.

.
.
.
.
.

HOJE DEU-ME PARA O TRABALHO

Ministra do Trabalho - 17 de Maio

"Temos a noção de que é um plano que tem medidas que poderão ter impactos negativos sobre o emprego e trabalharemos todos em conjunto no sentido de poder melhorar ao máximo esse impacto negativo e podermos também começar a ter algumas perspectivas positivas relativamente ao emprego".

Pois claro, senhora ministra, já percebemos que estão todos a trabalhar para poderem melhorar ao máximo esse impacto negativo. Aliás têm vindo a fazê-lo consolidada e continuamente. Quando vier alguém que tente reverter para um mínimo esse impacto negativo queiram fazer o favorzinho de me avisarem que é para eu votar em conformidade.

Ministra do Trabalho - 5 de Maio

"Estas medidas (revisão do regime de subsídio de desemprego) nunca tiveram a ver com a poupança, mas sim com fazer voltar os desempregados, o mais rapidamente possível, ao activo", disse aos jornalistas no final da reunião de concertação social, confrontada com a estimativa do Governo de uma poupança na ordem dos 40 milhões de euros.

Sim senhora ministra, nem o próprio José estaria melhor, nunca tiveram a ver com a poupança, mais 40 milhões, menos 40 milhões... uma verdadeira socrática; aliás a sua corrente filosófica está indubitavelmente correcta: nada como cortar nos subsídios de desemprego para "fazer voltar os desempregados, o mais rapidamente possível, ao activo". O problema é que o "activo" virou "passivo", a taxa de desemprego atinge valores nunca antes navegados e continuamos a meter água no bote.


Ministra do Trabalho - 25 de Maio

Estamos numa situação difícil no país e é necessário que todos possam dar as mãos para podermos ultrapassar esta dificuldade. Precisamos do empenho de todos os portugueses”, afirmou a ministra do trabalho.

Ó senhora ministra, pode estar certa de que não tarda mesmo nada o portugueses vão estar todos empenhados - vai dar um arejamento nas pratas da família e das prendas de casamento que vai ser uma alegria, nem os anelitos de noivado se safam. Quanto a essa de podermos dar todos as mãos para ultrapassar as dificuldades... será que o que pretendia dizer era "estendermos todos as mãos para não sucumbirmos às dificuldades"? É que de outra maneira não estou a ver...


Ó Lenicha, diga-me cá uma coisa, quando a menina nasceu era uma bebé loirinha, loirinha, não era?

Sem comentários: