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E SE VIEREM AS ELEIÇÕES?



ISTO É IMPORTANTE MAS MUITO CHATO;

VEM CONTRARIAR A TESE SOCRÁTICA DE QUE EXISTE UM BICHO PAPÃO ESCONDIDO NOS BRAÇOS DAS ELEIÇÕES ANTECIPADAS




Dívida pública

«Moody´s matém rating em caso de eleições antecipadas se o novo Governo garantir a redução do défice»
16.03.2011 - 14:51 Lusa
«A agência Moody’s deverá manter a nota da dívida (rating) de Portugal mesmo no caso de o país ir para eleições antecipadas, caso daí resulte um Governo maioritário comprometido com a redução do défice, disse à agência Lusa o vice-presidente da Moody’s, Anthony Thomas.»

«Questionado sobre se eventuais eleições antecipadas, decorrentes da crise política que se vive em Portugal, podem levar a um novo corte do rating em Portugal, o responsável pela notação de Portugal garantiu que “não”.

“A questão-chave é saber o que vai acontecer depois das eleições. Se destas sair um Governo maioritário que mantenha o compromisso da consolidação orçamental, não há motivo para alterar o rating”, afirmou Anthony Thomas, vice-presidente da agência de notação financeira Moody’s e analista-chefe para Portugal.

A Moody’s cortou ontem a nota da dívida de longo-prazo de Portugal em dois níveis, de A1 para A3, mantendo-o ainda sob perspectiva negativa.

O responsável garantiu que a agência tem acompanhado o debate político que está a acontecer em Portugal, com o PSD a opor-se às novas medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo Executivo, e que está “expectante” quanto aos resultados, mas afirmou que tal não terá “grande impacto” na nota da dívida desde que se mantenha o “compromisso” para a consolidação orçamental.

“Nós não olhamos para as flutuações diárias, para as boas ou más notícias que surgem num dia, mas para a tendência”, afirmou.

Aliás, segundo Anthony Thomas, foi precisamente “a partilha de uma visão [entre o Governo e o PSD] de que o défice tem de ser controlado que fez com que o rating de Portugal se mantivesse em nível A”, tal como vem referido no relatório que justifica o corte da notação de Portugal.

Novas medidas de austeridade revelam que anteriores eram insuficientes

A agência de notação financeira Moody’s considerou ainda que as novas medidas de austeridade vêm garantir o cumprimento do défice mas também revelam que as medidas anteriormente tomadas não eram suficientes, disse Anthony Thomas.

“O anúncio das medidas pelo Governo [português] é sinal de que ainda não tinha sido feito o suficiente para conseguir atingir as metas de consolidação orçamental para este ano, 2012 e 2013”, afirmou. Segundo o responsável, estas medidas, que “vão ajudar o Governo a alcançar a consolidação orçamental”, implicam também “o enfraquecimento da economia”. Ainda assim, o responsável evita a palavra crise: “Daí a falar de uma crise económica vai outro passo”, acrescentou.

Para Anthony Thomas, este ano a economia portuguesa vai passar por um “processo de ajustamento” ao diminuir a sua dependência da procura interna e a apostar no sector exportador.
A agência de notação financeira Moody’s anunciou na terça-feira a redução do rating da dívida de longo-prazo de Portugal em dois níveis para A3, invocando uma conjuntura económica incerta face ao programa de austeridade do Governo, mantendo ainda o outlook negativo.»


DEPOIS DISTO SÓ FALTA QUE O GRUPO MAIORITÁRIO VOLTE A SER O DA ABSTENÇÃO...




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INTENÇÕES CRIMINOSAS

«Comunidade internacional tem 10 horas para actuar,
diz diplomata líbio na ONU»

«Após participar na reunião do Conselho de Segurança em que se discute uma resolução sobre a Líbia, o representante permanente adjunto líbio na ONU, que aderiu à revolução anti-Khadafi no início do conflito, adiantou à imprensa esperar uma tomada de posição "o mais rápido possível, autorizando ataques aéreos contra as forças de Khadafi".

Citando "informações" de que o movimento anti-Khadafi dispõe, Dabbashi disse que estão a ser preparadas pelo regime duas grandes ofensivas.

Uma delas envolve mercenários que lutaram na guerra civil no Congo, Uganda, Burundi Ruanda, Níger e Chade que, sob comando de um general líbio, estão a mover-se "em mais de 400 veículos" para Ajdabyia, onde é esperada a sua chegada "em breve".

"Têm instruções claras para destruir tudo e não poupar ninguém ou quaisquer edifícios. Pensamos que nas próximas horas vamos ver um verdadeiro genocídio em Ajdabyia se a comunidade internacional não se mover rapidamente e o prevenir de atacar com uma grande força"

«Numa entrevista ao canal televisivo Euronews, que será transmitida esta noite, Seif al-Islam disse que a eventual aprovação pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia "virá demasiado tarde", porque "dentro de 48 horas tudo estará concluído".»
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«Quarta-feira ao final do dia, o secretário geral da ONU falou por telefone com o ministro dos
Negócios Estrangeiros da Líbia, cujo líder Muammar Kadhafi se tem mostrado indiferente aos apelos da comunidade internacional para renunciar ao conflito e abandonar o poder.
Depois de dois dias no terreno, o enviado especial do secretário-geral, Abdel Elah Al Khatib, regressou hoje da Líbia com a sua delegação.

Nos encontros com altos responsáveis líbios, foram transmitidos "os fortes apelos da comunidade internacional para acabar com a violência e assegurar o acesso humanitário e trabalhar para solução pacífica para a crise", segundo o gabinete de Ban Ki-moon.

Os esforços de Al Khatib vão continuar, refere a mesma fonte, incluindo contactos com a rebelião em Benghazi e o regime em Tripoli. »
In Sic notícias on line 16/03
PARA QUÊ?
NÃO BASTA?

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APRES MOI LE DELUGE





"HÁ MAUS LÁ FORA...
"

"HÁ TRAIDORES CÁ DENTRO...
"

"O MUNDO ESTÁ CHEIO DE CONSPIRADORES...
"







Para portugueses com falta de pachorra para ouvir o gajo chalupa que anda a fazer de primeiro-ministro desde o dia 12 de Março de 2005, tendo completado assim os seus 6 aninhos de estadia no poder no passado sábado, dia em que "o povo saiu há rua com a alegria que costumava ter, cantando se o rei faz anos que venha à praça para nos conhecer (José Cid)", fica o resumo do que ele disse ontem à noite:

"Après moi le déluge"
("Depois de mim o diluvio"
frase erradamente atribuída a Louis XV
pois foi Sócrates I, O Tenaz, que a disse logo à nascença)


Assumiu-se como um desgraçado a quem toda gente faz a vida negra dentro e fora do país :

"há maus lá fora, e há traidores cá dentro. O mundo está cheio de conspiradores que põem em causa Portugal e a minha governação"

mas descansou os portugueses de duas formas:

1º - Não estamos em "crise política"
"ninguém na Europa acredita que Portugal cometa o erro de precipitar uma crise política"
2º - Se vier o dilúvio ele cá estará para nos salvar
"Eu não sou dos que viram a cara às dificuldades, nem viro a cara à luta. Era o que faltava. Agora, o meu dever é fazer tudo o que está ao meu alcance para que o país não cometa esse erro de entrar em crise política e eleições antecipadas"

"Nessas circunstâncias cá estarei para lutar pelo PS porque sou o líder do PS e tenciono recandidatar-me"
Ok, José, um acto falhado... Para lutar pelo país estamos cá muitos

"Se a Assembleia da República votar contra o PEC, não tem de votar a favor mas se votar contra..."
Tradução:
Vá lá gajada, ó p'ra mim aqui tão querido a querer continuar a sacrificar-me como grande-primeiro, ó p'ra mim aqui a deitar-vos a escada... Então mas uma abstençãozita custa alguma coisa? Vocês lavam daí as vossas mãos e eu continuo para PEC5.

Então e relativamente a apresentar e informar Bruxelas das novas medidas incluídas no PEC4 antes de as apresentar na AR, ou seja, ao soberano povo português?
Ah bem, é que
"era importante apresentar as ideias em Bruxelas antes da cimeira de chefes de Estado para ganhar a confiança de todas as Instituições".

De todas? Quais todas? Então e os portugueses? E o P.R.? Então e a AR, não tem que se pronunciar sobre esta matéria? Primeiro dispara-se e depois pergunta-se quem lá vem?

Gajo, quem foi eleita foi a Assembleia da República... Eleições para a Assembleia da República, lembras-te?

Curiosamente 28 de Fev., 11 dias antes da comunicação, aos portugueses, do PEC4 o executivo falava assim:

Primeiro o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e depois José Sócrates, admitiram hoje, na II Conferência da Reuters/TSF, em Lisboa, o cenário de atingir o objectivo do défice.
“Se a execução orçamental vier a revelar que são necessárias mais medidas, tomá-las-emos, mas, até ver, não temos indicação nesse sentido”, disse Sócrates, lembrando que a execução orçamental de Janeiro deixa o Governo ‘tranquilo’...” In Economía/ Público


E se Portugal tiver de recorrer a ajuda externa a culpa é "do PSD que deseja criar uma crise política".
What else?






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MANIFESTO

Cabe-nos a nós, portugueses, cuidar do nosso país, compreendermos de uma vez que somos responsáveis pela sua vida presente e futura. 

Cabe-nos a nós, portugueses, não deixar que, seja quem for, se aproprie da nossa intenção, vontade, acção e liberdade. Vivemos, constitucionalmente, numa democracia representativa; 
Cabe-nos a nós, portugueses, exigir as mudanças que podemos impor, exigir o cumprimento dos compromissos assumidos pelos nossos representantes, exigir que o serviço público, que pagamos a peso de ouro, seja Serviço Público e não um repositório sem fundo para obter empregos, favores, aliados dúbios e poder pessoal. Cabe-nos a nós, portugueses, a mais ninguém. Se virarmos as costas, ainda que em insulto, e considerarmos que não uma há solução na democracia representativa, se nos demitirmos do nosso poder e da nossa responsabilidade resta-nos um futuro de culpabilização alheia pela nossa inoperância e a ditadura de uma minoria que nunca desiste, sedenta de poder, ávida na sua prepotência por nós legitimada. 
 Cabe-nos a nós, portugueses, agir ou continuar a aumentar a "maioria abstencionista", profeta da desgraça, que se desculpa dizendo que não vale a pena porque "são todos iguais". Cabe-nos a nós, portugueses, construir a diferença e mantê-la. Quem elege também demite quando não serve. 
  Haja alma .

UM CURSO INTENSIVO E ÚTIL

Vamos começar a semana a prepararmo-nos para tomar conta do país?

Vá lá, apliquêmo-nos com afinco.




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POR DENTRO DA MANIF.

Alguém, que apenas conheço pelos comentários, quanto a mim pertinentíssimos, que, com alguma frequência, deixa ao que aqui publico, ofereceu-me a sua opinião, comentando o meu "post" "José Sócrates vai à merda" e referiu-se à manifestação de ontem, 12 de Março.
Quando comecei a responder-lhe apercebi-me de que estav
a a expor a minha visão do que se passou ontem dentro da manifestação de Lisboa, algo de que queria falar aqui.
Tomei a liberdade de copiar o comentário de Laurus nobilis e de, juntamente com este, publicar a minha resposta.

Fica aí.


Laurus nobilis disse...

«Quanto ao desígnio principal deste artigo, não posso estar mais de acordo.

Quando ouvi falar desta manifestação pela primeira vez pensei que, finalmente, a sociedade estava a reagir, de uma forma sã, com um propósito nacional, supra- partidário e paralelo aos poderes instituídos.

Hoje, vi o resultado... Punhos no ar, José Afonso, plataformas, cravos e, para a televisão, o cenário habitual...

Ou não puderam ou não quiseram...

A partidocracia já tomou conta... pelo menos infiltrou-se e ditou as regras do espectáculo mediático...

Esqueçam!

Sou monárquico desde que me conheço como pessoa e, do presidente, não tenho grande impressão, embora o ache sério qb.

Estranhamente, desta vez, até quase que gostei…»
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Caríssimo Laurus nobilis,

Nem te vou perguntar, obviamente não estiveste na manifestação. Ok.
Eu estive; levei quase 3 horas do princípio da Av. da Liberdade até entrar no Rossio. Depois estive uma boa meia-hora, ou mais, frente ao Café Nicola a observar.
Continuava, inexplicavelmente, a entrar gente no Rossio, a entrar, a entrar... Claro que muitos dos que ali chegavam se dirigiam, compreensivelmente, ao primeiro sítio onde se conseguissem sentar, comer, beber.

No centro do Rossio, e também logo à entrada frente ao Teatro Nacional, pelo que me apercebi, "comiciava-se".
No centro tinham montado arraiais os "animadores"; os "homens da luta", a música, alguns discursantes inflamados que mal se ouviam para além do círculo que os rodeava.

Quando cheguei a casa estive a ver, na net, imagens que haviam passado durante a tarde nas TV'S e, por razões várias, tive a sensação de que tinha estado numa manifestação diferente...

Obviamente que nestas coisas de manifs. e comícios não há quem bata a esquerda - e quando falo de esquerda não falo do PS sequer; esses não são coisa alguma - entre a pretensão e a prática vai um abismo que não conseguem, nunca conseguiram, preencher com as suas saladas de ideologia e acção.
A esquerda tem uma capacidade de acção, mobilização e intervenção que, à excepção de momentos isolados de explosão social, encostam os outros à existência refilona mas entediante das águas mornas.

No entanto...

Como referi, à excepção de momentos isolados de explosão social. Ontem foi isso que se passou, as pessoas transbordaram, estravazaram. O povo tem uma expressão que utilizo com frequência e que descreve bem este tipo de sentimento e que ontem preenchia a Av. da Liberdade: "Corno e aperreado é demais para um homem só".

Felizes, muito felizes, estariam os votantes do BE, do PC e afins, se o BASTA que ecoou ontem por Lisboa, Porto e outras tantas cidades fosse uma representação da sua implantação. Não foi.

Ao contrário daquilo que a maior parte dos noticiários apresentou, a enorme massa que veio para a rua não estava partidarizada, estava chateada, farta, revoltada. E não só jovens, longe disso, muitas pessoas mostravam ter mais idade do que o limite da paciência para manifs. faria supor que ali se encontrassem; os limites da sua paciência haviam de facto sido ultrapassados mas não os de se manifestarem na rua, outros limites.

Que a esquerda faz mais barulho, canta mais alto, é mais intervencionista... Claro que é, indiscutivelmente - e numa coisa tens toda a razão: "ditou as regras do espectáculo mediático...". Sem dúvida mas não se "infiltrou", estava lá e soube fazer-se ouvir. E só. Esteve presente, integradamente, com a majoríssima parte de quem saiu à rua.

Não vás por aí, não lhes faças o favor de deixares transformar uma manifestação sem bandeiras partidárias, sem palavras de ordem, sem convocatórias partidárias, nem qualquer outra coisa que não uma manifestação de vontade e opinião de uma imensa amálgama de gente, de diferentes ideologias e posicionamentos políticos, com apenas uma coisa em comum: não suportarem mais a situação política actual em silêncio.
Eu sei, eu saí, estive e fiquei. Foi assim.

E se amanhã houver que ir para a rua de novo irei, sem me deixar complexar e sem oferecer o meu protesto à esquerda, à direita ou ao diabo - protesto pelo meu país, por mim e pelo futuro do meu filho - numa palavra, pelo futuro.









































EU SENTI-ME TÃO BEM, FINALMENTE, QUE ACABEI O DIA ESTRAVAZANDO A MINHA LIBERDADE, DANÇANDO SOB UM CHOVISCO COM UM DESGRAÇADO ROMENO, UMA AUTORIDADE EM PRECARIDADE, QUE, SABE DEUS COMO E POR QUÊ, VEIO PARAR A LISBOA. É BOM SENTIRMO-NOS VIVOS.




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JOSÉ SÓCRATES VAI À MERDA. (Post politicamente incorrecto)

Exmos. Leitores,

Abri este blog no dia 9 de Julho de 2007.

Desde então, por muito que me sinta indignada com o que se passa no meu país. nunca parti para o insulto; variadíssimas vezes dei a minha opinião - desagradável, desagradabilíssima mesmo - face às práticas do executivo de José Sócrates. Nunca, até hoje, utilizei linguagem menos própria em nenhum dos "posts" publicados. Aqueles que me conhecem bem talvez estranhem, por vezes até talvez tremam... Aqueles que me conhecem sabem que tenho o hábito de chamar os bois pelos nomes... E quando um boi não é apenas boi, é corno, há que lhe chamar corno. Quando um tipo merece que o mandem à merda é aí que merece que o mandem, não vale a pena entrar em paráfrases de falsos punhos de renda e mandar o tal tipo ao cócó.

O executivo, e a minoria situacionista - sim minoria, façam contas e somem, dividam, mas por uma vez percebam: o PS foi o partido mais votado mas não representa a maioria do povo votante - estão muito exacerbados com o discurso do Presidente da República, esse sim, eleito à primeira volta pela maioria do povo votante, em sufrágio directo.

Parecem o Américo Tomás a falar do futebol para afastar um ou outro tema do qual era uma chatice falar; e não se falava.

Agora fala-se do "novo pacote" e do discurso do Presidente da República.

Estou-me a passar.

Não, estou-me a passar com esta merda

O que é que querem, responsabilizar o Presidente da República pela manifestação convocada para amanhã?

Não, não vim aqui defender a posição do Presidente da República: o homem tem razão, leiam o seu discurso de Tomada de Posse se se derem ao trabalho e, de cabeça aberta se possível, verão que o homem disse o que havia a dizer, tardiamente mas disse.

Assumam-se e maldigam as redes sociais, maldigam o Facebook, instrumento manipulado pela malandragem que tomou de ponta este executivo e não olha a meios para levar a sua avante. Pois.

Assumam que estão mesmo à rasca, mesmo, sem ser para fazer graça ou aproveitar trocadilhos.

E se não estão à rasca deviam estar: pela primeira vez desde o dia 25 de Abril de 1974 está convocada uma manif. totalmente, absolutamente, à margem dos poderes institucionalizados, dos poderes partidários.
E também à margem do poder do Presidente da República, como é óbvio, como todos sabem. Todos, situacionistas, executivo, todos.
Os nervos vêem daí, o resto é conversa, histérica e estéril, de quem não aceita critícas nem perdas. Que raiva!

Após o 25 de Abril deram-se algumas, poucas, manifestações pluri-partidárias; a "Grande Manif da Alameda" foi convocada, à priori, "sem bandeiras de partidos", só nacionais. Não foi assim que depois aconteceu mas o espírito estava lá, no entanto as convocatórias foram partidárias, pluri-partidárias.

Se não estão à rasca deviam estar - deviam ter consciência do que têm vindo a fazer às pessoas; do que estão fazendo uma vez mais, sem que isso resolva coisa alguma.
Resolve, momentaneamente, as satisfações que há a dar ao Banco Central Europeu. E Só. Nada mais. Quem vende, e vende, e revende a Dívida Pública, quem compra empréstimos , com a taxa de juros a que nos têm sujeitado, sabe, ou devia saber num momento raro de lucidez, que não vai haver maneira de a pagar de acordo com o que se pretende fazer acreditar - "quem vier atrás de mim que feche a porta", diz o povo, e bem.

Se não estão à rasca deviam estar; se não estão é porque faz parte da praxis: "o povo que se lixe, eles sabem lá o que é que querem, estão a ser manipulados. Estas bestas ( o povo) não percebem que não há outra hipótese, que estamos a fazer o que é imprescindível?"

Durante anos ouvi, e disse, que o Presidente da República se calava, se calava demais, que não tomava posições, que não dava um murro na mesa.
Cavaco Silva não deu um murro na mesa, pelo menos ainda não deu.
Cavaco Silva chamou os bois pelos nomes, educadamente. Tomou uma posição e falou verdade. Aguentem-se. Não foi demagogia, não dourou a pílula nem, finalmente, optou por "não se meter no assunto". Falou verdade. Que chatice!

Cavaco apelou à juventude? Ainda bem, pois que apele, é bem tempo de que esta acorde, que saia da Playstation, do portátil, e de todas as outras coisas que ocupam o lugar do tempo dos futebois de Américo Tomás. E que berre e grite e esperneie e se revolte - com aquela revolta pura e verdadeira da qual só os mais jovens são capazes. Que se revolte contra o enfeudamento do seu futuro, das suas potencialidades, dos seus direitos por nascimento: nasceram pessoas livres e assim devem permanecer. Lutem. Berrem, porque quem tem uma dívida às costas como a que os jovens portugueses têm, tem todo o direito de berrar.

Apelou à juventude em vésperas de uma manifestação convocada, essencialmente, via Facebook? Pois foi, olhou à sua volta e viu o que ocorria; e falou; e dirigiu-se às pessoas.
Óptimo, ainda bem, até que enfim. Isto é falta de imparcialidade? Uma gaita, isto é dizer:

«Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.»
Isto é um mau conselho? É ser parcial? Na boca de Barack Obama soaria muito bem, na boca de Cavaco Silva é meter o bedelho intempestivamente.

"Isto é que é uma gaita, só faltava agora este gajo a dizer aos jovens que façam ouvir a sua voz, que mostrem não se acomodar nem se resignar... uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna? Mas o que é que ele quer, não sabia continuar calado?"
Pois é José, é muit'a chato... que descaramento.

O José Sócrates não falou nem ouviu, não teve tempo, teve de ir prestar contas para Bruxelas. Azarito.
O José Sócrates nem sequer tem página no Facebook... Ou por outra, ter tem, mas não são bem dele, são-lhe dedicadas... Quem quiser que as procure, não quero entrar por aí, nem tenho tempo para isso.

O José Sócrates está chateado, acha que o Presidente da República não foi imparcial.
Pois não, não foi e não tem de ser. Não deve ser. O Presidente da República foi tão, ou mais, eleito quanto o primeiro-ministro.
O Presidente da República foi inconveniente para este executivo, foi parcial- tomou o partido do seu povo. Gaita!

O Presidente da República recorreu a dados oficiais, a declarações e análises do Banco de Portugal e, estruturadamente, colocou a realidade preto no branco.

O que digo não é cego nem sectário, não sou grande admiradora de Cavaco Silva - mas por razões que não vêm ao caso - do que vem ao caso digo que o homem falou verdade inconvenientemente;
e digo "finalmente", já o deveria ter feito, a sua responsabilidade nesta farsa advém do seu silêncio. Pois que não seja tarde para remediar a falta.

O José Sócrates está chateado. É natural, no lugar dele eu também estaria.
Estaria mais do que chateada, estaria à rasca.

O raio que o parta.
O José Sócrates escusa de se revoltar contra o Cavaco, escusa de insultar o povo manipulado, ignorante e estúpido.
A grande gaita não é apenas a "impopularidade" das medidas do novo pacote de austeridade - essas o Zé-povo até é capaz de as aguentar ( que remédio).
A grande gaita é que o povo ignorante e estúpido lê nas entrelinhas a impossibilidade de reaver a sua vida normal, o bom futuro dos seus filhos, o reconhecimento do seus direitos.
O povo ignorante e estúpido e manipulado sabe que está a ser sacrificado em nome de uma política descuidada, megalómana, idolátra, que foi varrendo para debaixo do tapete a realidade crescente de uma ruptura económica e financeira.

O povo ignorante, estúpido e manipulado dá mostras de estar revoltado por ter sido enganado, repetidamente enganado, por se ter deixado enganar. Finalmente.

O José Sócrates pode agarrar-se aos elogios de Bruxelas; pois que se agarre, pouco mais lhe resta a que se agarrar.
O Banco Central Europeu não tem de cuidar dos portugueses, tem de cuidar do Euro. E fá-lo.

O José Sócrates tem obrigação de cuidar dos portugueses, de Portugal. Não o fez, não o faz.
O José Sócrates cuida da sua imagem - ou julga que o faz - junto do BCE, junto da CE, junto da Tia Angela; luta por se manter onde está, pela sua soberania, que a de Portugal já era.

José Sócrates vai à merda.


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MAS ESTE GAJO NÃO SE ENXERGA?

Citando José Sócrates a botar faladura hoje:

«A execução orçamental está a correr bem,
para não dizer muito bem»


Então não? As novas medidas de extorsão:

«“Uma contribuição especial aplicável a todas as pensões, com abrangência e impacto semelhantes àqueles que tivemos este ano no âmbito dos salários da Administração Pública, nas pensões acima de 1.500 euros”, anunciou o ministro das Finanças esta manhã»

«O Governo vai voltar a propor a limitação dos benefícios e deduções fiscais e a revisão da estrutura das taxas de IVA, que não foram aplicadas este ano devido ao acordo com o PSD.
As medidas a tomar para concretizar estas metas compreendem, ainda, o congelamento do Indexante dos Apoios Sociais.

Será ainda realizada uma redução dos custos com medicamentos e subsistemas públicos de saúde
, aprofundamento da racionalização da rede escolar, aumento da eficiência no aprovisionamento e outras medidas de controlo de custos operacionais.»


Quando é que estes gajos percebem que não podem continuar a extorquir o povo?

Quando se criarão neste país condições apelativas ao investimento e desenvolvimento?

HÁ QUANTO TEMPO NÃO VAIS A UMA MANIF?


O QUÊ:

PROTESTO DA "GERAÇÃO À RASCA "

PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO.

QUANDO:
SÁBADO 12 DE MARÇO 2011 - 15H
ONDE:
LISBOA:
AV. DA LIBERDADE ---------> ROSSIO

PORTO:
PÇA. DA BATALHA --------> PÇA. D.JOÃO I
(mais localidades no final do post)

QUEM:
«Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.»

«Este protesto pretende promover o debate cívico sobre o problema da precariedade em Portugal.
Para sermos abertos a todos, independentemente das convicções pessoais de cada um, o movimento dissocia-se de quaisquer reivindicações que não as presentes no Manifesto, o único documento associado ao nosso Protesto.
Apelamos a todos os cidadãos que se revejam no espírito do manifesto a juntarem-se a nós.»
PORQUÊ (Manifesto):
«Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza - políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.»

«PEDIMOS QUE TRAGAM UMA FOLHA A4 COM O VOSSO MOTIVO PARA ESTAREM PRESENTES E UMA PROPOSTA DE SOLUÇÃO.
AS FOLHAS SERÃO RECOLHIDAS E ENTREGUES NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.»

http://geracaoenrascada.wordpress.com/

geracaoarasca@gmail.com
geracaoarasca.porto@gmail.com


Braga – Avenida Central, junto ao chafariz

Castelo Branco – Alameda da Liberdade (Passeio Verde)

Coimbra – Praça da República

Faro – Largo S. Francisco

Funchal – Praça do Município

Guimarães – Largo da Oliveira

Leiria – Fonte Luminosa

Ponta Delgada – Portas da Cidade

Viseu – Rossio, em frente à Câmara Municipal



_______________________________

E SE...
VAMOS PÔR
O GOVERNO À RASCA?



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O ESTRANHO CASO DO CONSELHEIRO EM RABAT

Decorria a crise económica na Europa embora esta de encontrasse já em recuperação financeira. Em Portugal a dívida pública atingira valores submersos. O executivo português tomara medidas austeras, gravosas, para aumentar a Receita do Estado. Era-lhe exigido que igual austeridade fosse aplicada para diminuição da Despesa.

Corria o mês de Fevereiro de 2011...
No dia 2 desse mês foi publicada no Diário da República a nomeação de um conselheiro técnico para a embaixada de Portugal em Marrocos.
Este novo conselheiro, Francisco Guerra Tavares de seu nome, inspector-geral das finanças e, até à sua recente nomeação, director-geral de administração do Ministério dos negócios Estrangeiros, vai, com a aprovação, pelo grande e leal amigo Luís Amado, fazer uma comissãozita durante 3 anos, renováveis, pela exequível quantia de 11 mil euros mensais, mais euro menos euro.

Acrescendo a que o cargo é novo e a estrear, criado à medida sem os vícios das pré-existências, para o recém nomeado, torna-se o caso ainda mais estranho pelo facto, descartável, de a diplomacia portuguesa contar já com um conselheiro económico em funções em Marrocos e de ali existir também uma delegação da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal).

Reza a história que este
Francisco Guerra Tavares, funcionário do Ministério das Finanças, fez um voo em 1998 até ao MNE tendo aterrado, por nomeação, como director do Gabinete de Organização, Planeamento e Avaliação. Já no ano de 2006 tornou-se Controlador Financeiro do MNE para em 2007 ascender a Director-Geral de Administração.
Não vá o diabo tecê-las, manteve-se inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

Resolva este estranho caso, imagine que contas misteriosas terá este ROC , feito, revisto e inspeccionado.

Tenha medo, muito medo, eles andam aí... Tenha medo, muito medo, porque pode ter a certeza, eles vão-lhe ao bolso

Fonte: Revista Sábado - 10Fev. 2011 - Nuno Tiago Pinto


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DIAS DA TRETA

Talvez seja uma implicância minha mas esta coisa do Dia Internacional/Mundial/Nacional disto e daquilo é uma coisa que, em muitos casos, me dá alergia.

Alguns passo de lado e até entendo, como o Dia da Árvore (que coincide com o Dia Mundial do Sono embora ninguém se possa "baldar" para ficar a dormir o que é uma injustiça) ou outros semelhantes;
a alguns chego a achar graça como o Dia Mundial dos Desenhos Animados ou o Dia das Mentiras (embora achasse muito mais graça ao Dia Mundial Sem Mentiras, isso é que era um fartote...) ;
há os que me parecem imprescindíveis como o Dia da Mãe, O Dia de Stº António (sim o de S. Pedro também), o Dia do Armistício e alguns outros, poucos.
Depois há os que são de a gente se atirar para o chão a rir à gargalhada como o Dia Nacional da Desburocratização ou o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozono, entre uns tantos igualmente inspiradores - inspira-me particularmente o Dia Internacional para a Tolerância, que ninguém sabe se existe ou quando é; se fosse levado a sério, como uma semente de cultivo, seria dos meus favoritos.
Por último há aqueles que além de me darem alergia me põem à beira do choque anafilático...

Chegam a enraivecer-me - dias como o Dia Mundial da Criança, seguido, 3 dias depois, pelo Dia Internacional das Crianças Inocentes Vitimas de Agressão, o Dia Universal da Criança (que é um ilustre desconhecido), o Dia Mundial da Terceira Idade ou o recém passado Dia das Nações Unidas para os Direitos da Mulher, este último irrita-me muito em particular, quase tanto como os "dias das crianças" e foi este que me trouxe hoje até aqui.

Dia da Mulher? Por alma de quem?

Todos os problemas, de direitos ou outros, que afectam as mulheres, assim como os idosos ou as crianças, são problemas da humanidade, da Humanidade como um todo, não são específicos das mulheres, ou dos idosos ou das crianças. Aliás das crianças muito menos.

O desrespeito pelos Direitos da Mulher, seja lá isso o que for, não é em nada diferente do desrespeito pelos Direitos HUMANOS, do Ser Humano. Deixem-se de tretas - seja a violência, o direito de voto, a igualdade salarial, o o direito à educação ou tantas outras questões aberrantes, são violações de Direitos das Pessoas enquanto tal, não das mulheres ou dos homens. São problemas humanos.
Ah mas a discriminação... Claro, mas a discriminação é um facto que viola a dignidade, a liberdade e os direitos das pessoas, não das mulheres.
Ah mas as mulheres... Não! É um facto que atinge a humanidade e é esta que deve defrontar-se com essa realidade e tem obrigação de o combater, todos os dias sem precisar de "auxiliares de memória"

O mesmo é válido para os idosos ou para as crianças. Parece-me vergonhoso que se inventem dias específicos para debater e lembrar os problemas que atingem idosos, crianças e mulheres. Vergonhoso.

Ah mas o Dia da Criança é, acima de tudo, uma celebração...

Mais tretas! É de facto uma celebração se as crianças estiverem no local certo do globo, e mais, na casa certa, e mais ainda, na família certa.
E acrescento, se há quem deva ser celebrado todos os dias, todos, todos, são as crianças; inventar um dia para as celebrar é quase perverso não fora a idiotice intrínseca.

Quanto às mulheres... Havendo a ressalvar, ainda que a geografia cultural tenha aqui um papel predominante, que em muitos casos, concretamente no nosso país, a discriminação sexual é quase sempre fruto da própria mentalidade das mulheres e da sua aceitação como "normal" de comportamentos violadores da sua liberdade e dignidade: todos nós conhecemos mulheres cujos maridos não as deixam isto ou aquilo. Não deixam? Estas mulheres reconhecem este tipo de "autoridade" baseando-se em quê? Já não são "filhas", são mulheres, mães, trabalhadoras, Pessoas, como os seus maridos.
Estão tantas delas habituadas a ser consideradas seres "frágeis", como idosos, crianças, diabéticos ou doentes mentais, que não só aceitam esta separação de direitos como muitas, muitíssimas há que celebram... e com alegria.


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INDEPENDENTEMENTE DO CHUMBO É ASSIM

Na passada sexta-feira o PSD, o PCP e o BE uniram-se para chumbar uma reforma curricular do Ensino Básico; o CDS absteve-se.

Em causa não está melhorar as condições oferecidas às crianças do Ensino Básico, essas que se lixem como vem sendo hábito desde que desataram a fechar escolas "porque tinham poucos alunos"; se os miúdos pequeninos tiverem de ser desterrados e de se levantar ainda mais cedo, se tiverem de ir para mais longe de casa, amanhem-se - onde não há dinheiro não há vícios, nem para chavalecos.

Ainda por cima um dos conteúdos desta alteração curricular visa limitar o estudo acompanhado a alunos com mais dificuldades.
Ora estão à espera que o Estado vá gastar um dinheirinho que faz tanta falta a tanta coisa importante para andar a pagar acompanhamento escolar a crianças com dificuldades? Essa agora... desenrasquem-se, façam exames ao domingo, peçam equivalências... Era o que faltava.

Ou então, quando forem mais crescidinhos vão a Boston e arranjem um mestrado durante as férias de Verão, não é assim tão complicado... Num estante estão doutorados.

o perfil da ministraAQUI
para ler o recorte é só "clicar" a imagem

O que está em causa são 43 milhões de euros, diz a Isabelinha-Ministra.
«Isabel Alçada disse não ter onde ir buscar os 43 milhões de euros que são necessários se a reforma não se concretizar:
“O Ministério, quando elaborou o orçamento, fez um orçamento de contenção e é neste
quadro que estamos a trabalhar. Ao elaborarmos este orçamento tivemos em conta a disponibilidade e a eficiência dos recursos. Não temos onde ir buscar”.»

Não tem onde ir buscar? Ó Isabelinha, por que não pede uns cobres ao Toni das Obras? Uns milhõezitos aqui outros ali, até nem se notava, era uma questão de aproveitarem uns mármores dos aeroportos... De desfazerem um negóciozito com algum sucateiro.
Isto para não dizer que podiam pôr à consideração do povo o que acham mais importante: O Ensino Básico ou o TGV?

(Só um à parte: Já repararam que isto do TGV está na razão inversa do FMI? Um não pode entrar, o outro não pode sair... Não sei se ambas as vontades serão compatíveis)

Antes que alguém se lembrasse de perguntar alguma coisa menos conveniente - sim, porque o que estava combinado com os jornalistas para a conferência de imprensa que a Isabelinha deu hoje no Conselho de Ministros eram 3 perguntas apenas e acabou - veio a assessora do Ministro da presidência, o grande e leal amigo Silva Pereira, interrompeu a cena e pôs fim à conversa.
A Isabelinha aceitou e esgueirou-se com um sorriso. Finito.
«A assessora do ministro da Presidência interrompeu ontem a ministra da Educação no final da conferência de imprensa no Conselho de Ministros. Ana Margarida Valada justificou a interrupção com as três perguntas combinadas com os jornalistas presentes. Isabel Alçada abandonou a sala com um sorriso, evitando assim responder à comunicação social.»In Correio da Manhã
Eu não estava lá mas a notícia está AQUI.
Que barracada...

No entanto o que me está cá a fazer cócegas no estômago nem são os 43 milhões, isso é das tais, "chapéus há muitos" e a irresponsabilidade não é nova.
O que me está a pôr em pondo de rebuçado é o seguinte:
«Hoje, independentemente do chumbo da oposição, foram publicadas em Diário da República as novas regras do estudo acompanhado, para entrarem em vigor a 1 de Setembro.»

A Assembleia da República chumba e a coisa é publicada do Diário da República para entrar em vigor a 1 de Setembro?
Por acaso até não me importava nada que a rapaziada do CDS me explicasse as razões da sua abstenção, assim só por curiosidade. Será por alergia a votarem com o PC e com o BE? Hum... Algo me diz que não será bem isso.


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ANGOLA É DELES

MANIFESTAÇÃO CONTRA A DITADURA?

NADA DISSO, AQUI NÃO HÁ DITADURA,
LOGO NÃO HÁ MANIFESTAÇÃO.


«A manifestação convocada para hoje em Luanda, que visava contestar o regime de José Eduardo dos Santos, foi suspensa.»

Suspensa? É uma boa palavra, suspensa...
Foi suspensa, por quem?
Se foi por quem a convocou terá sido suspensa. E por quê?
Se não foi por quem a convocou não foi suspensa, foi proibida - e nem vale a pena perguntar por quê...

(Vá lá, os meus "ses" são retóricos mas quem sou eu para fazer afirmações?)
«A decisão foi tomada depois das detenções, feitas na última noite, de alguns manifestantes – cerca de 20 – e de jornalistas que se preparavam para a cobertura do acontecimento. O número de jornalistas detidos tem variado consoante as fontes.»
«A embaixada portuguesa em Luanda confirmou que está a par da situação, mas nada adiantou»
(entretanto pelo menos 3 dos jornalistas presos já foram libertados)
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«A organização já tinha adiado o protesto para as 14h00 mas a falta de adesão ditou o cancelamento do protesto.»

A falta de adesão? Depois das prisões feitas de madrugada? Hum... Vá se lá entender...

É que no final do dia 6, ontem antes das prisões, Dias Chilola, um dos organizadores da manifestação falava assim:
«A manifestação anti-regime, convocada pela Internet para dia 7 em Luanda, vai realizar-se apesar dos discursos "intimidatórios e demagógicos" do MPLA, afirmou um responsável da iniciativa. Concentrações nos consulados e embaixadas. »

Será que vamos ter de alargar o mapa do Norte de África/Médio Oriente, onde podemos marcar os países em convulsão social, até à zona de Angola?
Aqueles rapazes do governo angolano bem podem pôr as barbas de molho.
Aguardemos.

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O FESTIVAL DO QUÊ?

HOMENS DA LUTA:
OS "VILLAGE PEOPLE" REVOLUCIONÁRIOS
DE UMA REVOLUÇÃO
QUE NÃO EXISTE.


Nem em 1975, quando o Capitão Duarte Mendes foi cantar "Madrugada" com o seu rubro cravo ao peito, o "fervor revolucionário" foi tão longe. Que xarivári!

Não posso deixar de oferecer o meu aplauso à capacidade de mobilização, já costumeira, do "espírito revolucionário" - reconheço-o.
Reconheço-o... de outros carnavais...

No seu telejornal das 20h a RTP1, com ar de "desculpem lá o mau jeito", noticiou que a "crise" venceu o festival.
A "crise", pois, o que vale é que a "crise" dá para tudo, desculpa tudo.
É um gozo esta crise: os "homens da luta" gozam e goza a RTP - independentíssima... Acaso terá passado pela cabeça a alguém que a RTP ofereceu a sua emissão da noite de ontem à MEO? Uma emissão moderníssima, super inter-activa com "bué Likes" no facebook, um must...
Com isto tudo conquistou uns 7,5% de audiência, só pode ser por má-vontade.
Verdade seja dita que os outros canais, e uma malfadada noite de chuva, deram uma ajudinha; cá por mim, apesar de ter chegado a casa já após o "horário nobre" dei comigo a alugar um filme - aquilo nem à borla, obrigada.

No fundo, bem no fundo, acho que foi óptimo, só espero que a Tia Angela e mais os primos todos lá das euro-Europas vejam a nossa esclarecedora representação na Eurovisão.
Cada um tem a representação que merece... e não só nos festivais.

PORTUGAL NA EUROPA. BIBÓ PREC!
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LEMBRAM-SE DO "PATINHO FEIO"?

O meu primo Stélio mandou-me um e-mail com um vídeo, poucas palavras e um sumaríssimo comentário: «...realmente não devemos nunca julgar o "livro pela capa".»

Creio que não há forma de se estar preparado para o que este jovem de 20 anos, um street dancer, nos oferece.

Quem puder que sustenha as lágrimas, eu não consegui.




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BOCAS DE REACÇÃO

Há coisas, poucas, com as quais não brinco, uma delas é o que se está a passar na Líbia.
Quanto ao Kadhafi... estou-me nas tintas, não tenho por ele o menor respeito, por mim podem pô-lo a dizer o seja o que fôr, pior do que ele próprio diz não é fácil.

Este vídeo não tem ponta por onde se lhe pegue, é feito de "graça fácil" mas fácil ou não tem graça. Confesso que o ponto alto, para mim, é mostrar a casa do Mário Crespo - esta é de facto inspirada... As outras... mal ao fígado não me fazem, muito pelo contrário.

Bom Carnaval.




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A PULGA DE SÓCRATES

UMA PULGA NÃO PODE FAZER PARAR UM COMBOIO
MAS PODE FAZER CÓCEGAS AO MAQUINISTA




Premissa: O conteúdo das escutas telefónicas onde aparecem conversas de José Sócrates é juridicamente irrelevante.

Partindo do princípio de que isto é assim, e não podendo eu afirmar que não é, a ser, pergunto-me os porquês de tanta ansiedade em destruí-las.
E mais, assim sendo, pergunto-me por que não revelar o seu inócuo conteúdo, já nem digo publicamente - evocando o direito à privacidade - mas, no mínimo, a uma Comissão parlamentar multi-partidária que pudesse sossegar as hostes.

Mas não. Fecham-se as inocentadas escutas a sete chaves, mandam-se destruir com a força de um murro na mesa embora a questão não esteja encerrada e esteja sim longe de se poder considerar esclarecida.

Porém... Há quem não funcione a murros na mesa, há quem não se assuste nem um bocadinho, há mesmo quem saiba responder com igual murro em diferente mesa. Há até quem considere que o que na letra da Lei, e da Constituição, estabelece a Independência dos juízes é mesmo para ser levado muito a sério.

( A quem possa interessar, mais sobre isto num artigo de que gostei na sequência do que abaixo refiro, acompanhado pelo respectivo vídeo, AQUI)


Vem esta divagação a propósito de uma notícia que ouvi ontem, diluída entre o jogo do futebolístico derby lisboeta e a visita de José à Srª Merkl, tendo saído assim mais discreta do que seria desejável.

O Juiz Carlos Alexandre, o que tem cometido o sacrilégio de se opor à destruição das malfadadas escutas a José no âmbito do "caso Face Oculta", o mesmo que «autorizou no processo Freeport e (a invasão) aos maiores bancos portugueses(pelo ministério público) e mandou para julgamento políticos, gestores públicos e banqueiros», está em vias de ver metade dos processos que residem consigo voarem para outra freguesia porque o nosso executivo quer abrir vaga para um segundo juiz no Tribunal Central de Instrução Criminal.

E isto porquê?

Segundo o executivo (já expliquei que me deixei de chamar "governo" àquela coisa) estariam pendentes 23 processos... Ter-se-ão esquecido de acrescentar "mais 20 menos 20".
Processos pendentes restavam 3 e depois da resolução de um deles (dos CTT, há dias) restam 2.

Voltando então atrás, uma vez que o número de processos pendentes não é uma questão discutível, é factual, abrir uma vaga para um segundo Juiz TCIC porquê?

Aqui a doutrina divide-se: de um lado o executivo e do outro a opinião da Associação de Juízes segundo a qual esta decisão
«dá azo a suspeitas de vingança sobre o juiz que não destrói as escutas a José Sócrates»
e prevê, devido a «Meio milhão de processos que, de uma assentada, vão mudar de juiz em Lisboa» o grande caos nos tribunais alfacinhas.

Nas palavras de António Martins da Associação Sindical dos Juízes:

«É perfeitamente legítimo que um cidadão faça essas interpretações, em função de neste ponto a reforma ser ainda menos compreensível. É dos poucos tribunais em que o governo quer aumentar o número de juízes, quando na generalidade dos outros há diminuição, altamente significativa, do quadro de magistrados. Aparentemente, o ministério da Justiça justifica essa redução com a diminuição do número de processos, mas essa justificação não serve para o TCIC»

A suspeita aumenta porque o Governo quer colocar um segundo juiz no TCIC, que em breve vai ter um único processo, enquanto se propõe dispensar 63 juízes na comarca de Lisboa, em tribunais com milhares de processos.
In TVI24 / Carlos Enes - 2 Mar.

QUID JURIS?

Infelizmente a TVI24 não disponibiliza os seus vídeos para inserção mas encontra-se a peça AQUI


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ENSANDECERAM !


«O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações realizará até 2015 investimentos na ordem dos 12 mil milhões de euros, disse hoje o ministro António Mendonça.»

«Neste ano, se somarmos todos os investimentos nos sectores portuário, aeroportuário, rodoviário, ferroviário, temos um total, num horizonte até 2015, que aponta para 12 mil milhões de euros»

  • Investimentos da REFER - dois mil milhões de euros.
  • Aeroportos - valor global de 118 milhões de euros.
  • Aeroporto de Lisboa -76 milhões de euros
  • Aeroporto do Porto - 8 milhões de euros
  • Aeroporto de Faro - 23 milhões de euros
  • Aeroporto de Beja - 1 milhão de euros
  • Aeroporto dos Açores - 10 milhões de euros.
  • Estão em curso nove concessões rodoviárias, com uma extensão total de 2.220 quilómetros, "71% dos quais sem perfil de autoestrada".
  • Reconfiguração da Barra do Porto de Aveiro.
Fonte: Negócios on line 1/Mar.

E o TGV?
O TGV sim, claro, também; nós podemos lá viver sem o TGV

118 MILHÕES de euros no aeroporto de Lisboa... Para quê? Porque vão vender a TAP e faz parte do negóciozinho? Ou nem sequer isso mas porque sim. Para chegarem ao fim e passarem à negociata do Aeroporto de Alcochete Jamais?
Sobre os outros não sei, mal os conheço mas 23 MILHÕES no aeroporto de Faro? Para "épater le bourgeoi" do All-garve? Certo, acharia bem se andássemos folgados mas, seja em que língua o neguem a verdade é que estamos para lá das lonas - e nas lonas entra-se em derrapagem se não se andar com mil cuidados.

E como é que o Estado vai pagar isto tudo?
Ora, que pergunta mais parva...
Tu e eu e o Zé-Pagantes...
Pois. E se eu disser "Não estou disposta a contribuir para essa maluqueira extemporânea" (ou anacrónica, como diria Luís Amado)?
Dizer posso, até posso dizer todos os dias mas todos os dias estou a pagar. Ou... Pois. Quem se lixa sou eu, anyway.

E já estou a ouvir os situacionistas (desculpem lá mas dá-me gozo chamar situacionistas aos apoiantes do executivo):
"Então mas o que queres, o país não pode estagnar, é preciso investir e evoluir para blá-blá-blá..."
Pois, não pode estagnar...
Vão dizer isso aos empresários, vão.
Vão dizer isso a quem não consegue pagar a renda da casa, vão.
Vão dizer isso a quem não janta para dar de jantar aos filhos, vão
Em três palavrinhas apenas, vão...
(sim faltam duas mas toda a gente as sabe)

Tia Angela, engole lá mais um sapinho. Euro-Europa oblige
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«Cerca de uma centena de dirigentes e activistas sindicais do sector dos transportes e comunicações saíram hoje do Rossio em desfile de protesto contra a redução e o congelamento salarial e de alguns subsídios.»
Diário Digital 2/Mar.

Então malta, amanhem-se como poderem mas tem de ser;
há que reduzir e congelar salários; o Ministério das Obras Públicas está em grande contenção e o Faca-na-liga (vulgo Toni Mendonça) não brinca em serviço - negócios são negócios e
de chôue mást gô óne.




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THEY LOVE ME ALL

«NO DEMONSTRATION AT ALL IN THE STREETS,
NO, NO ONE AGAINST US»


«THEY LOVE ME ALL, THEY WILL DIE TO PROTECT ME»


A i-na-cre-di-tá-vel entrevista de Kadhafi a Christiane Amanpour (ABC News)


SEM COMENTÁRIOS...

O artigo completo (págs. 1 e 2) e vários vídeos AQUI.

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A TÍTULO DE EXEMPLO...


É apenas um exemplo, um exemplo ínfimo.


Na "política" apregoa-se uma coisa mas a vida demonstra outra:



Quando a coisa dá para o torto quem resolve os problemas são as Pessoas,



não o Estado.


É por estas e por outras, muitíssimas outras, que não sou socialista.

«Os pais dos alunos da Escola Pedro Teixeira, de Cantanhede, estabelecimento de ensino com contrato de associação, estão a cotizar-se de modo a garantirem o pagamento aos professores.

Os 31 professores e 13 funcionários estão sem receber salários há dois meses e hoje a direcção da escola avançou com o despedimento colectivo destas 44 pessoas, depois de o Ministério da Educação ter retirado o financiamento ao colégio, que não aceitou assinar o contrato de associação com o Estado. O director da escola, António Negrão, disse que é “a única hipótese de de manter a escola a funcionar”.
Com a retirada de 30% do valor que era, até agora, pago, o encerramento da escola seria o óbvio passo seguinte, mas os pais decidiram criar um fundo financeiro, para pagar parte do salário aos professores, que vão dar o seu trabalho de forma voluntária. “Não corresponde, sequer, a 50% do ordenado dos profissionais.
Será apenas uma ajuda de custo para lhes permitir sobreviver.»
In "Página 1", 1 Mar.11





E mais uma:

«Precisava de 600 euros...»

«Estamos a apoiar cerca de 400 mulheres, entre grávidas, grávidas adolescentes e puérperas, e ainda cerca de 500 crianças. E os números não param de aumentar.»

Coimbra vai passar a contar, a partir de sexta-feira, com um Banco da Maternidade e da Criança.

A iniciativa parte da Associação de Defesa e Apoio à Vida (ADAV), que desenvolve um trabalho de apoio a grávidas e jovens mães em dificuldades,
há cerca de uma década na região Centro.
Trata-se de um equipamento inspirado no Banco Alimentar contra a Fome, que vai fazer chegar às instituições em dificuldade bens essenciais à maternidade.
“Estamos a falar de fraldas, leite, papas, artigos de higiene, carrinhos, chupetas, biberons, enfim, todos os bens necessários para o bem-estar de uma grávida e de um bebé

O projecto depara-se com o problema da sua própria sobrevivência, uma vez que só a renda do espaço alugado é de 500 euros mensais.
“Temos possibilidade de aguentar os projectos nos próximos cinco meses. Preciso de os aproveitar bem para arranjar apoios para lhe dar continuidade. Precisava de 600 euros, incluindo 100 euros para os custos correntes. Isso seria o ideal, embora já me contentasse com os 500”, confessa a dirigente da ADAV.
In "Página 1", 1 Mar.11
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Entretanto, algures nos corredores do poder, prepara-se mais uma "blague" da ironia do destino:


«Portugal quer presidir ao Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

A candidatura, para o período de 2014 a 2017, foi ontem defendida na reunião deste Conselho da ONU, em Genebra.
A intenção portuguesa foi apresentada pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho.» - 1/Mar.11

E pode?

Bem... Poder, pode... A ironia tem destas coisas.

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