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O ELOGIO DA SONECA



Uma das minhas aspirações, quase, diárias é ter a oportunidade de conseguir 20 minutos para me "desligar" a fundo. Muitas vezes consigo, após chegar a casa e antes de "continuar para bingo" até de madrugada. Não será a hora ideal mas é aquela de que consigo dispôr com alguma frequência.

E faz toda a diferença!

Agora os Senhores cientistas dizem porquê (mais uma alegria da ciência).

Em caso de dúvida mostrem o video e o artigo ao patrão, ao chefe e a quem quer que vos chame dorminhocos.

How to Power Nap


from wikiHow - The How to Manual That You Can Edit

Whether you're nodding off during the afternoon slump at the office, working a double or a night shift, or fighting drowsiness while driving, a power nap can make you more alert and productive[1] but only if you do it correctly. Scientists have been studying the power nap--when to take it, how to take it, what to take before you take it, and so on; their findings suggest that the following steps will help you get the most power out of a power nap.

Steps

Find a good place to nap.

  • Napping at work - A survey by the National Sleep Foundation found that about 30% of people are allowed to sleep at work, and some employers even provide a place for employees to nap.[2] If your place of employment isn't nap-friendly, you can take a power nap in your car.
  • Napping on the road - If you're driving, find a rest area to park in. Don't park on the shoulder. Always turn off the car and put on the emergency brake. If it's nighttime, park in a well-lit area with plenty of people around and lock all of your doors.
  • Turn off your mobile phone and any other potential distractions. If background noise is unavoidable and distracting, or if you suffer from tinnitus, putting on headphones with relaxing music may help.
  • If you're sleeping during the day and find that bright light inhibits your ability to sleep, wear sunglasses or use an eye mask to simulate darkness.

Have caffeine right before you nap.

This may sound counterintuitive since caffeine is a stimulant, but it won't kick in immediately. The caffeine has to travel through your gastro-intestinal tract, giving you time to nap before it kicks in. Taking a "caffeine nap" in which 200mg of caffeine are consumed right before a 20-minute nap will not only improve your performance, but it'll also lessen how sleepy you feel once you wake up.[3] Skip the caffeine, however, if it's late in the afternoon--you'll have a hard time falling asleep later--or if you're trying to quit caffeine.


When you're close to finishing your coffee (or your green tea, or your caffeine jello shot, etc.), set an alarm to go off in 15 minutes. If you're one of those people who has a habit of pressing the "snooze" button and going right back to sleep, put your alarm across the room so that you have to get up to turn it off. Immediately after consuming the caffeine, close your eyes and relax.


  • Even if you can't sleep, close your eyes and meditate. You might not be used to napping, but if you incorporate short bouts of sleep into a daily routine (taking a nap every day after lunch, for example) you can "train" your body to expect a nap during that time and you'll have an easier time falling asleep.[4]
  • What you're doing during a power nap is capturing the benefits of the first two of the five stages in the sleep cycle. These first two stages take place in the first twenty minutes. In addition to making you feel more rested and alert, the electrical signals in your nervous system strengthen the connection between neurons involved in muscle memory, making your brain work faster and more accurately.[5]
  • After 15 minutes, not only will your alarm go off, but caffeine will also kick in and help since it blocks adenosine, the neurotransmitter that promotes fatigue.

Get up as soon as the alarm goes off. Sleeping for any longer than 20 minutes will be counterproductive. A half hour can lead to sleep inertia, making you feel sluggish and more tired than ever.[6]

  • Follow up with physical activity. Get your blood flowing with a few jumping jacks or push-ups, or a little bit of jogging in place.
  • Washing your face and exposing yourself to bright light (e.g. sunlight) can help you feel more awake as well.[3]

Tips

  • Remember that a power nap makes you more productive. Some people are reluctant to nap because it seems "lazy" but if that was the case, why would successful executives and athletes be power napping? Leonardo da Vinci, Albert Einstein and Thomas Edison were power nappers, as well.

Warnings

  • A power nap can only help so much. If you're sleep-deprived, you need to make up for your sleep deficit before you can realize the full benefits of power napping.

Sources and Citations

  1. The effects of a 20 min nap in the mid-afternoon on mood, performance and EEG activity. Clin Neurophysiol. 2003 Dec;114(12):2268-78.
  2. http://redeye.chicagotribune.com/red-072208-nap-main,0,2745098.story
  3. 3.0 3.1 The alerting effects of caffeine, bright light and face washing after a short daytime nap. Clin Neurophysiol. 2003 Dec;114(12):2268-78.

  4. http://www.webmd.com/sleep-disorders/features/power-of-napping-feature?page=3

  5. http://www.mensjournal.com/healthFitness/0601/napping_power.html

  6. http://redeye.chicagotribune.com/red-072208-nap-main,0,2745098.story

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MAS QUE GRANDE LIÇÃO!

As imagens abaixo foram captadas na Holanda.
Um jogador do Ajax (camisola Branca com uma risca vermelha) sofreu uma carga e ficou caído no relvado. Outro jogador da equipa adversária (equipamento amarelo) interrompeu a jogada, atirando a bola para fora para permitir que o primeiro fosse assistido de imediato.
No reinício da partida, o Ajax, num gesto de fair play, procurou entregar a bola ao adversário, através de um passe longo ao guarda-redes.
Mas... daí resultou chapéu e um (imprevisto) grande golo, que, naturalmente, foi válido, perante a surpresa e a perplexidade do marcador.
Na jogada seguinte, numa atitude compensatória, os jogadores do Ajax não se movimentaram, permitindo assim um golo fácil ao adversário.
Vale a pena ver. Assim sim.




AJUDA O PRÓXIMO
AREJA A CASA

- Não sabes o que fazer com a máquina de lavar antiga que não tinha secador?

- Estás farto de tropeçar no antigo Pentium II que ainda funciona (embora tããããooo devagarinho)?

- Não sabes onde arranjar espaço para os atoalhados novos porque te faz pena deitar fora os antigos que ainda estão tão porreiros?

- E as mesinhas de cabeceira que a tua sogra te ofereceu e que parece que querem andar ao estalo com a restante mobilia do teu quarto...


Bem... não desesperes, a coisa tem solução:
A BUS - Bens de Utilidade Social


A BUS - Bens de Utilidade Social - é uma associação de solidariedade social que visa apoiar - fornecendo bens essenciais de carácter não alimentar - instituições de solidariedade social do distrito de Lisboa.


Estas entidades podem apetrechar as suas próprias infra-estruturas - Lares de idosos, Centros de actividades operacionais, Centros de dia, etc., - ou disponibilizar vários tipos de bens aos seus utentes.

Vai ao site e resolve vários problemas de uma clicada
http://www.bensutilidadesocial.pt/pages/homepage.php


Ah, mas respeitinho...


POIS FOI... ACABARAM AS FÉRIAS.

VOLTEI.

O pior do fim das férias nem é o trabalho, é este ritmo estupidamente apressado a que as pessoas se habituaram, como se não pudessem viver de outra maneira.

Não sou admiradora da molenguice nem apologista do protelamento mas a urgência permanente, como modo de vida, dá-me conta do sistema nervoso, mesmo.

Há pessoas, muitas, que nunca param, têm sempre de... qualquer coisa, e já, ou, na melhor das hipóteses, daqui a bocadinho. Sei que há dias assim, mas sempre?


Creio que essa urgência constante tem frequentemente raízes neuróticas e, se não tem as raízes, terá, sem dúvida, as sementes. Seremos mais importantes quando “não podemos” ter sossego? Dar-nos-á a ilusão de sermos insubstituíveis?
Há uns anos este sentimento de urgência era quase exclusivamente urbano mas agora tende a generalizar-se – efeito da Aldeia Global? Provavelmente.

Uma das melhores bênçãos que as férias trazem é Não-Ter-Horas e fico estupefacta quando vejo pessoas em férias terem horas para se levantarem, deitarem, almoçarem, saírem e sabe-se lá mas o quê. Mas porquê? E saberem sempre o que vão fazer no dia seguinte... Mas como é que sabem se lhes apetece? Ou isso não é relevante? Não?

Claro que o problema não está em ter este comportamento em férias, o problema está no modo como as pessoas vivem permanentemente e de forma tão "automática" que acabam por perder a capacidade de "desligar",ou de se lembrarem de que o podem fazer, mesmo em férias.

Quando começo a estar (ser) muito acelerada e me apercebo disso – pois, por vezes nem nos apercebemos – dou-me uma “ordem mental”: Respira. Respirar mesmo, com tempo. Respirar fundo, com o abdómen, como deve de ser. Normalmente funciona e acabo por me perguntar “para que é esta correria?”

Esta maneira de viver tem vários efeitos graves, pessoais e sociais.
Socialmente, laboralmente, troca-se o Humanismo pela “produtividade” e com maus resultados. Pessoalmente...

A vida corre, ainda mais depressa; vive-se a projectar para amanhã porque hoje já não chega, para o fim-de-semana, para o mês que vem. Envelhece-se, ainda mais depressa do que o inevitável. E mais grave: perdem-se os momentos – esses bocados avulsos de que é feita a Vida. Perdem-se as Pessoas que estão dentro dos indivíduos com quem nos cruzamos. Perde-se o sabor do vinho que quisemos escolher. Perde-se o pôr-do-sol ou o arco-íris que nos espreitou. Perde-se ternura dos filhos, o olhar de um amigo que silenciosamente pediu ajuda, a declaração de amor incondicional do nosso cão, a situação hilariante que passou ao nosso lado, a resposta à nossa dúvida que o “acaso” colocou bem sob o nosso nariz. Perde-se totalmente a noção de Tempo Livre e do que se pode fazer com ele. Perde-se experiência, amadurecimento e sabedoria. Perde-se muito... a troco de coisa nenhuma. Ou antes, a troco de ansiedade, precipitação, dispersão e todo o rol de problemas associados às personalidades tipo A, para além da insatisfação permanente que existe colada à “falta de tempo crónica”.

Calma não é, só, algo que precisamos ter quando nos enervamos, calma é uma condição da essência da qualidade de vida. Hoje a calma é percebida como se fosse um luxo mas é um bem de primeira necessidade. Haja Calma.

08/08/08



http://www.rsf.org/ -

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MANIFESTAÇÃO VIRTUAL EM PEQUIM

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MARCA PRESENÇA

ELECTROCHOQUE

Pedi licença ao meu amigo "Humor Negro" para colocar aqui uma Verdade, verdadinha que ele publicou no seu Blog, frequência que vivamente recomendo a quem tenha uma particular preferência pela abordagem inteligente e mordaz das vicissitudes da vida, sem se levar demasiado a sério - http://razao-tem-sempre-cliente.blogspot.com/

Concedida a licença do autor aqui fica um bocadinho...

"Uma das coisas que está a ocupar as mentes brilhantes do nosso Desgoverno é a utilização de Tasers (armas de electrochoques não letais) nos estabelecimentos prisionais deste lugar mal frequentado a que chamamos de país.
Aparentemente, um grupo de mamíferos está a preparar uma lei que autorize o uso indiscriminado desta arma a partir de Agosto de 2008.
Muitos de nós estão a pensar que seria melhor que o Governo pensasse em implementar outro tipo de medidas a partir de Agosto: daquelas que têm um impacto real na economia e sociedade. Mas a realidade é que, na falta de inteligência social e económica, uns electrochoques nos meliantes fica sempre bem. Até porque a medida faz sentido dentro do contexto das medidas políticas aplicadas pelo PS nos últimos 3 anos: depois do choque fiscal, do choque tecnológico e do choque petrolífero, um choque eléctrico é algo bastante coerente."

SABEM QUE MAIS...


MAS EU VENHO POR CÁ, DE VEZ EM QUANDO...

THANK YOU FOR THE MUSIC

Por mal dos meus pecados, que são alguns, passei meia dúzia de noites garrado ao meu estafado portátil a trabalhar, muito e enfadonhamente. Quando passo por estas noites, mais vezes do que gostaria, ajuda-me ter um cenário de música para resistir ao sono. Muitas vezes opto por ouvir rádio porque adiciona o factor surpresa: não saber o que vou ouvir a seguir cria alguma expectativa, desperta a atenção. Tem alguns contras, oiço muita composição em que não consigo encontrar “o fio à meada”.
Desta vez, passadas mais de duas horas de trabalho ininterrupto, fui fazer uma pesquisa na Internet. Ofereci-me uma pausa para trincar e vim dar uma volta ao blog da Alex. Como sempre fixei a atenção nos textos, passei pelos comentários, dissequei a intenção colada a cada imagem. Antes de sair fui ver a “estação meteorológica” que ela colocou na coluna do lado direito, gosto de saber como vão as temperaturas, atmosféricas, por Lisboa.
Foi quando reparei numa pequena aplicação sob o título “AS MÚSICAS PARA O L. R.”. No “player” estava escrito: Judy Garland – Over The Rainbow. Uma colecção de canções infantis e mais outras quantas das que, não sendo propriamente para crianças, são ouvidas por milhões delas, como é o caso de "Over The Rainbow". Boa alternativa para uma meia hora: musica bem disposta ajuda a acordar.


Pois estava muito, mas muito aquém do que me aguardava “I Say A Little Prayer For You”.. Música, sim, toda boa. E mais... Recordações aos magotes (é, estou a ficar entradote...), sorrisos, muitos e de variadíssimas espécies, emoções, pessoas... algumas que não “via” há anos. Ai tantas pessoas que passaram nestas avenidas de música. Namoradas... algumas. Amigos. Conversas. Tardes de verão entre lençóis húmidos de suor e perfumes – I’ve Got You Under My Skin – e divertimento inocente também: revi aquele fantástico urso que se bamboleava pelo “Livro da Selva” cantando Jazz da melhor cepa enquanto desdramatizava as “parcas necessidades” de uma vida feliz. Um urso filosofo. Não resisti a abanar-me também, a caminho da cozinha numa viagem à “fonte”.


E também te encontrei a ti, Alex.
Encontrei-te no ondear do Concerto 21 de Mozart, que me acompanhou na noite em que te conheci; lembrei-me de ti a dançares ao som do tema de “Ghostbusters” e de muitas gargalhadas com o teu filho, (à beira da praia com o auto-radio no máximo); revi-te sentada na cerca a namorares uma poldra com três dias nos seus desajeitados pinotes, balbuciando entre o desejo e a tristeza: se fosse minha chamava-lhe "Amazing Grace"; encontrei-te exposta em lágrimas e raiva – Everybody Hurts – quando aprendi contigo a gostar de R.E.M.

Estou convencido de que compreendi os critérios das tuas escolhas nesta colectânea que teceste para o teu filho. Sou levado a relacionar duas características do teu ser em comunicação. Quanto escreves, aqui no blog, deixas uma parte do que dizes nas imagens que adicionas, como se de um reflexo se tratasse
(esquema que faço por respeitar quando venho escrevinar por cá). Quando escolhes música para “oferecer” é como se escrevesses uma carta, buscas-te nas palavras. Com Mozart ou Beethoven mergulhas na intenção. Eu sei como gostas de um enigma. Tentei desfiar cada um dos temas que ouvi considerando o destinatário: histórias infantis, poucas e sempre, sempre as letras que outros usaram para escrever as “cartas” que são tuas. Parabéns.
Se eu fosse um pouco mais atrevido pedir-te-ia que colhesses deste canteiro, que com tanto cuidado plantaste, uma música para mim. Roo-me de curiosidade. E só.

Passei várias noites ao som do teu blog e não esgotei o gosto.
Quando o teu Luís, para além de gostar, conseguir compreender a totalidade, ainda oculta para ele, receberá mais do que imaginaste.
Não deixes de guardar uma listagem dos temas; melhor, publica-a aqui.
Quanto a mim, por poder usufruir... Obrigadíssimo!





Aos Amigos de Alex, que por aqui passam,


Se ainda não espreitaram "As Músicas do LR, não deixem de o fazer. Asseguro-vos horas agradabilíssimas e, se for o caso, um trabalho fluido e muito menos custoso. Se o caso for outro, se forem outras horas, dificilmente encontrarão uma banda sonora tão sadiamente apaixonada. É certo que Peter Pan aparece a meio mas não existe nada mais refrescante do que uma boa gargalhada....
Mas isso todos nós sabemos, nós que somos amigos de Alex.

BANHINHO, JANTARINHO, CAMINHA - UFF, QUE ALÍVIO!

O meu filho, que em Setembro irá para a 1ª classe, teve até agora três "educadoras" de infância, uma por cada ano lectivo. Nenhuma delas se prendeu d'amores comigo. Pode acontecer que eu seja de facto "ingramável" de um modo geral mas estou convencida de que, no que se refere a "educadoras", sou um caso particular e, no que toca à senhora que "nos" calhou este ano, o sentimento é de tal forma mútuo que chega a ser romântico.

Aliás já em Fevereiro passado, pelo "dia dos namorados", expressei aqui o meu afecto (quando baralhei tudo e julguei que era namorada do meu filho, perigando a minha função de mãe e ainda meti o pai natal à mistura com a agravante de o fazer fora de época) - http://alexilr-realgana.blogspot.com/2008/02/este-um-post-invulgarmente-comprido-mas.html#links

Mas a questão que agora me leva a pensar por escrito ao longo destas linhas não é pessoal nem envolve alguém em particular. Infelizmente é demasiado generalizada para que se possa personalizar.

Hoje foi o dia do pic-nic de fim de ano para as crianças das classes infantis e pré-primárias lá da escola: levam almoço, vão para um espaço verde, brincam, pulam, correm. E, é suposto, ficarem exaustas. (Hum... nem todas...)

Fui buscar o Luís ligeiramente mais cedo e ainda estava na sala de aula, proporcionando-me a feliz oportunidade de encontrar a Mestra.

A Mestra muda e queda, após o boa-tarde que manda a regra.

Logo chegou um avô, que ficou à porta da sala, a meu lado, enquanto eu, pacientemente, aguardava que o Luís se despedisse de. Cada. Um. Dos. Colegas. Com. Um. Aperto. De. Mão... Vem de lá a Mestra cumprimentar o tal avó, não esperando que eu ali permanecesse tanto tempo. Um pouco encalacrada gracejou:

- O Luís é um gentleman. (estaria a "comprar-me"?)

- Faço o que posso, rosnei eu amavelmente.

Ela podia ter ficado por ali de conversa, mas não:

- Hoje é tomar banho e metê-lo na cama...

Calei-me.

- Hoje brincaram tanto que é um banhinho e metê-lo na cama...

Rosnei para dentro, calada.

- Hoje é que é mesmo dar-lhe banho e metê-lo na cama...

- Pois, sempre se poupa um jantar, rosnei audivelmente, muito burra sem perceber a Mestra.
E pirei-me!

A principal razão pela qual as "educadoras" não me têm nas suas boas graças é por partirem do princípio, errado, de que eu me estou "nas tintas" para elas que não tenho consideração pelo seu trabalho.

E isto por quê? Porque o Luís chega à escola à hora que eu acho que deve chegar, ou seja entre meia a uma hora mais tarde, excepto quando há algum acontecimento ou aula especial. Não se trata de teimosia ou comodismo. A questão é outra e prende-se com uma decisão que tomei.

Quando o Luís entrou para a escola, ainda de fralda e chucha, foi porque achei que lhe faria muito bem estar com outras crianças, conhecer pessoas fora do "casulo", e passar os dias em casa com a empregada não era a melhor opção - mesmo se fosse comigo continuaria a não ser a melhor opção.

Decidi também que, enquanto estivesse no jardim-escola, não deixaria de estar comigo, e com as pessoas que frequentam a nossa casa, o máximo tempo possível dentro dos limites que considero limites. Decidi que, as raríssimas vezes que saio à noite que ele estaria comigo, ainda que isso pudesse "limitar" também o meu tempo de saída. Decidi que estaríamos juntos para conversar, jantar, brincar ou não, ver televisão ou não, sem a obrigatoriedade do "chega a casa - toma banho - janta - brinca X minutos - bilu-bilu, boa noite, beijinhos, vai-te deitar.

Não e não mesmo.

Tenho a abençoada possibilidade de ir buscar o meu filho à escola a horas que me permitem estar com ele sem ser "a fingir", de não chegar a casa à hora do jantar a pensar que quero é que me deixem, de construir uma relação que vai muito além da correria matinal e das duas horinhas nocturnas.

Embora eu saiba que muitos casos há em que as duas horinhas, ou uma, ou o que fôr, são mais compensadoras e agradáveis do que muitas horas preenchidas com as crianças no quarto a verem televisão ou agarradas aos PC's e às consolas de jogos, ou largadas com "um não me chateies", ou ainda vivências bem piores mas que, pelo menos hoje, não vêm a propósito. A questão não é quantificar, a questão é usufruir do que nos é "oferecido" pela vida.
E não obrigada, não abdico disto por nada, nem por ninguém, e muito menos por um horário escolar que, aplicado a crianças de 3, 4 e 5 anos, tem uma justificação socio-laboral mas não outra.

Claro que conheço os argumentos que defendem que a disciplina começa-se cedo. Conheço várias crianças "disciplinadas" por educações madrugadoras, que mal vêem os pais à noite, e não me parece surtir efeitos particularmente positivos.

Eu própria tive aulas às 8 da manhã durante toda a época liceal, e até depois; às 9 durante a época da primária. Foram muitos anos mas a coisa nunca me disciplinou, está à vista de quem me Vê.

No entanto lembro-me de jantar com a minha família e de me sentir absolutamente integrada como um membro mais da família. Lembro-me, desde sempre, dos amigos dos meus pais, da minha avó, e de sentir que eram meus amigos, que gostava deles, à parte uma ou outra carta fora do, meu, baralho, e estas ligações permanecem ainda hoje - com os que estão vivos e com os que estão algures.
Isto contribuiu para um firme sentimento de segurança, para estabelecer laços afectivos duradouros, para me ajudar a distinguir entre o real e o passageiro, para que soubesse que tinha sempre a quem recorrer. Também terá contribuído para saber que a televisão é "de todos", para perceber que não fazia nenhum favor em levar os cães à rua e dar-lhes comida, para ter a noção de que por muito importante que eu fosse não era a única a ser importante - todas as pessoas à minha e nossa volta eram importantes. A minha vida não era a escola e, já agora, "o que se passa lá fora do meu quarto quando vou dormir". A vida era o todo com todos.

O alheamento tem consequências sobejamente conhecidas, e sofridas, em todos os sentidos.

Não quero insinuar que as crianças que se deitam cedo porque têm de se levantar cedo estão encaminhadas para o precipício familiar e afectivo. Que enorme disparate! Nem tão pouco que isso implica alheamento.
Estou a afirmar que tenho uma vida que me possibilita usufruir de um tempo que me é precioso e que considero precioso para o meu filho. É um tempo insubstituível e sinto-me enormemente afortunada em poder vivê-lo. Se o Luís chegar meia hora ou uma hora mais tarde ao jardim de infância é para o lado que eu durmo melhor, e ele também. Se alguém dormir mal por isso , pois paciência. Não pretendo convencer seja quem fôr nem sequer que concordem comigo, quero é fazer aquilo que, em consciência, considero ser o melhor.


Tenho muita pena mas de manhã, nós por cá, não conseguimos dar gargalhadas, nem ter conversas assombrosas, nem brincadeiras insuspeitáveis. Nem é logo que chega a casa que o Luís me conta dos amigos, dos problemas, dos medos, dos desejos, das coisas que quer saber e entender, das espectativas, etc. e nunca mais acaba.

É ao jantar, é quando faz ronha para não ir para a cama, é na cama para não adormecer. Os momentos que ele e eu retiramos destes atrasos pré-estabelecidos valem largamente os dúbios prejuízos. Nesta fase a escola é importante mas a casa é fundamental, é o embrião do futuro.

Sei que, dentro de menos tempo do que consigo acreditar, ele descobrirá que existe vida para além da casa, da mãe, da família, dos amigos domésticos. Aliás, ele já descobriu mas também sabe que existe vida para além da escola, e prefere-a, porque percebe que é nesta que encontra as pessoas que o amam.

OS SENHORES QUE ME DESCULPEM

MAS HÁ COISAS A QUE UMA MULHER (COMO EU) NÃO RESISTE

(A SANDRA MANDOU-ME ESTE PEQUENO, MAS ESCLARECEDOR, DIALOGO... AS CRIANÇAS TOPAM TUDO...)

Para ser mamã

"Caminhava com a minha filha de 4 anos , quando ela apanhou qualquer coisa do chão e ia pô-la na boca.

Ralhei com ela e disse-lhe para nunca fazer isso.

-Mas porquê ? - perguntou ela.

Respondi que se estava no chão estava sujo e cheio de micróbios.

Nesse momento , a minha filha olhou-me com admiração e perguntou :

- Mamã, como sabes tudo isso? És tão inteligente ...

Rapidamente reflecti, e respondi-lhe:

- Todas as mamãs sabem estas coisas. Quando alguém quer ser mamã tem de fazer um teste e tem de saber todas estas coisas, senão não pode ser mamã.

Caminhámos em silêncio cerca de 2 ou 3 minutos. Vi que ela pensava ainda sobre o assunto, e de repente disse :

- Ah, já percebi . Se não passasses o teste , tu eras o papá.

Exactamente , respondi com um grande sorriso na boca. "
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OK! AGORA...

PODEMOS RECOMEÇAR A DIZER MAL

DA OUTRA EQUIPA?

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Super Bock - Super Anúncio

Foi a música que me conquistou;
Depois a "imagem da música"
E a voz... que incrível voz
Canta: Brandi Carlile
O Tema: The Story

E já agora... uma excelente cerveja

PARECE IMPOSSIVEL, COITADO DO HOMEM!

José está chateado e com muita razão!

Depois de tanto trabalhinho, tanto empenho, depois daquele abraço ao Manel (sim, o Manel presidente da comissão) quando, perdido de contentamento lhe escapou aquele tão sincero, e significativo,
"PORREIRO PÁ", então agora os irlandeses lixam o esquema da unanimidade.

Não se faz isto AO JOSÉ!

Eu acho que os irlandeses deviam reconsiderar e fazer uma segunda volta ao referendo. Era o mínimo, a bem da carreira política de um tipo que, à conta disto, talvez, já não fique na História de Portugal. E da Europa. (para ser modesta, vá)

E mais, razão tinha José quando achou que isso dos referendos só serve para arranjar chatices. Imagine-se, um referendo... Quando se tem uma maioria há que aproveita-la até ao último dia: ratificação na Assembleia e já está, aprova-se o Tratado. Submeter o Tratado ao julgamento do povo? Essa agora, o povo sabe lá o que estabelece o Tratado. Nem vai saber; nem vale a pena perder tempo a tentar explicar. Aprovou-se está aprovado. E agora os ignorantes dos irlandeses...

Não, não é piada e se fosse era de mau gosto, coitado de José.

Olhem lá o relato:

"Foi Mota Amaral quem lançou o tema esta quinta-feira, quando questionou o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal no Parlamento, sobre o referendo ao Tratado de Lisboa, na República da Irlanda, mas a discussão continuou mais tarde, com a deputada dos Verdes.

«Por que não pediu aos irlandeses para votarem sim ao Tratado de Lisboa», como fez o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, ou o presidente francês Sarkozy?, questionou o deputado social-democrata.

JoséSócrates respondeu ao antigo Presidente da Assembleia da República e a frase acabou por gerar uma disputa animada entre o primeiro-ministro e a deputada Heloísa Apolónia.

«O Tratado de Lisboa é absolutamente fundamental para o Governo, é fundamental na minha carreira política. Como é que o senhor deputado lhe pode ter ocorrido que o referendo na Irlanda me era indiferente», disse Sócrates a Mota Amaral.

«Então foi por isso que foi negado um referendo aos portugueses? Para não pôr em causa a carreira política do engenheiro José Sócrates?», questionou a deputada Heloísa Apolónia, ouvindo do primeiro-ministro uma resposta dura.

«Está a fazer julgamentos desses? Não me julgo à sua medida; eu não faço nada em prol da minha carreira política. O que eu disse foi como é que a alguém poderia passar pela cabeça que não tinha preocupações sobre o que estava a acontecer com o referendo? Considerei que o tratado foi um marco na minha carreira política».

in "Portugal Diário - IOL"

http://diario.iol.pt/politica/governo-parlamento-jose-socrates-tratado-de-lisboa-irlanda-verdes/962085-4072.html

Sua...

UM VIDEO ARRASADOR

Sobre Freddie Mercury e, mais especificamente sobre Freddie Mercury e Montserrat Caballe, julguei que já tinha visto ou ouvido tudo o que de significativo há.
Enganei-me, redondamente.
Por mero acaso caí em cima deste vídeo; De boca aberta para respirar, afogada em surpresa e emoção, olhar a transbordar, olhando e ouvindo, olhando e ouvindo.


Compromisso é isto, amar é isto, a maior parte do que resta é muito pouco.

É arrasador pela distancia, pelo lugar, pela canção, pela letra da canção. E pela intensão, pela promessa (insensivelmente impedida nos Olímpicos de 92) teimosamente cumprida. E pela linguagem gestual, pelo apelo ao entendimento humano do público de um estádio esgotado.
Há poucas coisas mais nobres do que uma promessa mantida, sem as desculpas do tempo ou a justificação do, irremediável, "espaço" de separação.
Com, muitas, saudades do fantástico Mercury e uma, total, admiração por Caballe.

Foi na final da Taça UEFA, em 1999.
Oito anos após a morte de Freddie Mercury, Barcelona: "If God is willing we will meet again... someday"


Mesmo considerando que Mercury terá sabido em 1986 que estava doente, a verdade é que depois de Ver este video, filmado 13 anos depois, toda a letra (escrita em 86) ganha um outro significado, entre outros aspectos, indubitavelmente premonitório.

O video está disponivel no You Tube mas, com muita pena minha, não está autorizado o "Sharing"; Deixo o link e acreditem que vale a pena ir até lá ver, ouvir e voltar.

www.youtube.com/watch?v=DwxFwmkxPu8



I had this perfect dream

-Un sueño me envolvió

This dream was me and you

-Tal vez estás aquí

I want all the world to see

-Un instinto me guiaba

A miracle sensation
My guide and inspiration
Now my dream is slowly coming true

The wind is a gentle breeze

-Él me hablo de ti

The bells are ringing out

-El canto vuela

They're calling us together
Guiding us forever
Wish my dream would never go away

Barcelona - It was the first time that we met
Barcelona - How can I forget
The moment that you stepped into the room you took my breath away

Barcelona - La música vibró
Barcelona - Y ella nos unió

And if God willing we will meet again someday

Let the songs begin

-Déjalo nacer

Let the music play-
Make the voices sing

-Nace un gran amor

Start the celebration

-Ven a mí

And cry

- Grita

Come alive

-Vive

And shake the foundations from the skies
Shaking all our lives

Barcelona - Such a beautiful horizon
Barcelona - Like a jewel in the sun

Por ti seré gaviota de tu bella mar
Barcelona - Suenan las campanas
Barcelona - Abre tus puertas al mundo

If God is willing
-If God is willing
If God is willing
Friends until the end

Viva - Barcelona





HOJE É NOITE DE STº ANTÓNIO,
DIVIRTAM-SE ENQUANTO HÁ SARDINHAS
n n n n n n n n n n n n n

PERGUNTA ESTÚPIDA...

Esta noite estava a ver a minha meia-horita de Euronews e, ao considerar a sequência das noticias, tive um insight:

E se esta crise do petróleo que, embora se venha arrastando há muitos meses, quase de repente virou a Europa "de pernas pró ar", viesse a coincidir com os diversos referendos sobre o Tratado de Lisboa sem ser por "mera coincidência"?

E, se assim for, a quem se deverá esse "Plano Cósmico"?
Não sei, digo eu.
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Que seca...

CHECO-MATE!

Ora bem, dois joguinhos já cá cantam

'Ganda jogo o de hoje, sim Senhores.

E, depois de acalmar, cheguei a várias conclusões:

- O Scolari voltou!
Não, não se tinha ido embora; Voltou a ser "bestial". Já não é o "treinador irresponsável e pouco profissional" que "perdeu completamente o controlo em campo e agrediu um jogador" - Set. 2007

- Os Checos são uns sarrafeiros.

Vocês viram aquele checo ordinário que atirou o português ao chão e, ao saltar-lhe por por cima, fez pontaria com os pitons ao antebraço do desgraçado? (lá se foi a minha tentativa de me comportar linguisticamente...)

- O Ronaldo sabe, e quer, jogar em equipa.

Pois que, se ele fosse tão superstar quanto o pintam, no seu comportamento durante um jogo, bem podia não ter passado a bola ao Quaresma guardando mais um golito para si.

- Mais uma vez a alegria dos portugueses vem da Selecção Nacional de Futebol.

E não me venham dizer que é alienação. Não me considero nada alienada, nem estou nada esquecida do interminável rol de alvaridades que nos rodeia mas, se alguma coisa me lavou a angústia de um dia de filas intermináveis à beira de bombas de combustível, mortos e feridos, supermercados deprimentes e mais todo o resto que assombra a alma Lusa foi esta exibição de rapazes que, na sua maioria talvez nem tenha partido para a vida com as vitaminas em dia e as oportunidades no bolso.

Oh pá, Viva a Selecção, caraças!

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Um querido amigo meu abriu, finalmente, um blog.

E digo finalmente porque é um tipo interessante e interessado. Creio que o "TAG" (para usar uma linguagem blogista) que melhor o enquadra será "Um Tipo Invulgar".
É uma das poucas pessoas que têm acesso a escrever aqui, no Real Gana, enquanto autor (embora a sua natureza verdadeiramente humilde o tenha levado a só o fazer por duas vezes: a 15 de Dezembro - post: For Me Formidable; e a 11 de Setembro - post: Querida Alexandra) e pagou-me com a mesma moeda: uma vez por outra irei até lá dar o meu palpite.

Tive um trabalhão a convence-lo de que tem muita coisa dentro da sua óptima cabeça para colocar num blog. Como acabou de estrear ainda só tem um post mas vale francamente a leitura. Vão até lá.

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A IMPERMANÊNCIA

DAS COISAS

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1 DE AGOSTO 1936 - 1 DE JUNHO 2008
A STAR IS GONE


MONSIEUR "SMOKING"

DE RIVE GAUCHE

EST PARTI



1 DE JUNHO,

HOJE É DIA DA CRIANÇA.

AMANHÃ É DIA DA CRIANÇA.

DEPOIS DE AMANHÃ
É DIA DA CRIANÇA

E NO DIA A SEGUIR
É DIA DA CRIANÇA

O OUTRO DIA,
E O OUTRO,
ATÉ AO FIM DO MÊS
É DIA DA CRIANÇA.

EM JULHO, AGOSTO E SETEMBRO
CADA DIA,
É DIA DA CRIANÇA
E TODOS OS OUTROS
ANTES DURANTE E DEPOIS
DO NATAL
É DIA DA CRIANÇA

E DIA DE ANO NOVO
SERÁ MESMO
O DIA DE UM ANO NOVO
SE A CADA DIA SOUBERMOS,
E SENTIRMOS,
QUE É DIA DA CRIANÇA




As Gajas, Oh pá, Essas Cabras



Sentados à mesa ao lado da minha, separada por uma divisória em vidro fosco, estavam dois machos, colegas ou amigos, nunca deu para perceber, comemorando a dor de corno de um deles.
Um queixava-se, o outro concordava em monossílabos ou repetindo a frase tema da última lufada de desabafos.

“Aquela gaja fez-me sair de casa dos meus pais e levou-me a viver com ela por pura manipulação. Ah, nunca me encostou à parede, nã, é muita’esperta... Queres cá ficar a dormir hoje? Isto dia sim dia também, ‘tás-a-ver? Dá cá a tua roupa que eu vou fazer uma máquina... E eu a ir.”

“A gaja é tão cabra que nunca me pediu um tusto, néria. Uma vez fui ao supermercado comprar umas coisas que gosto de ter no frigorífico: queijos, patés, cerveja, essas merdas. Quando lá cheguei diz a gaja toda dengosa – isso já dá uma ajudinha prá conta do gás e da água... – É que a malta às vezes estava muito tempo no duche, ‘tás-a-ver? A gaja queria era guardá-las para mas mandar a cara. É muita’esperta.”

“Oh pá é isso que me irrita nas gajas, tens de estar sempre em guarda pá; estão sempre a ver de que lado é que nos põem a anilha. Ah pois! Mas se fosse com ela a gaja também não gostava. "

"A semana passada ficou toda eriçada porque eu cheguei a casa e ela estava com um gajo na sala, de perninha estendida no sofá a beberem copos. Oh pá isto eram p’rá-í umas onze e tal da noite, já tinha acabado o futebol há que tempos... E a gaja julgou que eu ia ficar ali a fazer sala com eles. ‘Tás mesmo a ver-me... O gajo também não esteve lá mais dez minutos, percebeu muito bem que eu não sou parvo. E a gaja toda eriçada que eu tinha sido malcriado e que já conhece o gajo há duzentos anos e blá-blá-blá. Ficou foi lixada porque já não contava que eu aparecesse, é o que é."

"Foi quando a gaja se mostrou... puxou dos galões e disse não queria mandar em ninguém mas que ningém mandava nela, que não precisava destas cenas p’ra nada e quem não está bem muda-se. Oh pá, estava toda convencida que me tinha na mão, a cabrona...”

“Vieste-te embora... Oh pá eu fazia o mesmo, o que não falta aí são gajas à solta”, dizia o outro, não para consolar mas para se solidarizar com aquele acto heróico...
“Não pá, deixei-a dormir sozinha pr’ácalmar e fiquei a ver televisão no sofá."

"Andou dois dias de trombas mas na sexta-feira já estava porreira, ou fez que estava. Depois no sábado disse-me que ia almoçar com a Gisela. Eu estava a ler o semanário e deixei-me ficar. Depois a gaja estava ao telemóvel, na casa de banho, percebes, a combinar ir aquele italiano de Oeiras. Oh pá, dei-lhe meia hora e fui tirar as teimas. E lá estava a gaja com a Gisela numa galhofa até que apareceu um gajo todo sorrisos e beijinhos nas meninas, daqueles gajos que só de olhar já tresandam a perfume, todo loiro, todo ginásio... Eu já o tinha topado porque o gajo parou um BM mesmo ao pé do meu carro. Oh pá passei-me! (...)Estive dois dias sem lhe aparecer, oh pá a pensar. Eu não sou gajo de bater em gajas mas palavra que só me apetecia pregar-lhe um estalo. A gaja nem o telefone me atende.”

“Ontem voltei para falar com a gaja. Oh pá, eu sei que a gaja estava em casa mas armou-se em mula. A cabrona mudou a fechadura, e pôs um papel A4 na porta a dizer – Podes ir buscar as tuas coisas a casa do Miguel , VAI MORRER LONGE.”

E diz o amigo – “Ouve lá, essa Gisela é aquela magrinha de olhos grandes que tem os putos no Manel Bernardes?"

“É, é essa cabra que faz de chaperon ao fim de semana, a gaja que era toda querida comigo... Por quê?”

“Oh pá, esse gajo loiro, assim todo atleta, que tem um BM azul é o marido da Gisela; costumo encontrar o gajo quando vou buscar a Joana ao colégio...”

Pediram a conta.


Oh pá, não há pachorra! Gajos.

POR FALAR EM EUROVISÃO

Não sei se foi a melhor, mas é, talvez, a minha favorita, a que não esqueci embora pouco mais a tenha voltado a ouvir

Pena que não tenha uma boa orquestração, a voz merecia, a canção também.

Jacques Zegers representava a Belgica em 1984 e ficou em 5º lugar
.




Avanti, avanti la vie, traverse la mémoire des hommes
Du cœur et des poings, avanti, peut-être referas-tu Rome
Avanti, avanti la vie, sois un oiseau sans barreaux, va
Des ailes et du bec, avanti, mais vole plus haut que les chats

Le train des jours roule dans ta tête
Tant de détours souvent te guettent

Avanti, avanti la vie, n'écoute pas toutes les lois
Tu en crèverais, avanti, toutes les libertés grondent en toi

(Avanti, avanti la vie) Ni valet, ni roi
(sois poète sans bourreaux, va) Chante aussi fort que tu pourras
(De l'encre et des mots, avanti) Avanti ta vie
(ecris le fou du fond de toi)

Le train du temps parfois s'arrête
Profites-en, change de tête

Avanti, avanti la vie, aide-toi, le ciel t'aidera
Lève-toi et marche, avanti, un autre l'a dit avant moi

(Avanti, avanti la vie) Avanti ta vie
(traverse la mémoire des hommes)
Du cœur et des poings, avanti (Du cœur et des poings, avanti)
Peut-être referas-tu Rome

Jacques Zegers - Henri Seroka

PARA A CIRANDA



Não ganhei o rebuçado e, para me desculpar por uma informação errada aqui fica a rectificação:
É GUIMARÃES; lá está após o primeiro minuto do filme que te deixo, aí abaixo .

Falta o cavalo...


Quanto a ESTREMOZ, deixo as fotos que consegui;
de facto nada tem de semelhante, os arcos são assentes em colunetas.
(Tenho uma foto, tirada aí, pendurada no meu quarto, mesmo frente aos olhinhos, mesmo assim... Baralhações de noites em que resisto a ir dormir por saber que não vou conseguir )
.

Não resisti...tive de enviar


Sempre actual...será vai acontecer?

Os combustíveis aumentam, vergonhosamente
A comida aumenta, preocupantemente
O Sócrates mantém-se, impunemente





Na China espera-se pelos filhos, pelos pais, pelos amigos e vizinhos
Espera-se que sejam desenterrados… Vivos?
E agora já não há espera, só perda e dor
“Ficar sem nada” tem uma dimensão desumanamente real



Burma tornou-se num verdadeiro cenário dantesco
Destruição, fome, doença, dor…
O indescritível, o inimaginável
E ainda a prepotência de quem acredita que tem o direito de recusar a entrada de ajuda humanitária nos terrenos do inferno.


E isto são apenas as “notícias de abertura”, as de “primeira página”…
Não tenho escrito nada no Blog… Pois não, não me apetece
Estou deprimida



E NÃO DIGO MAIS NADA PORQUE NÃO BATO EM DERROTADOS

Tá explicado!

Ora cliquem lá aí no linkezinho e vão já perceber, tudinho

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=345564&headline=98&visual=25&tema=27

E assim continua o Tibete...



Foto de militares chineses preparando-se para trocar os seus uniformes por vestes de bonzos tibetanos
(De uma Agência de Comunicação da Grã-Bretanha)

Eis os 'monges' que têm sido responsáveis pela violência, em Lassa! A difundir!

Nota: Os monges de Lassa declararam que, estando detidos, não poderiam estar presentes nas manifestações; esperemos que esta imagem seja dada a conhecer ao maior número possível de pessoas.

HOJE É DIA DA MÃE



Almocei com a minha Mãe e com o meu filho, sou uma mullher de sorte.


Depois...


Fui jogar futebol com o meu filho, num campo de raguebi todinho só para nós...

Aquilo é muito maior do que eu julgava...

(Se amanhã derem pela minha falta procurem-me nos cuidados intensivos...)

SOBRE A AMIZADE,
OU
A QUEM SERVIR A CARAPUÇA...

Não me venham cá falar de amor, pensando que de amor romântico ou de paixão se faz a nossa vida afectiva porque a paixão não se cimenta no amor, nem em coisa alguma: é areia, mais ou menos molhada, mais ou menos vidrada, ou, para utilizar uma imagem mais comum, é fogo de palha, com mais ou menos palha subjacente.
Por vezes existe, mesmo, aquela profunda ligação entre as pessoas, entre as almas, que designamos por Amor – a que os leitores de Alberoni, e de outros “estilistas” das emoções sentimentais, convencionaram chamar “amor romântico”. A verdade é os amigos também se amam (é essa a parte lixada) – para o melhor e o pior – e, ao contrário do casamento, às vezes nem a morte, do dito, os separa, sendo o "divórcio" entre Amigos legalmente menos burocrático mas emocionalmente tão ou mais complicado... é como um funeral sem corpo: o fantasma permanece em torno da nossa vida ao longo de muito tempo, muito tempo.

Mas isto dos amigos é lixado!

Quando começo a pensar no que distingue os Amigos daqueles que não se podem considerar como tal, esbarro sempre com o meu racionalismo. De facto, racionalmente, não consigo sistematizar uma classificação que me sirva, como um livro tão ecléctico que parece não ter lugar adequado em qualquer das prateleiras da biblioteca.

Vem isto a propósito de um dilema que me tem acompanhado ao longo da vida adulta e que agora, sabe Deus (e sei eu) por quê, me volta a assaltar: O que devemos ou não perdoar, ou talvez melhor dizendo, tolerar aos Amigos?

Se são Amigos têm um estatuto especial que lhes permite atitudes, erros, deslizes que não admitiríamos a um qualquer comum mortal afectivo e, naturalmente, usaremos de maior tolerância, de alguma condescendência se necessário, de toda a compreensão. Sim, está certo.

Mas há um reverso desta face...
Se são amigos, e porque o são, exige-se mais... bilateralmente, de nós e deles.

Se são amigos têm um estatuto especial e há coisas que não podem ser toleradas, com as quais não pode ser usada a mesma condescendência que se poderia aplicar a um qualquer mortal afectivo, que não são compreensíveis à luz de uma relação de amizade séria, verdadeira.

Parece-me que a resposta reside numa interiorização, a tempo inteiro, a corpo inteiro, e de todo o coração, da noção de Respeito. Um respeito profundo, enraizado, que faça parte indissociável de uma relação de amizade, sempre, a todas as horas, sob todos os ângulos, ignorando todos os pretextos, desculpas ou conveniências. Não é, nem se prende com, a presença; É mais, é mais difícil, é mais raro e valioso, é mais reconfortante. É a única espada com vitória garantida sobre a hipocrisia e a mentira, é o único cálice de confiança sempre disponível e renovada.

Não pretendo inferir que a Amizade é feita de respeito, apenas defendo que sem este, consciente, profundo e permanente, a amizade perde a maiúscula, é superficial e quebradiça, é transitória. Até pode ter graça mas é potencialmente perigosa, sobretudo para quem nela se apoiar. Todas as outras variáveis que a vão construindo – como a empatia, a confiança, a vivência, os comuns interesses, a compreensão, a generosidade, a lealdade, a cumplicidade, etc., etc. – assim como o tempo que esta leva a construir e, sobretudo, a revelar-se, estarão sempre em equilíbrio instável entre a rocha e o abismo. Sem respeito, a afectividade é nervosa, frequentemente enrolada em cinismo, gera fraqueza mental e emocional, gera impaciência e descrédito, noites brancas e pensamentos negros.


Voltando ao meu dilema, ainda não consegui estabelecer uma fronteira, talvez nunca consiga, é uma linha difícil de traçar com rectidão e justeza. Implica o julgamento de outros, de situações e circunstâncias. Implica construir uma escala de qualidades e prioridades de aspectos que não são quantificáveis.
É urgente que o faça? Não, de todo – o solúvel dilui-se... Mas sei que, mais tarde ou mais cedo, um dia acordarei virada para um lado diferente e já não me importará estabelecer qualquer fronteira, nem de que lado da linha deve ficar a tolerância, será indiferente. Eu sei, já passei por lá... Mais de uma vez.