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O ESTRANHO CASO DO CONSELHEIRO EM RABAT

Decorria a crise económica na Europa embora esta de encontrasse já em recuperação financeira. Em Portugal a dívida pública atingira valores submersos. O executivo português tomara medidas austeras, gravosas, para aumentar a Receita do Estado. Era-lhe exigido que igual austeridade fosse aplicada para diminuição da Despesa.

Corria o mês de Fevereiro de 2011...
No dia 2 desse mês foi publicada no Diário da República a nomeação de um conselheiro técnico para a embaixada de Portugal em Marrocos.
Este novo conselheiro, Francisco Guerra Tavares de seu nome, inspector-geral das finanças e, até à sua recente nomeação, director-geral de administração do Ministério dos negócios Estrangeiros, vai, com a aprovação, pelo grande e leal amigo Luís Amado, fazer uma comissãozita durante 3 anos, renováveis, pela exequível quantia de 11 mil euros mensais, mais euro menos euro.

Acrescendo a que o cargo é novo e a estrear, criado à medida sem os vícios das pré-existências, para o recém nomeado, torna-se o caso ainda mais estranho pelo facto, descartável, de a diplomacia portuguesa contar já com um conselheiro económico em funções em Marrocos e de ali existir também uma delegação da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal).

Reza a história que este
Francisco Guerra Tavares, funcionário do Ministério das Finanças, fez um voo em 1998 até ao MNE tendo aterrado, por nomeação, como director do Gabinete de Organização, Planeamento e Avaliação. Já no ano de 2006 tornou-se Controlador Financeiro do MNE para em 2007 ascender a Director-Geral de Administração.
Não vá o diabo tecê-las, manteve-se inscrito na Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

Resolva este estranho caso, imagine que contas misteriosas terá este ROC , feito, revisto e inspeccionado.

Tenha medo, muito medo, eles andam aí... Tenha medo, muito medo, porque pode ter a certeza, eles vão-lhe ao bolso

Fonte: Revista Sábado - 10Fev. 2011 - Nuno Tiago Pinto


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