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O REI VAI NU

Ele há coisas do caraças...

Quem me convenceria de que me lembraria do Ary dos Santos a propósito de Pacheco Pereira?

Pois mas foi mesmo assim. Não é grande enigma, vejam lá se adivinham por quê.

Há que dizer-se das coisas

«Há que dizer-se das coisas
o somenos que elas são.
Se for um copo é um copo
se for um cão é um cão.
Mas quando o copo se parte
e quando o cão faz ão ão?
Então o copo é um caco
e o cão não passa de um cão

Quatro cacos são um copo
quatro latidos um cão
Mas se forem de vidraça
e logo forem janela?
Mas se forem de pirraça
e logo forem cadela?
E se o copo for rachado?
E se o cão não tiver dono?
Não é um copo é um gato
não é um cão é um chato
que nos interrompe o sono

E se o chato não for chato
e apenas cão sem coleira?
E se o copo for de sopa?
Não é um copo é um prato
não é um cão é literato
que anda sem eira nem beira
e não ganha para a roupa.

E se o prato for de merda
E se o literato for de esquerda?
Parte-se o prato que é caco
mata-se o vate que é cão
e escrevemos então
parte prato sape gato
vai-te vate foge cão.
Assim se chamam as coisas
pelos nomes que elas são.»

................ Ary dos Santos

Vai daí...




RTP / ANTENA 1

«O deputado Pacheco Pereira é bastante crítico na declaração de voto que apresentou depois de a comissão parlamentar de inquérito ao negócio PT/TVI ter aprovado o relatório final. O deputado do PSD critica a mesa presidida pelo também social-democrata Mota Amaral por não ter permitido a utilização das escutas telefónicas ao primeiro-ministro. Pacheco Pereira acusa ainda José Sócrates de ter participado na tentativa de compra da TVI por parte da PT e de ter mentido ao Parlamento quando disse que não tinha conhecimento do negócio. Ouça estas declarações de Pacheco Pereira na reportagem da jornalista Susana Barros.»
2010-06-18 19:09:02
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Comissão de inquérito
Pacheco Pereira conclui: "O primeiro-ministro mentiu"

18.06.2010 - Por Nuno Simas In "Público"

«A declaração de voto de Pacheco Pereira (PSD)
implica directamente o primeiro-ministro e o PS na tentativa de compra da TVI pela PT. O texto foi apresentado hoje pelo deputado social-democrata na comissão parlamentar de inquérito ao caso PT/TVI, horas depois de ter aprovado o relatório, com os votos contra do PS e os votos favoráveis do PSD, CDS, PCP e BE»

«No texto, a que o PÚBLICO teve acesso, Pacheco responde às duas perguntas que estiveram na base do inquérito: se o Governo interveio ou não no processo e se Sócrates mentiu ao Parlamento.

"Sim, houve participação governamental (em particular com origem no primeiro-ministro e executada por quadros do PS colocados em posições cimeiras em empresas em que o Estado tem qualquer forma de participação directa ou indirecta) numa tentativa de, em ano eleitoral, controlar vários órgãos de comunicação social, nomeadamente a TVI", lê-se no texto em resposta à primeira pergunta.

A resposta à segunda também é pela positiva:
"Sim, o primeiro-ministro sabia, foi informado pessoalmente do que se passava e, por via indirecta, conhecemos indicações suas sobre o modo como os executantes deviam proceder. E, por isso, mentiu ao Parlamento. Ele não queria ter a fama (de controlar a comunicação social), sem ter o proveito (de a controlar de facto) e procedeu e permitiu que procedessem em consequência, conforme as suas intenções publicamente anunciadas no congresso do PS."

Para Pacheco, o relator e a comissão "auto-mutilaram-se" por não usar os resumos das escutas, obtidas legalmente. Atingindo Mota Amaral, criticado abertamente por Passos Coelho e o PSD. O presidente da CPI "tomou uma decisão que foi polémica e levou a que se chegasse a "conclusões muito incompletas" ou "conclusões inconclusivas" e "mais dúvidas" do que havia no início do processo. "Tenho pena que a comissão não tenha podido ir mais longe, dado que dispunha de informação que talvez tivesse permitido outro tipo de actuação", acrescentou. O que também justifica o facto de não apresentar qualquer moção de censura.

Comportamentos, concluiu, de "extrema gravidade numa democracia".
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