::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

UM OSSO DURO DE ROER

Manhã de hoje, 20 de Outubro
Agência Reuters, Al Jazeera, CNN, BBC e Associated Press.

Muammar Kadhafi foi capturado, ferido em ambas as pernas e na cabeça; terá sido transportado de ambulância para "um lugar secreto", afirma o Conselho Nacional de Transição

Limitados a uma área de cerca de 700 metros quadrados, em Sirte, a 360Km de Tripoli, (sitiados desde há 3 dias - 17 Out.), os soldados leais ao regime bateram-se durante 90 minutos, com as forças revolucionárias até assumirem a derrota.


Pelas 13h (hora de Lisboa) a Agência Reuters avança a notícia de que Kadhafi está morto em consequência dos graves ferimentos que sofreu


BBC - 20 Out, 12h07 GMT

"He's captured. He's wounded in both legs," National Transitional Council (NTC) official Abdel Majid told Reuters news agency. "He's been taken away by ambulance."

AFP news agency quoted another NTC official, Mohamed Leith, as saying that Col Gaddafi had been captured in Sirte and was "seriously wounded" but still breathing.

The BBC's Gabriel Gatehouse in Sirte:
"I have spoken to the man who says that he captured him... he said he found him hiding in a hole in the centre"
A soldier who says he captured Muammar Gaddafi told the BBC the colonel had shouted: "Don't shoot!"

foto Reuters - 20 Out.
"Queda de Sirte"

______________________

ACTUALIZAÇÃO: 14H30

Imagem retirada de um telemóvel e divulgada pela agência AFP mostra o que se presume ser Muammar Kadafi após sua captura em Sirte.
_______________________________



«Activists to "Facebook" deliberate, a picture of the alleged Gaddafi Dead»
A foto pode ser vista AQUI; não será publicada no "RealGana"



.

YOU'RE THE TOP




7 DE OUTUBRO...







.

5 DE OUTUBRO, QUEM O QUER CHAMA-LHE SEU

Tenho para mim que Cavaco Silva depois de obter o que quer, seja lá o que ele queira...

(o puto de Boliqueime quis licenciar-se em Lisboa, quis doutorar-se em York, quis ser Professor Catedrático, quis publicar vários livros, quis ser ministro das finanças, quis ser presidente do partido, quis ser primeiro-ministro, quis ser presidente da república, quis ser reeleito - e quis ir lixando uns quantos pelo caminho que não se ficaram a rir)...
Estava eu a dizer o quê? Ah pois, que quando Aníbal obtém o que quer fica contente e sossega, acomoda-se e não é homem para grandes exigências estruturais. Não sei, digo eu...

Por exemplo: agora Aníbal é o presidente da república - reeleito, com maioria à primeira volta e numa conjuntura social e política nada fácil. É de ficar contente. E Aníbal contenta-se...
Ainda ontem, Aníbal contentou-se em presidir às comemorações dos 101 anos da república.

Presidir aos 868 anos de Portugal é outra coisa... Não é para quem se contente com os seus feitos pessoais, nem com uma pequena parte de um todo; nem para quem faça a festa de uns quantos quando a todos ninguém perguntou se queriam aquela festa - foi assim há 101 anos, foi sempre assim e continua sendo.


Isto do "5 de Outubro" faz-me lembrar os desgraçados dos miúdos que fazem anos no dia de natal... Mais embrulho, menos embrulho, ficam sempre a perder nas prendas.
Por cá decidiu-se, institucional e oficialmente, festejar os aniversários de uma república trapalhona que, ao longo da sua pouca maturidade já jurou fidelidade aos seus amantes mais diversos, dos mais diferentes quadrantes.
E Portugal? Quem festeja os seus aniversários? Uns quantos... à sua conta, não à conta do Estado português, sem bolos, espumantes nem palanques enfeitados, sem o "institucional" nem o "oficial", apenas a Instituição que existe porque existe de facto, mesmo a contra-gosto, mesmo que injustamente ridicularizada, mesmo que traída na memória, na história e no coração - só não votada ao esquecimento, porque votada, nunca foi.
5 de Outubro? Esqueçam lá a fundação de Portugal, 868 anos é uma velharia, vamos mas é festejar o aniversário da nossa "ama-de-leite" que é uma gaja porreira, e se não for despede-se com justa causa e manda-se vir outra. Enquanto houver vontade...

Mas hoje estou impossível, encalho nas palavras como quem come cerejas e perco o fio à meada. Eu estava a falar do Aníbal... E de cereja em cereja, de palavra em palavra, havia chegado a que Aníbal lá foi, outra vez, presidir às comemorações da república, como bem lhe compete.
Entre várias coisas que disse, algumas das quais com muita razão mas que de novidade nada têm - escusava de as anunciar com aquele ar de quem descobriu a pólvora - como que:
"acabaram os tempos de ilusões" e os "muitos anos na letargia do consumo fácil"
(bem que já podia ter dito isto nas comemorações do ano passado, ou mesmo do ano antes, ou antes... Será que disse? Se calhar até disse, sei lá...)

Mas o que eu gostei mesmo que Aníbal tivesse dito, a coroa de glória do discurso "república 2011" foi:

É preciso "reinventar o espírito republicano"

Não sei bem o que Aníbal tinha em mente quando disse isto; não sei bem qual a interpretação que os seus ouvintes, o povo português, terá feito mas pergunto-me se o que Aníbal quis dizer foi que é necessário repor o "espírito republicano" em prática, na rua, e...

Bem, 100 anos depois, mais ou menos integrados na Europa, mesmo que a forçar caminho com os ombros, já estamos um bocadinho mais civilizados... já não será necessário desatar aos tiros no Terreiro do Paço para pôr o "espírito republicano" em prática; bastará talvez chegar a Belém e dizer ao dono da casa que faça o favor de pegar na família e regressar à Travessa do Possolo que a chefia do Estado irá regressar ao Palácio da Ajuda - sem eleições, ou consultas, ou referendos, apenas será assim porque uns quantos assim o decidiram em nome do bem do povo, dentro do melhor espírito, e pratica, do republicanismo português.

Era isso Aníbal? Hum...

E faço o favor de não dizer mais nada sobre o tal discurso, de não citar mais nada porque, como as palavras são como as cerejas, ainda acabaria a ofuscar as boas razões subjacentes e a lembrar-me de um tipo que usava botas, e chapéu preto, que também defendia em voz esganiçada que os portugueses "cultivassem estilos de vida baseados na poupança e na contenção de gastos desmesurados" e que "revisitassem o seu país e aí encontrem paisagens esquecidas e um património histórico".

Só essa do "património histórico" é que não convém muito lembrar, não vá a malta, republicana e/ou monárquica, não interessa, a malta portuguesa, um destes dia lembrar-se de que era giro, cultural e histórico comemorar o 5 de Outubro... de 1143, o nascimento do nosso país.
Deixem-se lá disso, guardem o orgulho nacional para os jogos da Selecção, se for possível, para o resto "100 anos de república" chega.



CHATEIA? ABATA-SE!

Hoje passei a manhã em deslocações de automóvel de um lado para outro; comecei pouco depois das 8 da manhã e parei por volta da 1 da tarde; não ficou por aqui mas para o que pretendo este intervalo de tempo já chega.
Durante este período tive sempre o rádio ligado e saltitei bastante entre estações emissoras. Não sei quantos serviços noticiosos ouvi mas, se considerarmos que são emitidos a cada meia-hora, foram mais do que os suficientes.
Ouvi notícias que não percebi sequer por que foram "notícia", por exemplo:

"Uns quantos médicos vindos de Porto-Rico encontram-se em Portugal sem poderem exercer por falta de documentos comprovativos que permitam a sua inscrição na Ordem dos Médicos."

Sim? E daí? Querem uma manif. à porta do Consulado? Que o nosso Ministério da Saúde exija os documentos à Embaixada? Por que raio é isto tema de noticiário nacional, logo a seguir aos incêndios que lavram pelo nosso país?

Adiante.

Também fiquei a saber que hoje, 4 de Outubro, é Dia Mundial do Animal. Está bem, antes isso.
A este propósito, apenas numa estação emissora (já não sei qual), ouvi um testemunho do nosso "status" de civismo e sensibilidade que me deu a volta ao estômago.
Não fora o tal "Dia Mundial do Animal" e, provavelmente, ninguém falaria nisto, aliás não foi assim "de caras" que agora encontrei a notícia na net para a poder colocar aqui.

O caso é o seguinte:

"Há cada vez mais pedidos de abate de cães e gatos
sem justificação clínica"


Ou seja, já não se quer o bicho lá por casa:

sai caro, dá trabalho, chateia, larga pêlo, cresceu muito, cresceu pouco, não é bom guarda, morde no puto que morde nele, é uma chatice para se poder ir de férias, faz xi-xi no sofá novo, etc.

Solução:

manda-se abater.
( ou abate-se como de uns cachorros de que soube este Verão que estavam a ser enterrados vivos)

Sobre estas pessoas, perdão, sobre a gentalha que faz isto não quero sequer dizer seja o que for. Deixo um "link" à única notícia que encontrei (apesar de ter partido da agência Lusa, alguém por aí a ouviu ou leu?) e cada um que pense o que bem entender.

"Sabemos de muitas pessoas que nunca deveriam ter tido um animal e que, à menor dificuldade, se querem livrar dele, nem que seja através da eutanásia, o que é revoltante", disse à agência Lusa a presidente da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal (LPDA), a propósito do Dia Mundial do Animal"

.../...

Igual papel desempenham os veterinários, que se vêem a braços com estes "pedidos incompreensíveis". Ana Marques, médica veterinária e directora da Clínica -----, disse à Lusa que desde o Verão que tem recebido várias solicitações neste sentido, as quais recusa "veementemente".

"O meu papel é salvar vidas e não acabar com elas. Quando me propõem tal coisa, tento explicar - e ajudar - que há solução clínica para o caso do animal ou, se o dono não quer ficar com ele, que pode optar por dá-lo para adopção", referiu.

"Chegam-me os casos mais bizarros. Querem, mesmo por telefone, a garantia de que eu abato o animal, até sem o observar clinicamente. Quando me recuso, não hesitam em dizer que o vão fazer em outro lado"


Apenas me quero congratular por o homicídio (ainda) ser ilegal, e punível com prisão...

Com gentalha desta, de mandar abater o cão a mandar abater o avô, que só em medicamentos gasta mais do que recebe de pensão de reforma, vai um saltinho.

E os putos? Só dão é trabalho e despesa. O Zézinho fez-se um sacana malcriado que só arranja é problemas - na escola, em casa, no bairro... E a Marianinha? É uma desgraça, nasceu "mongolóide" e agora tem ataques de asma, melhor fora que Deus a levasse, ou o senhor doutor... Não há vida para isto...

Acham que estou a exagerar? Não, não estou. Se fosse possível, e não punível, entregar os empecilhos humanos para abate haveria muito quem o fizesse, a começar por aqueles que o fazem àqueles a quem a lei permite que seja feito.


E esta é a segunda questão:
Como é possível que a lei permita o abate de animais domésticos sem a justificação de um estado de deterioração clínica irreversível, concretamente a cães e gatos?
Em alguns países do nosso mundo este cenário jurídico não é muito diferente de um que permitisse a eutanásia da avó porque " agente não tem dinheiro para a sustentar nem ninguém para tratar dela quando vamos trabalhar; é melhor assim para todos, sobretudo para a avó".

A justificação:
Os canis municipais continuam a proceder ao abate de cães "abandonados", não há "pão para malucos"...
Sobre este "argumento" há muito que se lhe diga e nem só de retórica vive o homem... Quanto a custos, entre proteger e matar, a opção correcta é mais do que possível. Sugiro que dêem uma vista de olhos a esta esclarecedora informação: http://campanhaesterilizacaoanimal.wordpress.com/2010/12/21/quanto-custa-abater-um-animal-num-canil-municipal/

Quem "tiver estômago" pode ver imagens do tipo "campo de concentração" aqui; canil municipal de abate - Lisboa
NÃO ACONSELHÁVEL A CRIANÇAS
OU JOVENS COM UMA SENSIBILIDADE SAUDÁVEL


Que moral pode ter um Estado assassino de animais saudáveis e inocentes para legislar sobre a conduta dos "assassinos privados"?


Para além deste mundo sombrio e gélido há quem entregue horas de dedicação, trabalho, carinho e esforço para salvar, tratar e encontrar um lar a pobres inocentes que não têm culpa de que a humanidade (tão mal) domine a Terra.
Bem hajam!

LOIRA AO ABRIGO DO ACORDO ORTOGRÁFICO

Meus amigos, digam o que disserem o "Facebook" é uma fonte inesgotável de inspiração e cultura, entre outras coisas, claro está.
Acabei de deparar com o diálogo (?) para o qual não encontro adjectivos apropriados; não dá para descrever, só mesmo lendo.
Ora queiram Vocências avalisar:


E ainda há quem diga que as loiras não são rápidas a pensar...

PS - Querida Soraya, se não quiser que "ele" saiba talvez seja melhor não escrever no "facebook", ou então sugiro-lhe que use o "chat" privado. Não sei, digo eu...

Keridah Soraya xe nao kizer k ele xaiba tahlvex xeja mellor nao exkrevere n FB, o atao xujirolhe k uxe o xat privadu. nao xei dijo eu


.

9/11

Sexta-feira passada vi um documentário; ontem, sábado, depois de me deitar vi um outro. Hoje, entre acordar e sair de casa fui vendo, sobretudo ouvindo, em directo na Euronews a reportagem das cerimónias do "11/9" que tinham lugar no "Ground Zero".
A dada altura tive de me questionar sobre o que me levava a ligar-me tão fortemente a estes acontecimentos; seria uma espécie de masoquismo dramático? Estas imagens, declarações, depoimentos, continuam a afectar-me muito profundamente, continuam a provocar em mim um jorrar de emoções nada agradáveis. Então por quê?

Obviamente o que se passou em Nova Iorque há dez anos não se passou apenas em Nova Iorque. Todos nós, pelo menos no mundo ocidental, sabemos intimamente que o que se passou ali nos atingiu e mais, sabemos que temos a sorte de não nos ter atingido "fisicamente".
Ingleses e espanhóis foram tocados mais de perto, não com a mesma dimensão mas sentiram o sabor e o cheiro do medo, da perda, da fragilidade da vida.
Qual de nós, que tenha meio-dedo de testa, não foi tocado pela sensação de impotência e temor?
Qual de nós não se lembra perfeitamente de onde estava e em que circunstâncias quando tomou conhecimento do que estava a ocorrer na América? A isto chama-se "Choque".

O que se passou nos E.U.A. a 11 de Setembro de 2011 foi uma sementeira de terror, perda, tristeza, instabilidade, vulnerabilidade e revolta que atingiu o mundo como um todo.

Nenhum de nós pode dar-se ao luxo de esquecer ou ignorar, todos fomos atacados porque todos passamos a estar conscientes do que nos pode acontecer de um momento para o outro, num qualquer dia que começa ameno e ensolarado e, de repente, se desfaz em trevas.

Num só dia o mundo foi mudado; cabe-nos a nós, todos nós que nos sentimos frágeis, incrédulos e estarrecidos nesse dia, cuidarmos em mudar o mundo todos os dias trazendo-lhe um pouco mais de Luz que, apenas por existir, derrote as trevas que aguardam.

Se considerarmos as mentes que idealizaram, programaram e levaram a cabo estes atentados terroristas dificilmente não nos sentiremos ameaçados a cada dia, a "sementeira" por elas plantada deu os seus frutos... Não podemos porém ser nós a (a)colhê-los, não podemos viver com medo, nem com ódio; deixemo-los estar sem esquecer de que existem; reguemo-los com esperança até que apodreçam mas não sejamos humanamente ingénuos: teremos de viver vigilantes e a cada nova ameaça ou tentativa teremos de cortar as raízes e queimar a terra.


Click to play this Smilebox slideshowCreate your own slideshow - Powered by Smilebox


.

PORTUGUÊS DE BOA CEPA

De vez em quando lá nos calha uma boa notícia e esta, além de boa, é também importante.

Nós, portugueses, fazemos uma certa "gala" em dizer mal daquilo que é nosso; há uns bons anos essa atitude era mesmo arraigada a uma certa certa "superioridade cultural" que encapotava um pensamento do tipo: "Eu conheço muito mais do que isto e o que eu conheço no estrangeiro é que é bom".

Não me está a dar nenhum ataque de bairrismo nacionalista - pois que há muito que fazer e aprender neste nosso pequeno país para que nos possamos comparar à nata da civilização ocidental em muitos e fundamentais aspectos - mas também é verdade que temos por cá muito do bom e do melhor no que toca a recursos materiais, geográficos e humanos; assim os saibamos aproveitar, explorar, desenvolver, rentabilizar e - fundamental - proteger.

A notícia que abaixo transcrevo, quase na integra, versa sobre as castas vinícolas; poderia referir-se a muitos outros produtos da nossa pequena terra - queijos, azeite, fruta, conservas, peixe, pão, gastronomia, etc., etc.
Há algumas coisas em Portugal que fazem dele um grande país; temos de saber protege-las e trat
a-las, temos de saber merece-las, temos de aprender a não ser "pequeninos"

__________________________


«Vivemos no país com mais variedade de castas autóctones, são cerca de 250 e já estão a ser desenvolvidos estudos que podem vir a descobrir mais.

«Acredito que há várias dezenas que não estão ainda referenciadas, só nos últimos anos descobrimos mais cinco variedades de castas», afirma ao SOL Antero Martins, professor do Instituto Superior de Agronomia e coordenador da Associação Portuguesa para a Diversidade da Videira (Porvid).

Existem quase três vezes mais variedades de castas do que em Itália e seis vezes mais do que em Espanha e em França. Esta constatação constitui uma vantagem competitiva para o sector vitivinícola e ajuda a desmistificar a crença de que as videiras foram trazidas do Oriente. Afinal, nasceram cá e não vieram com os mercadores fenícios, como se pensava até agora.

«As nossas castas, além de serem as mais numerosas da Europa, são quase todas exclusivas», garante o especialista. Há alguma sobreposição com Espanha, em especial, nas zonas fronteiriças, mas os trabalhos da Porvid provaram que não há vestígios das nossas castas no Oriente, nem sequer no caminho até à Península Ibérica.

Através de técnicas sofisticadas consegue-se olhar para o passado das castas e comprovar que existe uma maior parecença genética entre as autóctones e as silvestres de uma determinada região, em comparação com castas e plantas silvestres de regiões distintas.

Para Antero Martins a diversidade de castas só enriquece o mercado do vinho, considerado um dos produtos mais emblemáticos do país. No entanto, mais importante do que a variedade das castas são as diferenças dentro das próprias castas. Estas são «difíceis de ver a olho nu e estão em risco de acabar», alerta. Se nada for feito «em 2020, pode perder-se toda a diversidade genética (mutações naturais) de cada casta e, como consequência, a possibilidade de fazer diferentes vinhos».»

...continuar a ler - in "Sol" 3 Set.11


.

THIS SHOW KEPT GOING ON

Diariamente me cruzo com várias espécies de "zombies" que estão menos vivos do que alguns que deixaram a Terra

Freddie Mercury continua entre nós tão vivo quanto possível, dadas as circunstâncias...

Hoje, 5 de Setembro, o Google colocou este "selo de homenagem" a Freddie Mercury ao lado do seu Logo; experimentem a clicar sobre ele (aqui e de novo na pág. Google)



_________________________________

Doodle has the honour: the 65th birthday of Freddie Mercury, best known as the lead vocalist of the rock band Queen.

This is maybe the best Doodle from Google so far.

A working copy of the doodle can be seen here: http://wbsc.nl/mXcwoy - Uploaded by websonicnl on Sep 4, 2011




__________________________________


A specially created video for Freddie 65th Birthday on September 5th 2011.

Happy Birthday Freddie. Uploaded by "queenofficial" on Sep 3, 2011




.

HOJE O GOOGLE VAI DE ELÉCTRICO


Hoje o Google acordou assim, homenageando os 110 anos dos "Amarelos" de Lisboa. Muito simpático...

_______________________
«A Carris inaugurou há 110 anos a rede de eléctricos de Lisboa, um transporte emblemático da capital que viu a sua importância decrescer ao longo do tempo, mas ainda serve 20 milhões de pessoas por ano.

Foi a 31 de Agosto de 1901 que o primeiro eléctrico de Lisboa começou a circular, na então chamada Linha Marginal Ocidental, que ligava o Cais do Sodré e Algés (concelho de Oeiras), o trajecto mais antigo que ainda é percorrido.

Hoje, esta mesma Linha 15, que liga a Praça da Figueira e Algés, é a mais emblemática da rede de eléctricos de Lisboa

Também emblemática é a Linha 28, considerada um ex-líbris da cidade, inaugurada em 1914 e que liga o Martim Moniz e Campo de Ourique, percurso habitual entre turistas que visitam a capital.

A expansão da rede continuou nos anos 1920 e em 1958 foi inaugurada a última extensão, entre o Alto de S. João e a Rua Madre de Deus através da Av. Afonso III.

Nesse mesmo ano, a rede de eléctricos totalizava uma extensão de 145 quilómetros, divididos por 39 carreiras.

Hoje em dia, a frota de rede de eléctricos da Carris é constituída por 65 carros eléctricos, três ascensores (com seis veículos) e o Elevador de Santa Justa (com duas cabines).» In "Sol"- 31/08/11

_________________________________

Click to play this Smilebox slideshow
Create your own slideshow - Powered by Smilebox
Personalize a free slideshow design


.

LA MONARQUIA ACTUAL, VISTA POR UM COMUNISTA DE GEMA


Creio que será patente a quem siga este blog, a quem se dê ao trabalho de ler uns quantos posts diferentes e espaçados no tempo, que não me atraiem as posições políticas radicais, sejam estas radicalmente de esquerda ou radicalmente de direita - sejam lá a "Esquerda" ou a "Direita" o que forem; trata-se de uma classificação essencialmente económicista a que sou francamente avessa e que, no âmbito dos Direitos, Liberdades e Garantias do Cidadão, parecem-me carecer, hoje mais do que nunca, de sentido porque as suas radicalizações políticas se tocam de perto, ou mesmo se confundem, na desumanização do Estado Social.


Posto isto ( e nesta altura já haverá por aí uns quantos a desistirem de ler o restante que abaixo segue) acabei de ficar positivamente impressionada com umas declarações claras, inteligentes e concisas, feitas por Santiago Carrillo.

Sim, esse mesmo Santiago Carrillo que foi líder do Partido Comunista de Espanha; Esse mesmo Santiago Carrillo, hoje com uns sábios 96 anos, que combateu na Guerra Cívil Espalhola, após a qual se exilou em vários países, passou pela URSS, obteve o apoio político e para guerrilha de Stalin, e nunca mais deixou de se opôr, sistemáticamente.
Quando regressou a Espanha, em 76 a seguir à morte de Franco, foi inicialmente preso; as conversações que manteve com o então primeir-ministro Adolfo Suarez valeram-lhe a liberdade e o respeito do Governo. Declarou então a aceitação do regime monárquico e o respeito pela bandeira espanhola acima de toda e qualquer outra, declarações estas que antecederam mesmo as do Partido Socialista Espanhol. Um ano depois, conjuntamente com os secretários-gerais comunitas Marchais e Berlinguer, foi dos primeiros a apresentar o movimento euro-comunista, nada do agrado dos comunistas radicais (leia-se pró-soviéticos).
Em 1985, após diversos e frequentes confrontos com o novo (1982) segretário-geral do PCE, foi expulso do partido e formou o "Partido de los Trabajadores de España-Unidad Comunista". Face aos desaires eleitorais este novo partido acabaria por se fundir com o PSOE mas Carrillo não aceito pessoalmente essa integração salvaguardando a sua posição de comunista de longa data.

É pois este mesmo homem que faz as declarações que abaixo deixo em 6 inteligentes minutos de vídeo.

Como comentário posso apenas dizer o seguinte: embora não concorde com a totalidade das suas declarações, dificilmente assim seria, parece-me uma excelênte lição, paricularmente àqueles que frequentemente afirmam: "Monarquia? Isso é voltar ao antigamente, é voltar para trás", ou ainda, pior a meu ver, para aqueles que identificam republica com democracia e monarquia com um regime de direita.

Claro que poderão sempre argumentar que do alto dos seus 96 anos este Senhor "está gágá"... Oiçam a entrevista toda, verão que de "gágá" não tem nada

Pois é meus amigos, "o rabo pouco tem a a ver com as calças", sobretudo se falamos de qualidade, se bem me faço entender.

Começa bem, começa assim:

«Neste momento eu creio que a monarquia actual é um regime que assegura em Espanha as liberdades que poderia assegurar uma república democrática... perfeita»






.

MANIF OR NOT MANIF, THAT'S THE QUESTION?

NOTÍCIA:

«Os organizadores do protesto “Geração à Rasca” agendaram uma nova manifestação, para 15 de Outubro,em Lisboa. Os organizadores dizem que a iniciativa visa manifestar a oposição às medidas de austeridade e que têm sido anunciadas pelo Governo. Em causa está, nomeadamente, o aumento do IVA no gás e na electricidade e o “programa ambicioso de cortes”, disse à Renascença João Labrincha, da organização da manifestação. Intitulada “15 de Outubro a Democracia sai à rua”, a acção prevista para a capital portuguesa pretende enquadrar-se na onda de manifestações que têm ocorrido por toda a Europa.» In página 1 - 23/08/11
_______________________________

DIÁLOGO PRIVADO NO FACEBOOK:


Eduardo:
Apartidários, não sindicalistas e não violentos, apelam a nova manifestação da "Geração à Rasca" para 15 de Outubro. Estamos nessa????
(segue a notícia do "Económico" on line):
Uma das principais vozes do movimento 15M garante que Outono é estação de protesto. | Notícias sobre economia actualizadas ao minuto, informação de mercados, empresas e política, vídeos diários, opiniões de analistas e especialistas

Responde Alex (euzinha mesmo):

Estamos a brincar? :

«Os organizadores dizem que a iniciativa visa manifestar a oposição às medidas de austeridade que têm sido anunciadas pelo Governo.»

Como é que querem resolver a alhada financeira em que ficámos metidos sem medidas de austeridade a sério? Dói? Claro que dói mas temos de voltar a ter um país.
Enquanto o governo não se espalhar ao comprido - coisa pela qual alguns esperam ansiosamente e o país qu
e se lixe - comigo não contem.


Retoma Eduardo:

Percebo o que queres dizer e concordo na generalidade com o que dizes. Também tenho dúvidas sobre se devo participar. Mas e se a questão for colocada, como uma manif contra o estado deste Mundo/país, dominado/subjugado a uns quantos/poucos Senhores, que não deixam a esmagadora maioria respirar. E claro que apartidária e não violenta... Que fazer ????


Volta Alex:

Meu querido, ou trabalhamos e produzimos riqueza para pagar a dívida que o nosso país tem ou logo vês o que é a maioria ficar sem respirar, à séria.
O país está subjugado? Não permitissem a subjugação; eu não contribuí nem me calei. Agora pago, como toda a gente e tenho obrigação de o fazer. Manif? Ainda ninguém me pisou os calos; foram-me ao bolso, pois, mas não estes. Estes? Logo se vê... Não tenho pressa em arrasar com eles, não lhes queria estar na pele.



E diz Eduardo:

Percebo, mas preocupa-me, que mesmo para um fim à priori correcto - assumir e pagar dívidas, tanta gente tenha de sofrer tanto, neste país e em tantos outros. E será que há solução?? Não será que os dequilíbrios vêm de mais longe, como disse há dias o Presidente do ISEG, João Duque, numa entrevista, que a UE deveria exigir aos "outros", uma competição, com base em padrões semelhantes de produção. Impondo medidas compensatórias, em caso de evidente desnível, como é actualmente o caso. Pois e outro Senhor disse, que nos termos actuais a Europa irá empobrecer, tornando-se em campo de férias para os ricos asiáticos.?


E Alex diz:

Du-du... Cabeça nas nuvens é bom, desde que tenhamos os pés no chão." E claro que apartidária e não violenta"... Atenção à manipulação Du-du...
Apartidária... sim, mas contra-partidária absolutamente, aliás, sejamos honestos, como foi a 1ª manif. "Geração à rasca". E não violenta... Eu também não sou violenta, enquanto não me chateiam. Como slogan emparelhador das massas fica sempre bem.

O que está em causa não é nada disto, o que está em causa é uma política de destabilização social que persegue determinado fim (e, uma vez mais, sejamos honestos) como foi feito na manif anterior. Posto isto ou estás de acordo com a necessidade dessa destabilização e vais lá, ou pretendes estabilidade neste momento, e não vais. Simples, não?



Eduardo a terminar:

Não me julgues de esquerda, mas a verdade é que os trabalhadores por conta de outrem, estão a ser progressivamente asfixiados, um pouco por todo o mundo, mas mais evidentemente nos países ocidentais. Claro, trata-se da lei da oferta e da procura, aplicada aos recursos humanos... Ah, sim, mas eu sou um privilegiado. Bjs.


Alex a terminar:

Não te julgo de esquerda nem de direita, essa classificação perdeu de todo o sentido; as pessoas privilegiam a democracia ou algum tipo de autocracia.
Os trabalhadores estão asfixiados... Estão, como já estiveram antes. Se queres ver asfixia a sério passa pelos jardins asiáticos de onde "virão charters de ricos asiáticos fazer férias na pobre Europa". Convenhamos... Vá lá... Juizinho.


Não pretendo dizer que está tudo bem, sei que estamos a passar um mau bocado, temos de o passar e, tenho esperança, que tenhamos iniciado um caminho de recuperação.
Se for para ir para a rua berrar isto... ok, eu vou.



.

NÃO HÁ MAL QUE SEMPRE DURE...


«People celebrate the capture in Tripoli of Moammar Gadhafi's son.

Early Monday, Aug. 22, 2011. Libyan rebels raced into Tripoli in a lightning advance Sunday that met little resistance as Moammar Gadhafi's defenders melted away and his 40-year rule appeared to rapidly crumble.

The euphoric fighters celebrated with residents of the capital in the city's main square, the symbolic heart of the regime.»
In "Yahoo News" - 22/08/11 - FOTOS ASSOCIATED PRESS







“Gostava que o coronel Khadafi enfrentasse a justiça pelos seus crimes. Cometeu vários crimes contra o seu próprio povo, mas a Líbia é um país soberano e este é um assunto para as novas autoridades, que têm que decidir o que será mais correcto. Mas primeiro têm que o encontrar. Não sabemos onde está Khadafi , se está na Líbia, e ainda vai demorar algum tempo”

“O Conselho de Transição Nacional anda a planear este momento há meses, com a nossa ajuda. Ao nível diplomático, já temos uma forte missão em Benghazi e iremos estabelecer uma presença diplomática em Trípoli logo que seja seguro”

- David Cameron, Primeiro-ministro britânico.22/08/11




E AGORA, LÍBIA?


FOI VOCÊ QUE PEDIU UM TGV?

Recebi hoje um e-mail de uma amiga contando uma história que ainda não consegui perceber bem se me dá vontade de rir se de chorar; mais coisa menos coisa diz assim:

«TGV - TRANSPORTE GERALMENTE VAZIO»

«Falta de passageiros leva Espanha a suspender algumas ligações na alta velocidade
Ligações que terminam a 1 de Julho tinham nove passageiros por dia dos 2.190 'viajantes potenciais' em ambos os sentidos...»

Como nestas coisas de "notícias por e-mail" já me vi escaldada várias vezes, ainda que "a fonte", ou seja, a minha amiga, de parva ou distraída não tenha nada, lá fui eu à procura da notícia original porque essa dos "nove passageiros dia" parecia-me um tanto estranha.

E não é que encontrei! Verdade, verdadinha, el AVE (TGV) de nuestros hermanos (cá para mim confesso que são mais primos, afastados...) tem mesmo sido um sucesso de bilheteiras - coisa boa porque nunca há fila para comprar bilhete




REVISTA 80 DIAS.ES
27/6/2011 17:21 - Actualizada el 29/6/2011 09:25

«MADRID.- Una mala estrategia obliga a Renfe a suspender el servicio de trenes AVE que unen Toledo con Albacete desde el 1 de julio. Enrique Urquijo, director general del área de viajeros, ha reconocido en Toledo que la ruta, que también pasa por Cuenca, es “un desastre”, según la agencia Efe. Y es que esta conexión de las capitales manchegas sólo cuenta con nueve viajeros diarios de los más de 2.000 que podría tener.

Como consecuencia Renfe aumentará a trece las frecuencias de trenes Avant entre Toledo y Madrid. La idea es que, a través de billetes combinados, los viajeros de Toledo hagan escala en Madrid para tomar en la capital española un AVE u otro tren con destino a Cuenca y Albacete, o viceversa. El enlace de alta velocidad Toledo-Cuenca-Albacete echó a andar en diciembre de 2010, cuando se puso en marcha la línea de AVE entre Madrid y Valencia.»
E agora a parte que eu gosto mais:
«Urquijo ha asegurado que con los trasbordos el viaje ser realizará en un “tiempo similar” y que resultan incluso más económicos. Así, el recorrido de AVE entre Toledo y Abacete se completa en 1 horas y 5 minutos a 70 euros. Mientras que si el mismo recorrido se hace con trasbordos, el tiempo pasa a 2 horas y 28 minutos con un coste de 60 euros (si desde Madrid se toma un AVE); 2horas y 31 minutos por 52 euros (si el tren es un Alvia); y 3 horas y 33 minutos por 37 euros (si el tren es un Altaria.»
E também gosto desta:
«El directivo de Renfe también ha asegurado que el servicio tenía unas pérdidas diarias de 18.000 euros.
Para que una ruta de AVE sea rentable, desde Renfe han asegurado en repetidas ocasiones que la ocupación debe situarse por encima del 70%, mientras que la de Toledo-Cuenca-Albacete se ha situado en el 4,7%»


Será que o bom povo português ainda quer brincar aos comboios?

Pela parte que me toca sempre achei que o TGV faz uma falta como a fome num país do tamanho do nosso e sobretudo neste momento alto da nossa vida nacional.

Vamos lá a ver se há juízinho...


.

GASTRONOMIAS E TOURADAS

A TRADIÇÃO JÁ NÃO É O QUE ERA...

Há uns 15 dias fui jantar com uns amigos a uma tasca com pretensões a restaurante na Calçada de S. Vicente, ali mesmo abaixo do Mosteiro.

Por lá fazem um arroz de pato só justificável pela defesa da saúde do hipertenso: eu nunca tinha visto arroz de pato com lasquinhas de cenoura (!!!) a fazer de chouriço pelo meio do arroz, o pato a saber a pato cozido, sem ter sido bem escorrido e passado por um forno demasiado forte e demasiado rápido, para tostar a superfície e pode seguir para a mesa dos doentinhos, quase sem sal como recomendam os entendidos, em doentes, claro. O meu caçula cheirou o bicho e ripostou que não queria comer aquilo... Maus hábitos...

A dose de sardinha assada não chegava à meia-dúzia de peixitos - cinco chega muito bem, a sardinha é saudável mas com moderação...
O conviva que se sentou à minha esquerda pediu filetes de sardinha fritos. Aquilo sim era bem servido: já não sei se trazia três se quatro, mas como os filetes eram feitos com sardinhas escaladas (abertas ao meio), a travessita vinha bem composta.

O comparsa à minha direita pediu uma espécie de entrecosto - aquilo a que se chama "piano" - e como é um tanto "esquesitinho com a comida" queixou-se de que aquilo estava salgado (devia estar destinado à mesa dos hipotensos...) e que estava muito seco... Bem, pelo menos devia estar bem servido porque pelo menos os ossos, não reparei se mais cobertos se mais roíditos, ficaram no prato.

Pedimos um jarro de tinto e lá veio o raquítico com cerca de um palmo de altura, medindo pela minha mão de rapariga maneirinha, incluindo base e bucal; o precioso líquido era um 'cadexinho acre para o meu gosto bem treinado mas talvez fosse só carregado no Touriga...

É um gosto ver a nossa divinal gastronomia assim cuidada, ainda para mais num local artilhado à clientela turística que anda por ali incauta a calcuriar "do Castelo até à Graça" durante os meses estivais.

Mas nem tudo foi mau... O dono da casa, talvez farto de estar sempre calado olhando os seus clientes a conversar, era uma simpatia, cheio de vontade de comunicar com os seus semelhantes, era só uma questão de lhe dar o mote.

Na televisão discretamente ligada com o som sensatamente baixo apareceram as primeiras imagens de uma ligação directa à praça de touros do Redondo para transmissão da tourada. De imediato a imagem deu um pulo e apareceu o resumo da volta a Portugal em bicicleta. Ah não, aquilo acompanhado pelo arroz de pato que teimava em não desaparecer do meu prato ainda que regado por conversa animada, era demais para uma mulher só. Lá manifestei ao proprietário que aquilo dos jovens a pedalarem em calções não estava em consonância com o ambiente e que a tourada seria bem mais a propósito. O cavalheiro assentiu ainda que manifestando a sua discordância relativamente a tal espectáculo. Compreendi, dei-lhe razão, em grande parte, e a outra, a parte restante, é aquela que, apesar de muito, me leva a gostar imenso de toureio a cavalo.

Lá conseguimos ir dando umas olhadelas às lides, mantendo a conversa animada e acabamos de jantar com uns pasodobles taurinos em música de fundo.

Posto isto resolvemos que os whiskys pós-prandiais seriam servidos em minha casa.

<-------------<0>------------>

Chegados ao meu doce lar, distribuídos os copos, apontamos o canal televisivo à vila de Redondo dispostos a ver o resto da tourada entre conversa e o tilintar do gelo; apercebemo-nos então que se disputava o troféu "Melhor Lide a Cavalo" dessa noite.

Foi quando que "a besta" se revelou: o tal Tito Semedo permitiu que o seu nobre cavalo fosse colhido - até aqui são coisas que acontecem, ossos do ofício - E o que fez "a besta"? Desmontou? Foi ver se o seu companheiro de lide, do qual tanto depende a sua vida - profissional e literalmente - estava ferido, magoado? Foi trocar de cavalo imediatamente? Não, nada disso. "A besta" continuou a tourear, entre umas poucas palmas, presumo que sobretudo de alívio, e prolongados assobios até cravar o ferro que tinha na mão, , só então lá se dispôs a trocar de montada.
O nobre animal que "a besta" montava ficou visivelmente magoado na mão esquerda e saiu da praça a coxear.

(No final da corrida, quando da atribuição do troféu, "a besta" fez um favor a si próprio, ficou-se pela entrada da arena junto às tábuas não acompanhando os outros cavaleiros ao centro.)

Face à minha revolta, e a generosíssimos insultos, a minha amiga que estava essa noite em minha casa perguntou-me se eu tinha visto o que o cavaleiro João Salgueiro tinha feito há tempos após um touro, daqueles a sério com 602 Kg, ter colhido o seu cavalo. Eu não tinha visto, não sabia de nada; a minha amiga enviou-me depois as imagens.

João Salgueiro pode não ter tido a atitude mais sensata, de facto, mas foi sem dúvida a mais humana, a mais compreensível, a de um verdadeiro Cavaleiro que ama os seus cavalos e está pronto a defende-los como estes nobres animais defendem quem os monta.
Grande João Salgueiro!

A diferença entre um Homem e uma Besta não são os cornos nem as patas.
Ficam dois curtos vídeos que ilustram bem quem é quem.









.

AMY

TOO HIGH, TOO FAR, TOO SOON




R.I.P. (finally...)



.

EXCESSO DE BAGAGEM

Não tenho vindo até aqui, há mais de uma semana que estou de férias, ao que parece...
Estou de férias mas ainda não me apercebi totalmente do facto, não nasci equipada com um botão de "ligar/desligar"; ainda não me compenetrei de que esta espécie de limbo em que me tenho vindo a movimentar durante esta última semana, corresponde àquilo a que se designa por "férias"; mais de uma semana já passou como um "click", um "click" estranho, em câmara-lenta, e só hoje consegui acordar a uma hora "normal" para férias, só agora começo a desligar o "despertador" da ansiedade, do medo de acordar tarde.

Começou pela saída de casa que foi uma perfeita loucura: um dia estava a trabalhar, a saltar de um lado para o outro fazendo mil coisas necessárias, a entrar e a sair do carro como se brincasse às ventoinhas; no outro, sem transição ou 24 horas de sossego mínimo, estava a atirar com tralha para dentro das malas tentando convencer-me de que tinha uma noção suficiente do que estava a fazer. As roupas, ou sapatos, as bugigangas e artigos de higiene, meus e da criança, as duas mochilas de "brinquedos imprescindíveis", a comida do cão, as tigelas, a escova, os ossos, os medicamentos - dele e meus e da criança e para os imponderáveis acontecimentos.
Lá pelas sete e muito da tarde, depois de assegurar a sobrevivência das plantas, dos peixes e dos pássaros, deixei-me convencer pelos olhos silenciosos do meu filho a partir, exausta.
Parti depois de um enorme e sincero abraço: "Sempre vamos agora mãe? A sério? És a melhor mãe que existe"

Isto de "ser a melhor mãe que existe" tem custos...

Quando abri as malas e comecei a arrumar as tralhas nos armários verifiquei, sem espanto, diga-se, que tinha rebocado comigo um conjunto de espécimes citadinos nada a propósito e que a maior parte daquilo que realmente me faz falta ficou em casa à minha espera. Creio que é o que se poderá chamar um bloqueio do quotidiano. Paciência, ninguém morre disto.

Mas esta coisa das bagagens e das tralhas que transportamos connosco fez-me pensar...

Ao longo da vida vamos acumulando bagagem - alguma, mais cedo ou mais tarde, deixaremos quieta num canto, esquecida ou preservada, outra porém transportamos connosco, sempre, por vontade ou por hábito, por necessidade ou afecto, consciente ou inconscientemente.

Uma coisa é inegável: a bagagem pesa.

Algumas das "coisas" que transportamos têm o peso reconfortante dos cobertores numa noite fria do pino do Inverno ou oferecem-nos a segurança de uma botija de oxigénio extra quando mergulhamos nas profundezas, sejam estas quais forem; outras ainda trazem-nos à memória o peso doce de um filho adormecido ao nosso colo.
Mas muita da "bagagem" que transportamos connosco sobrecarrega-nos com pesos que nos recusamos a largar como se ao fazê-lo estivessemos a cometer alguma espécie de traição, a nós ou a outrém, ou ainda algum acto irracionalmente incauto. O que teimamos em não querer esquecer, o que nos recusamos a deixar partir, o que atiramos para detrás das costas mas retemos por lá arrumadinho numa mochila invisível.
O bom e o mau que compõem as 365 páginas de cada ano da nossa vida, umas mais preenchidas outras quase em branco, estão lá, no nosso livro, impressas sem rasuras ou emendas; depois podemos dar-lhes as voltas que quisermos, reescrever capítulos inteiros, inventar outros desfechos, adicionar ou retirar personagens - mas é bom que tenhamos em mente que se trata de outras páginas correspondentes a outros dias, o que ficou para trás "não se perde nem se ganha, apenas poderá transformar-se", a maior parte das vezes uma transformação meramente ilusória; na vida, como em quase tudo, a transformação advém da evolução, não apenas de um acto de vontade.
Muita da "bagagem" que transportamos com tanto apego feito de amores, ódios, saudades, medos, vitórias, palavras por dizer e outras que gostaríamos de ter calado, e de milhentas outras nuances de vida, são na verdade pesos mortos que muitas vezes nos arrastam o passo, nos retêm em terra, povoam os nossos sonhos ocupando o espaço do "mais longe, mais alto".
Na vida os "ses" pouco ou nada contam, apenas servem, na melhor das hipóteses, como exercícios de raciocínio criativo.

Não é útil nem eficaz sobrecarregar-mos a alma com aquilo que já não faz parte de nós. E a questão é exactamente esta: abrigado em nós ou deixado algures, em algum recanto do caminho, largado com desprezo ou depositado com todo o carinho, tudo o que vivemos até ao momento presente faz parte da nossa vida, para o melhor e para o pior, não desaparece, não é apagado. Se é importante, recordado ou esquecido, estará entranhado em nós, se pelo contrário, não passa de uma gota de água no oceano será diluído e insignificante, ainda que exista.

O que faz hoje parte de nós é feito do pedaços da nossa vida, claro, mas não precisamos de nos sobrecarregar transportando-a permanentemente connosco.

Não trairemos o nosso amigo se deixarmos partir o momento em que nos vimos pela última vez nesta vida.
Não esqueceremos as palavras que precisávamos ter dito sobre um qualquer assunto que nos parece inacabado.
Não reporemos a justiça onde esta faltou no dia em que sentimos uma revolta surda que ainda nos mói o coração.
Os nossos amigos, os que o são, serão sempre nossos , por muitos telefonemas que não façamos, por muitas ausências que tenhamos, por muitos anos ou vidas que se entreponham;
Os outros, os que se vão esfumando, deixemo-los ir sem mágoas, guardemos as páginas que nos deixaram e fechemos o livro.
E mais quantas enumeradas situações que ensombram a nossa Paz de Espírito, enublecem a nossa alegria, inquietam as nossas noites despertas.

Tudo estará lá, no livro da nossa vida, no dia em que precisarmos, não é necessário viajarmos com a "biblioteca às costas"; 365 páginas por ano é muito volume, basta-nos um pequeno caderno em branco para irmos preenchendo a cada dia, com palavras novas. E liberdade de Ser
O resto... o resto é espuma e pó.


.

QUERO UM REFENDO ORTOGRÁFICO

Na passada semana alunos do ensino secundário prestaram provas de "Língua Portuguesa"; os testes foram já realizados ao abrigo do Acordo Ortográfico. Porquê?
Muitos jornais e Tv's do nosso país de repente começaram a apresentar toda a informação escrita já ao abrigo do Acordo Ortográfico. Porquê?

Confesso que esta aberração me horroriza, não consigo sequer compreende-la.
Percebo que cada país de língua oficial portuguesa tenha as suas particularidades linguística próprias e se pretenderem adoptar uma ortografia em conformidade pois que o façam mas não aceito, de forma alguma, que os portugueses tenham, ou devam, de ir a reboque. Por alma de quem?

Para uniformizar a língua tornando-a assim maior? Não me gozem! Maior como?
Se se pretende uma "unificação", quais são os preceitos a aplicar? Aqueles que vigoram fora de Portugal? Porquê? Nós não falamos "brasileiro" , nem "angolano", nem "moçambicano" nem timorense", etc.
Uma língua não é um sotaque, é a alma de um povo.

Porque é que não pegam no bom vinho portugês, produzido de acordo com o saber fazer honestamente, e o misturam com todas as vinhaças que que fabricam pelo nosso país fora? Assim teriamos uma maior produção vinicula para nos representar por este mundo...
Ah, isso é diferente, não tem semelhança nenhuma...
Tem sim, é privilegiar a quantidade perdendo de vista o que é autêntico e importante.

Essa agora, as línguas evoluem...
Pois claro que evoluem, se deixarem, mas a evolução de uma língua não é, nem pode ser, feita de enxertos e retalhos.

Quando lemos as "Canções de Amigo" de D. Dinis, o "Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente ou "Os Lusiádas" não nos deparamos com o "mesmo português" que falamos e escrevemos actualmente, porém é indubitavelmente o mesmo português; entendêmo-lo porque tem a mesma estrutura, as mesmíssimas raízes etimológicas que permitem que a língua se tenha construído de forma sólida e lógica, que seja uma Língua e não um dialecto forjado em línguas mortas e aculturações a estrangeirismos.

O que o novo acordo ortográfico se propõe fazer é abanar a árvore da Língua Portuguesa até às raízes a troco de frutos que não são naturalmente seus; Uma vez quebradas estas raízes separar-se-ão da árvore deixando-a frágil e insignificante.

Os portugueses já não são muitas coisas que foram, para o melhor e para o pior; adquiriram virtudes e defeitos, preservaram muitos aspectos da sua cultura nem sempre por respeito ou por amor mas porque estão enraizados na massa do sangue, nos gostos e nos hábitos.
Daquilo que conservamos de bom, de exclusivamente e tradicionalmente nosso, o mais importante será provavelmente a nossa língua.

E querem troca-la a patacas...


EU COMPREI ESTA GUERRA
Comprei esta guerra por amor à minha língua,
por amor ao meu filho,
aos livros e ao insubstituível acto de ler,
por respeito pelo meu país,
por respeito pela história e pela evolução,
por respeito e amor às tradições,
não por um conservadorismo bacoco
nem por um vanguardismo histérico.

A grande maioria dos portugueses estão contra este acordo; atrevo-me a dizer por o verificar a cada passo. Um "acordo" sem acordo é algo que não existe.
Quero um referendo nacional sobre esta questão, quero respeito pela vontade dos portugueses relativamente a um assunto que só a eles diz respeito.

Esta guerra está no facebook e tem de ser transposta para os decisores deste país: o seu povo.


http://www.facebook.com/profile.php?id=100002552636773


PETER FALK

«I can't see you but I know you're here, I can feel it»
Peter Falk in "Wings of desire"



Peter Michael Falk (16 de Setembro de 1927 – 23 de Junho de 2011)

Que os anjos o acompanhem.


.

QUEM VÊ CARAS... VÊ MUITO...


Ficção àparte, confesso que gostaria de ouvir a leitura desta foto, tirada hoje durante a tomada de posse do Governo, pelo sapientíssimo Dr. Lightman... E não comento.





.

DESPESAS IRREGULARES, E DEPOIS?

Se há coisa que me chateia é virem com palavriado técnico, "caro" , ou qualquer outro adjectivo que se aplique ao driblar uma situação real que se pretende não tornar demasiado explicita. Explicações para "épater le bourjois", pois não serve, quando se quer ser limpinho. Quando se quer tudo limpinho põe-se preto no branco e explica-se o que foi feito e por quem. E mais, o que vai acontecer a quem fez.

Ora atentai nesta notícia que cita o documento emitido pelo Tribunal de contas :

«O Tribunal de Contas detectou em 2010 mais de 2.845 milhões de euros em despesa irregular, revela o relatório de actividade e contas da instituição, divulgado na segunda-feira.
O valor representa um aumento de 184% face a 2009.

Os gastos irregulares detectados devem-se a

«situações muito diversas, das quais se salientam pelo seu valor mais elevado: violação dos princípios e regras orçamentais da anualidade, da unidade e universalidade, da não compensação, da especificação, da unidade de tesouraria do Estado; e registo de receitas extraordinárias sem terem sido reflectidas nas demonstrações financeiras as correspondentes responsabilidades perante terceiros»,

pode ler-se no documento. » In IOL Diario - 21Junho 2011
Tenham santa paciência, mas o que é isto? Claro que dá para entender, um bocadinho, mas "trocado por miúdos" o que é que isto quer dizer? Quer dizer que foi gasto dinheiro dos contribuintes indevidamente, muito, e como se não bastasse, porque já bastaria em qualquer Estado que respeite os seus contribuintes, acresce que isto se refere a um ano em que se deveria gastar apenas no imprescindivel e plenamente justificavel.
O Tribunal de Contas não é uma associação de Revisores Oficiais de Contas, é muito mais, tem outras funções e responsabilidades. Tem de ser claro, inequívoco e cegamente impermeável a conveniências.

Se eu gastar indevidamente o dinheiro alheio o que é que me acontece? Pois, lixo-me. E então? Então nada, olha, gastou-se...
Quem? Como? Em que circustâncias e com quem? Néria! Quem quiser que se dê ao trabalho de ir investigar.

E continua a mesma notícia:
Mas não foi só depois do leite derramado que o TC deu conta do problema.
Também nas fiscalizações prévias foram detectadas irregularidades, a tempo de impedir os deslizes. O Tribunal de Contas recusou o visto a 53 actos e contratos, impedindo despesa no valor de 131,1 milhões de euros. Despesa que estava «em desconformidade com as leis em vigor, sem cabimento orçamental ou ultrapassando os limites legais de endividamento».

Mesmo assim, a recusa de vistos caiu face a 2009, quando foram impedidos gastos irregulares de quase 3,5 mil milhões de euros. Em 27 casos, o TC optou por recomendar a correcção das irregularidades.

As razões do Tribunal de Contas para recusar o visto prévio vão da

«adopção de concurso público urgente para contratação de empreitadas de obras públicas sem que se mostre fundamentada a respectiva urgência e/ou com fixação de prazo para apresentação da proposta inadequado e desproporcional que não garante o respeito pelo princípio da concorrência e transparência»
à
«violação das regras legais aplicáveis no recurso ao crédito, assunção de encargos sem cabimento e de despesas não permitidas por lei e modificação das condições de realização das prestações contratuais». »



Isto é importante saber-se, está bem, mas o que eu queria ver escarrapachadinho nos jornais não é isto, não chega, fica tudo na mesma, isto são "peanuts".

17 de JUNHO... PARABÉNS PROF., ONDE ESTIVER

Não tenho vontade de falar aqui do meu pai mas sim de lembrar hoje o homem que ele foi; como pessoa, independentemente de ser meu pai.
Completaria hoje 88 anos mas há catorze anos, que se completarão em Julho próximo, que deixou de envelhecer.

Foi um professor, de corpo e alma, apaixonadamente, pelo Conhecimento, pelo que ensinava e como ensinava, pelos seus alunos.

Fui aluna dele, durante mais anos do que seria suposto: quis o destino que no início de um ano lectivo tivesse falecido a minha professora de história e o meu pai disponibilizou-se para a substituir. Mais tarde vim a ser aluna dele também em Filosofia e em Organização Política.
Nunca tinha tido alunos tão novinhos (uma turma de gaiatada com 12/13 anos). Acabou por não querer largar a gaiatada e seguimos com ele até ao 7º ano (actual 11º). Para mim foi complicado... duro, quase injusto.

Por um golpe de sorte quase forçada consegui não o apanhar pouco tempo depois na faculdade.

Não vou falar dele mas deixo aqui alguns dos comentários e algumas das mensagens que encontrei no "site" do Lycée Français Charles Lepierre, dos quais por discrição, não identificarei totalmente os autores.

Escolhi retirar os comentários deste site por uma questão prática; ao longo dos anos tenho encontrado muitos ex-alunos seus de liceus, colégios e universidade, de quem ouvi comentários e recordações extraordinários. Não os estou a ignorar, evidentemente, só não quero deixar aqui histórias alheias contadas nas minhas palavras, histórias não esquecidas por eles, nem por mim.

  • «E o professor que me marcou mais do que todos, no 10o e 11os anos, em Historia, Filosofia e Direito: Luís de A-------A-------. Uma Pessoa extraordinaria. Lembro-me que começava certas aulas no meio de uma ansiedade inaudível da nossa parte, receando chamadas escritas. Assim que o víamos acender o seu cigarro e começar a dissertar, respirávamos todos de alivio. Ate que interrompia a frase e anunciava: CHAMADA ESCRITA! E para não copiarmos, cada um tinha perguntas diferentes dos colegas do lado!» Maria Carmen A. S.
  • Ensinou-me muitíssimo, e apesar de parecer distante, tinha um sentido de humor brilhante. Tenho muitíssimas saudades dele e tenho muita pena de não o ter visto mais depois de acabar o liceu em 81. Paz a sua alma.»
  • «Foi lá que apanhei o "A-------" e nos tornamos mesmo Amigos!Foi ele que me moldou a mente,na Filosofia! Para mim,um grande Homem. Tenho fotos,do Final de Curso Liceal,com ele sempre ao meu lado..................../... grande professor,amigo formador de mentes,do meu 7º Ano » Rui Francisco A.C.O.
  • «Eu gostava muito do teu Pai, que foi meu professor e, acredito que também muito meu amigo.» Maria João R. F.
  • «Vi o nome do teu pai no memorial , que me comoveu imenso. Foi ele q me fez ir definitivamente para História...Grande professor!» Maria João C.J.
  • «o seu pai teve um papel importante na minha formação e na de muita gente. » Luis A.G.
  • «Já sei do falecimento do teu pai , pelo qual te dou os meus sentimentos . Quero-te dizer , que foi o teu pai que me fez gostar de psicologia e filosofia, matérias que sempre me acompanharam e por isso presto a minha homenagem.» Luis B.O.
  • «Fui aluna dele, foi um dos professores de que mais gostei e mais importantes da minha existência.» Rosário M.
  • «Fiquei sensibilizado pela morte do teu Pai. Foi um Homem que me marcou, creio que a todos nós.» Luis M.S.
  • « Aula de filosofia - 8h AM - S'tôr, porque é que eu só a única a quem faz chamadas orais às 8h da manhã?
  • Porque eu sou o único que a deixou sair ontem à noite.» - Alex





.

A REVOLUÇÃO DAS CORAJOSAS

Seria mais natural isto passar-se num qualquer planeta do sistema solar, Marte, pela sua proximidade seria o mais improvável, mas não, passa-se na Terra, não na Europa mas só um pouco mais ao lado.

Na Arábia Saudita só os homens são passiveis de obter carta de condução, não porque seja lei escrita mas porque é assim e ponto final. Mulher que precise de se deslocar, para trabalhar, para transportar os filhos, para acartar os sacos do supermercado, para o que bem entender, vai conduzida por homem ou anda a pé (e bem embrulhada que com aquelas temperaturas podem constipar-se).

Depois de o Egipto ter, teoricamente, que é como quem diz mediaticamente, iniciado uma revolução no Facebook, agora as mulheres na Arábia Saudita iniciaram um outro tipo de revolução - ao volante.
É verdade, dito assim quase parece ter graça mas não tem, as consequencias são graves e os fundamentalistas propõe mesmo que a pena para tal crime - ser apanhada a conduzir um automóvel - seja o espancamento público.

Hoje, 17 de Junho, um grupo de mulheres lançou, via net, uma campanha, diria melhor um apêlo, para que as mulheres comecem a conduzir por todo o país.
Claro que a coisa não é fácil, para além de todas as outras graves implicações, conduzir um automóvel não é apenas chegar, dar à chave e ir andando, há que saber conduzir minimamente.

A enorme coragem que estas mulheres demonstram fazem com que as sufragistas se assemelhem a crianças de jardim de infância. Não fora a pena de prisão que enfrentam, as ameaças bem reais dos fundamentalistas, há em torno delas toda uma cultura milenar aceite e praticada na qual estao inseridas social e familiarmente.

Considerando as loucas convulsões sociais que veêm ocorrendo nos países árabes os sauditas ainda não perceberam? Não, só talvez comecem a perceber quando lhes cheirar a sangue.

"É d'homem" para isto não chega, é de Mulher mesmo.

«Uma das iniciadoras do protesto, Manal Alsharif, tinha publicado este vídeo na Internet, ao volante de um carro, no Leste do país.

Um grupo conservador ameaça espancar em público todas as mulheres que ousem conduzir.

Uma activista explica que não necessita de um homem para poder conduzir um carro:

“graças a esta liberdade poderei trabalhar e ocupar-me da casa, conduzir os meus filhos à escola e fazer a minha vida quotidiana, em segurança e sem depender de um taxista ou de um estrangeiro que sirva de motorista”.

Impermeável até agora às revoltas nos países árabes, o regime saudita, continua a travar qualquer reforma. Duas automobilistas detidas foram acusadas de manchar a reputação do país.» In Euronews, 17 de Junho, 2011








.