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O PROBLEMA DE PORTUGAL SÃO OS FERIADOS



FAÇO, QUERO, POSSO E MANDO

O POVO QUE SE AGUENTE,
A IGREJA QUE SE AGACHE


(A BEM DA NAÇÃO)

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«Os deputados socialistas chegaram a acordo quanto à necessidade de reduzir o número de feriados para garantir maior competitividade à economia. O Governo ainda não indicou em que feriados quer mexer, mas pede à Igreja Católica que indique quais os religiosos que são ou não intocáveis.

O que achamos é que se reduzirmos algum feriado civil, seja um, seja dois, a mesma regra deve-se aplicar à Igreja. É melhor ser a própria Igreja a indicar quais os feriados que nesta matéria não têm tanta relevância para os portugueses”,
sugere Ricardo Rodrigues, do PS. Segundo o Governo, a intenção desta proposta de revisão é proteger a competitividade do país e evitar as pontes entre os feriados.»

Ouvido pela Renascença, D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal, explica que ainda não chegou nenhum pedido neste sentido, mas que quando chegar será imediatamente remetido para a Santa Sé, uma vez que os feriados religiosos fazem parte da matéria da concordata entre os dois estados. Os bispos portugueses serão certamente ouvidos e estão disponíveis para dialogar sobre o assunto, mas a decisão final não passa por eles.»

Ricardo Rodrigues, vice-presidente da bancada do PS, considera que esta é uma matéria excelente para a concertação social, “para
que patrões e sindicatos possam encontrar as melhores fórmulas de tratar o tema".
RFM - notícias
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PARENTESIS:

RICARDO RODRIGUES, O GÉNIO!

FICHA

RAPAZ QUE JÁ TEVE A... COMO DIREI? VICISSITUDE DE SER CONTEMPLADO COM A DEDICAÇÃO DESTE REAL BLOG

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ASSIM SIM, ASSIM TALVEZ ESTE BANANAL LÁ CHEGUE...

  • Já pagamos a crise mundial, a crise europeia e a "crise" nacional,
  • Já subiu o IVA, o IRS/IRC, os combustíveis, os transportes, e tudo e tudo e tudo,
  • Já fecharam hospitais, maternidades, escolas, e continuam as tentativas sorrateiras que dão brado,
  • Já fecharam milhares de PME's, (as famigeradas PME's da campanha eleitoral),
  • Já foram milhares de pessoas para o desemprego "por causa da crise",
  • Os eventuais investidores não investem porque não há os menores incentivos, condições, estímulos ou proveitos,
  • Já o Estado prescindiu de serviços e direitos fundamentais dos cidadãos, quanto a prescindirem das suas mordomias, regalias e confrarias é que não pode ser nada.

Vá queridos, agora saquem-nos os feriados e as pontes; Fiquei a saber que, segundo o governo, cada feriado custa ao país cerca de 34 milhões de euros... Puxa! Afinal este país produz riqueza à brava, só pode mesmo estar mal gerido.

Saquem uns feriaditos à malta e mais umas quantas assim que consigam inventar. Façam, façam, pode ser que assim este povo adormecido acorde em fúria.

SE NÃO FOR PELA DIGNIDADE POIS QUE SEJA PELOS DIAS DE DESCANSO ROUBADOS (se bem que quase 100% das "pontes" são retiradas de dias de férias)
ESPERO QUE HAJA UM DIA ALGUMA GOTA DE ÁGUA QUE FAÇA COM QUE O NOSSO REBANHO SE AMOTINE.

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HAJA SENTIDO DE HUMOR





«O ministro da Economia, Vieira da Silva, classificou hoje de “sinal positivo” para a economia portuguesa a descida de 1,8 por cento do número de desempregados inscritos nos centros de emprego.»
In "Público", 16/06/2010

«Desemprego continua a subir. O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 14,6 por cento em relação ao mesmo mês de 2009, um mês em que se registou uma das maiores subidas de sempre do desemprego registado.»
In "Público", 16/06/2010

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«O primeiro-ministro José Sócrates rejeitou hoje o cenário de redução de salários na função pública, afirmando acreditar que as medidas já adoptadas pelo Governo são suficientes para atingir os objectivos orçamentais em 2010 e 2011.
Não, não vai ser preciso”, declarou.»
In "Público", 16/06/2010

«O secretário de Estado (do Orçamento) Emanuel dos Santos afirmou hoje que o Governo tem “confiança” na execução do Orçamento do Estado e no efeito das medidas de austeridade que aprovou, não excluindo contudo a adopção de novas medidas
In "Público", 16/06/2010

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Muito à moda do "31 da Armada" mas a ideia tem graça



Membros do blogue "Alunos do Liberalismo"(http://alunosdoliberalismo.blogs.sapo.pt/) deram esta madrugada a sede lisboeta do PSD como vendida.
Colocaram um cartaz ao estilo "Remax" no Palacete Sede Nacional do PSD (São Caetano à Lapa) com a foto dos ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, como responsável pela venda.

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O PRIMEIRO DE QUANTOS?

PORTUGAL / COSTA DO MARFIM - 0 VS 0

UM COZIDO À PORTUGUESA COM BONS INGREDIENTES
MAS MAL TEMPERADO E POUCO APURADO
(AI QUE SAUDADES DO SCOLARI...)


COMO BOA PORTUGUESINHA O MELHOR É FICAR CONTENTE PORQUE NÃO PERDEMOS E PENSAR QUE PARA A PRÓXIMA SERÁ MELHOR

Como disse o Mister Carlos:
"Ganhámos um ponto frente a um favorito"
Não sei se o mesmo, para além de ter ganho o ponto, aconteceu com a Costa do Marfim,
desconfio, para azar nosso, que nem isso.



E EU QUE QUERIA TANTO UNS GOLITOS PARA ME ATENUAREM AS DORES DO IVA...

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LOBOS ARMADOS EM CORDEIROS SACRIFICADOS

Não é assunto sobre o qual perca dois minutos a debruçar-me mas tenho a vaga ideia de que não é "politicamente correcto" tomar partido por Israel; são uns brutos, uns assassinos.

Estou-me nas tintas para o "politicamente correcto", para dizer a verdade nem sei bem o que isso é, parece-me um cata-vento que varia com o posicionamento político, social, cultural, etc. Logo não existe.

  • Existe um bloqueio marítimo a Gaza porque o Hamas bombardeou alvos civis israelitas.
  • Este direito natural dos Estados é uma das duas excepções da proibição de uso de força, em conformidade com a carta das Nações Unidas. (O segundo é a utilização de força autorizada pela ONU.)
  • Quando existe um bloqueio marítimo, nenhum navio, civil ou militar, pode entrar na zona de bloqueio, águas internacionais incluídas.
  • O direito internacional reconhece que um navio que viole o bloqueio pode ser capturado ou atacado.
  • Israel comunicou a diversos países envolvidos, através das embaixadas, que não autorizava navios na zona de bloqueio.

Ai de Israel se se desse ao luxo de perguntar "Quem é" antes de atirar; mais, se se desse ao luxo de pensar que podia perguntar. Israel tem de saber "quem lá vem" antes de seja quem for pensar em chegar. E sabe.

Abaixo encontra-se um pequeno vídeo no qual se vê um contentor de "mantimentos" destinados a Gaza que foi interceptado por Israel. (NOV.2009)
O mínimo que se poderá dizer é que aquela gente tem uma dieta muito estranha.

Claro que, lateralmente, há um povo que está a ser vítima de um embargo e de um controlo acérrimo.É verdade.
Não é menos verdade porém que não é Israel que os está a "lixar": quando os "pacifistas" desistirem de fazer passar armas nos comboios de víveres e medicamentos talvez as pessoas que são tratadas como pretextos recebam aquilo de que necessitam.



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Entretanto chegou-me, por e-mail, um relato muito vivido da autoria de uma médica militar israelita de origem brasileira que faz uma boa fotografia, manipulada ou não, cabe a cada um saber no que quer acreditar.

Como sempre que posso, porque a experiência vai-nos ensinando, fiz uma pequena busca sobre a autora do relato: Ana Luiza Tapia. Todos os dados que podemos desejar se encontram facilmente disponíveis, do "Facebook" ao "Twiter" passando por diversos meios de comunicação social, fundamentalmente imprensa, a diversíssimos blogs.

O que é que isso prova? Nada de especial, quando muito que a senhora existe e que fez o relato (sim, já sei, e mesmo assim isso é discutível... mas eu não vejo assim tantos filmes sobre a Mossad)

Fica o relato, e "links," para quem possa estar interessado.

«Shalom, meus amigos.

Primeiro quero agradecer a todos os e-mails preocupados. Eu estou bem, ótima. Peço desculpas por não escrever freqüentemente, mas no exército é assim. Não temos tempo para nada.

Sei que todos já estão cansados de ouvir falar do que aconteceu em Gaza nesta semana, mas como ouvi muitas asneiras por aí, resolvi contar a vocês a minha versão da história.

Eu não quero que pensem que virei alguma ativista ou algo do gênero. Eu continuo a mesma Ana de sempre. Mas por ter feito parte desse episódio, não posso me abster de falar a verdade dos fatos.

Eu estava lá! Ninguém me contou, não li no jornal, não vi fotos na Internet ou vídeos no Youtube. Vi tudo como foi mesmo, ao vivo e em muitas cores.

Estou servindo como Médica na Medicina de Emergência do Exército de Israel, especificamente no Departamento de Traumas, o que significa Medicina em Campo.

04:30h da manhã de segunda-feira, 31 de maio, meu telefone do exército começa a tocar. Possíveis conflitos em Gaza?

[Tratava-se de] pedido de ajuda da Força Médica, para garantir que não faltariam médicos. As ordens para mim eram: Aprontar-me rapidamente e pegar suprimentos. O helicóptero viria me buscar na base.

No caminho, me explicam a situação: Havia um navio da ONU (sic) tentando furar a barreira em Gaza. Li todos os registros fornecidos pela inteligência do Exército (até para entender as dimensões da situação).

1. O navio se aproximou da costa a caminho de Gaza. O acordo entre Israel e a ONU é que TODOS os barcos devem ser inspecionados no porto de Ashdod, em Israel, e todos os suprimentos devem ser transportados pelo NOSSO exército até Gaza.

Isso porque ainda hoje, cerca de 14 mísseis são lançados por dia de Gaza contra Israel. E não podemos permitir que mais armamento e material para construção de bombas seja enviado ao Hamas, grupo terrorista que controla Gaza. Dessa forma, evitamos uma nova guerra. Ao menos por enquanto.

2. O navio se recusou a parar. Disseram que eles mesmos entregariam a carga a Gaza.

3. Assim, diante de um navio com 95% de civis (os outros 5% são ativistas de grupos terroristas aliados ao Hamas, que tramaram toda essa confusão), Israel decidiu oferecer [uma alternativa] aos comandantes do navio: Que a inspeção fosse feita em alto mar. Mandaríamos soldados para inspecionar o navio e, se não tivesse armamento, eles poderiam seguir rumo a Gaza.

Essa foi uma atitude extremamente pacifista do nosso Exército, em respeito aos civis que estavam no navio. E, se não havia armamento, que problema teria se ele fosse inspecionado?

4. Os comandantes do navio concordaram com a inspeção.

05:00h da manhã. Chego a Gaza, exatamente no momento em que os soldados estavam entrando nos barcos. Eles foram então GRATUITAMENTE ATACADOS: tiveram suas armas roubadas, foram espancados e esfaqueados.

Mais soldados foram enviados, desta vez para controlar o conflito. Das cerca de 50 pessoas que se envolveram no conflito, 9 morreram. Morreram aqueles que tentaram matar nossos soldados, aqueles que não eram civis pacifistas da ONU, mas sim militantes terroristas que comandavam o grupo.

Os demais feridos, 22 pessoas entre passageiros e tripulantes, foram ATENDIDOS E RESGATADOS POR NÓS. EU E MINHA EQUIPE. A seguir, todos foram enviados para os melhores hospitais em Israel.

Entre nós, os israelenses, havia 9 feridos por tiros, facadas e espancamento. Um dos nossos ainda se encontra em estado gravíssimo, com concussão e 6 tiros no tronco.

Eram meninos entre 18 e 22 anos, que tinham ordem para INSPECIONAR um navio SEM AGREDIR NINGUÉM! E [eles] não o fizeram. Israel não disparou nem o primeiro e nem o segundo tiro.

Fomos punidos por confiar num suposto pacifismo da ONU. Se soubéssemos das intenções do grupo, jamais teríamos enviados nossos jovens, praticamente desarmados, para dentro daquele navio. Eles teriam sido atacados em pleno mar e agora todos os que levantam a voz contra Israel estariam lá, no fundo mar.

5. Depois de atender aos nossos soldados, me juntei a outra parte da equipe que já cuidava dos passageiros e tripulantes do navio. E mesmo portando braceletes onde a palavra MÉDICO estava escrita em quatro idiomas diferentes (Inglês, Turco, Árabe e Hebraico), com estetoscópios no pescoço, também a nós eles tentaram agredir! Um deles cuspiu no nosso cirurgião enquanto outro deu um soco na enfermeira que tentava medicá-lo. ALÉM DE AGRESSORES, ELES SÃO TAMBÉM INGRATOS.

6. Trabalhei por mais de 6 horas seguidas atendendo somente passageiros e tripulantes do navio. Todo o suprimento médico e de ajuda foram fornecidos por Israel.

7. Depois do final da confusão o navio foi finalmente inspecionado. E foi constatado que estava LOTADO DE ARMAS BRANCAS E MATERIAIS PARA CONFECÇÃO DE BOMBAS CASEIRAS. Onde está o pacifismo da ONU?

8. Na terça-feira, fui visitar os nossos soldados E TAMBÉM OS FERIDOS DO NAVIO. Essa é a política que Israel tenta manter: Nós não matamos civis como fazem os terroristas árabes. Nós não nos recusamos a enviar ajuda a Gaza. Nós não queremos mais guerra. MAS, JAMAIS VAMOS PERMITIR QUE MATEM OS NOSSOS SOLDADOS.

Só alguns milionários idiotas que acham lindo ser voluntários da ONU ainda não entenderam que guerra não é lugar para civis se meterem.
Havia um bebê no barco (que saiu ileso, obviamente): Alguém pode explicar por que uma mãe coloca um bebê em um navio a caminho de uma zona de guerra? Onde eles querem chegar com isso?

ELES NÃO ENTENDEM QUE FORAM USADOS COMO FERRAMENTA CONTRA ISRAEL, E QUE A INTENÇÃO NUNCA FOI ENVIAR AJUDA A GAZA, MAS SIM DE GERAR POLÊMICA E CRIAR AINDA MAIS OPOSIÇÃO INTERNACIONAL CONTRA ISRAEL.

Estas pessoas continuam sem entender que ao dar forças ao Terrorismo do Hamas, do Hezbollah ou do Irã só significa mais perigo. E não perigo apenas para Israel, mas para o Mundo todo.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa entender que desta guerra ele não entende nada. E QUE O BRASIL JÁ TEM PROBLEMAS DEMAIS PARA SEREM RESOLVIDOS.

Saibam que tem mais gente passando fome no Brasil do que em Gaza. Tem mais gente morrendo vítimas da violência urbana no Rio de janeiro do que mortos nas guerras aqui [de Israel].

[O Presidente Lula] deveria cuidar mais dos problemas daí. Dos daqui cuidamos nós.

Eu sempre me orgulho de ser também brasileira. Mas nesta semana chorei. Chorei de raiva. De raiva por ver que, especialmente no Brasil muito mais do que em qualquer outro lugar, as notícias [chegam de forma] absolutamente distorcidas. E isso é lamentável.

Não me entendam mal. Eu não acho que todos os árabes são terroristas. MAS SEI QUE QUEM OS CONTROLA É. E que esta guerra não é só contra Israel. [Saibam que] o Islamismo prega o EXTERMÍNIO de TODO o mundo não árabe. Nós somos apenas os primeiros da sua lista negra.»

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Ana Luiza Tapia é Médica das Forças de Defesa de Israel e filha de um jornalista e curador de museu. É, também, neta de sobreviventes do Holocausto.

Formada em Medicina no Brasil, Ana Luiza fez especialização em Terapia Intensiva na University of California (UCLA), nos Estados Unidos.

Em Janeiro de 2008, aos 26 anos, abriu mão das comodidades de profissional já bem sucedida no Brasil e partiu para Israel.

Segundo a própria Ana, “ao chegar a Israel não sabia uma palavra sequer em hebraico, mas sabia que queria fazer de Israel o meu lar.”

Sem amigos nem família em Israel, Ana começou a estudar Hebraico na Ulpan Etzion, do Centro de Absorção da Agência Judaica em Jerusalém.

Lá, juntamente com jovens profissionais de todo o mundo, Ana começou a aprender a língua local quando, subitamente, aconteceu algo que teria uma norme influência na sua via: Ela desenvolveu uma insuficiência renal grave.

Levada para um hospital, e sem dominar o hebraico, Ana recebeu a solidariedade e apoio dos professores e alunos da Ulpan, onde estudava. Esta experiência marcou profundamente a jovem imigrante que registou mais tarde:

“Acho incrível como a nação e o povo de Israel são acolhedores e solidários! Quando as pessoas vêem que você está sozinha, eles ajudam mesmo”.

Depois de restabelecida, e de uma rápida passagem como funcionária na filial israelita da gigante farmacêutica Abbott, Ana foi admitida no quadro de Médicos das Forças de Defesa de Israel.

Ana comentou: “Minha profissão é ajudar pessoas. E este é o momento de poder retribuir o que este país já fez por mim”.

E completou: “Se nós, judeus, não nos ajudarmos mutuamente, quem o fará?”.


link ; link2

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VALHA-NOS SANTO ANTÓNIO



DIVIRTAM-SE SE PUDEREM, EU VOU FAZER POR ISSO
e cuidadinho c'os copos

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PUTOS, ADOEÇAM DE DIA , OU AMANHÃ

Depois do anúncio de fecho de 900 escolas...

«O Executivo socialista anunciou esta semana o encerramento das urgências pediátricas nos hospitais de Setúbal, Barreiro e Montijo durante o período nocturno do Verão, concentrando os serviços de todo o distrito no hospital Garcia da Orta, em Almada, e justificando a medida com a falta de médicos.»

«Não podemos deixar de nos associar a todas as formas de protesto e iniciativas que contrariem esta decisão, reveladora de um total desconhecimento da realidade da nossa região, e de uma obsessão economicista que torna o Governo insensível, até, à doença e sofrimento das nossas crianças e famílias», acusa a Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente
in "Sol on line"


As urgências pediátricas ?!!!!
Setúbal, Barreiro e Montijo.

Isto corresponde a pôr em perigo quantas crianças?


E o que acontece com as crianças que estejam internadas? À noite misturam-nas com os adultos? Despacham-nas para casa porque já estão melhorzinhas?
ESTÁ TUDO DOIDO?


«Dada a dimensão e dispersão dos aglomerados urbanos do nosso território - o centro da freguesia de Poceirão situa-se a mais de 60 quilómetros do Hospital Garcia da Orta - e a ausência de transportes públicos em boa parte das nossas zonas rurais, a transferência das urgências pediátricas para o Hospital Garcia da Orta corresponderá, na prática, à privação do direito à saúde, constitucionalmente garantido a todos os cidadãos»
A Presidente da Câmara Municipal de Palmela, Ana Teresa Vicente
in "Sol on line"


Só nos Centros de Saúde do Concelho de Palmela existem 12.494 menores de 18 anos inscritos, de acordo com esta Câmara Municipal


Eu sei que não é solução mas se o Estado prescindisse de metade, só metade, dos "topo de gama" que tem ao seu serviço chegava e sobrava para pagar aos médicos que "não existem em horário nocturno do Verão".
Sei que não é solução mas seria sem dúvida incomparavelmente melhor do que fechar as urgências pediátricas; e além do mais seria também muito aplaudido...
Ensandeceram...

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CHEGUEM-LHE MAS NÃO O DESMORALIZEM

O Primeiro-ministro sabia do "negócio PT/TVI"

O Primeiro-ministro interveio "no negócio"

O Primeiro-ministro escudou-se, com o rabo de fora, em sofismas descarados evocando a formalidade ou informalidade do seu conhecimento como se fosse relevante.

O Primeiro-ministro faltou à verdade, ou, como se diz em bom português, mentiu.

E agora?
Agora nada. Continuará tudo como antes; continuaremos a ter um Primeiro-ministro trafulha e mentiroso. Nada de novo na ponta ocidental da Europa.

Num país normal a sequência seria lógica e não é preciso ser bruxo para a adivinhar. Por cá não, por cá levaremos isto na desportiva, num "Sporting/Benfica" político como se não existissem factos. Uns continuarão a dizer que foi tudo "distorcido", voltarão à "cabala negra", à vitimização política. Os outros continuarão a saber aquilo que já sabiam e continuarão a vociferar contra o ponto a que se chegou - o que não tem qualquer importância - enquanto os cães ladram a caravana passa

E isso incomoda alguém?

Na Europa não incomodará, quando muito provocará uns quantos sorrisos ao canto da boca, uns quantos "ainda bem que não é nada comigo" e está feito.

A Sócrates não incomoda, enraivece-o mas não o envergonha.
Sócrates continuará impávido, provavelmente pouco sereno, com a sua postura de "não me derrubarão assim", e tem razão. Estamos no país de todos os possíveis (não de todas as possibilidades, essas andam curtas), aqui tudo é permitido a quem tem cara de pau e escassez de vergonha.
Vivó Sócrates!

E a mim, incomoda-me? Incomoda, muitíssimo.
Incomoda-me porque não posso dizer
"ainda bem que não é nada comigo". Mesmo que me raspasse daqui para fora, mesmo que fosse para os confins do mundo como tantas vezes me apetece, continuaria a "ser comigo".
Talvez se um dia mudasse de nacionalidade, talvez, me deixasse de incomodar... Mas, para mim, a nacionalidade não é uma questão "formal", não se muda com meia dúzia de papeis que alteram o bilhete de identidade. Nacionalidade tem raiz em Nação; não é o mesmo que País e, ainda menos, do que Estado. Nação corre-nos nas veias e faz-nos bater o coração.

O Estado está apenas pobre e mal gerido. Portugal, enquanto nação, está doente, em coma.

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«O relatório da comissão de inquérito ao "caso TVI" conclui que o negócio teve "a perspectiva" de alteração da linha editorial daquela estação e destaca o "papel proeminente" e as ligações políticas do ex-administrador Rui Pedro Soares. Nas conclusões do relatório, hoje divulgado na reunião da comissão de inquérito, o deputado relator começa por referir que em 2008 e 2009 a TVI foi alvo de duas tentativas de aquisição", a primeira pelo Taguspark e uma segunda conduzida pela PT. »


«O primeiro ministro reiterou que "não sabia, não estava informado, não tinha o mínimo conhecimento" do negócio de compra da TVI pela PT e que "a única coisa que disse à comissão é que tinha lido os jornais, como toda a gente faz, e como os jornalistas também fazem. E, por isso, a única conclusão sobre essa matéria que se pode tirar é que eu disse exactamente a verdade no Parlamento", defendeu José Sócrates.»
In "SIC on line"


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Agora "A GRANDE QUESTÃO":

COMO ESTAVA VESTIDO JOSÉ QUANDO TRATOU DA PT/TVI ?


SEGUNDA GRANDE QUESTÃO:

FORMALMENTE, MENTIR É DIFERENTE DE NÃO DIZER A VERDADE desde que se fique calado mas não vamos "distorcer os factos".

INFORMALMENTE, QUEM MENTE MENTE E SABE QUE O FAZ, quer seja apanhado ou não.
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In "SIC on line" com Lusa

«A comissão de inquérito à actuação do Governo na tentativa de compra da TVI visa apurar "se o Governo, directa ou indirectamente, interveio na operação conducente à compra da TVI e, se o fez, de que modo e com que objectivos".

O inquérito, criado pelo BE e PSD, visa ainda "apurar se o senhor primeiro ministro disse a verdade ao Parlamento, na sessão plenária de 24 de Junho de 2009", quando disse não ter sido informado da operação. »

«O relatório da comissão de inquérito à tentativa de compra da TVI conclui que o Governo e o primeiro ministro "tinham conhecimento" da operação da PT, e que o Executivo interveio em duas fases diferentes do processo. »
.../...

«A proposta de relatório elaborada pelo deputado João Semedo dá como adquirido que José Sócrates tinha conhecimento do negócio quando disse na Assembleia da República que não sabia e, para o provar, aponta, entre outros elementos, as próprias respostas do primeiro ministro à comissão de inquérito.

José Sócrates admitiu que tinha lido notícias nos jornais sobre o assunto, às quais não deu valor por desconhecer o seu fundamento, argumentando que um primeiro ministro não pode comentar assuntos sobre os quais não tinha "qualquer conhecimento formal ou oficial".

Ora, no relatório, João Semedo recusa este argumento, afirmando que, "como é evidente, ambos (o conhecimento formal e informal) constituem conhecimento -- informação adquirida".

"O que os pode distinguir é a respectiva origem mas, um e outro, não deixam de ser conhecimento", sublinha, frisando que "as afirmações do primeiro ministro contrastam com a informação de que o Governo dispunha".

"Assim, o Governo e o primeiro ministro tinham conhecimento das negociações entre a PT e a TVI", refere João Semedo.

O relatório refere que, pelas declarações dos depoentes, o conhecimento do primeiro ministro não adveio de "informação oficial" e nota que a comissão de inquérito "não dispôs de condições para identificar a fonte particular que esteve na origem do conhecimento" nem "quando tal ocorreu".

A dificuldade em identificar a fonte, acrescenta, resulta do facto, "demonstrado e comprovado", de ele ter "extravasado as fronteiras das empresas nele interessadas e de ter chegado ao conhecimento de diversas pessoas sem qualquer ligação ou relação com aquelas empresas ou com aquele negócio em particular".

Pessoas que, em alguns casos, "são relações pessoais do primeiro ministro e/ou com ele apresentam afinidades político partidárias, como o é o caso de Armando Vara", diz. »

"a partir de data desconhecida e até ao dia 25 de Junho, desde que o primeiro ministro e o Governo tomaram conhecimento do negócio, o Governo deixou as negociações evoluir e progredir sem que tenha manifestado qualquer reserva -- económica, política ou de qualquer outra natureza -- à aquisição pela PT de uma participação na TVI/Media Capital".

Depois, no dia 25 de Junho, o Governo toma a decisão de "opor-se ao negócio perante o debate público desencadeado sobre o caso, a intervenção do Presidente da República e a discussão no Parlamento".

"O Governo - por razões políticas do seu exclusivo interesse -- viu-se forçado a acabar com o negócio, em contradição com as afirmações anteriores do primeiro ministro" segundo as quais "o Governo não orientações sobre negócios que tenham em conta as perspectivas estratégicas da PT", assinala.»


TVI

«"a linha editorial da informação produzida pela TVI e, em particular, o Jornal Nacional de Sexta apresentado pela jornalista Manuela Moura Guedes, eram alvo de críticas públicas, recorrentes e contundentes, por parte do primeiro ministro, membros do Governo e dirigentes" do PS. »

«O relatório sublinha que, no mesmo período, a TVI foi tratada "de forma discriminatória no acesso a fontes de informação do Governo e do primeiro ministro, em violação do que estabelece a Constituição".

De acordo com as conclusões do relatório, o negócio tinha "também a substituição de José Eduardo Moniz" na direcção geral e na informação da estação "na perspectiva da alteração da sua linha editorial".

"O convite para consultor e assessor da PT dirigido por Zeinal Bava a José Eduardo Moniz, com o conhecimento de Manuel Polanco 1/8administrador Prisa e Media Capital 3/8 na data e nos termos em que foi apresentado, revela que a transacção em preparação incluía também a substituição de José Eduardo Moniz das funções que então exercia na TVI, director geral e responsável pela informação e programação desta televisão, na perspectiva da alteração da sua linha editorial". »





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DUPLO ANIVERSÁRIO

Nascido (aparecido pela primeira vez) a 9 de Junho de 1934, o Pato Donald faz hoje anos.

Donald apareceu pela primeira vez a 9 de Junho de 1934 numa curta-metragem da série dos Silly Symphonies, "A Galinha Espertalhona", adaptada de um conto russo.

O Disney Cinemagic deu-lhe os Parabéns dedicando-lhe várias horas da sua programação de hoje.

Fica aqui um de os meus vídeos "Donald" preferidos, parte de um conjunto de 3, qualquer deles a não perder e a mostrar à criançada

Deixo os meus Parabéns ao Donald...
E a outro pato de quem sou amiga e que também celebra a 9 de Junho o seu aniversário (e que sei bem que vai gostar deste vídeo, quase feito à sua medida).
Beijinhos.




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FECHAM-SE AS MATERNIDADES, FECHAM-SE AS ESCOLAS. PORTUGAL FECHA QUANDO FECHAREM OS ASILOS DE VELHINHOS. ESTÁ QUASE.

«Este Governo tem consciência de que o que está a fazer é encerrar localidades deste país?». Heloísa Apolónia, deputada de Os Verdes

Citações retiradas do "Sol on line"

«A oposição condenou hoje no Parlamento a decisão do Governo de encerrar escolas do ensino básico com menos de 20 alunos,
enquanto o Executivo afirmou que o ensino em Portugal viveu nos últimos anos uma «revolução»

  • Heloísa Apolónia, dos Verdes, acusou o Governo de ter escolhido o sector da Educação para «poupar uns bons milhões». «Pôr crianças a sacrificar-se é demais, é inaceitável», condenou a deputada ecologista, questionando se o Governo tem noção do peso desta medida no ordenamento do território: «Este Governo tem consciência de que o que está a fazer é encerrar localidades deste país?».
  • Pelo CDS, José Manuel Rodrigues considerou que «o PS colocou em primeiro lugar a questão financeira, esquecendo a questão pedagógica, que deveria ser a primordial».
  • O comunista Miguel Tiago acusou o Executivo de tomar decisões «à revelia daquilo que estabelece a lei de bases do sistema educativo», desafiando o Governo a «verificar os impactos no terreno das medidas» adoptadas no passado: «Desertifica-se o interior, que também não serve para nada, não é, senhor ministro?».
  • O Bloco de Esquerda, que vai chamar a ministra da Educação ao Parlamento para explicar esta medida, afirmou que esta decisão é uma «estratégia de regra e esquadro para poupar com crianças de seis ou sete anos» que vai «matar comunidades educativas».
  • Pedro Duarte (PSD) considerou preocupante «a visão centralista e dirigista do nosso sistema de ensino», acrescentando que «o Governo quer manter-se cúmplice com os problemas de fundo do sistema educativo».
E BLÁ-BLÁ-BLÁ, BLÁ-BLÁ, BLÁ-BLÁ

Vai o Governo e responde:

Pelo Governo, o ministro dos Assuntos Parlamentares justificou a intenção de «encerrar escolas sem viabilidade educativa», afirmando que a medida atinge «três a quatro por cento dos alunos do 1º ciclo do ensino básico».

3 ou 4 % ? E do 1º ciclo, os mais pequeninos? Ó pá, então que se lixe.

«Não faz qualquer sentido os discursos ditirâmbicos* relativamente às eventuais consequências arrasadoras que esta decisão teria no conjunto do nosso sistema escolar», sustentou o ministro Jorge Lacão, garantindo que a medida será implementada «de forma comedida, sustentada com as autarquias locais e devidamente partilhada com as comunidades locais».

1º - O Lacão, rapaz a minha preferência porque é muito querido, jeitoso e inteligente, é agora também um bem falante...


Ditirâmbicos*
  1. relativo a ditirambo, composição de versos e estâncias irregulares que exprimem entusiasmo ou delírio
  2. excessivamente elogioso
Já tentei substituir a bonita expressão utilizada pelo giraço da Alagoa (Portalegre) mas ainda não consegui entender bem em que acepção é que Jó-jó utilizou o adjectivo, se na 1ª se na 2ª... Experimentem. Cá por mim fica sempre bem, faz todo o sentido. Ou talvez em Portalegre queira dizer outra coisa...

2º -"implementada «de forma comedida, sustentada com as autarquias locais e devidamente partilhada com as comunidades locais»."

Isto sim, caros leitores, isto é o verdadeiro discurso parlamentar nacional. Palavras para quê? É um ministro português. E bem podia ir para o raio que o parta com as comesuras sustentadas e as partilhas devidas com as... as quê? Ah, sim, as comunidades, mas as locais.

Sem ter nada contra as pobres das crianças, a quem já basta terem tal progenitor, bem que gostava de ver os filhos de um Lacão levantarem os seus rabinhos de 6, 7, 8 ou 9 aninhos, uma hora ou duas mais cedo para se fazerem à estrada meios a dormir, sobretudo pela fresquinha dos meses de Outubro a Março e levarem com outro tanto ao fim do dia.

Este Governo estará a "
encerrar localidades deste país", é verdade, mas pior, muito pior, está a encerrar a infância de 3 ou 4% dos pequeninos deste país que serão deslocados, desenraizados, passarão, ainda mais, o seu tempo de brincar na estrada; se tiverem avós ou outra família em casa, tanto faz, urbanismo selvagem é isto mesmo.

Mas BLÁ-BLÁ-BLÁ, BLÁ-BLÁ, BLÁ-BLÁ,
e
ninguém falou nisto, que quanto a mim, no meu fraco entender e desculpem-me a franqueza, é o problema mais grave, gravíssimo, e sem retorno.

E com toda a lata que o assiste o Lacão rematou:

O objectivo é, disse o governante, «contribuir para a valorização da qualidade pedagógica», considerando que não são admissíveis casos de professores que leccionam em simultâneo do primeiro ao quarto anos e a existência de escolas «degradadas, sem condição de salas de aulas para adaptar o plano tecnológico, ter bibliotecas, salas de informática, acesso á internet, refeitórios adequados».

"a valorização da qualidade pedagógica" ???
Pegar nuns miúdos pequenos que frequentam uma escola no seu meio social e familiar, que têm a sorte de não frequentar turmas sobre-lotadas entregues a um professor que tem de lidar com mais crianças do que aquelas que consegue gerir (já nem falo em educar) e espetar com eles numa carrinha de manhã e à tarde é valorização da qualidade pedagógica ? Segundo quem?

Qual é o país civilizado onde se pretende aumentar o número de crianças por turma em vez de o tentar diminuir, a menos que seja por razões económicas? A bem de quê?

"Salas de aulas para adaptar o plano tecnológico"?
Para crianças do 1º ciclo do ensino básico? Mas de que é que o Lacão precisa para ligar os preciosos "Magalhães"?


"Salas de informática e
acesso à internet" ?
Para escolas com menos de 20 crianças? Qual é a dificuldade? Fica mais barato do que o combustível e os seguros de transportar as crianças ao longo de um ano lectivo. Vê se te enxergas ó Lacão e se compras uns binóculos à Ministra do pelouro; Pede os computadores ao tipo da Microsoft que ele resolve-te o drama num estantinho. Parvalhão!


Bibliotecas?

Cínico. Quais são as escolas básicas que as têm? Comprem uma carrinha e levem a biblioteca até às crianças, talvez se espantassem com os resultados.


Refeitórios adequados
?
Uma cozinha limpa, higiénica, e quatro mesas para menos de 20 gatinhos pingados...

Ó Lacão vai-te catar, o vosso negócio é "números" mas não incluem de forma alguma os 3 ou 4% de crianças para quem o Governo se está borrifando.

Vale tudo para "vencer a crise" - leia-se: ficar bem na fotografia para a posteridade, para distribuir pelos amigos europeus. Pois mas não ficam, não são fotogénicos, são feios porcos e maus.

Oxalá não lhes faltem 3 ou 4% nas legislativas, talvez fiquem espantados com como podem ser fundamentais.



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DEPOIS DE MORTOS SOMOS TODOS BONS

Já uma vez escrevi por aqui, muito sumariamente, o que penso de António Barreto; foi já há muito tempo, em Outubro de 2007, a propósito de um artigo seu, «Sócrates, o ditador», que publiquei na integra.

Hoje volto a publicar aqui um artigo seu, não porque seja novidade, em sentido algum, mas porque me dá a volta ao estômago a forma como se aproveitam muitas ocasiões de "elogio fúnebre" para lavar a vida conspurcada de muito filho da outra e, já agora, aproveitam muitos para também irem lavando as mãos das mesmas ou de outras trampas em que andaram mergulhados.



«ANGOLA É NOSSA»

por António Barreto
13 de Abril de 2008

« "Holocausto em Angola" não é um livro de história. É um testemunho. O seu autor viu tudo, soube de tudo.»

«Só hoje me chegou às mãos um livro editado em 2007, "Holocausto em Angola", da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega). O subtítulo diz: 'Memórias de entre o cárcere e o cemitério'. O livro é surpreendente. Chocante. Para mim, foi. E creio que o será para toda a gente, mesmo os que 'já sabiam'. Só o não será para os que sempre souberam tudo. O autor foi funcionário da Diamang, tendo chegado a Angola a 9 de Novembro de 1975, dois dias antes da proclamação da independência pelo MPLA. Passou três anos na cadeia, entre 1977 e 1980. Nunca foi julgado ou condenado. Aproveitou o papel dos maços de tabaco para tomar notas e escrever as memórias, que agora edita. Não é um livro de história, nem de análise política. É um testemunho. Ele viu tudo, soube de tudo. O que ali se lê é repugnante. Os assassínios, as prisões e a tortura que se praticaram até à independência, com a conivência, a cumplicidade, a ajuda e o incitamento das autoridades portuguesas. E os massacres, as torturas, as exacções e os assassinatos que se cometeram após a independência e que antecederam a guerra civil que viria a durar mais de vinte anos, fazendo centenas de milhares de mortos. O livro, de extensas 600 páginas, não pode ser resumido. Mas sobre ele algo se pode dizer. O horror em Angola começou ainda durante a presença portuguesa. Em 1975, meses antes da independência, já se faziam 'julgamentos populares', perante a passividade das autoridades. Num caso relatado pelo autor, eram milhares os espectadores reunidos num estádio de futebol. Sete pessoas foram acusadas de crimes e traições, sumariamente julgadas, condenadas e executadas a tiro diante de toda a gente. As forças militares portuguesas e os serviços de ordem e segurança estavam ausentes. Ou presentes como espectadores.

A impotência ou a passividade cúmplice são uma coisa. A acção deliberada, outra. O que fizeram as autoridades portuguesas durante a transição foi crime de traição e crime contra a humanidade. O livro revela os actos do Alto-Comissário Almirante Rosa Coutinho, o modo como serviu o MPLA, tudo fez para derrotar os outros movimentos e se aliou explicitamente ao PCP, à União Soviética e a Cuba. Terá sido mesmo um dos autores dos planos de intervenção, em Angola, de dezenas de milhares de militares cubanos e de quantidades imensas de armamento soviético. O livro publica, em fac simile, uma carta do Alto-Comissário (em papel timbrado do antigo gabinete do Governador-geral) dirigida, em Dezembro de 1974, ao então Presidente do MPLA, Agostinho Neto, futuro presidente da República. Diz ele:


"Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela".

Estes gestos das autoridades portuguesas deixaram semente. Anos depois, aquando dos golpes e contra-golpes de 27 de Maio de 1977 (em que foram assassinados e executados sem julgamento milhares de pessoas, entre os quais os mais conhecidos Nito Alves e a portuguesa e comunista Sita Valles), alguns portugueses encontravam-se ameaçados. Um deles era Manuel Ennes Ferreira, economista e professor. Tendo-lhe sido assegurada, pelas autoridades portuguesas, a protecção de que tanto necessitava, dirigiu-se à Embaixada de Portugal em Luanda. Aqui, foi informado de que o vice-cônsul tinha acabado de falar com o Ministro dos Negócios Estrangeiros. Estaria assim garantido um contacto com o Presidente da República. Tudo parecia em ordem. Pouco depois, foi conduzido de carro à Presidência da República, de onde transitou directamente para a cadeia, na qual foi interrogado e torturado vezes sem fim. Américo Botelho conheceu-o na prisão e viu o estado em que se encontrava cada vez que era interrogado.
Muitos dos responsáveis pelos interrogatórios, pela tortura e pelos massacres angolanos foram, por sua vez, torturados e assassinados. Muitos outros estão hoje vivos e ocupam cargos importantes. Os seus nomes aparecem frequentemente citados, tanto lá como cá. Eles são políticos democráticos aceites pela comunidade internacional. Gestores de grandes empresas com investimentos crescentes em Portugal. Escritores e intelectuais que se passeiam no Chiado e recebem prémios de consagração pelos seus contributos para a cultura lusófona.

Este livro é, em certo sentido, desmoralizador. Confirma o que se sabia: que a esquerda perdoa o terror, desde que cometido em seu nome. Que a esquerda é capaz de tudo, da tortura e do assassinato, desde que ao serviço do seu poder. Que a direita perdoa tudo, desde que ganhe alguma coisa com isso. Que a direita esquece tudo, desde que os negócios floresçam. A esquerda e a direita portuguesas têm, em Angola, o seu retrato. Os portugueses, banqueiros e comerciantes, ministros e gestores, comunistas e democratas, correm hoje a Angola, onde aliás se cruzam com a melhor sociedade americana, chinesa ou francesa.


Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que cantam.

Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?»

(clique para aumentar; aumenta de novo após aberto)




... MAS QUE VOAM, VOAM

Hoje recebi um e-mail com a imagem da deusa Hare Baba.
Macacos me mordam se há uma deusa indu chamada Hare Baba...
Adiante.
Dizia lá no tal e-mail:

«Esta é a deusa do dinheiro. Mande-a para 6 melhores amigos ou membros de sua familia e fique rico em 4 dias. Envie para 12 amigos ou familia e fique rico em 2 dias. Nao é brincadeira. Voce vai receber uma quantia de dinheiro com a qual voce nao estava contando. Se voce apagar, voce nunca vai saber... »


Oh pá... Se enviar a 6 fico rica em 4 dias,
para 12 enriqueço em 48 horas... Oh pá...

Pelas minhas contas se publicar no blog por volta das 3 horas da tarde, juntar uma fotografia da J. Lo e outra do George Clooney (não tenho nada a dizer deles mas têm muita procura na Net), é certinho que là para as 8 da noite estou a aterrar em Paris para jantar no " La Tour d´Argent"

´Bora lá então...














Se resultar amanhã pranto aqui um post com a Torre Eiffel e para a semana podem contar com um postal da Ópera de Sidney
Se não resultar não podem dizer que não me esforcei.


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COMPREENDE-SE...


"Tive ocasião de assinalar ao senhor primeiro ministro marroquino, [Abbas El Fassi] que o sector empresarial português tem muito interesse em acompanhar o projecto de Alta Velocidade aqui em Marrocos, que está já a desenvolver-se na fase de concurso. E tenho a certeza de que a experiência portuguesa se pode somar à experiência marroquina para que esses projectos venham a ter sucesso"

José Socrates, 2 Junho, 2010, em Marrocos




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A CABALA NEGRA EUROPEIA

Fonte: "Sol on line"

A Direcção-Geral do Mercado Interno da Comissão Europeia diz que Portugal

  • infringiu as leis comunitárias, que o Governo distorceu o princípio da concorrência,
  • que houve falta de transparência nos procedimentos adoptados,
  • que poderá ter havido «um desperdício de dinheiros públicos»,
afirmando ainda que as regras europeias violadas por Portugal visam também garantir «salvaguardas mais rigorosas contra a corrupção».

O Governo tem dois meses para demonstrar à Comissão que procedimentos adoptados foram desenvolvidos dentro da legalidade

Falam de quê?



Falam da distribuição de mais de 1,2 milhões de computadores, e software, por alunos e professores – incluindo cerca de 500 mil Magalhães – a preços reduzidos,para onde foram canalizados grande parte dos fundos públicos de cerca de 1,3 mil milhões de euros.

A Comissão classifica taxativamente as contrapartidas de 1,3 mil milhões de euros de «fundos públicos».

«A CE está preocupada por Portugal não ter cumprido as suas obrigações ao não ter aberto um concurso público para o fornecimento de computadores e de serviços de internet associados», segundo fonte oficial da CE.

«As autoridades portuguesas distorceram o principio da concorrência ao definirem os termos e condições precisas para o fornecimento de computadores e serviços associados à Internet e, subsequentemente, ao promoverem ajustes directos dos contratos públicos a operadores de telecomunicações sem concurso público adequado. Esta prática pode ter resultado também no desperdício de dinheiros públicos»

As operadoras de telecomunicações estavam obrigadas a investir este montante (1,3 mil milhões de euros)na sociedade de informação na sequência do concurso para atribuição de licenças de telemóveis de terceira geração.

Estas considerações da CE vão de encontro às conclusões preliminares da Comissão Parlamentar de Inquérito à Fundação para as Comunicações Móvei
s.
Fora do processo de infracção ficou o programa e-escolinha.

Desde Maio de 2009 que a Comissão vinha avisando o Governo de que considerava que a distribuição de computadores pela comunidade escolar, nomeadamente do Magalhães, tinha que ser precedida de um concurso público.

E COMO "SE VIRA O BICO AO PREGO"?

Face aos avisos da Comissão o Governo abriu um concurso público em Janeiro de 2010 para a aquisição de mais 250 mil computadores a distribuir no âmbito do programa e-escolinha.
Este foi ganho pela JP Sá Couto, que fabrica o Magalhães.
Relativamente a este último concurso a CE considerou que a legalidade tinha sido reposta.


Na sequência desta atitude da CE secretário de Estado das Comunicações Paulo Campos (um dos impulsionadores do programa e-escolinhas juntamente com Mário Lino)aproveitou para limpar a face e declarou à Lusa:

«Em primeiro lugar, eu queria congratular-me com a decisão da Comissão da Europeia de arquivar o procedimento e o pedido de esclarecimento que tinha feito relativamente à aquisição do computador Magalhães».

«As dúvidas sobre a aquisição do Magalhães terminaram».

E aproveitou para reavivar a vitimização do Governo pela tal "cabala negra":

A decisão de Bruxelas veio demonstrar que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito à Fundação para as Comunicações Móveis «não são para o apuramento da verdade», sendo «única e exclusivamente uma arma de arremesso político contra um dos programas mais importantes de combate à infoexclusão (?) em Portugal».

Pois. A verdade é que a Comissão Europeia ameaçou levar Portugal a tribunal se Lisboa não corrigir, nos próximos dois meses, as incorrecções detectadas na forma como adjudicou, sem concurso público, o fornecimento de computadores portáteis a estudantes, professores e estagiários no âmbito dos programas de educação e-Escolas, e-Professores e e-Oportunidades.

Daqui a dois meses estaremos em Agosto... Quem é que vai pensar em Bruxelas? Nem sequer tem praia... Em Setembro terão fechado cerca e 900 escolas e toca a dar muitos "Vivas" ao "Magalhães" e à escola virtual





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DE BRUXELAS COM FERVOR

Daniel Cohn-Bendit não é bem rapaz que faça o meu género...
Reconheço em Cohn-Bendit as qualidades de "líder de opinião" que tem conseguido ser ao longo de muitos anos, quer relativamente às facções políticas que lhe são próximas como tocando as emoções de outros menos arreigados mas crentes em que é com fervor que se salva o mundo.

Não sei como se salva o mundo nem sequer se o mundo tem salvação; quero acreditar que sim. E também acredito que, em SOS, o fervor faz falta - só em "futebois" não chega... mas só fervores também não chega.

O fervor só não chega mas ajuda muito o espírito revolucionário - entusiasma, conquista, convence, fideliza. O fervoroso tem meio caminho andado para liderar - a parte plana, depois há o resto que é a subir... Poder-se-ia escrever um "Manual da liderança revolucionária à esquerda e à direita" com inúmeros capítulos dedicados à acção, reacção e repercussão do fervor revolucionário.

E poderia bem ser Daniel Cohn-Bendit a escrevê-lo, ele sabe da coisa. (Co-autor, com o irmão, de Obsolete Communism: The Left-Wing Alternative )

Este rapaz nascido em 1945 de família alemã refugiada em França, de nacionalidade alemã por opção, crescido entre os anarquistas do "Maio 68" em França, país que representa enquanto eurodeputado, e activista político em Itália (combinação quimicamente instável esta...), é actualmente co-presidente o grupo parlamentar Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia no Parlamento Europeu, opositor declarado de Durão Barroso.

Um destes dias Daniel resolveu dar mais um dos seus bem conhecidos "shows" em sede própria tendo por tema de fundo a situação da Grécia (e por tema profundo a denúncia da política económica da Comunidade Europeia).

Tendo em conta de onde vem, vale a atenção de ver, sobretudo ouvir e depois reflectir mantendo a mente alerta, atendendo ao que nos toca e ao que por aí virá.




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NO TRABALHO FAZ CHUVA, NA ECONOMIA TROVEJA

Taxa de desemprego quebrou novo recorde de 10,8% em Abril

Eurostat, 1 de Junho - Portugal exibe agora a quarta taxa de desemprego mais elevada da Zona Euro; o desemprego médio subiu de 10% para 10,1% entre Março e Abril.

Espanha (19,7%), Eslováquia (14,1%) e Irlanda (13,2%) são os países do euro mais castigados pelo desemprego. Não são apresentados dados actualizados para a Grécia

O universo dos desempregados em Portugal passou de 10,6% em Março para 10,8% em Abril, comparado com 9,2% em Abril 2009.

Os dados hoje revelados indicam que 595 mil portugueses procuraram agora activamente trabalho sem sucesso.
Este valor recorde significa que 76 mil portugueses foram afastados do mercado de trabalho no espaço de um ano – 11 mil só durante o mês de Abril.

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A "fase da sazonalidade", que refere a Lenucha André, será uma (long) Silly Season? Olhe, rica, se não é parece e, como dizia o Prof. Doutor do chapéu preto, "em política o que parece É".

Há pouco mais de duas semanas, a ministra do Trabalho e Solidariedade Social, Helena André, dizia:
"Entrámos já naquela que é chamada a fase da sazonalidade, portanto eu espero que os dados de Abril sejam já também no sentido daquilo que foram os dados do crescimento económico".



A OCDE, a última a actualizar previsões macroeconómicas, calcula que a taxa de desemprego subirá de 9,5% em 2009 para uma média anual de 10,6% em 2010, antes de baixar muito ligeiramente para 10,4% no próximo ano.

Havia uma piada sobre o Dr. Álvaro Cunhal que referia que se podia dizer-lhe ou perguntar-lhe fosse o que fosse que ele afirmava e respondia sempre como quisesse.
Veio-me à ideia que Vieira da Silva deverá ter aprendido umas coisas com o Dr. Cunhal...


Face ao relatório de previsões da OCDE, Vieira da Silva, ministro da Economia, afirmou que o Governo mantém a sua previsão de uma taxa de desemprego de 9,8% neste ano e no próximo.

"Não revemos, nem o crescimento económico nem o desemprego, isto são estimativas da OCDE, que é uma organização respeitável e credível, mas não vamos agora substituir as estimativas do Governo pelas da OCDE"

Compreendo a postura do Governo e de Vieira da Silva em particular:
considerando (e considerada) a OCDE "uma organização respeitável e credível", só faltava agora o nosso famigerado Governo levar estas estimativas em consideração; é que ficavam todos mal na fotografia - o Governo e, sobretudo, a OCDE. Haja coerência.

Fonte - Jornal de Negócios - 1/06/2010




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