do Ártico, e isto não se aplica apenas à Gronelândia, mas a toda a região ártica, não é apenas a Rússia que está activa lá, mas também a China, cada vez mais. Portanto, quando se trata da região ártica, temos de trabalhar juntos como uma aliança, e é exatamente isso que estamos a fazer. Agora, estamos a inserir mais detalhes para  a próxima etapa para garantir que podemos fazer isto como uma aliança colectiva. Pode ter a certeza disso. 

Deputada - Mas, senhor, é impensável, inimaginável, como costumávamos anteriormente, que um aliado possa pegar em armas contra outro dentro da NATO? 

Mark Rutte, SG NATO - Mais uma vez, o meu papel como secretário-geral é muito claro: nunca comento quando há discussões dentro da aliança. Temos discussões entre a Grécia e a Turquia. Tivemos discussões entre outros aliados, e como verão,  todos os meus antecessores o fizeram, nunca comentei isso publicamente. Trabalhamos nos bastidores. E quando se trata do problema aqui em causa, e eu creio que há aqui um prolema maior em causa, que é a defesa do extremo norte, a defesa da área do Ártico, podem ter a certeza de que fazemos tudo para proteger toda a aliança. Esse é o meu papel: manter 1bilião de pessoas seguras, e isso não se limita ao flanco leste e aos EUA, é também o flanco sul, abrangendo também a área do Ártico. 

Claro como as águas árticas, vamos explicar aos americanos que ambas as costas dos EUA, a atlântica e a pacífica, e ainda o Alasca, de um lado, Hawaii e Porto Rico, estrategicamente importantes do outro, sem os olhos, os ouvidos, as comunicações e apoio dos outros membros da Aliança, 7 dos quais são da região ártica, não ficarão nem a meio da protecção e capacidade de resposta de que usufruem hoje. Só um idiota discutiria isto publicamente. Silêncio não é ausência...

Amanhã haverá mais mas, para amanhã, preciso comprar pipocas e calmantes 
O primeiro curto-circuito já aconteceu e ainda o homem não aterrou na Suíça
Há avisos que se devem levar a sério



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