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O TRIBUNAL CONSTITUCIONAL É PORREIRO, PÁ

Não há nada como ter um Tribunal Constitucional a zelar pelos interesses do povo, ou pelo menos pelos interesses de parte do povo... É difícil agradar a todos, pois claro.
Se o T.C. estivesse submetido a escrutínio popular eu gostaria de saber qual o resultado...

O Decreto-lei da Mobilidade é inconstitucional «por violar a "garantia da segurança no emprego" e o "princípio de proporcionalidade constantes dos artigos 53 e 18 número dois da Constituição da República Portuguesa"»; evidentemente, não serve os interesses do povo, ou de parte do povo. Está dito.

Se um qualquer Zé-português for empregado pelo o sector privado vai trabalhar onde for considerado necessário e enquanto for necessário. As empresas não são filiais da Santa Casa da Misericórdia, existem para dar lucro ou, pelo menos, para não dar prejuízo.

E se o Zé-português trabalhar para o Estado?
Ah, bem, aí o Estado que lhe garanta o emprego, quer seja necessário ou não, quer haja trabalho quer não e, se der prejuízo paciência, os outros Zés e Marias que se aguentem, está em causa  «o despedimento sem justa causa, que é ilegal em Portugal». Sem justa causa? SEM JUSTA CAUSA?



Assim posto é tão cretino que só pode ser demagogia, minha.
Demagogia uma gaita, é assim mesmo que o zeloso T.C. considera ser do interesse dos portugueses. (De quais portugueses? Dos que pagam os seus impostos?)

A colocação na requalificação pode ocorrer «por motivos de desequilíbrio económico-financeiro estrutural e permanente do órgão/serviço e após demonstração em relatório fundamentado e na sequência de processo de avaliação, que os seus efectivos se encontram desajustados face ás actividades que prossegue e aos recursos financeiros que estruturalmente lhe possam ser afectos».

Temos o país como temos mas não há justa causa para mexer no que é imperioso que seja mexido?

Segundo o T.C. o diploma da requalificação violava o principio da garantia da segurança de emprego garantido aos funcionários públicos que tinham o vínculo por nomeação (vitalício) quando transitassem para a modalidade de Contrato de Trabalho em Funções Pública.

Vínculo vitalício... Mas isto é normal? Alguém, com dois dedos de juízo, se tiver uma empresa contrata um funcionário constituindo um vínculo vitalício? Só o Estado, claro, que conta com os cobres alheios.


Após o chumbo do TC à admissão da a cessação do vínculo após 1 ano em que o funcionário no "regime de requalificação" não tenha conseguido uma recolocação,
quais são as  alterações transmitidas como «orientações» aos deputados da maioria parlamentar, para que estes proponham a alteração do diploma? 

A coisa funcionará (?) assim:

Uma determinada instituição estatal é considerada supérflua ou economicamente insustentável e é encerrada. Os seus funcionários transitam para outra instituição estatal... ou não. E se não?

Se não, durante o primeiro ano, continuarão recebendo 60% da sua remuneração anterior, até um limite de 1.257,6 euros e, após esse período, receberão 40% do seu salário, até um limite máximo de 838,4 euros, mas o salário mínimo nacional será sempre garantido como limite mínimo, caso esta percentagem represente um valor abaixo. Até quando? Até à sua reforma.

E se estes funcionários se empregarem no sector privado?
Mesmo assim o S.M.N. será sempre assegurado, actualmente 485 euros, e o que receber no sector privado, pala além deste mínimo, será é deduzido àquilo que recebe do Estado..
É bom!

Só uma perguntinha, quanto é que NOS custa manter estes funcionários sem trabalharem?

De já longa data é do conhecimento público que, em termos financeiros, e não só, o Estado emprega um excedente de cerca de 100 a 120 mil funcionários.
Quem os paga? Todos nós.
E se não houver com que os pagar?
Não faz mal, pede-se um novo resgate europeu, pago por todos nós, prolongando uma situação que nenhum de nós quer. Mas pronto, vamos vivendo.

A culpa? É do governo, se não conseguir impedir um novo resgate.
O Tribunal Constitucional, que tem vindo a mostrar-se o maior e melhor órgão da oposição, não tem nada com isso, só está a zelar por nós.
Porreiro pá!

COINCIDÊNCIAS DE UM RAIO

Encontrei no Facebook o seguinte link que me chamou a atenção:


Quando tentei abrir para lar o resto não foi possível, apareceu-me uma página de "Erro no servidor"
Depois tentei ir directa, saindo do Facebook para o site indicado na publicação:

«www.liberdadeeeconomica.com»

o resultado foi o mesmo:

A coisa irritou-me, um bocadinho.
Depois de várias voltas e teimosias consegui chegar a bom porto e aqui fica a notícia:
«Em outubro de 2012, Julie Keith, uma mãe do Oregon (EUA), enregelou-se: num pacote para Halloween “Made in China” que ela comprara na loja Kmart havia uma carta escondida meticulosamente. Grafada num inglês trêmulo, a mensagem
falava de um cenário de horror. O autor estava preso num campo de trabalho forçado no norte da China, trabalhando 15 horas diárias durante toda a semana sob o látego de desapiedados guardas.»
“Se você comprar este produto, por favor, mande esta carta para a Organização Mundial de Direitos Humanos” – leu Julie.“Milhares de pessoas na China, que sofrem a perseguição do Partido Comunista, ficar-lhe-ão gratas para sempre”.
« Entrementes, o autor – Zhang, 47 – conseguiu sair da fábrica-prisão. Como muitos outros ex-detidos, ele descreveu o universo carcerário socialista marcado por abusos estarrecedores, espancamentos frequentes e privação de sono de prisioneiros acorrentados semanas a fio em posições doridas. A morte de colegas por suicídio ou doenças fazia parte do pão quotidiano.
Corrobora-o Chen Shenchun, 55, que passou dois anos num desses campos: “Às vezes os guardas puxavam-me pelos cabelos, colavam na minha pele barras ligadas à eletricidade, até que o cheiro de carne queimada enchia a sala”, disse.
A maioria dos escravos-operários de Masanjia foi presa por causa de sua crença. Mas o regime os mistura com prostitutas, drogados e activistas políticos. As violências se concentram naqueles que se recusam a renegar sua fé.
Nem os responsáveis do campo de concentração, nem a Sears Holdings, dona da loja Kmart, quiseram atender pedidos de entrevista. Julie repassou a carta para um órgão governamental americano, mas a administração Obama adopta uma atitude de subserviência diante das práticas inumanas chinesas. Por exemplo, um funcionário disse que o esclarecimento deste caso levaria muito tempo. O que equivale mais ou menos dizer que ele nunca será esclarecido.
Como aconteceu com Zhang…
Da próxima vez que o leitor for comprar algum produto chinês, pense na tragédia que pode estar levando para sua casa.»
 Fonte: The Huffington Post e Daily Mail
Tradução: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
Texto revisto de "acordês" para português
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 O que me espanta não é a denuncia de escravatura na China, essa não será novidade para ninguém; o que acho espantoso é a dificuldade criada à leitura de uma notícia, que não me parece ser recente (refere Outubro de 2012) ao ponto de ser "barrarda" numa rede social e ser adicionada uma mensagem de erro a um servidor privado.

Ou então sou eu que ando a ver muitos filmes...

PODEM SER 10 MILHÕES DE EUROS

«Campanha pede um euro para os bombeiros portugueses»

Foi lançada uma campanha solidária no Facebook, que apela aos portugueses para que amanhã, sábado, dia 31, se dirijam à corporação de bombeiros da sua área de residência e deixem um euro 


«A ideia do criador do evento na rede social, Pedro Fonseca, é que o dinheiro conseguido seja usado para que os corpos de combeiros "comprem carros-tanque, mangueiras, material de protecção e de comunicação, ou o que quer que faça falta."

"Vamos ajudar nós aqueles que têm como um dos lemas a seguinte frase: "Não sabemos se voltamos, mas vamos sempre"

O promotor da iniciativa relevou, no Facebook, já ter enviado um email às associações de bombeiros a pedir que a informação sobre a campanha fosse enviada às corporações para que
tenham uma caixa ou alguém disponível para receber os donativos.»


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ANO DE AUTÁRQUICAS, POIS.



Não tem importância, é só a demissão da provedora responsável pelo canil e gatil da CML
Que inconveniência... pôs a "boca no trombone"!
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«HOJE TORNO PÚBLICA A MINHA JÁ APRESENTADA DEMISSÃO»
Provedora Municipal dos Animais de Lisboa

Hoje, dia 13 de Agosto de 2013, passam apenas 57 dias da minha tomada de posse enquanto Provedora Municipal dos Animais de Lisboa, nomeada pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa.

Nestes 57 dias, o sucesso que consegui obter no âmbito da missão que tomei em mãos é incomparavelmente inferior às dificuldades, às inverdades, a ausência de emergência, à inexistência de urgência que circunda a Casa dos Animais de Lisboa, as suas paredes actuais e aquelas que já há muito deviam estar erguidas. Os seus dirigentes e outra gente. As salas de quarentena que persistem em ser feitas de fumos de palco, as bactérias e vírus que se espalham gatil afora, e outras canil adentro.

 O que consegui foi um pouco para além do óbvio, e que tão pouco caberia a um “tradicionalíssimo provedor”: tirar algumas fotos e divulga-las pelo mais céleres dos meios actuais – o facebook -, dar informações legais a quem me as solicitou, procurar dar abrigo para animais abandonados, e pressionar muito, muitíssimo – trabalho que não se vê e, consequentemente, não existe para quem procura muito a cegueira. Conseguimos, num dia épico de 40º à sombra, fazer prevalecer a vida de um animal sobre a propriedade privada. Uso o plural porque sem um grupo de elementos da Polícia Municipal, seu Chefe e seu Comandante, dotados dos aparelhos de sensibilidade que deviam ser funcionais em todos os humanos e não são, e da coragem dos destemidos, sem eles, o Corujinha jazeria provavelmente morto há mais de um mês. Sem um dado Encarregado da Casa dos Animais de Lisboa o Corujinha jazeria morto, depois de uma doença contraída na Casa dos Animais de Lisboa que apenas podemos saber ser “provavelmente” uma parvovirose. Porque análises de sangue é coisa que não vi ali sucederem. Nunca. Nem quando nove gatos recolhidos da mesma casa, com o delicioso ar felino de pequenos bebés e aparência saudável, começaram a morrer fulminantemente em casa dos adotantes, a contagiar dramaticamente os gatos próximos, com diagnósticos concretos de calicivírus por médicos veterinários analistas da exames de sangue. A resposta, quando questionada, da equipa veterinária da CAL, foi “panleucopenia”, embora sem certezas porque, para não ser diferente, não se analisou sangue ou animais. Para quê? Afinal, estamos apenas a falar do canil e do gatil que alberga os animais da capital do país.

Desde o início afirmei e julguei existente, manifesto e intenso o respaldo do Presidente da CML, promotor das mudanças traduzidas no afastamento da anterior Directora do Canil/Gatil Municipal, Dra. Luísa Costa Gomes e nomeação do actual Director da Casa dos Animais de Lisboa, Dr. Veríssimo Pires; na criação da figura do Provedor Municipal dos Animais de Lisboa e consequente nomeação da minha pessoa para essa missão e; na criação de um Grupo de Trabalho presidido pela Sra. Bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, por elemento, veterinário naturalmente, indicado pela dita Ordem, pelo responsável pelo Departamento Municipal que tutela a Divisão responsável pela Casa dos Animais de Lisboa, pelo Director da mesma e por mim, na condição óbvia de Provedora. Esse respaldo não apenas não foi manifesto ou intenso, como foi totalmente anulado pelo afastamento do Senhor Presidente do assunto. Esse respaldo tornou-se para mim patentemente fugaz face ao paternalismo demonstrado pela Direção da CAL. Finalmente, tornou-se para mim claro que o meu sítio não é ou será alguma vez aquele em que se constitui um Grupo de Trabalho que alia peritos e os serviços municipais, sob o crédito e a batuta institucional da pessoa que ocupa a louvável posição de Bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários, para um mês e meio depois ver essa figura institucional numa lista partidária candidata à vereação da Câmara Municipal de Lisboa. A promiscuidade que este acto indicia, noutras circunstâncias inocente, destrói completamente a credibilidade de um Grupo de Trabalho que se queria independente, analista ao ínfimo das práticas actuais da Casa dos Animais e recomendador rigoroso das boas práticas que devem marcar o futuro. “À mulher de César não basta ser, há que parecer”, já se diz há séculos. No dia em que soube deste encaixe de lista, a minha decisão entretanto já tomada tornou-se sólida como a pedra mais dura.
Eu acumulei o odioso de ser a cara dada pela Casa dos Animais de Lisboa, quando esta tem Direcção serena; o odioso dos anos em que nada se fez pelo canil/gatil municipal e ali se fizeram coisas impróprias de designação civilizada; o odioso de encarnar um demónio eleitoralista, porque há eleições autárquicas a 29 de Setembro. Tenho costas largas e pelos animais abrigados na CAL acumularia três vezes o odioso que me ofereceram. Se alguma coisa mudasse com urgência. Se eu visse mudança, cheirasse confiança, ouvisse certezas dignas, tateasse cães e gatos saudáveis. Jarra eleitoral não sou. E pouco me interessam os actos eleitorais, se o candidato é pessoa que aprecio ou não. Sempre disse a quem me nomeou que gostando pessoalmente de quem gostasse, gosto muitíssimo mais dos animais. Cada vez mais, friso.
Quando pessoas próximas souberam de antemão que tinha aceite esta missão, rapidamente me alertaram com preocupação para a areia na engrenagem do interior da organização camarária – que considero insustentável, disfuncional e auto proclamatória de nadas –, mas também para os ódios, mesquinhez, inveja e outros tantos adjectivos que pairam sobre a dita “causa animal”. Não estavam errados, até porque essas pessoas conhecem bem o dito universo. Povoado por grandes pessoas, de amplo coração, mas infelizmente ultrapassados em número por pessoas lamentavelmente pequenas, tacanhas e seriamente empenhadas em promover o insucesso alheio.
A quantidade de deseducados e candidatos a donos absolutos da verdade é tão grande que por vezes temo pelos animais que dizem amar e proteger, e que são tantas vezes repositórios de candidaturas à santidade e de desequilíbrios emocionais humanos graves. Lá está, o verdadeiro animal predador, aqui, é o ser humano. E o verdadeiro sabotador dos direitos e protecção dos animais são aqueles que mais batem com a mão no peito clamando conhecimento de causa, ao interessarem-se senão pela sua verdade, pelo seu quintal, pelo português hábito de dizer mal desinformada e gratuitamente. Tive o enorme desprazer de conhecer ou saber da existência de tal gente. Que provavelmente encomendam em correria foguetes para celebrar a minha demissão. Desproporcionados face ao fogo-de-artifício gigantesco que descreve o bem-estar de nunca mais ter de saber da sua existência e não ter qualquer dever de as ter por perto. O feminino não é género alheio à descrição.
Conheci também das melhores pessoas do mundo, e essas levo-as comigo, para a minha vida pessoal. Críticas, sugestivas, que sabem bem mais que eu mas não apregoam o seu generoso conhecimento, e que realmente ignoram o humano do lado para se focarem em quem interessa: os animais. Encontrei, também, nos funcionários da Casa dos Animais de Lisboa pessoas dedicadas, amantes dos animais que ali se encontram, desamparadas na fama formada sem proveito de serem reais bestas. Foram meus colegas, trabalhei com eles de igual para igual – coisa que efectivamente somos. Mudaram de atitude? Sentiram também que alguém mudou de atitude para com eles. E isso faz muita diferença.
Enquanto escrevo esta mensagem pública, estou em contacto com uma rapariga aflita com dois gatinhos recém-nascidos, que associação nenhuma consegue ajudar a acolher e tratar; com uma senhora que se torna minha comadre, pois juntas acolhemos a partir de hoje uma ninhada de uma mamã gata ferida por um cão, que findo o aleitamento terá de ser amputada pelo veterinário que cuida dos meus “miúdos”, que são a minha família; com um senhor que quer ir de férias e para isso “dá” a uma desconhecida após contacto telefónico, os gatos que tem desde 2009. Em nenhum destes casos me valho senão das minhas possibilidades. Não confio nas condições da ala do gatil da CAL para acolher estes gatinhos. De há duas semanas a esta parte, sou incapaz de promover ou sugerir tal coisa seja a quem for.
Custa-me sair, na medida em que uma batalha enorme aparentemente ganha era apenas uma patranha. Nem toda a boa vontade do mundo chega. Nem todo o querer do universo chega. Nem as mudanças lentas chegam. Quando tudo jaz, afinal, na ponta da caneta de um homem só.
As únicas vidas que me interessam, neste processo de agonia lenta e enorme frustração, são as dos animais. Graças a uma mudança efectiva, posso visitá-los, fotografá-los, mimá-los dentro do horário em que a Casa dos Animais tem portas abertas a visitantes. Levarei uma muda de roupa, que largarei em seguida, para não repetir o risco de transportar vírus para a minha família. Também eu senti na pele o que é ter uma bebé que amo em risco de vida, porque eu transportei comigo a doença que quase a levou. É um número, para além da impotência a que me reconheci remetida afinal desde sempre, que torna “irrevogável”, como é moda dizer-se, a minha demissão: 17. Dezassete gatos falecidos na sequência de doença e contágio, sequência fatal tremenda que começou numa sala da CAL e terminou em cadáveres de gatos que nunca tiveram senão a fortuna de serem amados pelos seus donos. Dezassete cadáveres. Com nome, família, casa e as muitas saudades que deixam. Mas afinal, terá sido só panleucopenia, diz-se lá do Monsanto.
Em geral, as pessoas esperam de uma pessoa que exerça uma tarefa pública, um distanciamento gélido a que se convencionou chamar “cunho institucional”. Se tal pessoa não agir de acordo com o protocolo institucionalizado, não passará de um “baldas” sem decoro. Impróprio. Desadequado. Que não leva a sério o que tem em mãos. Eu sou informal. Sou disponível para as pessoas. Sou aguerrida. Características, aliás, subjacentes ao convite para Prover pelos animais de Lisboa.
Os juízos ficam para quem pratica o desporto de julgar no tribunal doméstico. Para os obcecados, que os há. E para as candidaturas da verdade absoluta. Não sei, com franqueza, se haverá Provedor seguinte. É sorte que não posso desejar a alguém. Mas receber queixas e reencaminhá-las é o expectável de quem se siga. Para incomodar sonoramente, para mais em tempo eleitoral, já houve esta. Que não se repita o erro de não dominar a voz de quem sirva de “Ouvidor”!
Não abandono animais. Mas abandono pessoas e projectos que não são genuínos. Espero que haja grande esforço em provar que eu estava errada. Que tudo o que aqui aponto mude no próximo mês, e que eu engula as palavras escritas. Não as engolirei, porque sei-as tremendamente verdadeiras. Mas nada me importo desse esforço pelo meu descrédito, se tal servir os interesses dos animais que vivem na CAL e cá fora. Porque na verdade, tudo jaz, afinal, na ponta da caneta de um homem só.

IDE-VOS CATAR, IDE.


Manifestantes pedem demissão do Governo em frente ao Parlamento« Centenas de manifestantes, na maioria trabalhadores da função pública, exigiram, esta segunda-feira, a demissão do Governo em frente ao Parlamento, num protesto convocado por vários sindicatos afectos à CGTP.

Os manifestantes concentraram-se no Largo Camões às 15 horas e desfilaram até à Assembleia da República, onde decorre, durante a tarde, a votação das propostas de requalificação na Função Pública e o aumento do horário de trabalho para 40 horas semanais, que a Assembleia da República aprovou na especialidade.»   -   In A Bola - 29/07/13 
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«A proposta do Governo sobre o aumento do horário de trabalho no Estado de 35 para 40 horas semanais foi hoje aprovada na especialidade e será objecto, esta tarde, da votação final global.
No âmbito da proposta de Lei n.º 153/XII/2.ª (GOV), o período normal de trabalho diário dos trabalhadores do Estado passa de sete para oito horas por dia. No total, os funcionários terão um aumento do horário de trabalho de 35 para 40 horas semanais já este ano.
Esta proposta, aprovada na generalidade a 11 de Julho e hoje votada na especialidade na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, contou com os votos favoráveis dos deputados da maioria PSD/CDS-PP. Votaram contra os deputados dos grupos parlamentares do PS, do PCP e do BE.
Estas alterações, bem como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública no mês de Julho e que tenciona implementar em Janeiro de 2014. As propostas de lei sobre o sistema de requalificação dos funcionários públicos e de aumento do horário de trabalho para as 40 horas semanais foram consideradas inconstitucionais pelos sindicatos da função pública.»  - In Sol - 29/07/13
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 Sistema de requalificação de funcionários públicos,
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«Ao abrigo da nova lei, o Governo impõe um novo regime de mobilidade especial que prevê um período máximo de 12 meses. Terminado este período, os trabalhadores poderão optar por ficar em lista de espera para uma eventual colocação, mas sem receberem qualquer rendimento, ou optar pela cessação do contrato de trabalho sendo que, neste caso, terão direito à atribuição do subsídio de desemprego.
Quanto à remuneração durante este processo, estabelece a proposta do executivo que o trabalhador receba o equivalente a dois terços, 66,7% nos primeiros seis meses e a metade enquanto permanecer nessa situação, incidindo sobre a remuneração base mensal referente à categoria, escalão, índice ou posição e nível remuneratórios, detidos à data da colocação em situação de requalificação.»
.../...
«Estas alterações, bem como o aumento dos descontos para a ADSE e as rescisões no Estado, serão integradas na nova Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas que o executivo começou a discutir com as estruturas sindicais da função pública no início de Julho que tenciona implementar em Janeiro de 2014.» In Sol - 29/07/13
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 Os funcionários públicos menos qualificados que aderirem ao programa de rescisões por acordo – que estará aberto entre Setembro e Novembro – e os seus familiares poderão continuar a beneficiar da ADSE- In Jornal de Negócios - 29/07/13
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Não me vou alongar em comentários às propostas de lei discutidas hoje, na especialidade no Parlamento; acho que não vou sequer comentar, apenas perguntar:

1º - Por que é que os senhores funcionários públicos só devem trabalhar 35horas semanais, em vez das 40horas que são exigidas aos comuns mortais assalariados do sector privado, aquele que sustenta esta estranha nação?

2º - De um modo geral as pessoas estão de acordo em que não há que aumentar mais a receita mas que é fundamental diminuir a despesa do Estado; Há mais de dois anos que é falado  o excesso de cerca de 100 mil funcionários públicos, que até agora se tem evitado dispensar. Quando se apresenta um projecto-lei que visa  a diminuição da despesa do Estado racionalizando o número excessivo de funcionários a oposição (obviamente) vota contra? Então como se faz?
E o projecto-lei de mobilidade laboral? Acaso, no mercado de trabalho privado, cada um não tem de ir trabalhar onde lhe oferecem emprego? Tem o Estado a obrigação de garantir aos seus funcionários emprego na localidade da preferência do trabalhador e não onde ele pode ser necessário?


Ide-vos catar, ide, que o vosso catar tem graça e
o Estado já está cheio de piolhos e pulgas
para as próximas décadas

O DIA FORA DO TEMPO

Há muitos, muitos anos, na base de grande peninsula da América Central, existiu uma civilização notável sob muitos aspectos, os Maias, que se regiam por um calendário lunar: as 13 luas de ciclos de 28 dias, prefazendo um total de 364 dias, e mais um - o Dia Fora do Tempo - que completava o ciclo de um ano de 365 dias.
O ano terminava a 24 de Julho e a 26 de Julho recomeçava com o nascimento astronômico de Sirius, que se eleva no horizonte juntamente com o Sol. Entre estes o dia 25 era o dia consagrado à análise do ano findo, à meditação, à dádiva de graças, a libertar o que já não é necessário e a agradecer tudo o que foi recebido 


Também no antigo Egipto o dia 26 de Julho marcava o início de um novo ano.
A ligação dos egípcios à estrela Sírius é bem conhecida, quer do ponto de vista astronómico como no seu panteão de divindades.

 O Faraó era representado nos céus pela constelação de Órion


Durante sete dias, entre 23 e 27 de Julho a divindade principal homenageada era Ísis, a principal deusa do panteão egípcio, que se espelhava na esposa e irmã do Faraó cuja representação nos céus é a estrela Sírius.
Sendo a estrela fixa mais brilhante do céu, Sírios é, há muito tempo, vista como elo de ligação, o acesso a um estado de consciência mais elevado que auxiliaria a aceleração da evolução do  planeta e da humanidade cuja energia fundamental está associada ao Princípio Feminino do Divino, à energia da deusa Ísis.




Assim seja.

QUAL SERÁ A TUA IDADE?

Há pouco mais de um par de meses deixei aqui um texto , do escritor colombiano Santiago Gamboa, sobre as mulheres com mais de quarenta e poucos anos que achei pleno de  simplicidade realista e bem observada. Escrevi uma pequena introdução tocando o elevado preço do envelhecimento; dizia eu:  

Um homem nunca entenderá como é duro para uma mulher envelhecer; é o elevadíssimo preço que se paga por uma vida mais longa, mas o que obtemos por esse elevadíssimo preço é de facto qualidade. Poucas mulheres honestamente trocariam o que a maturidade lhes vendeu pelo aspecto que tinham aos vinte ou aos trinta anos.

Esta tarde recebi um SMS telefónico enviado por um longínquo amigo de há muitos anos, mais de vinte, quase trinta, com uma citação de Confúcio, só e apenas, sem mais.
Não estranhei, vindo de quem vem... Aliado à vertiginosa aproximação do meu aniversário natalício.

Disse assim Confúcio:
«Qual seria a tua idade se não soubesses quantos anos tens?»
Deixou-me a pensar... Mas foi mais do que isso.
Todos, ou quase, conhecemos aquela sensação de satisfação ao encontrar escrito,  por alguém com mais facilidade em se expressar do que nós, uma coisa que pensamos ou sentimos mas que não conseguimos verbalizar numas poucas palavras claras e coerentes.

Foi isso. Mas foi mais do que isso.

Para facilitar, de uma forma mais consciente ou menos consciente, tendo a atribuir às pessoas a idade que elas aparentam. Há que ter em conta que isto só pode ser aplicado a pessoas que já tenham idade para "serem responsáveis pela cara que têm". Teenagers, juniores ou seniores, não entram nesta dúbia classificação. Além de mais, o que torna mais dúbio este esboço de método, é que o que "está dentro" difícilmente se acorda com o que "está à vista", há que ter o olhar mais profundo. Os facilitismos são escorregadios.

A beleza e a inteligência desta pergunta de Confúcio é que engloba o ser e o parecer que cada um de nós contém e os faz emergir ao ponto de vista próprio. É uma fórmula simples para compreendermos a nossa verdadeira idade, se utilizada  honesta e conscientemente.

Costumo dizer que não acredito que tenho a idade que tenho; acho mesmo que provavelmente não tenho... Pois, mas como explicar(-me) isto? Ao que parece Confúcio explica... (Sim, está bem, talvez Freud também explique mas é uma complicação)
Não se trata de uma resistência frustrada ao envelhecimento, é que quando olho para a maior parte das pessoas que nasceram pelos mesmos anos que eu não me revejo, não me reconheço nelas. Por quê?

À excepção de umas boas dezenas de colegas com quem cresci, desde a idade em que entrámos para a escola até ao final do liceu, em ambiente de desusada liberdade de expressão e estimulado livre-pensamento,  dentro de regras disciplinares não opressivas mas claramente presentes e não passíveis de grande elasticidade, são raros, e muitíssimo bem vindos, aqueles com quem me consigo identificar geracionalmente - mais novos ou mais velhos.

Quer isto dizer que aqueles em quem nos reconhecemos, em termos geracionais, são aqueles com quem criamos laços de tenra idade? Não creio. Tenho amigos da minha idade muito mais "velhos" do que eu, os quais, obviamente, não cresceram comigo.

Quer isto dizer que aquilo que marca a forma como iremos amadurecer e envelhecer se delinía no tipo de educação que recebemos e no meio em que crescemos? Vou mais por aí.

Se assim é parece-me que estamos a criar gerações de velhos precoces: o nível de responsabilidade, falta de tempo lúdico, distantes relações afectivas que vimos impondo às actuais tenras gerações contém uma carga de tal forma pesada que dificilmente tenderá a gerar jovens, seja lá de que idade for.

«A vida é para levar a sério»... Hum... Será que o sábio Confúcio concordaria com isto?


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TROCADILHO SIMPÁTICO

A CAPA DO JORNAL INGLÊS DE HOJE 
 


Uma das coisas que mais gosto nos ingleses é que, na sua maioria, não sofrem de complexos de classe; percebem perfeitamente que um rei nãda tem de comum com um "patrão", um rei existe para servir o seu povo acima de quaisquer interesses político-partidarios.

DESCONFIO QUE O CAMILO ANDA A LER-ME...

Já algumas vezes aqui publiquei palavras do contestadíssimo e insultadíssimo Camilo Lourenço, com quem muitas vezes concordo, outras, não tantas, discordo e de economia, evidentemente, não discuto, pela mesmíssima razão pela qual os sapateiros não devem tocar rabecão.

Passou-me agora sob os olhos o artigo do Camilo que saiu ontem no "Jornal de Negócios" e estou cá desconfiada de que ele anda a ler-me... Até já chama TóZé àquele Zézinho que sucedeu a José... (Aah o meu José, ai se eu te pegasse...)

Ora vejam lá:

As voltas do Vira...
«Afinal o Tó Zé não vai ficar na História. Acobardou-se perante a ameaça da bolorenta dupla Soares-Alegre. Mas não está sozinho. A acompanhá-lo tem o Aníbal, o político que mais eleições ganhou em Portugal, mas não é Político. Como se viu nesta crise. Com eles está também o "irrevogável" Paulo, o Político que se afogou na sua própria vaidade. Neste vale de lágrimas, safa-se Passos Coelho que, apesar de alguns erros, ainda consegue por o país acima do partido de que é originário. Com tanta incompetência que por aí vai alguém se admira de não sermos um país desenvolvido?»
Subscrevo estas palavras que bem poderiam ser minhas, de uma ponta à outra passando pelo meio.

(Se ao menos o Camilo não fosse do Benfica, isso é que era!)


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SÓ AO ESTALO!

Imagine-se uma casa num sítio onde não passam carros, nem aviões, por onde passa uma pessoa ou outra de vez em quando.
Um sítio onde uma criança pode andar sem vigilância permanente e acurada; onde os cães andam à vontade, dentro e fora, fora e dentro sem pedir licença.

Uma casa com uma TV tão pequena que nem dá vontade de olhar
Uma casa onde há tempo e disposição para ler, preguiçar, respirar; onde há flores e árvores à volta...

Só por um bocadinho, uns dias, uma quebra no tempo e na correria, no "tenho de...".

Depois regressa-se.
O trabalho ali a olhar-nos como se não pudesse passar sem nós.

Inocentemente liga-se a TV, o computador, vai-se tomar um café e somos surpreendidos por um jornal, um noticiário no rádio do carro...

 Está tudo doido! Tomam a jogatana política por realidade social, a nuvem por Juno.
Não é possível chegar a um acordo de salvação nacional. Não é possível? Mas andamos a brincar às casinhas e aos parlamentos, ou quê? Como não é possível? Aqueles meninos não deixam?
Deixem-se de merdelices. Nem que digam agora que sim e depois façam que não - não faz mal, não seria a primeira vez, nem a segunda, nem sequer a última.
Entendam-se!

Quero ir-me embora outra vez, agarrar-me ao livro que ficou a um pouco mais de meio e fazer de conta que a realidade é a que me apetece. Ou só eu é que não posso?


O PREÇO DE UMA BIRRA

«A Bolsa nacional perdeu 2,4 mil milhões de euros na sessão mais "negra" desde Abril de 2010. Mesmo que se evitem eleições, a confiança sofreu golpe.»

 Desde que o presidente do CDS/PP, Paulo Portas, anunciou o pedido de demissão do Governo, terça-feira à tarde, os juros a 10 anos acumularam uma subida de 107,1 pontos base. Durante a sessão desta quarta-feira, a “yield” chegou a avançar 138,6 pontos base para 8,106%.
 «Os juros da dívida pública portuguesa estão a renovar máximos de Novembro após duas sessões consecutiva em que acumulou uma subida de mais de 100 pontos base.»

 «As fortes perdas das acções da banca esta quarta-feira demonstram a percepção do impacto negativo que a indefinição política terá no sector financeiro»

«Como já é patente pela reacção inicial dos mercados existe risco evidente que os ganhos de credibilidade financeira de Portugal sejam postos em causa pela instabilidade política", afirma na mesma nota.
"A acontecer tal seria especialmente grave para os portugueses, nomeadamente porque se anunciavam já sinais de alguma recuperação económica", acrescentou o presidente da Comissão Europeia.»
 «A agência de “rating” Moodys diz que as demissões ministeriais criam incerteza política e incerteza em torno da política orçamental em Portugal daqui para a frente»

 Música para o Paulo :
 

O INCANSÁVEL HUMOR LUSO

In Imprensa Falsa
Qualquer semelhança com a coincidência é pura realidade
Terça-feira, 02 de Julho de 2013

Portugueses até vão para a rua mas depois lembram-se de Seguro e voltam para dentro


Não é verdade que os portugueses sejam um povo calmo e sereno. Na verdade, os portugueses até estão sempre prontos para uma boa revolução, só que depois pensam melhor.

Nos últimos tempos, a maioria dos portugueses tem andado numa azáfama, para cima e para baixo. Vêem qualquer coisa, uma notícia, um discurso, passam-se completamente da cabeça e metem-se a caminho da rua para se manifestarem, mas entretanto lembram-se de Tozé Seguro, começam a imaginá-lo em São Bento, e voltam logo para dentro.

«Então, querido, não te ias revoltar?», perguntava Simplícia, esta terça-feira ao início da noite. «Ia, sim, Simplícia, mas quando ia partir a 

primeira montra lembrei-me do Seguro», explicou Simplício. 

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AS FACES DE TÓ-ZÉ
FUTURO PRIMEIRO MINISTRO
@RealGana
 
    
 

     Agora a sério...

A malta vai mesmo votar neste gajo, sabem...

DESABAFOS


O PORTAS PIM, O PORTAS PUM!

Está visto, o Paulinho queria o Ministério das Finanças para o CDS/PP
Mas a vida não é assim, a vida é madrasta e não nos dá sempre o que a gente quer... Paulinho não está habituado, não tem madrasta, é muito filho da sua mãe... Aah, pois que é!

Diz-se assim na "Negócios on line":

«A gota de água foi a escolha de Maria Luís Albuquerque para substituir Vítor Gaspar, que apresentou ontem a sua demissão. Paulo Portas queria um novo responsável nessa pasta capaz de operar uma verdadeira mudança de política e não uma solução de continuidade, como considera ser a que corresponde à promoção da ainda secretária de Estado do Tesouro que tem tomada de posse marcada em Belém para as 17h00.»
É óbvio que Vítor Gaspar indicou a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque:

«O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, havia já acertado a data de saída do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, há semanas, bem como decidido o nome da secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, para herdar a pasta»  in Diário de Notícias - 2 Julho

É óbvio que Paulinho se passou dos carretos.
É óbvio que Passos Coelho não cedeu e, a meu ver, muitíssimo bem.

É óbvio que Paulinho, a bem da nação, está pronto a negociar com o PS a sua participação numa maioria parlamentar.

O resto, como sempre, que se lixe.
Podemos lixar-nos todos, menos ele.
Mas cuidado Paulinho, a vida é madrasta, mesmo para aqueles que são muito filhos da sua mãezinha...

Tenho de parar de escrever imediatamente ou acabaria dizendo os quês e os comos  ditados na linguagem que me está assoberbando a cabeça e não me ficaria bem; não quero envergonhar os meus pais que, com tanto esforço,  me incutiram  princípios de boa educação.
Paro  aqui, de resto a Imprensa - estrangeira - já diz tudo.


ACTUALIZAÇÃO - 19H 50 .

OU SERÁ QUE A COISA AINDA É MAIS PORCA??? 
«O gabinete de Pedro Passos Coelho afirmou à TSF que o comunicado divulgado por Paulo Portas esta tarde não reflecte o envolvimento que o ministro dos Negócios Estrangeiros teve no processo de escolha da equipa do ministério das Finanças.»   A notícia no "Negócios on line"
Repescando palavras aqui escritas a 19 de Junho último:
Ontem (18 Junho) o camarada Paulo Portas fez uma impecavelmente bem discursada prática deste tipo de actuação. De dar vómitos, naúseas, tremuras e tonturas.
Como é que um tipo que tem os pés no governo e que, ciclicamente, vem dar o seu pézinho de dança no baile do «Eu não concordo mas tenho de deixar passar a bem da estabilidade governativa», não tem a menor sombra de vergonha ao proclamar uma série de medidas que, sabe ele muitíssimo bem, não foram, nem serão tão depressa implementadas, pela simples razão de que não há meios para o fazer?
Como?
O Paulinho é malandreco, ansioso, mas não é parvo. Traquinas mas nada parvo mesmo.
Mas, até hoje, aquela cabecinha tão capaz, não conseguiu ser número um em parte alguma à excepção do seu CDS/PP...
O tal CDS que era do borra-botas do Freitas quando o Paulinho militava na JSD, onde, claro, também nunca foi número um.
.../...
 Não tem tido quem lhe faça sombra no CDS, é um facto, mas não chega. Não chegou para  ter sido mais do que o número dois, ou três,  com o PS, não chegou para deixar de ser apenas o número dois (mais outra vez) com o PSD, e menos ainda chega para ser o número um sózinho.
O Paulinho não se conforma...   Faz mil tropelias, puxa tapetes devagarinho só para fazer tremer sem cair, apresenta-se como o homem que compreende e está do lado do povo, muito mais do que quem lhe faz sombra.
 I rest my case

 VIVA EU! HÁ MAIS ALGUMA COISA? - Maio 29, 2011

 PAULO, O VORAZ - Junho 03, 2011




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A ESQUERDA FESTEJA A VITÓRIA DA DIREITA !!!

A ala direita do governo está em festa
Paulo Portas, persistente e tenaz, passados os santos populares, festeja toda a corte celestial; as suas preces foram ouvidas.

Gaspar fartou-se (como eu o compreendo...)

A esquerda festeja esta vitória da direita...
Ele há coisas...

Compreende-se. Quanto mais falhas houver a apontar ao cumprimento exigido a Portugal maior é a festança. Pois, mais quando o mar bate na rocha que se amola é o mexilhão
Não faz mal, até faz bem - quem viveu 1975 sabe muito bem o que é a "política de terra queimada - estamos em pleno PREC


Deitai os foguetes, mas não se esqueçam de quem vai apanhar as canas



VIVÁ GREVE!

Não tinha ainda passado por aqui para abordar a última greve geral, de há três dias, porque andei com a cabeça virada para coisas mais sérias e muitíssimo ocupada mas agora resolvi dedicar uns minutos à dita greve porque gostei.

É verdade, gostei mesmo, cada vez que há uma greve geral eu gosto mais. Só não escrevo uma carta para a Intersindical porque era tempo perdido, sei que não me ligariam nenhuma: o rancor que lhes corre nas veias é exponencialmente superior a qualquer incitação motivadora que lhes possa dirigir.

Reconheço que é um método que sai caro, muito caro, a este nosso sacrificado país mas parece-me que a colheita vale o esforço da sementeira.

Gostei de ver os piquetes de greve aos portões da Carris (quem controla os transportes dirige as idas para os locais de trabalho) não deixando trabalhadores entrar para fazerem o seu serviço, não deixando autocarros sair para transportarem as pessoas que os aguardavam às dezenas nas paragens.
Também gostei de ver a polícia transportando os arreigados "piqueteiros" - quatro polícias pegando em cada "piqueteiro" e resolve-se sem violência e sem a tão desejada vitimização.

Gostei imenso daquele grupelho de "democratas", com direitos mais importantes do que os direitos dos "outros", que se dedicaram a cortar uma das vias de acesso à ponte 25 de Abril. Isto sim, é respeito pelos direitos dos cidadãos e pela democracia!

E que agradável que foi ouvir as entrevistas ao pessoal que andava, ou se deitava, pelas lusas praias a dizer que estava em greve e aproveitava o dia de calor abrasador para um descanso  feito de Sol e mar como se manda nos canhanhos. Também havia a versão «Não pude ir trabalhar, não tinha transportes... Olhe vim para a praia». Ahh a greve é uma festa!
Assim sim, «o povo é sereno, é só fumassa», como dizia o Almirante Pinheiro de Azevedo... Que também disse, quando cercado na Assembleia: «Eu quero que os trabalhadores vão barda-merda»...

Já menos agradável, mas positivamente significativo para a sub-reptícia questão que aqui abordo, foi o que me disse um incansável funcionário das Finanças do bairro fiscal que me toca, que me respondeu assim na véspera da greve: «Não sei quando lhe posso resolver isso, experimente passar por cá na segunda-feira; Amanhã há greve, quer a gente queira, quer não queira, a última vez puseram-nos cá uma bomba que não feriu ninguém por milagre, estavam os funcionários a entrar para trabalhar... E na sexta-feira, já se sabe, é uma barafunda para já não falar dos que vão estar doentes...»

As pessoas estão com falta de dinheiro, cheias de preocupações, muitas delas por sentirem perigar os seus postos de trabalho; querem que as coisas corram bem nas suas empresas empregadoras porque, caso contrário, correrá mal para todos...
E depois vêm uns tipos que, para fazer vingar as suas politiquices de "bota-abaixo", dê por onde der, custe a quem custar, fazem greves exigindo o impossível, destabilizando, chateando, baseados em razões estafadas e sofismadas.
A bem de quê?

Venha mais uma, com muitos piquetes e cortes de estradas, ameaças e imposições. Talvez , mais depressa do que pensam provem do vosso xarope amargo e revoltado.


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NÚMEROS FIDEDIGNOS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Repescando, por razões vindas de mundos diferentes, o parágrafo de abertura do meu penúltimo post (17 Junho), dizia eu assim:

Contava-me o meu o meu pai que, durante o mandato da primeira Assembleia Nacional Constituinte republicana, "eleita" em 1911, houve um senhor deputado que resolvia os problemas económicos do país facilmente com o dinheiro que advinha do "jogo" (casinos e afins). Já não me lembro do nome do homem e muito menos das percentagens que atribuiria a cada sector mas a ideia vale por si. O tal deputado resolvia, e invento totalmente números e sectores, atribuir 25% à Defesa, 20% à saúde, mais 20% à educação, 30% para obras públicas, 40% para despesas directas do Estado, mais... A dada altura o presidente da Assembleia terá interrompido o sábio deputado e referido que, pelas suas contas, já haviam sido ultrapassados os 100%... Resposta pronta do animal: « Aah Senhor Presidente, mas é que isto do jogo dá muito...»
 Talvez não devesse ter chamado "animal" ao tal deputado... Afinal o homem teria provavelmente razão... Chego à conclusão, pela mesma via que ele, que de facto "Isto do jogo dá muito"... E em percentagens ainda dá mais.
Ora atentai por uns segundos aí no boneco abaixo que representa como que um fac simile de uma sondagem, por acaso desportiva.... da SIC. E somai, meus amigos, somai...
A votação ainda estava em curso... Não sei o resultado final mas confesso que fiquei curiosa

Será que vão aplicar esta metodologia estatística nas próximas adesões a greves, intenções de voto, resultados eleitorais, etc., ou a coisa só dará mesmo para "jogo"?

ERA UM ANTI-ALÉRGICO FÁXAVÔR

Se há coisinha que me dá brotoeja é ouvir os líderes políticos e sindicais reivindicarem e prometerem medidas que todos gostaríamos de ver implementadas mas que pertencem à categoria dos "desejos impossíveis"; não se fazem omeletes sem ovos.

Seria óptimo baixar os impostos, claro que seria...
Seria óptimo garantir cuidados de saúde a toda a população;
Seria óptimo promover um ensino gratuito, com escolas disseminadas pelas populações com turmas racionalmente dimensionadas;
Seria óptimo ter uma rede de estradas sem portagens e transportes públicos a preços que não pesassem na carteira dos utilizadores
Seria óptimo aumentar o ordenado mínimo nacional...
Ou seja, seria óptimo viver num país cujo o Estado pudesse servir os contribuintes sem os sobrecarregar para sobreviver.

Seria óptimo, quem não concorda com isto?

Pois, mas não dá e todos sabemos que não dá. Não dá o óptimo, nem o bom, nem sequer o satisfatório. Se começar a dar o menos mau já é uma festa.

Todos sabemos que não dá, a começar por essa raça de politiqueiros profissionais que berram e gritam, reivindicam e prometem o impossível, o impraticável.
Quando prometem e reivindicam não o fazem a bem da nação, a bem do povo mas, obviamente, a bem do aumento das suas possibilidades de conquista de votos, de poder, de empatia.
Bem... em última análise é a bem do povo, dirão se confrontados na intimidade, porque se o povo votar "como deve de ser", ou seja, neles, saberão fazer o que é melhor para o povo, ainda que não seja possível fazer aquilo que seria óptimo... mas isso, realmente, não é possível e eles sabem, oh se sabem...

Este tipo de prática politiqueira é particularmente visível no PC, mas não só... Ah pois, não só.

Ontem o camarada Paulo Portas fez uma impecavelmente bem discursada prática deste tipo de actuação. De dar vómitos, naúseas, tremuras e tonturas.
Como é que um tipo que tem os pés no governo e que, ciclicamente, vem dar o seu pézinho de dança no baile do «Eu não concordo mas tenho de deixar passar a bem da estabilidade governativa», não tem a menor sombra de vergonha ao proclamar uma série de medidas que, sabe ele muitíssimo bem, não foram, nem serão tão depressa implementadas, pela simples razão de que não há meios para o fazer?
Como?
O Paulinho é malandreco, ansioso, mas não é parvo. Traquinas mas nada parvo mesmo.
Mas, até hoje, aquela cabecinha tão capaz, não conseguiu ser número um em parte alguma à excepção do seu CDS/PP...
O tal CDS que era do borra-botas do Freitas quando o Paulinho militava na JSD, onde, claro, também nunca foi número um.

E depois?

Depois houve alguém, digo eu, que topava o Freitas de ginjeira e que já não podia nem cheira-lo, que terá dito qualquer coisa deste estilo: «Ó Paulinho, você não gostava de tirar o tapete ao Freitas e de ir mandar no CDS?»
Tirar o tapete ao Freitas...  Ir mandar no CDS... Então não?
O Paulinho gostava, e lá foi ele, impulsionado por quem sabe mais, de política e de poder, a dormir do que esta malta toda acordada.  (De quem falo? Ora... Isso não digo, não vá isto ser tudo imaginação minha, mas considerar um Político de direita que sabe muito a dormir e se mantém afastado das lideranças e intrigas... Parece-me que é canja!)

Perante isto o Paulinho acreditou em si, e fez bem; acreditou que poderia ser "O Líder", mas fez mal.

Não tem tido quem lhe faça sombra no CDS, é um facto, mas não chega. Não chegou para  ter sido mais do que o número dois, ou três,  com o PS, não chegou para deixar de ser apenas o número dois (mais outra vez) com o PSD, e menos ainda chega para ser o número um sózinho.
O Paulinho não se conforma...   Faz mil tropelias, puxa tapetes devagarinho só para fazer tremer sem cair, apresenta-se como o homem que compreende e está do lado do povo, muito mais do que quem lhe faz sombra.
Vá lá Paulinho, já estás crescido, cria juízo e vergonha: Não se pode querer passar a vida inteira com um pé no comboio e outro no cais, não é honrado nem credível por muito gozo que dê a excitação do «Espera aí que já te lixo». Chuta adrenalina para a veia se for preciso mas pára de fazer estas figuras, digo eu que nem sequer te quero mal, pessoalmente, politicas à parte, até te acho um tipo interessante, embora não te quisesse para amigo.


A MAGIA DOS NÚMEROS


Contava-me o meu o meu pai que, durante o mandato da primeira Assembleia Nacional Constituinte republicana, "eleita*" em 1911, houve um senhor deputado que resolvia os problemas económicos do país facilmente com o dinheiro que advinha do "jogo" (casinos e afins). Já não me lembro do nome do homem e muito menos das percentagens que atribuiria a cada sector mas a ideia vale por si. O tal deputado resolvia, e invento totalmente números e sectores, atribuir 25% à Defesa, 20% à saúde, mais 20% à educação, 30% para obras públicas, 40% para despesas directas do Estado, mais... A dada altura o presidente da Assembleia terá interrompido o sábio deputado e referido que, pelas suas contas, já haviam sido ultrapassados os 100%... Resposta pronta do animal: « Aah Senhor Presidente, mas é que isto do jogo dá muito...»

De vez em quando lembro-me desta história... Quando as manifs. no Terreiro do Paço com 1/4 de lotação são supostas têm mais manifestantes do que a lotação da praça cheia, ou quando as adesões às greves apresentam um número superior à soma dos trabalhadores em funções com aqueles ausentes

 Hoje, essa espantosa greve dos professores em dia de exames teve, segundo a Federação Nacional da Educação (FNE) terá havido uma adesão  «acima dos 80 por cento» e «Vai ao encontro dos números da Fenprof».

Por outro lado,  o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário afirmou que setenta e seis por cento dos alunos realizaram o exame de Português;
Todos os alunos de latim fizeram exame, tal como os portadores de deficiência auditiva profunda ou severa;
Em 74% das escolas, os exames realizaram-se a 100%.

Ou é da minha vista ou há  qualquer coisa na discordância  destes números que não bate certo.
Não estou sequer a insinuar que os números apresentados pelo governo são mais fiáveis, ou menos, do que os apresentados pelos sindicatos mas, desta vez, tratando-se de exames nacionais, não pode haver discussão:  as provas estão à vista em cada folha de teste entregue.

Ah mas o Ministério da Educação convocou professores substitutos, dizem os sindicatos.
Está bem, mesmo que assim seja, substitutos ou não, são professores, com tanto direito à greve quanto qualquer outro, né? É.

Para rematar a «Piada Louca da Semana»:

A FNE lembrou que a greve não foi feita de propósito para ser nesta data.
«A greve é neste momento, porque foi nesta altura que o Governo apresentou propostas que são muito más e que têm a ver com um desprestígio da profissão e dos profissionais.»

Pois claro, "eles" é que foram muito maus mesmo à beira dos exames... Mas alguém neste nosso rectângulozinho lhe passaria pela cabeça que poderia ser "de propósito"? Jamais! Os educadores dos filhos da nação são para se levar a sério... Alguma vez fariam uma coisa dessas? Por o governo sob chantagem utilizando os seus educandos? Nunca!
Felizmente somos todos parvos.

* A Assembleia Nacional Constituinte foi eleita num sufrágio em que só houve eleições em cerca de metade dos círculos eleitorais. Não havendo mais candidatos do que lugares a preencher em determinada circunscrição eleitoral, aqueles eram proclamados "eleitos" sem votação.

O sufrágio universal foi afastado, tendo votado apenas os cidadãos alfabetizados e os chefes de família , maiores de 21 anos.


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SERÁ POR SERMOS "RACIONAIS"?

Estou firmemente convencida de que as crianças, educadas juntas, em harmonia e em paz, resolveriam os grandes problemas inter-sociais e inter-culturais da humanidade, desde que - e este é um ENORME "desde que" - os seus educadores, em boa fé, fossem capazes e estivessem decididos a transmitir que a humanidade partilha um ADN comum, uma herança cósmica comum, um futuro planetário comum, criando uma vivência disto que ultrapassasse na vida a mera aprendizagem dos bancos de escola.
 A humanidade é una, única e irrepetível, existam ou não outras formas de vida no universo; é uma só ainda que formada por um arco-íris de seres, nas suas etnias, culturas, religiões, crenças e ideias. Mas... Mas que em momento algum devessem essas diferenças ser mais importantes do que as semelhanças e o comum habitat.
Sei que temos de nos defender  mas esta defesa seria bem mais simples se conseguíssemos criar laços mais fortes do que as nossas diferenças - só assim nos poderíamos sentir menos ameaçados e os reais perigos diminuiriam.

Os outros animais parecem compreender isto bem mais facilmente do que nós quando educados juntos, em harmonia e em paz. Espantosamente são até capazes de se relacionar connosco, que tanta dificuldade temos em nos relacionar de um modo geral, entre nós e com eles, não abordando já as atrocidades que comentemos, com eles e entre nós.

De onde me veio agora toda esta conversa ingénua e ilusória?
Vejam o vídeo, por favor.
É por isso que eu gosto tanto deles, conservam uma pureza de alma - sim, de Alma - que nós perdemos algures no meio da nossa "racionalidade"


UMA PESSOA EXTRAORDINÁRIA

Quando a simplicidade, a inteligência e o carácter se encontram numa mesma pessoa o resultado pode ser surprêndente

SANTOS POPULARES NA MINHA TERRA DO CORAÇÃO

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SANTO ANTÓNIO NO MEU BAIRRO

Ainda há bocadinhos de Portugal no Estado português
Ainda se encontram resquícios de Lisboa na amalgama urbana e descaracterizada da capital.

O meu bairro hoje está em festa, numa azáfama desde manhã.
Não há onde estacionar um carro, a polícia, estranhamente, desistiu de castigar prevaricadores e até anda a ajudar a montar pequenas esplanadas nos sítios mais estranhos: em cada canto há duas ou três mesas para servir sardinhas. O cheiro vindo dos assadores invade as casas e a música que sai de cada tasca mistura-se no ar numa guerrilha alegre de ruas e becos. Penduram-se fitas farfalhudas de cores garridas que atravessam as ruas de prédio a prédio, construindo tectos e abóbadas de festa, para indicar onde vão dançar os arraiais e assar sardinhas e febras para comer no pão. De todo o lado nascem mesas, cadeiras, assadores, colunas de som, barris de cerveja e grades de vinho tinto, transportados por gente bem disposta que esqueceu a vida quotidiana, o cansaço e a resmunguice. Dizem-se brejeirices, combinam-se encontros para "logo à noite", pedem-se favores e emprestam-se ferramentas. Vá-se lá saber como mas anda boa disposição e alegria no ar; trabalha-se com ânimo e disponibiliza-se boa-vontade.

Confesso que não sou "muito lisboeta", embora seja alfacinha de gema, nada e criada, mas gosto tanto da noite de Santo António...
Gosto de ver os miúdos das marchas infantis de mão na anca rodando os quadris, cheios de uma raça que nem sabem de onde lhes veio, mas está lá.
Gosto dos cumprimentos bem dispostos dos vizinhos no meio da rua porque hoje somos do mesmo bairro, somos mais vizinhos do que em qualquer outro dia do ano.
Hoje sentamo-nos às mesmas mesas, em bancos corridos, à porta das tascas onde durante o ano tomamos café sem nos falarmos ou oferecendo um sorriso posto num "bom-dia" automático. Hoje partilhamos pão e vinho tinto do jarro da mesa - o Santo António traz-nos uma espécie de Páscoa bairrista nessa partilha

Hoje, nos bairros que vivem em Lisboa  há séculos e não uns recém-chegados de história compostinha, a alma de Lisboa está viva e é mais uma alma de mais uma província do nosso Portugal. Gosto disso.

Eu até vinha para casa tomar um duche que me lavasse a alma das chatices e do cansaço e me deixasse com a paz de nada para fazer para além de um hamburguer no pão e umas batatas fritas quentinhas e salgadas...
Mas fui ali à tasca da São tomar um café antes de vir para casa...
Toda aquela animação mexeu comigo; um convite para bailar uma marcha feito pelo bisavô mais querido cá do bairro; e as cores, e a música, e aquela vizinhança a trabalhar tão contente... As sardinhas no gelo e no sal...  O tinto honesto vindo do Ribatejo... As mesas corridas com toalhas aos quadradinhos azuis e brancos...

Então até logo, vou pôr a minha saia rodada e o meu lenço florido.


Os meus amigos e vizinhos que prepararam a sardinhada:

A EQUIPA
O MESTRE-ASSADOR
O RESULTADO

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TEM GRAÇA E NÃO OFENDE

Não acho graça nenhuma à indisciplina escolar, "no meu tempo" nunca passei por isso e os meus professores, dos mais formais aos mais companheirões, não admitiam parvoeiras. Alguns, quando já eramos mais crescidinhos, admitiam brincadeiras oportunas e pontuais e daí nunca adveio indisciplina nem faltas de educação; saber distinguir entre uma boa e oportuna piada e uma declaração pública de desrespeito e idiotice não é uma coisa má, muito pelo contrário, faz muita falta, aos jovens e aos menos jovens...

Deparei-me há pouco com um mini-vídeo que me fez gargalhar de surpresa e graça, como se costuma dizer, "tem graça e não ofende".
Olhem lá...





É D'HOMEM!



«O juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo ‘Casa Pia ’e que agora está
colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico. Os pareceres (relatórios sobre a situação social dos envolvidos em julgamentos) são elaborados pela Direcção Geral de Reinserção Social.

Em Abril, a DGRS recebeu um pedido de relatório social acompanhado de uma nota:

 “Fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (…) a qual apenas vincula o Governo e não os Tribunais”.

Os serviços da DGRS pediram um esclarecimento e Rui Teixeira respondeu:

 “Não compete aos Tribunais ensinar Leis aos serviços do Estado. É de presumir que a DGRS tenha um serviço jurídico e se não o tiver o Ministério da Justiça tem-no de certeza”

"A Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços',  acrescentando,  "nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário", 

escreve o Correio da Manhã. »

"Diário de Notícias" - 26 Maio, 2013

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Esta louvável atitude, embora com mais graça e mais incisiva não é, no entanto, nova: em 2012, um juiz do 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Viana do Castelo escrevia assim: