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CURTA, SECA E DURA

- Há aqueles que não gostam da "velha" porque têm azar a tudo o que cheire a PSD. OK.

- Há os outros que não gostam da "velha" porque vão nas músicas do marketing político: queriam uma versão mais "politicamente correcta" , para usar uma expressão tão idiota quanto bem aplicada ao caso, queriam mais "maquilhagem" em todos os sentidos, não apenas a do rosto, queriam mais "rodriguinhos" como os dos filmes para agradar a gregos e troianos. Deixa-los...

-E há os que não gostam da "velha" porque "a Velha", A Bruxa" não serve os seus inconfessos interesses.
A senhora não vai em
carnavais, não acata as negociatas de companheiros e camaradas do seu partido ou do partido do lado, não compactua com a fraude político-financeira que nos vêm a impingir com a maior das latas. Numa palavra, é INCONVENIÊNTE.

Se eu gosto da "velha"? Não gosto nem desgosto, respeito-a, o que, nesta altura do campeonato nacional, é uma raridade mais do que suficiente. A Senhora tem uma qualidade actualmente pouco apreciada, pouco "fashion" mas desgraçadamente necessária a esta réstia de país que é o nosso: é séria, tem Carácter.

Estou-me nas tintas para o partido, para o marketing e para o "politicamente correcto".
Estou-me mesmo nas tintas para as "primeiras pedras" que muitos se apressam a atirar-lhe, repetindo frases barbitúricas que foram objectivamente difundidas pela comunicação social controlada por rédea atenta.

Se a Senhora é o "meu candidato de sonho"? Não, não é mas está muito mais longe de ser o meu pesadelo.

Se a Senhora fosse primeiro-ministro viveríamos nesta
rebaldaria? Ora...

Estou em crer que mesmo os que não gramam a "velha", e mesmo que seja só de si para si e sem o dizer alto, reconhecem que a rebaldaria nacional entrava nos eixos, ou, no mínimo, iria ter de se debater com terríveis entraves. Muitos temem isso mesmo.
E essa é outra inconveniência... A rebaldaria nacional tem muitos, muitíssimos clientes.

A rebaldaria nacional é a "galinha dos ovos de ouro" de uma capoeira privada e o Zé-Povo que sustente o estupor da galinha;
Se a "velha" se apanhasse com a faca na mão o estupor da galinha virava canja num instante - não dava jeito...


Veio isto a propósito de quê?
Veio a propósito d
a primeira coisa que li desde que começou a novela do Orçamento 2011 que em que me vejo de facto reflectida; Curta, seca e dura, na "mouche"; Tudo o resto é conversa a mais sobre aquilo que estamos todos fartos de saber.

"Manuela Ferreira Leite, mulher com conhecimento de causa no que toca a finanças públicas, que deixou a cadeira da liderança do PSD para Passos Coelho, deixou também o protagonismo para outros e pouco se tem pronunciado sobre as contas do Estado.

Falou agora. E não foi meiga:
«Este Orçamento é uma vigarice
e os seus autores mereciam ser presos»
"
In "IOL on Line", 22 Out.

Haverá quem vá vociferar, quem considere que é um exagero, etc.

Eu não gosto que me mintam; Se se tratar de mentiras de Estado nem é uma questão de gosto, é crime.

É inadmissível que os dirigentes de um Estado escondam, atrás de moitas que vão plantando, a situação real pela qual não conseguem, nem querem, responsabilizar-se, os buracos que criaram e mais os outros que desconheciam e ainda os permitiram, as situações imorais que favoreceram e desenvolveram, as colocações em lugares chave, das empresas públicas aos mais altos escalões da "Justiça", dos principescamente pagos amigalhaços das politiquices e das negociatas.
Tudo isto está contido nesta novela ordinária que tem sido a abordagem do Orçamento de 2011, como já o foi no de 2010 e suas rectificações nas cenas dos próximos episódios.

É inadmissível mas todos temos vindo a permiti-lo dentro da maior impunidade, os únicos punidos somos nós, os cidadãos, os eleitores, os contribuintes. Talvez não seja malfeito, temos aquilo que merecemos.

Gajos assim, actuantes e encobridores, deviam ser presos, por estranho e exagerado que isso possa parecer neste país amoral e desconhecedor da seriedade pública, e privada.

Enquanto as pessoas não compreenderem isto, não tiverem a noção profunda de que assim é, não há safa possível, continuaremos a permitir que nos roubem, que nos gozem e ainda pagamos para ver.

"Eles são uns malandros, eles são uns bandalhos", rosnamos pelas esquinas...

"Eles" são uns malandros, a "bandalheira" somos todos nós.


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2 comentários:

Anónimo disse...

ZPedro disse:

Gente providencial, em política, livrem-nos deles! Se a senhora fosse 1º ministro acataria, como os que lá estão, as directivas de Bruxelas, da senhora Merkel, e dos senhores da finança sem pátria, nomeadamente, o Grupo de Bilderberg. Para ...saber quem está na calha, é só googlar para saber quem foram as presenças portuguesas na reunião anual deste selecto grupo. Sócrates esteve lá, e logo a seguir foi dirigir o PS, e meses depois, ganhou as eleições. Por acaso, os convidados na reunião deste ano (junho) foram, para além de Pinto Balsemão (membro permanente), Manuel Pinho (o dos corninhos, e ancien do LFCL), e ... Manuela Ferreira Leite! Curta, grossa e sem maquilhagem!
Fia-te na virgem ;-)

Alex. disse...

Vamos lá a ver se a gente se entende:

Primeiro - não me passa pela cabeça que quem manda em Portugal são os portugueses; nem sequer me passa pela cabeça que seja um português, ou dois, ou três.

Vai daí - podes, se te deres à inconsequente pachorra, dar uma voltinha no primeiro post do RealGana, aquele com que abri o blog; ou
até os dois primeiros, que estão de alguma forma relacionados.

Posto isto - que o governo, este ou outro, tem directivas muito concretas a cumprir é evidente. Menos evidente são as directivas que não vêm de Bruxelas mas do Poder real que amofina o Mundo. Até aí chega qualquer mortal atento.

Mas

Não me venham com o Grupo Bilderberg para justificar todas as canalhices descontroladas. O Poder oculto existe e é activo, promove os seus "protegidos" que têm uma linha de acção a cumprir.
Há anos apelava-se à maçonaria e à opus dei; a coisa está caduca por ser desaquada aos novos tempos (entre outras coisas - como a semi-controlada abertura ao povo - não se pode dividir a humanidade em machos e fêmeas).
A política económica e financeira é uma coisa, a ocultação, ou a sua tentativa, da real situação da economia de um Estado é outra, e é crime.
E não é o Grupo Bilderberg, ou Bruxelas, ou o Tanas que é responsável por esse tipo de opção política

Estes tipos são uns sacanas, comportam-se de acordo com aquilo que são e o povo que somos permite-o.

Não me fio na virgem, nunca me fiaria, não coloco a Ferreira Leite nos píncaros de altar algum, porém entre ela e estes sacanas impunes decorrem anos-luz de competência e carácter. A mulher é incômoda e ingramável por isso mesmo: não faz o corpo à curva à rebaldaria nacional e essa, a rebaldaria, é imprescindível à livre circulação de negociatas ocultas e tráficos de influências que as sustentam.

Estamos entendidos?