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GRONELÂNDIA INC. SA - O PLANO SOCIAL DIABÓLICO

Malcolm Nance é um oficial norte-americano dos serviços de informação, especialista em terrorismo e  especializado em criptologia naval; Lutou como voluntário na Ucrânia, estuda a relação entre Trump e a Rússia desde há muitos anos e escreveu livros sobre o assunto.   

Segundo ele, a mensagem que publicou destina-se a todos:

 «CONSEQUÊNCIAS PARA OS IDIOTAS»: 
«Se invadirmos a Gronelândia, entraremos em guerra com 31 nações. A NATO continuará unida mas sem os EUA. 
O seu quartel-general fica em Bruxelas, não no Pentágono. O nosso alcance global através do Atlântico será encerrado, a nossa base de reabastecimento mais próxima será em em Israel ou no Egipto. 
Mais de 100.000 soldados americanos serão forçados a embarcar em aviões comerciais e enviados para casa, se não forem feitos prisioneiros de guerra/detidos sem armas ou equipamento. 
O Canadá fechará o seu espaço aéreo e marítimo aos EUA. 
O Sistema de Defesa Anti-míssil Balístico dos EUA em Pettufik (norte da Groenlândia Base Espacial Americana) e Fylingdales ( North Yorkshire,UK- vigilância contínua para o Reino Unido e os EUA contra de mísseis e rastreio de objectos espaciais) será terminado, o que significa que não veremos nada além do que os sensores espaciais conseguem ver. 
A inteligência dos EUA será reduzida a Fort Meade, Fort Gordon, Colorado Springs e Hawaii. *  
Os espiões da CIA serão presos (ou expulsos) pelos seus antigos amigos, numa questão de horas ninguém partilhará nada connosco 
O actual transporte global ser-nos-á fechado; A Dinamarca opera a maior empresa de transporte marítimo do mundo e possui os  maiores navios porta-contentores. Seis das dez maiores empresas de transporte marítimo global estão na Europa... 
A Austrália, a Nova Zelândia e o Canadá são membros da Commonwealth, pelo que também cortarão relações connosco ou manter-se-ão neutros.
 Todos os 150 membros da Força Espacial dos EUA em em Pettufik tornar-se-ão prisioneiros de guerra de militares com grande mobilidade em trenós. Para informação dos americanos, os dinamarqueses e demais europeus têm agora tropas na Gronelândia para além de e 35.000 espingardas de caça de Caribu dos nativos. Para vossa informação, a França e o Reino Unido são potências nucleares, têm centenas de armas,  não se pode intimidá-los com isso. 
 Ah, e fazem colapsar a economia dos EUA em dias sancionando e vendendo 2,3 biliões de dólares em títulos do tesouro dos EUA, simultaneamente. 
P.S. - Também nada de Botox nem Ozempic/insulina, são fabricados na Dinamarca.»
Malcolm Nance
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*Bases de Inteligência partilhada como as integrantes dos "Five Eyes" - uma aliança de Inteligência entre os Estados Unidos (NSA), Reino Unido (GCHQ), Canadá (CSE),  Austrália(ASD) e Nova Zelândia (GCSB) - partilham uma enorme quantidade de dados de vigilância global e colaboração em matéria de segurança nacional. Mais do que um mero exemplo , e fora do âmbito da NATO, há que considerar  a secretíssima base de Pine Gap (Alice Springs, Austrália) - base de vigilância por satélite e de Inteligência de sinais, operada conjuntamente pela Austrália e os EUA, é crucial para a Inteligência global dos EUA, controla satélites espiões, intercepta comunicações e apoia operações militares; 
A partilha de Inteligência e informação estende-se a outras nações como a Aliança "Nine Eyes" que inclui a Dinamarca, França, Países Baixos e Noruega. Esta fundamentalíssima informação de segurança partilhada sobre comunicações globais, terrorismo, nações rivais e ciber-ameaças, deixará de contar com a participação dos EUA, informação que, ainda que deixando de ser partilhada em ambos os sentidos, bastará olhar para a distribuição geográfica num mapa-mundi para se ter a noção de quem ficará mais "às cegas", com as consequências daí advindas

E a NATO? 
A NATO cai por terra? Não, a presença dos EUA na NATO cairá por terra, a sua presença nas bases da NATO exteriores aos EUA cairá por terra, A Aliança do Tratado Atlântico Norte subsistirá - com essa denominação ou outra - e muito bem; sem um Estado importante mas que tem vindo a constituir uma ameaçadora preocupação... A evidente partilha de informação por parte dos EUA com Estados exteriores à Aliança: a Rússia, a Arábia Saudita, Israel... Mais vale só do que mal acompanhado e, este "só", é gritantemente relativo.
2025

As repercussões militares serão rápidas e humilhantes para os EUA. A Europa poderá exigir o encerramento de todas as bases militares americanas no continente. Ramstein, na Alemanha; Aviano, em Itália; Lakenheath, no Reino Unido.
Ao contrário da activação do conhecido Atgº 5º, que exige consenso entre os membros da Aliança, existe uma cláusula, menos divulgada, a 42.7. Um dos pontos fortes desta cláusula é poder ser activada por um único Estado-membro sem necessidade de consenso prévio. Estabelece que os outros Estados-membros têm a obrigação de prestar auxílio e assistência, por todos os meios ao seu alcance, ao Estado que a accionou. Uma vez invocada, espera-se que os outros respondam, a forma como o fazem é deliberadamente aberta — a assistência pode ser económica, política ou militar.
A única vez que a cláusula foi invocada foi após os atentados terroristas de Paris, em 2015, a França solicitou assistência para combater o Estado Islâmico.
As repercussões civis... Uma enorme e escura nuvem de tempestade sobre interesses norte-americanos de toda a ordem, com um estatuto de Estado Predador, orgulhosamente só com as benesses dos russos y sus camaradas.
Sem aliados exteriores à NATO

Tudo isto e o mais que se veria, porquê? Para quê? Business, as usual? Business, not as usual

Em Agosto de 2025 agentes do FBI executaram buscas à residência de John Bolton, antigo conselheiro de segurança nacional da primeira Administração Trump e ao seu escritório em Washington. Disseram ter apreendido documentos classificados como secretos.  (uma coisa ligeira se comparado com o que aconteceu com Trump em Mar-a-Lago).Através do seu advogado, Bolton negou qualquer irregularidade.
Em Outubro de 2025 Bolton foi indiciado por um júri federal.
Porquê desafiar John Bolton, ameaça-lo com prisão efectiva?
Bolton sabe muito, fala pouco, mas de vez em quando fala...
Bolton contou que, em 2018, Trump o chamou à Sala Oval e lhe disse: «Um importante homem de negócios acabou de me dizer que os Estados Unidos deviam de comprar a Gronelândia»

O  "importante homem de negócios" era, e é, Ronald Lauder, herdeiro da Casa Estée Lauder, "amigo" de Trump dos tempos de escola, há mais de 60 anos; Quando Trump ganhou a presidência em 2016, Lauder doou 100 mil dólares ao comité de angariação de fundos Trump Victory. Quando a sanidade mental de Trump foi posta em causa em 2018, Lauder referiu-o como sendo "um homem de incrível perspicácia e inteligência".
(um pequeno parêntesis:
Lauder foi o promotor do contacto entre Trump e o embaixador soviético nos EUA, Yuri Dubinin (que se dirigiu à Trump Tower no dia em que chegou a Nova Iorque, em Março de 1986 para conhecer Trump)  sentando-os lado a lado durante um almoço que ofereceu em Nova Iorque no Outono do mesmo ano. Em 1987 Trump viajava pela primeira vez para a Rússia/USSR, uma viagem organizada por Yuri Dubinin com todas as despesas pagas para Trump e Ivana, sua mulher.)

Trump discutiu a proposta da Gronelândia com Lauder após o que uma equipa da Casa Branca começou a explorar formas de aumentar a influência dos EUA no território ártico sob a coroa da Dinamarca.
 A proposta despertou as ambições imperialistas de Trump: oito anos depois diz que se não comprar a Gronelândia tomá-la-á pela força. 

Trump intensificou as ameaças contra a Gronelândia e Lauder adquiriu holdings comerciais na ilha  (também faz parte do consórcio que deseja aceder aos minerais ucranianos, conversou com Trump sobre a exigência de parte dos recursos da Ucrânia devastada pela guerra. Uma carta anonimamente divulgada, datada de Novembro de 2023, foi enviada pelo responsável  uma empresa de mineração, a TechMet, a Zelenskyy, mencionando Lauder como parte do consórcio que esperava explorar um depósito de lítio na Ucrânia)

Lauder escreveu no New York Post
«O conceito de Trump para a Gronelândia nunca foi absurdo – era estratégico. Sob o gelo e as rochas, encontra-se um tesouro de elementos de terras raras essenciais para a inteligência artificial, o armamento avançado e a tecnologia moderna. Com o recuo do gelo, estão a surgir novas rotas marítimas, remodelando o comércio e a segurança globais.»

Terras raras essenciais para a inteligência artificial, armamento avançado e tecnologia moderna...

Aqui entram os outros dois rapazes do regime, que promoveram JD Vance a vice e o conservam no bolso ou no coldre, consoante os dias: Peter Thiel, o poderosíssimo homem da diabólica Palantir Technologies - que acaba de assinar um gravíssimo contrato com o Pentágono - e Elon Musk, que dispensa apresentações.

 Que se lixe a Gronelândia, que se lixe a Dinamarca, que se lixe a Europa, que se lixe a soberania nacional, que se lixe a NATO... E que se lixe a América. Se tiver de morrer gente, paciência, a morte é certa para todos, mais tarde ou mais cedo.

Além destes há mais, há sempre mais amigalhaços em torno de um presidente corrupto, egocêntrico, amoral, autocrático, desmedidamente ambicioso e megalómano. 
A revista Forbes, não exactamente um órgão da esquerda, identifica "factualmente" os maiores investidores da Kobold Metals, empresa que procura minerais de terras raras para utilização em dispositivos eletrónicos, utilizou  inteligência artificial para exploração da ilha; Em comunicado à Forbes, a Kobold afirmou: "A Kobold não tem reivindicações de exploração, pessoal ou actividades na Gronelândia.". Pois, não tem, mas já teve e aguarda o que lhe chegará aos cofres. De acordo com um documento de Maio de 2025 da 80 Mile Plc, antiga parceira da Kobold na exploração da Gronelândia, a Kobold já não detém  participação accionista na joint-venture entre as empresas para procura de minerais na Gronelândia, mas receberá royalties “sobre a produção futura do projecto”. A Kobold “realizou aproximadamente 13,4 milhões de dólares em actividades de exploração de alta qualidade” em 2022 mas não avançou com a perfuração. Os investidores incluem Jeff Bezos, Bill Gates, Michael Bloomberg e Sam Altman, CEO da OpenAI.  Howard Lutnick. O  secretário do Comércio de Trump  investiu na empresa mineira Critical Metals Corp, da Gronelândia. Lauder e Peter Thiel também são incontornavelmente citados

Além da mineração, a Gronelândia também despertou interesse como campo de testes para modelos de governação e financiamento nativos de criptomoedas.
Peter Thiel, com um projecto na Palantir muito além do visionado por Orwell , apoiou a Praxis, uma startup liderada pelo CEO Dryden Brown, que procura estabelecer um  “Estado de rede” (Network State). A Praxis explorou publicamente a Gronelândia como um local potencial e angariou mais de 525 milhões de dólares para desenvolver uma nova cidade construída em torno de regulamentos reduzidos e activos do mundo real tokenizados, posicionando a ilha como uma fronteira para o desenvolvimento urbano habilitado pelas criptomoedas. 

Peter Thiel e Elon Musk vêem a Gronelândia não só como uma fonte de terras raras, mas sobretudo como um laboratório para as suas experiências económico-sociais.  Estes bilionários da tecnologia idealizam "cidades da liberdade" na Gronelândia não regulamentadas por qualquer legislação existente, livres de supervisão democrática, leis ambientais e proteções laborais.
Ken Howery, embaixador de Trump na Dinamarca e co-fundador do PayPal com Thiel e Musk, tentou entrar em negociações para o estabelecimento destas zonas de baixa regulamentação.

A Gronelândia como o sinistro laboratório de uma sociedade, privada, regida pela IA, pela criptomoeda, fora da ordem internacional, fora de tudo. Um embrião experimental para proliferação no planeta, e além dele, segundo Musk

Não, isto não é um "sonho mau", uma conspiração anti-milionários, um devaneio de gente que não sabe o que há de fazer com o excesso de dinheiro que tem. Por absurdo, insólito, inverosímil que pareça, é um projecto em desenvolvimento no país mais poderoso do mundo contra a própria humanidade. Face a isto, Hitler foi um menino com asas brancas

Mais haveria a dizer mas já sobra. 
(Sei que há uma forte probabilidade de ser tida como exagerada,  conspiracionista teórica ou, mais simplesmente, lunática, já me vi nesse filme; p/ex. quando no Verão que antecedeu a insurreição do 6 de Janeiro manifestei a minha mais do que convicção de que Trump iria levantar uma revolta civil se perdesse as eleições. Também tenho consciência de que esta loucura é ainda mais difícil de levar a sério; felizmente há quem leve...)

Trump precisa da Gronelândia... Foi mandado precisar e gostou da ideia, finalmente será rei, quiçá imperador. Ele mesmo o diz, o presidente dos EUA, nada lhe interessa a lei internacional, só a sua moral o rege. A sua moral...

Até esta raposa velha...
Trump evoca razões de segurança nacional... Daria para gargalhar à exaustão não fora tão grave.
A segurança nacional que está garantida aos EUA pela sua presença na base de militar de Pettufik; Uma segurança nacional que será decapitada pela expulsão dos EUA de todas as bases europeias, de todas as bases da NATO, das Alianças Five Eyes/Nine Eyes, o fim da colaboração de toda a Commonwealth... e uma retaliação militar garantida. 

E, por último, ouvem-se as palmas de Putin, o estalo de rolhas de garrafas de Champagne a saltar nos salões do Kremlin. A América ainda mais dividida, tropas num combate ilegal contra aliados europeus, o dólar em queda livre, as eleições de Novembro a caminho de ser postas em causa, a NATO mais ocupada, menos numerosa e com mais despesa. Uma festa de arromba
Spaciba tovarishch Trump/Krasnov


 


 

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