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ACONTEÇA O QUE ACONTECER (Teixeira dixit)

O Teixeira botou faladura; dali nada vem de bom, já se sabe.
Falou e disse:

«Aconteça o que acontecer, tudo faremos - e estamos preparados para o fazer - para cumprir os objectivos orçamentais»
(A rapaziada tem em mente)
« medidas adicionais necessárias para corrigir a situação e garantir o cumprimento desses objectivos»


Será que o Teixeira está finalmente a pensar em cortar na Despesa? Sim, já cortou mas não é nesses cortes que estou a pensar;

Não me refiro aos cortes na saúde que põem a populaça a pagar mais para além da bestialidade que já paga para a Segurança Social, quer queira quer não, que é como quem diz, quer use quer tenha seguro de saúde para não morrer à espera.
Não me refiro aos cortes na educação que têm causado grande balburdia para já não falar daquela medida infame de fechar escolas primárias e infantários porque tinham menos de 21 alunos
Enfim, não vale a pena alargar-me, já me perceberam... não me refiro aos cortes na Despesa que caiem em cima dos já esfolados pelo aumento da receita. Particulares e empresas (e por empresas não quero dizer a PT, a Galp, a EDP e outras mulas oportunistas)

Refiro-me a cortes na despesa "à séria", "à brava", como se impõe.
Assim uma coisa como o que aconteceu com a extinção de 170 cargos dirigentes no âmbito do Instituto da Segurança Social. Foi uma boa amostra embora, ao que parece, uns quantos destes "dirigentes", por certo imprescindíveis, transitem para organismos particulares mas se mantenham a receber com participação pelo Estado.
Enfim... não se pode ter tudo, assim a coisa iria bem encaminhadita mas parece que a moda não está a pegar. Sabem... é muito favorzinho, muito segredinho que tem de se cuidar, não é fácil andar a pôr os amigalhaços de algumas ocasiões na rua da amargura. Não é fácil e é perigoso...
Também me refiro aos cortes na marmelada. Sim, cortar com as bestialidades que custam as marmeladas estatais extra-ordenados - que nos ordenados os desgraçados que se encontram a braços com o Executivo, o Legislativo e outros "ivos", já cortaram, simbolicamente, os fabulosos 5%.

No fundo, poupando palavras, refiro-me a cortes na Despesa semelhantes àqueles que os comuns mortais pagantes da Receita já vêem fazendo e continuam a fazer até não perceberem onde mais podem cortar sem ficarem nus - porque esfomeados já muitos andam, os que dizem e os que nem sonham dizer.

Será que é isto que o Teixeira tem em mente?

O Teixeira ainda afincou:
«O que me parece é que os mercados querem acção e resultados nas três frentes: na frente orçamental, do crescimento e no reforço do sector financeiro»
Parece-lhe...

Será que o Teixeira se refere a um plano para, finalmente, incentivar as empresas portuguesas a investir por cá sem se depenarem por isso?

Hum... desconfio...

E será que o Teixeira não desconfia que se continua a protelar o aperto da Despesa à custa dos apertos com a Receita o BCE, que já não leva cá o burgo minimamente a sério, demonstra por A + B que (afinal) quem manda aqui não é mesmo o Teixeira, nem sequer o dono do Teixeira?
Oh valha-nos Santo António, um é megalómano e inconsequente, o outro é burro, fidelissimamente burro, e agora estão a ter mais ideias para "resolver a crise nacional", «aconteça o que acontecer».
Estamos feitos, vistam os coletes.

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