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A - CAUTELAR

link - COMUNICADO DA ADMINISTRAÇÃO DO SOL

(Deixo aqui só o bocadinho que mais gostei)

«Nos termos da legislação em vigor, a Administração da sociedade O SOL é Essencial S.A., como é de lei, não interfere, não conhece previamente, não sugere e não condiciona qualquer conteúdo do jornal, pelo que não tem a capacidade formal de cumprir a decisão judicial referida.

A Administração está inteira e incondicionalmente solidária com todos os jornalistas e com a Direcção Editorial do jornal.»

Lisboa, 12/02/10, A Administração

link - COMUNICADO DA DIRECÇÃO DO SOL

«Para a direcção do Sol, "a interposição da providência cautelar mais não visou do que o encobrimento de factos cujo interesse público é já indiscutível". »

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"Fosse deixado a mim decidir se deveriam ter um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento em preferir este último"
Thomas Jefferson

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«A edição de hoje do semanário Sol volta a transcrever extractos do despacho do procurador João Marques Vidal, responsável pelo caso Face Oculta, em que considera haver "indícios muito fortes" do envolvimento do Governo, "nomeadamente o primeiro ministro", num plano de controlo de vários meios de Comunicação Social, além da TVI. Do despacho constam transcrições de escutas telefónicas envolvendo Armando Vara, então administrador do BCP, Paulo Penedos, assessor da PT, dois administradores da mesma empresa e o proprietário da Controlinveste, Joaquim Oliveira.»
in "Jornal de Negócios online"

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PREVISÃO...


AMANHÃ PREVÊ-SE

LISBOA :
MIN.4ºC
MAX.9ºC

PORTO:
MIN.2ºC
MAX9ºC

FARO:
MIN.9ºC
MAX.13ºC


AMANHÃ VAI SER UM DIA QUENTE...


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O SOL, QUANDO NASCE, É PARA TODOS?

SEMANÁRIO "SOL", Última actualização às 15:15 - 11FEV2010

«Oficiais de justiça estão a tentar notificar o semanário «Sol» com uma providência cautelar para impedir a publicação do jornal nesta sexta-feira, apurou a TVI.»

(Cá para mim deve de haver uma malapata qualquer com os "jornais de 6ª-feira...)

«À porta do jornal estiveram um oficial de justiça e uma advogada a tentar notificar responsáveis pelo semanário, mas acabaram por se retirar por não estarem presentes os nomes citados na notificação. Prometaram voltar mais tarde para entregarem a notificação. »

«A providência vem da parte de Rui Pedro Soares, um dos administradores da PT e um dos nomes que consta nas escutas que o semanário «Sol» trouxe a público na sua última edição.»
(Ah, pronto, é um administrador da PT, nada, nada a ver com o governo...
Se quiserem saber quem é este mimo de jovem vejam aí ao fim do post)


«Em causa nestas escutas estão conversas, que também envolvem Armando Vara e Paulo Penedos, e que indicam a suposta interferência do Governo de José Sócrates na tentativa de compra da TVI pela PT.» (Hupss...)



Mais um problema que tem de ser "resolvido";
Será que os jornalistas visados (o director, José António Saraiva, e a duas jornalistas, Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo) também são dementes mentais e precisam de ser internados?
Isto resolvia-se bem fazendo um hospital psiquiátrico onde funcionassem TODOS os meios de comunicação social - punham-se um senhor doutor e uma grande equipa de "boys" a vigiar os escritos dos "malucos" e estava o caso arrumado
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Citando:

“Na altura em que fui Provedor do Público, escrevi uma crónica na qual referia que chegaria um momento de desobediência civil por parte dos jornalistas. Chegou esse momento. As escutas devem ser publicadas, os jornalistas devem esforçar-se por publicá-las e não se deixarem intimidar”
“O que está em causa é matéria de interesse público e o interesse público sobrepõe-se aos direitos privados dos cidadãos”,
Joaquim Vieira,
presidente do Observatório de Imprensa.

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Rui Pedro Soares - Quem é? .....................Foto: Pedro Granadeiro

«A face oculta das escutas»

«Quem é Rui Pedro Soares, o administrador da PT que surge nas gravações como o alegado pivô do negócio TVI?»

«Os dois momentos mais altos da sua, curta, carreira - tem 36 anos - tinham, até agora, sido estampados em T-shirts. E são a melhor ilustração da passagem dos anos por este jovem do Porto que integra o restrito conselho de administração onde se sentam os 25 executivos de topo de uma das maiores empresas portuguesas, a Portugal Telecom (PT). Foi de Rui Pedro Soares a ideia de estampar em centenas de T-shirts a imagem de Che Guevara e o poema que Manuel Alegre dedicou ao revolucionário argentino ("O foco guerrilheiro existe sempre / Em cada um de nós existe um foco / Uma guerrilha possível, uma insubmissão"), que a Juventude Socialista (JS) de Lisboa, então liderada por este jovem estudante de Gestão de Marketing, exibiu nas acções de campanha para as eleições legislativas de 2002. O PS perdeu, mas Rui Pedro, que já propusera a mudança da cor das bandeiras da jota de amarelo para vermelho, e que se candidatara à liderança da organização com a moção "Nós vamos pela esquerda", fez a sua declaração política.»
.../...
«A sua biografia, no site da PT, é clara: "Rui Pedro Soares integra a Portugal Telecom em 2001, empresa onde tem vindo a consolidar a sua carreira profissional." A "consolidação" levou-o ao Olimpo da empresa, por indicação do accionista Estado, em 2006, onde aufere um montante anual de um milhão e duzentos mil euros, segundo contas do Diário Económico, a partir da tabela de remunerações fornecida pelas empresas do PSI-20, em 2009. Ou seja, Rui Pedro ganhará, por mês, 16 vezes mais que José Sócrates.»
.../...
«Quando, em 2004, os jornalistas falaram com ele, durante a campanha interna para a liderança do partido (que opôs Sócrates a Alegre e a João Soares), Rui Pedro foi descrito como um "informático". Era ele que geria a página online do candidato que acabaria por vencer.»
.../...
(Esta é a que eu gosto mais)

«Nas legislativas de 2005, conta um membro do staff de Sócrates, mantinham conversas regulares ao telemóvel: "O Paulo Penedos, enquanto membro da máquina de campanha, fartava-se de ligar ao Rui Pedro para ele, lá na PT, lhe arranjar telemóveis para o Sócrates - partia-se pelo menos um por semana", devido às "fúrias" do candidato, acrescenta.»
.../...
«Maio de 2009. A PJ tem os telemóveis dos socialistas Armando Vara e Paulo Penedos sob escuta, por causa das suas supostas ligações ao sucateiro Manuel Godinho, no âmbito do processo Face Oculta. Mas das conversas entre o administrador do BCP e o consultor da PT ressalta para os investigadores a existência de um suposto esquema para controlar a TVI e tirar do ecrã Manuela Moura Guedes e as notícias sobre o Freeport. A 26 desse mês, dá-se o primeiro contacto entre Penedos e o seu correligionário Rui Pedro Soares, administrador da PT e que, alegadamente, se torna o pivô da compra da estação televisiva pela Portugal Telecom.»

Pela vossa saúdinha, agora que espero ter conseguido atiçar-vos a curiosidade, leiam a totalidade deste artigo, publicado esta semana pela revista "Visão" disponível AQUI

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O "PLANO" DE JOSÉ, AFINAL QUAL É?

José António Saraiva, director do "SOL" deu uma entrevista; respondeu a 5 perguntas, ou pelo menos são estas que aparecem publicadas no "I on line".
Deixo aqui a última das 5 perguntas e a respectiva resposta. Esclarecedora.


«Concorda com a ideia de que vivemos os tempos mais difíceis para a liberdade de expressão desde 1974?»

J.A.S. -« No único almoço que o “Sol” teve com Sócrates em São Bento, ele às tantas disse-me que “isto de a gente tentar comprar jornalistas é um disparate, porque a melhor forma de controlar a imprensa é controlar os patrões”. Foi extraordinário o desplante de ter dito isto e depois ter posto esse plano em prática. De há algum tempo para cá, a sua estratégia tem sido controlar os patrões: foi o “Diário Económico” comprado pela Ongoing, a Controlinveste através do financiamento bancário, a TVI através da compra pela PT e depois com a Ongoing e por aí fora. A pouco e pouco, o que a gente vê é que a margem de liberdade começa a ser muito limitada através desse mecanismo simples: entrar por cima, sobretudo num período de crise económica, em que todos os grupos vivem com dificuldades financeiras e em que a chantagem e o controlo têm repercussões enormes, porque toda a gente tem medo de ter dificuldades de financiamento ou de publicidade se estiver contra o governo. »


Pessoalmente também acho que foi extraordinário o desplante de José ter dito isto, não só pela lata de o dizer (mais extraordinário ainda do que o pensar) ao director de um semanário mas, e sobretudo, pela ideia que demonstra ter da actividade jornalística, e até do assalariado em geral.
Ou seja: compra-se o patrão, manda-se nos empregados; quando os "empregados" são jornalistas manda-se no que eles podem ou não escrever, seja verdade ou mentira, estejam eles de acordo ou não, viole ou não as suas consciências.
Que se lixe, o que é preciso é Mandar.
É democrático.
É socialista.
E... Arre, é de Homem!

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MEU JOSÉ É INACREDITÁVEL

Uma das coisas que mais gosto em meu José é que é auto-suficiente.
E é um auto-suficiente internacional, não é um qualquer.

Vai daí disse ele ontem ao "New York Times":

1 - «Sócrates insiste que Portugal não precisa de ajuda da União Europeia.
"
Não precisamos de nada de Bruxelas"disse enfaticamente.»

Pois... precisar, precisar, não precisamos mas já que Bruxelas nos "dá" a gente aceita, e aproveita.

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2 - «Sócrates atribui a escalada no défice português a uma "descida aguda da receita fiscal" e assinalou que neste aspecto Portugal estava em linha com outros países europeus.
Ter um défice agora é “muito normal”, disse. “
Todos os países desenvolvidos têm problemas com os seus défices.”»
(Mas há pachorra para isto?)

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3 - «Esta semana, o governo socialista do Primeiro Ministro José Sócrates agitou-se para garantir aos mercados, e aos seus eleitores, que tem o que é preciso para trazer o défice – que atingiu 9.3% do PIB em 2009 – abaixo do limite de 3% colocado pela união monetária.

Faremos esse trabalho em três anos”, disse-nos Sócrates numa entrevista na sua residência oficial. “É uma tarefa difícil, claro, mas eu estou preparado para o fazer.”»
(P---- pá, quem é bom, é bom e "ainda está para nascer um primeiro-ministro como meu José)

«Sócrates rejeitou a noção de que Portugal está atrás dos seus parceiros europeus em produtividade e qualificação do trabalho. “Isso é uma ideia preconcebida”, disse. “Não tem nada a ver com a nossa economia”.»
(Pois claro, então meu José é lá homem para ser primeiro-ministro de um país que não esteja na linha da frente, era o que faltava...)

O original da irredutível entrevista completa (e vale o tempo de a ler), AQUI e a tradução ALI
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O melhor comentário que encontrei a esta notícia foi, de longe, o seguinte

no Blog "REPÚBLICA DO CÁUSTICO"
por João Maria Condeixa, em 10/2/10

«Antes que comecem para aí a dizer que Sócrates terá sido pretensioso, presunçoso, altaneiro e coiso e tal, com a frase "Não precisamos de nada de Bruxelas", dada em entrevista ao NY Times, convém esclarecer que o Primeiro-Ministro se referia à candidatura hoje lançada por Paulo Rangel, pois claro!»


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ACTUALIZAÇÃO


A petição "TODOS PELA LIBERDADE" tem já, às 18hoo de hoje, dia 10, 8265 assinaturas confirmadas; em menos de 48horas e dada a astenia portuguesa, é obra...

(E 3865 membros do grupo "TODOS PELA LIBERDADE" no Facebook, e a crescer...)

Estou esperando para ver a quantas chegará considerando que a entrega da petição é feita já amanhã pela hora do almoço.
Pela amostra, há mesmo muita gente a sentir-se mal com o estado a que chegaram as "Liberdades, Direitos e Garantias" no nosso país.

Como diz "o outro", liberdade, liberdade que a tem chama-lhe sua...

A título de curiosidade, digo eu, com muitas ou poucas assinaturas, o Senhor Presidente da Assembleia já fez saber aos promotores do "manifesto" que não os receberá para fazerem a entrega da petição assinada, eles que deixem na portaria...
De boas intensões está o inferno cheio... mas não com lotação esgotada.

A solitação:

«Em nome de Ana Margarida Craveiro
Enviada:quarta-feira,10 de Fevereiro de 2010 15:37
To:Correio.Geral@ar.parlamento.pt">Correio.Geral@ar.parlamento.pt> , Eduardo.Ambar@ar.parlamento.pt">Eduardo.Ambar@ar.parlamento.pt> , GABPAR.Correio@ar.parlamento.pt">GABPAR.Correio@ar.parlamento.pt

Assunto: entrega de manifesto "Todos pela Liberdade"

Ex.mo Senhor Chefe Gabinete de Sua Excelência, o Presidente da Assembleia da República,
Dr. Jaime Gama

Vimos pelo presente solicitar a Sua Excelência, o Presidente da Assembleia da República, através de V. Ex.ª, uma curta audição com o propósito de fazer chegar a Sua Excelência o texto e o suporte informático do Manifesto "Todos pela Liberdade", proposto pelos signatários e que mereceu já a subscrição de mais de 7.500 cidadãos. Porque o manifesto é dirigido a Sua Excelência, o Presidente da Assembleia da República, e dada a relevância e oportunidade do tema, propuseram-se os signatários, convidando todos quantos quisessem juntar-se-lhes, a concentrar-se amanhã, pacificamente, em frente à Assembleia da República, pelas 13:30 por forma a evidenciar-se a importância do respectivo teor.

Havendo da parte dos signatários total disponibilidade para serem recebidos, durante o dia de amanhã, à hora que mais convier a Sua Excelência, tomam os mesmos a liberdade, atendendo à hora da concentração agendada, de sugerir que a mesma tenha lugar pelas 14:30.

Aproveitamos a ocasião para apresentar a Sua Excelência, o Presidente da Assembleia da República, a expressão da nossa mais alta consideração. Com os melhores cumprimentos,

Ana Margarida Craveiro»

publicado por todospelaliberdade às 17:30

A resposta:

«From: GABPAR Correio < GABPAR.Correio@ar.parlamento.pt >
Date: 2010/2/10
Subject: RE: entrega de manifesto "Todos pela Liberdade"
To: Ana Margarida Craveiro
Exma. Senhora
Ana Margarida Craveiro


Tomámos boa nota da vossa pretensão. Podem os interessados fazer entrega do que entenderem por conveniente na Recepção/Portaria da Assembleia da República, a qual se encarregará de encaminhar para o Gabinete do Presidente.

Com os melhores cumprimentos
O Chefe de Gabinete
Eduardo Ambar
»
link do post

Se fosse o Kadhafi recebiam-no logo de passadeira vermelha

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CHEGA DE OCULTAR A FACE


Petição TODOS PELA LIBERDADE

Para:Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama

O primeiro-ministro de Portugal tem sérias dificuldades em lidar com a diferença de opinião.

Esta dificuldade tem sido evidenciada ao longo dos últimos 5 anos, em sucessivos episódios, todos eles documentados. Desde o condicionamento das entrevistas que lhe são feitas, passando pelas interferências nas equipas editoriais de alguns órgãos de comunicação social, é para nós evidente que a actuação do primeiro-ministro tem colocado em causa o livre exercício das várias dimensões do direito fundamental à liberdade de expressão.

A recente publicação de despachos judiciais, proferidos no âmbito do processo Face Oculta, que transcrevem diversas escutas telefónicas implicando directamente o primeiro-ministro numa alegada estratégia de condicionamento da liberdade de imprensa em Portugal, dão uma nova e mais grave dimensão à actuação do primeiro-ministro.

É para nós claro que o primeiro-ministro não pode continuar a recusar-se a explicar a sua concreta intervenção em cada um dos sucessivos casos que o envolvem.

É para nós claro que o Presidente da República, a Assembleia da República e o poder judicial também não podem continuar a fingir que nada se passa.

É para nós claro que um Estado de Direito democrático não pode conviver com um primeiro-ministro que insiste em esconder-se e com órgãos de soberania que não assumem as suas competências.

É para nós claro que este silêncio generalizado constitui um evidente sinal de degradação da vida democrática, colocando em causa o regular funcionamento das instituições.

Assistimos com espanto e perplexidade a esse silêncio mas, respeitando os resultados eleitorais e a vontade expressa pelos portugueses nas últimas eleições legislativas, não nos conformamos. Da esquerda à direita rejeitamos a apatia e a inacção.

É a liberdade de expressão, acima de qualquer conflito partidário, que está em causa.

Apelamos, por tudo isto, aos órgãos de soberania para que cumpram os deveres constitucionais que lhes foram confiados e para que não hesitem, em nome de uma aparente estabilidade, na defesa intransigente da Liberdade.

Promotores do Manifesto:

Ana Margarida Craveiro - Manuel FalcãoVasco - M. Barreto - Rui Tabarra e Castro -Henrique Raposo - Adolfo Mesquita Nunes - Luís Rainha - Laura Abreu Cravo - Manuel Castelo-Branco - Paulo Morais - Gabriel Silva - Tiago Mota Saraiva - Alexandre Borges - João Gonçalves - Rui Cerdeira Branco - João Miranda - Nuno Miguel Guedes - Fernando Moreira de Sá - Vasco Campilho - Nuno Gouveia - Carlos Nunes Lopes - Sérgio H. Coimbra - Maria João Marques - Hélder Ferreira - Manuel Castro - Alexandre Homem Cristo - Henrique Burnay - Carlos Botelho - André Abrantes Amaral - Francisco Mendes da Silva - Carlos M. Fernandes - João Moreira Pinto - João Vacas - Jacinto Moniz Bettencourt - José Gomes André - Afonso Azevedo Neves - Ricardo Francisco - Sofia Rocha - Miguel Noronha - Pedro Pestana Bastos - Raquel Vaz-Pinto - Manuel Pinheiro - Nuno Branco - Carlos do Carmo Carapinha - João Condeixa - Carlos Pinto - Luís Rocha - Rodrigo Adão da Fonseca - Gisela Neves Carneiro - Nuno Pombo - Rui Carmo

Os signatários
Muitos dos que já assinaram encontram-se AQUI
(às 22h35 de 9Fev. estão confirmadas 6432 assinaturas)

Quem quiser assinar pode fazê-lo AQUI
(P.F. não esqueçam de que é necessário confirmar a assinatura através do e-mail que se recebe após o registo)


TODOS PELA LIBERDADE

CONCENTRAÇÃO

11 DE FEVEREIRO, 13H 30 - 14H30

FRENTE À ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

DESCRIÇÃO: (dos autores "TODOS PELA LIBERDADE")

Bloggers, leitores de blogs e demais amigos da liberdade em Portugal concentram-se em frente à Assembleia da República para enviar a clara mensagem de que não pactuam com o apatia e a inacção face ao condicionamento da liberdade de informação. Junte-se a nós. Vista de branco.



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DECLARAÇÃO ORTOGRÁFICA



Neste blog um facto vai continuar a ser um facto, contra o qual não se aceitarão argumentos, e não uma roupinha que se muda consoante o estado de tempo, a situação ou estado de espírito.

Neste blog um acto vai continuar a ser um acto e não uma prática impraticável em que não ato nem desato

Neste blog pára vai continuar a ser para parar e não para ... o que cada um bem entender

Neste blog hei-de continuar a usar hifen e um para-quedas é para proteger mas não se confunde com uma rede de circo que lá foi colocada para as quedas; e...
E uma contra-senha só o será continuando a ter hifen, contrassenha neste blog não dá passagem nem acreditação.

Neste blog a Primavera vai continuar a ter honras de nome próprio e não será tratada como uma qualquer primavera daquelas já muito arrimadas...

E mais, neste blog sempre que apareça um cagado não estará a ser referido um animal semelhante a uma tartaruga (desde que não se atente nas patas); eventualmente estará a ser referido um animal... mas não um réptil; provavelmente será um desses vermes parasitários que tanto populam pelo nosso abandalhado país.


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CONTRA A CO - RUPÇÃO

Eu bem queria parar de postar tanto sobre polítiquices mas não está fácil; a escalada de factos espantosos (espantosos... bem, considerando o estado da nação já nada é espantoso...) é tal que se torna irresistível.

Recebi hoje um e-mail do meu querido Amigo Pedro;

Mais um que me deixou com aquela sensação de que estou algures do outro lado do espelho, numa alucinada dimensão irreal e, que a qualquer momento, vou dar de caras com a "Alice", o "Gato de Cheshire", o "Chapeleiro Louco" e o "Coelho Branco" que está sempre atrasado... No meio destes, também à mesa para o chá, está o Ricardo Rodrigues do PS. Infelizmente faltou ao lanchinho a "Rainha de Copas" para gritar na sua voz estridente: "CORTEM-LHE A CABEÇA".


Sabem que é o Ricardo Rodrigues? Não sabem? Ou julgam que sabem...
Pelo menos eu não sabia.

«Ricardo Rodrigues é o deputado a quem os socialistas deram a pasta do combate à corrupção nos debates parlamentares» In Público, 20 Dez. 2009

Na sequência do que disse o ex-ministro socialista João Cravinho, e que veio publicado no "Sol" de dia 5 último - «o centro da corrupção grave em Portugal» está «no sector político» - a que faço referência na última notícia que escolhi para fechar o meu último post (5 Fev.), aqui deixo mais um mimo de rapaz nas linhas que se seguem, artigo saído no jornal "Público" a 20 Dez. 2009;

Façam o obséquio de "clicar" sobre a imagem para a conseguirem ler.

In

Público - Relação confirma envolvimento de Ricardo Rodrigues com "gang internacional"

Também é giro no DN:


Diário de Notícias - Ricardo Rodrigues não vai recorrer de decisão da Relação
por PAULO FAUSTINO,21 Dezembro 2009

«O vice-presidente da bancada do PS no Parlamento nacional, Ricardo Rodrigues, garantiu que não vai apresentar recurso da decisão - proferida primeiro pelo Tribunal de Ponta Delgada e ratificada recentemente pelo Tribunal da Relação de Lisboa - de não pronunciar o jornalista Estêvão Gago da Câmara pelos crimes de difamação e injúria contra a sua pessoa.»

«Em causa está um artigo de opinião publicado pelo jornal Açoriano Oriental, a 5 de Janeiro de 2005, a dar conta de que Rodrigues estaria associado a um 'gang internacional', na sequência de um processo, que remonta a 1997, de burla qualificada e falsificação de documentos em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel.»
.../...

«Ricardo Rodrigues considerou a linguagem ofensiva e interpôs uma acção no Tribunal de Ponta Delgada. O caso não haveria de passar da fase instrutória. Em Abril deste ano, o juíz, embora classificando a expressão "gang" empregue pelo jornalista como injuriosa e indelicada, deliberou no sentido da sua não-pronúncia como arguido, "em nome de uma imprensa que se quer robusta, desinibida e desassombrada em relação aos que desempenham ou pretendem desempenhar cargos de poder".» (O Juiz é fixe)

«O Ministério Público não se conformou e decidiu recorrer para a Relação. Mas este tribunal de segunda instância acabaria por confirmar a decisão de primeira instância de não julgar Estêvão Gago da Câmara, considerando que, apesar do termo "gangue" ser "insultuoso e indelicado", estava "justificado em factos". »


Mas onde acho que o tal Ricardo ficou melhor na fotografia foi na publicada no "Açoriano":

"Clicai"sobre a imagem, "clicai" e ampliai que o vosso "clicar" tem graça

Se eu dissesse que este país está completamente a saque acham que estaria a exagerar?


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48 HORAS A FERRO E FOGO (já acabou o baile?)

A constatação do minoritarismo governamental:

Lei das Finanças Regionais aprovada pela Oposição - in TSF
«A proposta foi avançada inicialmente pelo CDS, mas acabou por ser subscrita pelo PSD, Bloco de Esquerda e PCP, após um intervalo de cerca de 20 minutos da reunião da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, que esta quinta-feira vota as propostas de alteração à Lei das Finanças Regionais. (Nunca em 20 minutos se reuniu tanto consenso na A.R.)

As alterações propostas estabelecem assim um limite máximo de endividamento para cada uma das regiões autónomas de 50 milhões de euros, verba a ser inscrita no Orçamento do Estado (OE) de 2010.
A proposta aprovada prevê ainda que este limite seja fixado nos orçamentos do estado de 2011, 2012 e 2013, a título excepcional.

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Ministro diz que não pode aceitar alterações aprovadas - in TSF
(Não pode?????)

Teixeira dos Santos lançou um apelo aos partidos da oposição para que as alterações à Lei das Finanças Regionais aprovadas esta quinta-feira não entrem em vigor.

O ministro das Finanças justificou que não pode aceitar as alterações aprovadas esta quinta-feira à Lei das Finanças Regionais, porque isso implicará um aumento do défice e, consequentemente, pôr em causa a credibilidade externa da política orçamental portuguesa. (Credibilidade?)

Além disso, Teixeira dos Santos acrescentou que não pode concordar com as alterações aprovadas pela oposição por uma questão de justiça e equidade entre os portugueses (Justiça e equidade ?)

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Adiamento pedido pelo PS chumbado pela oposição - in TSF

«O adiamento por uma semana proposto pelo PS para votar alterações à lei das finanças regionais foi chumbado por unanimidade pela oposição e pelo deputado socialista Luis Miguel França.»
(Luis Miguel, filho, no job for you boy)

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Jerónimo acusa Governo de «dramatização»- in TVI24

«O endividamento fica muito aquém daquilo que era a lei inicial (...) fico muito impressionado quando oiço o ministro de Estado falar em mil milhões quando a proposta concreta é de 50 milhões»
Jerónimo de Sousa apontou uma «contradição» ao Executivo socialista. «O mesmo Governo que questiona os 50 milhões para repor alguma justiça, mesmo ficando aquém daquilo que são outros limites de endividamento, está disponível para atribuir 1090 milhões de euros de isen
ções e benefícios aos offshore da Madeira», disse. (Aos offshore...???)

Questionado se o Governo se demitirá depois da aprovação desta alteração, Jerónimo considerou que este «é livre de decidir», mas que deve encontrar «outro motivo».


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«Governo andou a criar uma crise artificial» - in TVI24
Paulo Rangel aponta o dedo ao Governo

«É fundamental que alguém diga aos portugueses que foi o Governo português, com o seu comportamento nestes quinze dias, com ameaças veladas de demissões, que contribuiu para que a nossa situação se agravasse profundamente nos mercados internacionais. O agravamento nesta semana foi brutal. Isto tem de ser denunciado. Alguém tem de vir dizer que o Governo português é o grande responsável pela situação a que chegámos».
«A imagem que o Governo português nos últimos dias transmitiu aos observadores económicos internacionais e aos investidores foi uma imagem de irresponsabilidade. Isto é inaceitável. Não há um dia em que não haja notícias na imprensa internacional sobre Portugal e a instabilidade política que o próprio Governo está a fomentar», frisou, citado pela agência Lusa.

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VERDADE E CONSEQUÊNCIA...

'Terramoto' na bolsa portuguesa - Por Frederico Pinheiro in "SOL"

«A bolsa de valores portuguesa fechou hoje com uma das maiores quedas de sempre, ao perder 4,98%. A palavra ‘crash’ andou na boca dos investidores nacionais. O PSI20 esteve a perder mais de 5%, durante a sessão.

Este é o maior tombo desde 20 de Novembro de 2008, altura em que Euronext Lisboa perdia 5,16%, a reflectir a falência do Lehman Brot
hers que tinha acontecido dia 15 de Setembro.

Esta manhã, o custo do seguro contra um eventual incumprimento do Estado no pagamento dos empréstimos feitos por investidores internacionais, atingiu um novo máximo, ultrapassando os 220 pontos. »


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E SEXTA-FEIRA, VAI HAVER BAILE ?



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QUEM VAI FALAR POR MANUELA?
(QUEM FALA PELA LIBERDADE DE IMPRENSA?)

Paulo Pinto Mascarenhas, 04 Fev. in "I"

«Francisco Pinto Balsemão, Paulo Portas e Mário Crespo receberam o convite de Manuela Moura Guedes e aceitaram ser testemunhas no processo-crime da jornalista da TVI contra o primeiro-ministro, José Sócrates. Moura Guedes explica ao i as razões que a levaram a convidar Pinto Balsemão e Paulo Portas: "Foram os dois jornalistas e políticos, e em ambas as condições sempre respeitaram a liberdade de informação."
E acrescenta: "Francisco Pinto Balsemão é o melhor patrão da comunicação social. Fossem todos como ele e Portugal seria diferente de certeza. Veja-se agora o caso que envolveu Mário Crespo."

A ex-directora-adjunta de informação da TVI acrescenta ao rol de testemunhas o jornalista do canal de Queluz de Baixo Carlos Enes. "Trabalhou muitos anos comigo, é um grande profissional, seríssimo e conhece bem o modo como sempre funcionou o Jornal Nacional de Sexta-Feir
a, de acordo com todas as regras do jornalismo."

Quanto ao "caso Mário Crespo", diz que é mais uma demonstração da personalidade de José Sócrates: "Há quem não se habitue à liberdade de informação e não consiga aceitá-la." Mais: "O primeiro-ministro nunca desmentiu as notícias do Jornal Nacional. Se desmentisse e se não fossem verdadeiras, eu teria de fazer mea culpa, obviamente."»
.../...

...................................................
in "SOL" 5 Fev.

«Manuela Ferreira Leite anunciou esta sexta-feira que o PSD pediu à Comissão de Ética do Parlamento para analisar a situação da liberdade de expressão em Portugal, em reacção à suspeita de um plano de controlo do Governo sobre a comunicação social.

A presidente do PSD falava no mesmo dia em que o SOL transcreve o despacho do juiz de Aveiro responsável pelo caso Face Oculta em que este considera haver «indícios muito fortes da existência de um plano», envolvendo o primeiro-ministro, José Sócrates, para controlar a estação de televisão TVI e afastar Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz.»

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O RETORNO DO PESADELO

Aprovadas alterações à Lei com voto contra do PS - in "TSF" 5 Fev.

«Os partidos da oposição e o deputado socialista Luís Miguel França aprovaram esta tarde por maioria, com os votos contra do PS, as alterações à Lei das Finanças Regionais. »

(Deixa lá Luis Miguel, filho, pode ser que o Tio Alberto João te deite uma mãozinha...)

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QUEM NASCE TORTO...

Passos Coelho contra posição do PSD na questão das Finanças Regionais- in "TSF" 5 Fev.

«O candidato à liderança do PSD considera que o partido deve tratar Portugal por igual e diz não ter medo de perder o apoio de Jardim.»

Pois é Pedrito, o menino podia conseguir enganar meio mundo mas nem isso, petit bijoux da sua avó; e a gajada que o apoia também não anda enganada... Business oblige...


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O RAIO DOS INDICADORES...

Zona Euro dá sinais mais fortes de recuperação- in "TSF" 5 Fev.

«O indicador compósito avançado de Dezembro para os países da OCDE subiu 0,9 pontos face ao mês anterior, subindo 12,2 pontos face a igual mês de 2008, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pela OCDE.

Nas sete principais economias da OCDE (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA), o indicador avançado melhorou um ponto face a Novembro, recuperando 10,4 pontos se comparado com o mesmo mês de 2008.

De acordo com a OCDE, a França, Alemanha, Itália e Reino Unido encontram-se em expansão, a avançarem 0,9, 1,2, 0,8 e 0,9 pontos, respectivamente, face a Novembro.

Nos EUA, a OCDE sinaliza igualmente uma expansão, com uma subida do indicador de 0,9 pontos face a Novembro e de 9 pontos face ao mesmo mês de 2008.»


VAI DAÍ... DIZ O MINISTRO

Portugal não precisa de «ajuda externa» para corrigir défice - in "TSF" 5 Fev.

«Penso que os mercados estão a exagerar, porque a situação de Portugal é muito diferente da dos outros países», disse Teixeira dos Santos, em declarações à televisão norte-americana CNN. (Lá diferente vai sendo...)
O titular da pasta das Finanças acrescentou que Portugal «tem um défice alto, como tantos outros países da Europa e de todo o mundo, devido à crise internacional», mas o défice português «aumentou em linha com a média europeia e a dos países da OCDE» (Hum...)

A nossa dívida pública está mesmo abaixo da Zona Euro, somos capazes de resolver o problema e não precisamos de qualquer espécie de ajuda externa», assegurou o governante.»
(Hum hum...)

Oiça lá ó sinhor ministro, poderia explicar-me a diferença entre "déficit", "endividamento" e "empréstimos feitos por investidores internacionais", com as nuancezinhas chatas?

Como se diz no Ribatejo, "É um falar e dois entenderes"


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E ATÉ JOÃO CRAVINHO SE MANIFESTA...?

Cravinho diz que políticos estão no centro da corrupção grave - in "SOL" 5 Fev.

«O ex-ministro socialista João Cravinho afirma que «o centro da corrupção grave em Portugal» está «no sector político». «Isso é o grande problema que nós temos pela frente», declarou o autor de um pacote anti-corrupção recusado pelo Governo» (Pacote anti-corrupção? Ensandeceu...)

«Onde está o centro da corrupção grave em Portugal? Eu digo, está no sector político. Perguntem aos líderes políticos e vão ver se eles não assobiam para o ar»

Arre... Isto é chamar os Boys p'los nomes...


BOM FIM DE SEMANA



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Henry V, (de Kenneth Branagh)- Azincourt "Non Nobis" and "Te Deum"

Para o meu querido primo João Tadeu, a quem ficou prometida esta versão de "Non Nobis" e "Te Deum" ao fim da tarde de dia 1 de Fevereiro.

...e para todos os outros que a compreendam com o coração.




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ELES XUTAM PÁ VEIA


SEM COMENTÁRIOS...


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LIBERDADE PARA CENSURAR


PARA LER OS ARTIGOS COMPLETOS

BASTA "CLICAR" NOS TÍTULOS

Sócrates queixou-se de Crespo a director da SIC
Rosa Pedroso Lima - In "Expresso" - 2 Fev. 10

Foi o primeiro-ministro a dirigir-se a Nuno Santos, director de programas da SIC, para lhe dizer que o jornalista Mário Crespo era "um problema" que tinha de ser resolvido. Santos almoçava com Bárbara Guimarães no Hotel Tivoli, em Lisboa, no dia da entrega no Parlamento do Orçamento do Estado.
Nuno Santos, director de programas da SIC, é o "executivo de televisão" referido por Mário Crespo na coluna de opinião recusada pelo "Jornal de Notícias" e a quem José Sócrates disse que o pivot do "Jornal das Nove" da SIC Notícias era "um louco" e "um problema" que teria de "ter solução".

Segundo as mesmas fontes, terá sido José Sócrates e os seus dois ministros dos Assuntos Parlamentares e da Presidência (Jorge Lacão e Silva Pereira) a dirigirem-se à mesa onde se encontrava Nuno Santos a almoçar com a apresentadora de televisão Bárbara Guimarães.

Em tom exaltado e facilmente audível pelos presentes no restaurante, o primeiro-ministro terá tido a iniciativa de falar de Mário Crespo e do conteúdo do seu noticiário, considerando mesmo que o jornalista deveria "ir para o manicómio".

Junto com esta notícia encontra-se a esclarecedora
a da Direcção de Informação da SIC" em vídeo

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O CARTOON DE RODRIGO IN "EXPRESSO" 3 FEV.
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Mário Crespo e os limites da liberdade
Henrique Monteiro - In "Expresso" - 2 Fev. 10

«Vivemos num mundo de grupos de Comunicação Social excessivamente dependentes do poder e com um primeiro-ministro doentiamente preocupado com o que dele dizem.»

.../... «Ao longo de mais de 30 anos de carreira jornalística - e nesse particular sou mais antigo do que o Mário - não me lembro de um cronista ser dispensado depois de a crónica estar pronta a ir para a oficina. E o que isto significa é que os limites da liberdade estão mais apertados do que nunca.»

.../... «Apenas posso dizer que este é o panorama da nossa Comunicação Social: Grupos que dependem do poder do Governo, patrões que pressionam directores e editores até à exaustão, cronistas afastados por serem incómodos e uma multidão de lambe-botas que, prudentemente se cala ou arranja eufemismos para tratar a questão.»

.../... «Sócrates é o pior primeiro-ministro no que respeita à Comunicação Social; o único que telefona e berra com jornalistas, directores, com quem pode. O único em que nestes mais de 30 anos que levo de vida jornalística, se preocupa doentiamente com o que dizem dele, em vez de mostrar grandeza e fair-play com o que de errado e certo propaga a Comunicação Social.»
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SEGUE-SE MEDINA CARREIRA?
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Medina Carreira também foi considerado "problema", diz Mário Crespo
LUSA - In "Expresso"- 2 Fev de 2010

.../...«"Um elemento que foi referido é que era preciso solucionar o problema Mário Crespo e o problema Medina Carreira. Os dois em conjunto, não o sabíamos, mas sabemos constituímos um problema", afirmou o jornalista Mário Crespo na sua intervenção de meia hora, centrada na alegada conversa entre o primeiro-ministro e dois ministros. »

.../...«"o decretar da necessidade de uma solução para o problema Mário Crespo e para o problema Medina Carreira vem na sequência de soluções já conseguidas" para a TVI, para o Público e para Marcelo Rebelo de Sousa (na RTP). »
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Obviamente, demito-o
Henrique Raposo - In "Expresso" - 4 Dez. 2009

«Num trabalho da "Sábado", ficámos a saber que empresas públicas retiraram publicidade de jornais que incomodavam Sócrates. No centro desta publicidade selectiva até está um banco - teoricamente - privado: o BCP, onde Armando Vara tinha o pelouro da publicidade, cortou 75% de publicidade no "Público" e 68% no "Sol" (um facto eloquente).»

«Depois, José António Saraiva afirmou que alguém próximo do PM tentou subornar o "Sol" no sentido da não-publicação de notícias sobre o Freeport; como não aceitou o suborno, o jornal sofreu uma retaliação económica liderada pelo BCP. Perante a gravidade destas acusações, o Ministério Público (MP), e não a ERC, tem de entrar em cena. Esta não é uma mera questão técnica de regulação dos media. Esta é uma questão política e potencialmente criminosa.»

«O MP só tem dois caminhos: ou prova que Saraiva é um 'ser' inimputável, ou descobre que Saraiva está mesmo a dizer a verdade. Mas, claro, o MP vai ficar quieto. E nós, mais uma vez, vamos ficar sem uma resposta para a pergunta que paira no ar: o nosso PM é um perigoso Berlusconi de esquerda, ou é uma pobre vítima de uma cabala cinematográfica saída da mente de Dan Brown?».../...

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Sócrates é uma ameaça à liberdade
Henrique Raposo - In "Expresso" - 3 Fev. 2010

O "caso Mário Crespo" é apenas o último episódio de uma longa lista de factos que comprova uma coisa: José Sócrates é um político intolerante, que não sabe lidar com a liberdade.
.../...
«O desaparecimento do telejornal de Manuela Moura Guedes. Vamos dar de barato uma coisa: OK, Sócrates não teve nada que ver com o desaparecimento desse telejornal; uma estação de televisão teve apenas um colapso da inteligência e destruiu um dos seus programas mais famosos.
Mesmo assim, há várias coisas inadmissíveis neste caso.
Pela primeira vez na história da nossa democracia, um político transformou uma jornalista no seu principal adversário político. O PS, de forma "chavista", montou uma guerra a Manuela Moura Guedes. Depois, já com o JN6 encerrado, José Sócrates ainda jogou umas piadinhas sobre o assunto. Essas piadinhas, que revelam toda uma personagem política pouco recomendável, estão gravadas num vídeo que apanhou os minutos de conversa entre José Sócrates, Francisco Louçã e Judite de Sousa (antes da entrevista na RTP).»
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SSSHHHHHÍÍÍÍIIIIUUUUUUU......

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MÁRIO CRESPO - "O" ARTIGO

In "SOL"2a-feira, 1 Fevereiro 2010

O artigo de Mário Crespo, que seria hoje publicado, na coluna de opinião do Jornal de Notícias (JN), foi rejeitado pela direcção do referido diário.

No texto, Crespo alude a um almoço que reuniu o Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro da Presidência Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, e um executivo de televisão. Nesse encontro, num hotel de Lisboa, Mário Crespo terá sido referido como «um problema» que teria de ter «solução».

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O Fim da Linha

Mário Crespo

«Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.»

Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicacado hoje (1/2/2010) na imprensa.

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«" O Governo não se ocupa de casos fabricados com base em calhandrices".
É a reacção à polémica da saída de Mário Crespo do quadro de colunistas do "Jornal de Notícias", em declarações à SIC, de fonte do gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares.»

Contactado pela SIC, o gabinete do primeiro-ministro não quis tecer comentários sobre o caso.

In "Jornal de Negócios on line", Publicado 01 Fevereiro 2010 22:38

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DOS 2,2 AOS 9,3 em 100 dias

Nosso José comemora hoje os primeiros 100 dias do seu executivo.

Não sei se cabe no âmbito destas comemorações a entrevista que Luís Campos e Cunha, antigo ministro das finanças, dedica hoje ao actualissimo Teixeira dos Santos.

In RR on line,
01-02-2010 08:34

«O antigo governante não compreende a surpresa admitida por Teixeira dos Santos com o défice recorde de 9,3% em 2009. "Eu também fico surpreendido da surpresa do ministro. Porque, tipicamente nos meados do Verão, a informação que o Ministério das Finanças tem é bastante razoável sobre o andamento das contas públicas. Se nos recordarmos este défice para 2009 começou por 2,2, depois passou para 5,9 – mantendo-se até há dois meses atrás como valor oficial – depois, passou para oito e qualquer coisa. A expectativa no mercado é que se situa-se entre 8 e 8,5 e aparecer 9,3 é uma surpresa muito desagradável e os mercados não gostam disso, tendo reagido com alguma violência contra Portugal", justifica.»






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CEM ANOS SEM REI

O que me lixa não é que se comemorem os 100 anos da república, cada um é para o que nasce e "chacun s'amuse à ça façon".
O que me lixa é que se comemore o centenário da república como se a instauração da dita correspondesse à realização da vontade democrática do povo português; como se estivessem a celebrar 100 anos de democracia, ou lá que raio de sucedâneo de democracia é esta coisa em que vivemos actualmente.
A nossa suposta democracia é uma jovem prestes a completar 36 anos que, talvez por acumular erros de juventude e devido à sua descuidada cultura e educação, para já não falar de uma capacidade financeira que a tem vindo a comprometer na sua ética e na sua independência, apresenta um aspecto desgastado, e pouco atraente.
Será por isso que agora tendem a confundi-la com uma centenária?

A república tem 100 anos e Portugal cumprirá este ano 867.
Quase tudo o que foi importante se passou nos primeiros 767

O que se fez destes últimos 100 anos em Portugal que faça deste país uma presença respeitável no mundo? Uma referência? Uma opinião ou um exemplo a ter em conta?

(aquele vergonhoso programa de televisão sobre "Os 100 maiores portugueses" foi uma boa amostra...)

E não me venham falar das conquistas do povo na sua Liberdade, que é curta nos anos e encurtada no respeito, nos seus Direitos, que expressos ou não na Constituição, são de menos em menos observados, cumpridos e, uma vez mais, respeitados.
Não me falem de igualdade e, menos ainda, de fraternidade; não me falem porque atiro-me para o chão a rir e a chorar ao mesmo tempo e terão de chamar uma ambulância e vestir-me um casaquinho branco daqueles com muitas persilhas e fivelas.

Já sei, já sei, "a monarquia peca à partida porque o rei não é eleito, o rei é filho do rei".

Tenha um republicano uma empresa e vá lá eleger um director-geral que reúna o consenso do seu eleitorado, que seja supra-partidarices, e que tenha a educação e a formação apropriadas às suas funções... Uma gaita!
A ingenuidade tem limites e, quando não tem, é o descalabro empresarial.
Quem tem uma empresa quer ver à sua frente alguém que saiba da poda, que conheça os bons e maus caminhos, que saiba ler relatórios e contas, que saiba aferir das várias necessidades, o resto é conversa. Depois que se elejam representantes, comissões, etc, etc. mas não pode ser o Senhor porteiro, que conhece toda a gente, é um gajo porreirissimo e que conhece os cantos à casa que o bom senso fará eleger responsável pela empresa.
"Mas nada garante que o rei será um bom governante..."
O rei não é um governante numa monarquia moderna; O rei é a personificação do seu país, para isso é educado, é a estabilidade que permanece com tudo o que constitui uma Nação, não personifica nem se altera nas mutações normais e decorrentes da vida do Estado.

Obviamente que não falo contra o sistema democrático e eleitoral, longe de mim, defendo-o com unhas e dentes. Não é o sistema democrático que está em causa.

Não é possível um presidente da república ser consensual, ser apartidário, ser, de facto, o representante de toda uma nação. E não é presidente da república quem está, de facto, preparado para o ser, quem tem a educação e a formação para o ser; É quem é eleito, num acto político e, também, afectivo.

Vivemos de "Pai da nação em Pai da nação" como um povo orfão que vai mudando de pai adoptivo; um padrasto que serve vários interesses e, com muita sorte, até poderá defender os do povo que o elegeu durante o tempo que durar. E se o deixarem, caso não se trate de um regime presidencial.


Então e um rei, é sempre bom e consensual? Não, não é, mas também não é essa a sua função. Para governar e legislar existem governos e parlamentos. Os poderes Executivo, Legislativo e Judicial não se prendem de forma alguma com um regime republicano ou monárquico, são questões totalmente independentes, como questões independentes são as da Democracia ou da Autocracia.

O rei é educado fora do ambiente partidário; o rei não vota, o rei não se candidata, o rei não precisa de ser eleito nem de se subjugar a essa necessidade e interesses.
O rei é educado tendo como ideologia o seu país e o seu povo, a união da sua nação.
O rei não vai ser presidente de uma qualquer empresa pública, ou privada, não vai pedir nem aceitar um "job dos boys". O rei não vai ser primeiro-ministro, ou segundo ou terceiro, nem deputado, nem presidente da câmara ou da junta, ou do Sporting ou do Benfica.

O rei é a bandeira de um país mas com uma consciência e uma voz. O rei permanece como símbolo da nação e do povo quando as eleições modificam as legislaturas entre as esquerda e a direita, entre a boa ou má gestão do senhor A ou do senhor B.

Ah pois, então e os privilegiados? A nobreza... os marqueses, os condes, etc?

Privilegiados? Os marqueses, os condes, etc? Não me gozem!
Há alguém que seja privilegiado por ser conde ou duque, que se encontre acima da lei, acima dos direitos e deveres de cidadão, em qualquer uma das monarquias democráticas europeias?

(Aliás, deixemo-nos de redundâncias porque não existe qualquer monarquia europeia que não seja consolidadamente democrática; já das repúblicas não se poderá dizer o mesmo).

Privilegiados, sim existem, em todo lado, uns por conquista ou herança - legitimantente adquiridas - outros...
Outros de que nem vale a pena falar, nós por cá vêmo-los às dúzias, impunes e divertidos proclamando a sua inocência e inimputabilidade aos quatro ventos, democraticamente descarados, eleitos, nomeados.

Comemorem lá o centenário da republica, é verdade faz 100 anos, mas não a venham identificar com as conquistas democráticas, não atirem areia aos olhinhos do Zé Povo que já anda cegueta há que tempos.
E já agora, não se esqueçam de que a república não nasceu de uma revolução de cravos ou rosas; nem rosas e cravos se lhe seguiram.


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In "centenário da república.org"
Presos Políticos na 1ª República – Protesto Internacional

«Em 1912 e 1913 a República Portuguesa ocupou largo espaço na imprensa europeia, mas não com as manifestações de admiração nem com os louvores que os seus propagandistas haviam ambicionado. A velha guarda do movimento republicano, que sempre sonhara com o reconhecimento internacional dos seus ideais “humanitários”, via-se forçada a reconhecer que a imagem da república, nos círculos europeus, estava muito longe do desejado. As notícias sobre maus tratos infligidos aos presos políticos tinham transposto fronteiras e conquistado as atenções da opinião pública nos países com mais ascendente sobre a nação lusa.»
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